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Da crítica filosófica à superação poética: o "Hipérion" de Hölderlin e o Idealismo Alemão; From philosophical critic to poetic overcoming: Hölderlin's "Hyperion" and German Idealism

Franceschini, Pedro Augusto da Costa
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 01/11/2013 PT
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37.37%
A presente dissertação busca situar o pensamento de Hölderlin em relação à filosofia do idealismo alemão, na maneira pela qual propõe uma solução poética para algumas questões levantadas pela filosofia de seu tempo. Partindo da mesma exigência de reunir sujeito e objeto em um fundamento absoluto, o poeta procura um princípio unificador que supere as cisões deixadas pela filosofia crítica em uma reflexão que desloca de maneira original as noções e conceitos de Kant e Fichte. Ao apontar, em seu fragmento Juízo e Ser, o caráter cindido da operação do juízo e os pressupostos da consciência e da identidade, Hölderlin se move da noção de eu absoluto fichteana para um fundamento concebido enquanto ser, anterior a toda divisão entre sujeito e objeto; as consequências desse deslocamento sinalizam os limites da filosofia em suas posturas teórica e prática. Essa reflexão filosófica tem um exemplar desenvolvimento em seu romance Hipérion ou o Eremita na Grécia, o qual mobiliza todas essas questões em uma expressão estética. Acompanhando o percurso do protagonista em suas tentativas de recuperar uma Grécia harmoniosa, revelam-se as consequências e limites desse projeto de pensamento. Se o saldo do romance parece negativo...

Vias oblíquas da trasncendência: sspectos do idealismo em Augusto dos Anjos e Pedro Kilkerry

Santos, Fabiano Rodrigo da Silva
Fonte: Universidade Estadual Paulista Publicador: Universidade Estadual Paulista
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: 121-140
POR
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This essay analyzes the manifestations of the idealism of romantic orientation in the poetry of Augusto dos Anjos and Pedro Kilkerry, showing the points of contact between their oeuvres and demonstrating that many of the innovative aesthetic procedures of their poetry appear as a reaction to urgencies of an idealistic conception of poetry. Augusto dos Anjos and Pedro Kilkerry attest the anxiety of apprehension of connections with a super-sensible sphere in phenomenal reality. Although this takes a different form in each of the poets, it can refer to a common poetic ideal that transcends the concrete reality. To accomplish this, they use aesthetic procedures that modernize the language of the romantic sublime – Augusto dos Anjos uses a hybrid philosophical repertoire that marks his poetry with a tense and innovative prosaic language, and Pedro Kilkerry opts for the indirect representation, made by an evocative and metonymic language, that evidences the mystery of the transcendent ideal without deciphering it.; O ensaio analisa as manifestações do idealismo de orienta- ção romântica na poesia de Augusto dos Anjos e Pedro Kilkerry, visando, por um lado, evidenciar os pontos de contato existente entre as obras dos dois poetas, e por outro...

O idealismo de Hegel e o materialismo de Marx : demarcações questionadas

Pedro Geraldo Aparecido Novelli
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 31/12/1998 PT
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Hegel e Marx têm sido relacionados na História da Filosofia pela redução de um ao outro, pela exclusão de um em relação ao outro e ainda pela completude entre eles. O que é investigado aqui é precisamente a relação que afirma a complementariedade entre eles. Não se busca a anulação de diferença que distingue um do outro, mas recuperar a aproximação que a mesma diferença viabiliza. A mencionada aproximação entre Hegel e Marx é procurada na dialética idealismo-materialismo. Hegel é marcadamente idealista e Marx, por sua vez, materialista, mas até que ponto ambos encontram-se enclausurados em si mesmos e afastados da posição do outro? Da análise do que Hegel pensava sobre o idealismo e sobre o materialismo e do que Marx pensava sobre o idealismo de Hegel e sobre o materialismo depreende-se que tanto um quanto o outro invadem o campo alheio. Se isso não atesta a assunção dos posicionamentos do outro, também não possibilita uma desconsideração cabal do contrário. Em outras palavras, Hegel não evitou o materialismo e o mesmo não fez Marx para com o idealismo. O momento da passagem do idealismo pelo materialismo e vice-versa é um momento da superação, mas essa ocorre necessariamente por esse caminho. Procurando apronfundar e ofercer sustentação a essa tese realizou-se a busca do materialismo na ontologia...

Idealismo e refutação do idealismo na filosofia crítica de Kant

Rego,Pedro Costa
Fonte: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG Publicador: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2013 PT
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O presente trabalho versa sobre o tema, central no projeto filosófico de Kant, da refutação do idealismo, concentrando-se em dois momentos da Crítica da Razão Pura (CRP): a Dedução Transcendental e a Refutação do Idealismo. Adoto duas hipóteses interpretativas: a primeira, de que a seção da CRP intitulada "Refutação do Idealismo" não esgota o projeto kantiano de uma refutação do idealismo, mas lhe fornece o acabamento, apresentando-se como um desenvolvimento de argumentos aduzidos na Dedução Transcendental. A segunda, de que a refutação kantiana do idealismo assume uma forma bipartida pelo fato de que são essencialmente duas as figuras do idealista que a argumentação implicitamente apresenta como adversário da teoria transcendental do conhecimento. Chamarei essas figuras de idealista cético e idealista da autoconsciência e procurarei demonstrar e discutir a presença, na CRP, de dois distintos movimentos argumentativos anti-idealistas que lhes correspondem nas seções da Refutação e da Dedução. Finalmente, esboçarei a pergunta sobre se e em que medida, entendida na perspectiva de sua forma bipartida, a refutação kantiana completa do idealismo na CRP apresenta uma prova suficiente contra o interlocutor que...

O devir e o lugar da filosofia: alguns aspectos da recepção e da crítica de Nietzsche ao idealismo transcendental via Afrikan Spir

Mattioli,William
Fonte: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG Publicador: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2013 PT
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A recepção de Nietzsche da filosofia transcendental de Kant é intermediada por diversos autores de diferentes tendências filosóficas que se viam em continuidade com o projeto kantiano de uma filosofia crítica. Um desses autores é Afrikan Spir, filósofo que levou a cabo um programa de renovação da filosofia crítica que ia na contramão da tendência hegemônica na segunda metade do século XIX de naturalização do kantismo. A influência de Spir na construção de algumas das teses epistemológicas centrais do pensamento de Nietzsche é variada, assim como sua importância no que tange à recepção e à crítica nietzscheana ao idealismo transcendental. Nietzsche se apropriou e reinterpretou várias teses e temas presentes na reformulação da teoria kantiana do transcendental proposta por Spir. O objetivo do presente trabalho é investigar o alcance e a importância dessa apropriação e suas consequências para a crítica de Nietzsche ao transcendentalismo. Esta crítica é formulada a partir do pensamento do devir, que constitui a base do seu programa de uma filosofia histórica.

Herdeiros do idealismo Alemão

Musse,Ricardo
Fonte: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia Publicador: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/1994 PT
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Acompanha-se, aqui, a pertinência do lema de Engels, que concebe o marxismo como "herdeiro do idealismo alemão" nas teorias de Lukács, Horkheimer e Adorno. Enquanto Lukács assenta o método marxista na vertente da filosofia hegeliana e Horkheimer assume explicitamente o legado kantiano, Adorno não se propõe a ser herdeiro, mas sim crítico do idealismo alemão.

Idealismo e intersubjetividade nas meditações cartesianas de Edmund Husserl

Silva, Pedro Augusto de Castro Buarque.; Pelizzoli, Marcelo Luiz (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Dissertação
BR
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O objetivo da presente dissertação é analisar como Husserl aborda a questão da intersubjetividade nas Meditações Cartesianas. Em nossa leitura, entretanto, buscaremos um afastamento do viés cartesiano que tanto tem animado as críticas à objeção do solipsismo desde a perspectiva do idealismo transcendental. Segundo esse viés, por desenvolver radicalmente os motivos da filosofia cartesiana, como o projeto da mathesis universalis e o retorno ao ego cogito, a fenomenologia deveria ser compreendida como um neocartesianismo, apresentando alguns dos “problemas transcendentais” tradicionalmente ligados a ele: em nosso caso, o solipsismo. Nesse sentido, adotaremos como referencial crítico a interpretação de Paul Ricoeur da “tentativa malograda” de Husserl de fundar a alteridade no e a partir do ego transcendental. Em resposta às críticas decorrentes dessa interpretação, nossa leitura explorará a introdução de noções como estranho e comunidades culturais, bem como a distinção entre ego humano e ego transcendental, a experiência da empatia e o papel da fenomenologia genética na fundamentação da intersubjetividade e de sua relação com o idealismo transcendental. Nossa discussão visará, pois, a partir de uma leitura motivada pela refutação às críticas de Ricoeur...

Do idealismo transcendental ao idealismo absoluto

Salvadori, Mateus
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Dissertação de Mestrado
PORTUGUêS
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Esta dissertação tem como objetivo investigar a superação do idealismo transcendental kantiano realizada pelo idealismo absoluto hegeliano. Os argumentos hegelianos em prol da superação do dualismo entre coisa-em-si e fenômeno serão detalhados e postos à prova. Enquanto Kant salienta que a metafísica como ciência é impossível, ou seja, os objetos que as Idéias transcendentais denotam estão além do espaço e do tempo, não existindo nenhum objeto no mundo sensível correspondentes a ela e, portanto, não podem ser conhecidas, pois não afetam a sensibilidade, Hegel apresenta a realidade como sujeito e nega qualquer forma de cisão entre o ser e o pensar.; This thesis aims to investigate the overcoming of the kantian transcendental idealism held by the hegelian absolute idealism. The arguments in favor of hegelian overcoming the dualism between thing in itself and the phenomenon will be detailed and tested. As Kant points out that metaphysics as a science is impossible, ie the objects that denote the transcendental ideas are beyond space and time, since there are no corresponding object in the sensible world to her and therefore can not be known, because not affect the sensitivity, Hegel presents the reality as subject and denies any form of division between being and thinking.

O idealismo cavaleiresco medieval revisitado: três renascentistas antecessores de Dom Quixote e um romântico idealista

Paz, Demétrio Alves
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Tese de Doutorado
PORTUGUêS
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O objetivo da presente tese é analisar, por meio das teorias de Mikhail Bakhtin, Erich Auerbach, George Luckács, Ian Watt, Thomas Pavel, Michael McKeon, Menéndes Pelayo, a permanência do idealismo cavaleiresco em quatro obras: três romances do século XVI e um do século XIX, respectivamente: Amadis de Gaula, de Garci Rodriguez de Montalvo, Palmeirim de Inglaterra, de Francisco de Morais, Crônica do Imperador Clarimundo, de João de Barros e Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano.; The aim of this thesis is to analyze, using the theories of Mikhail Bakhtin, Erich Auerbach, George Luckács, Ian Watt, Thomas Pavel, Michael McKeon, Menéndes Pelayo, among others theorists of the novel the permanence of chivalric idealism in four novels: three sixteenth century novels and a nineteenth century novel, respectively: Amadis de Gaula, by Garci Rodriguez de Montalvo, Palmeirim de Inglaterra, by Francisco de Morais, Crônica do Imperador Clarimundo, by João de Barros e Eurico, o presbítero, by Alexandre Herculano.

Preliminares [El fondo de la historia: Idealismo, Romanticismo y sus Repercusiones]

Fonte: Universidade Carlos III de Madrid Publicador: Universidade Carlos III de Madrid
Tipo: info:eu-repo/semantics/publishedVersion; info:eu-repo/semantics/conferenceObject; info:eu-repo/semantics/bookPart Formato: text/plain; application/pdf
Publicado em /06/2012 SPA
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Ponencias de los tres talleres del Congreso "El fondo de la historia: Idealismo, Romanticismo y sus Repercusiones" celebrado del 22 al 24 de noviembre de 2010 en la Universidad Carlos III de Madrid

Materialismo e idealismo na física do final do século XIX e início do século XX a partir de Materialismo e Empiriocriticismo de Lénine. O caso exemplar da interpretação bohriana da mecânica quântica

Pato, Ana Henriques
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2012 POR
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Tese de mestrado em História e Filosofia das Ciências, apresentada à Universidade de Lisboa, através da Faculdade de Ciências, 2012; Lenine expos e desenvolveu um conjunto de aspectos da teoria do conhecimento na sua obra Materialismo e Empiriocriticismo. Nela, o autor analisa o confronto entre as correntes materialistas e idealistas na ciência do seu tempo. Em particular, analisa aquilo a que chama “idealismo físico”, isto é a tendência de alguns físicos para interpretarem de forma idealista os resultados de um ramo das ciências. Lenine apontou como uma das razoes para a crise da física a negação do valor objectivo das suas teorias: “a matéria desaparece, restam apenas as equações”. O confronto entre estas duas linhas filosóficas fundamentais, o materialismo e o idealismo, permaneceu ao longo dos tempos. Para compreender as formas que esse confronto assume na ciência actual, estudar Materialismo e Empiriocriticismo e da maior relevância. Por todas estas razões, procede-se a uma recensão do conteúdo desta obra. Pretende-se, assim, expor as principais posições da teoria do conhecimento materialista e dialéctica para, então, melhor compreender a relação entre aquelas linhas filosóficas e a ciência de hoje. Verifica-se que a interpretação ortodoxa da mecânica quântica – tomada a partir dos textos de Bohr – esta profundamente marcada por tendências agnósticas e idealistas. Em particular...

Objetividade e espacialidade : Kant e a refutação do idealismo

Falkenbach, Tiago Fonseca
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
POR
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No presente trabalho, apresentamos uma reconstrução do argumento kantiano em favor da tese que objetividade implica espacialidade. O argumento é exposto na Crítica da Razão Pura (e parcialmente reformulado em algumas Reflexões que integram o Nachlass). Kant, no entanto, é extremamente conciso em alguns de seus passos fundamentais. Para contornar essa dificuldade, recorremos ao trabalho de outros filósofos que defenderam a mesma tese, notadamente, L.Wittgenstein, P.F.Strawson e Gareth Evans. Mesmo nas ocasiões em que nos distanciamos da letra de Kant, porém, buscamos preservar sua estratégia de prova, a saber, fundamentar o vínculo entre as noções de objetividade e espacialidade a partir de sua relação com a noção de temporalidade. A ‘Refutação do Idealismo (problemático)’, acrescentada na segunda edição da Crítica, desempenha um papel central nessa estratégia. Sendo assim, procuramos razões para a afirmação que a representação objetiva de uma existência no tempo – a representação da existência de um sujeito de consciência, para tomar o caso destacado por Kant – pressupõe a representação de objetos espaciais e independentes da mente. Argumentamos que a melhor defesa da validade da Refutação kantiana é uma doutrina da cognição de inspiração wittgensteiniana...

La libertad en el idealismo trascendental de Fichte según la lectura de Cornelio Fabro

Benavides, Cristian Eduardo
Fonte: Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas Publicador: Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:ar-repo/semantics/artículo; info:eu-repo/semantics/publishedVersion Formato: application/pdf
SPA
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El presente trabajo tiene el propósito de examinar, siguiendo puntualmente la lectura y comentarios del filósofo italiano Cornelio Fabro, el desarrollo del idealismo trascendental fichteano en lo que concierne de forma particular a su noción de libertad. Los tópicos que se estudiarán tendrán un marco bien definido, a saber: se intentará mostrar primeramente la interpretación fabriana de Fichte; en segundo lugar, se dará cuenta del juicio de Fabro sobre algunos puntos concretos del idealismo fichteano; y finalmente, aunque de modo más bien indirecto y transversal, se señalará la influencia de Fichte en la propia reflexión de Fabro sobre la noción de libertad.; Fil: Benavides, Cristian Eduardo. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentina. Universidad Nacional de Cuyo. Facultad de Filosofia y Letras. Instituto de Filosofia. Centro de Estudios de Filosofia Clasica; Argentina

Redução, intencionalidade, mundo: a fenomenologia Husserliana como superação da oposição entre realismo e idealismo

Missaggia, Juliana Oliveira
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Tese de Doutorado
PORTUGUêS
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Este trabalho trata do problema de determinar a posição da filosofia de Edmund Husserl em relação à tradicional oposição filosófica entre realismo e idealismo. Defendemos que o pensador alemão, através do desenvolvimento do método fenomenológico, propõe um novo tipo de idealismo que não se encaixa nessa antinomia tal como formulada pela história na filosofia até o começo da contemporaneidade, resultando em uma solução original para a questão. Para sustentar tal tese, analisamos conceitos centrais desenvolvidos por Husserl a partir da chamada “virada idealista” de seu pensamento, entre os quais destacam-se as noções de redução fenomenológica, noese, noema, mundo da vida, corpo e intersubjetividade. Ao longo desse estudo, também procuramos demonstrar como a filosofia husserliana, sobretudo em sua fase tardia, foi precursora de muitos dos temas caros a outros fenomenólogos, como Heidegger e Merleau-Ponty, os quais são usualmente compreendidos como pensadores que romperam radicalmente com o método proposto por Husserl. Desse modo, nos posicionamos contra interpretações que tomam a Fenomenologia como uma filosofia representante de idealismos semelhantes aos de Kant ou Berkeley, assim como negamos que a novidade trazida por Husserl se deva à falta de ontologia em seu pensamento. Além disso...

Idealismo formal x idealismo material: a refutação kantiana do idealismo cartesiano

Forlin Junior, Enéias
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 02/10/2008 POR
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Este artigo busca mostrar, por meio de uma análise da refutação kantiana do idealismo empírico, que Kant é ainda assim partidário de certo solo mentalista inaugurado por Descartes. Ao mesmo tempo, ele recusa as implicações solipsistas de qualquer idealismo material, seja o de Descartes, seja o de Berkeley.

Kant e a Refutação do Idealismo II

Almeida, Guido Antonio de; UFRJ
Fonte: SFL – Seminário Filosofia da Linguagem Publicador: SFL – Seminário Filosofia da Linguagem
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 04/04/2015 POR
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No presente artigo proponho uma leitura da Refutação do Idealismo baseada em duas considerações acerca das condições que devem ser satisfeitas para que o argumento kantiano possa se apresentar como uma refutação em sentido próprio, isto é, como um argumento irrecusável pelo defensor do idealismo. A primeira é que o argumento kantiano tem de tomar sua tese sobre a "existência de objetos no espaço fora de nós" no mesmo sentido em que a expressão é entendida pelo idealista. A segunda é que o argumento kantiano tem de se basear apenas na análise imanente da doutrina a ser refutada, sem nenhum empréstimo a teses doutrinais da filosofia kantiana. Baseando-me nessas considerações iniciais, procuro mostrar que o argumento kantiano escapa às objeções usuais e pode ser considerado como sendo pelo menos formalmente correto, de tal modo que, para recusá-lo, seria preciso mostrar ou bem que premissa inicial é falsa ou bem baseada em meras construções filosóficas. Abstract In the present paper I propose an interpretation of Kant's Refutation of Idealism based on two considerations regarding the conditions that must be met so that it can be accepted as a refutation in the proper sense, ie, as an argument that cannot be discarded by the idealist himself. The first one is that Kant's argument has to take its thesis about the "existence of objects in space outside us" in the same sense in which it is taken by the idealist. The second one is that Kant's argument must rest solely on the immanent analysis of the idealist doctrine...

O Idealismo Crítico e o Sistema do Idealismo: um problema sem fundamento?

Licht dos Santos, Paulo R.
Fonte: UFPR Publicador: UFPR
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 11/10/2007 POR
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Como entender o “idealismo alemão”? Propõe-se aqui, a partir do choque entrealgumas posições sobre a filosofia kantiana (sobretudo em Schopenhauer e em Schelling),antes do que uma resposta, articular alguns problemas em torno do “idealismo alemão”,procurando pensar, assim, tanto a ambigüidade deste recorte como operador heurísticoquanto a abertura possível para um campo de questões sobre a atividade filosófica e o seu(não) fundamento.

Idealismo e materialismo na história

Costa, Sérgio Paulo Muniz; Centro Brasileiro de Relações Internacionais
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 11/07/2012 POR
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http://dx.doi.org/10.5007/2178-4582.2011v45n2p355Este ensaio se fundamenta na relação entre filosofia e história. Se a filosofia, desde as suas origens, ocupouse do ser, a sua permanente reconstrução pela história – obrigatória para seu prosseguimento – haverá de se dar segundo as concepções que o explicam. Esta é a relação inolvidável que sustenta a perenidade da filosofia e história, imbricando-as num liame que pode se explicitar por meio das grandes posições do materialismo e do idealismo adotadas por não poucos pensadores relevantes e contidas nas correspondentes explicações para o ser. Outras concepções filosóficas se desenvolveram ao longo da história do pensamento, paralelamente ao materialismo e idealismo. Não são as únicas, portanto, uma vez que a ampliação do horizonte teórico pode incluir a polarização entre inferência e empirismo, conhecimento científico e não científico e em outras anteposições que marcam a história das idéias. Foram escolhidas por que materialismo e idealismo abrigam filósofos e historiadores, cientistas e pensadores, empiristas e racionalistas cujas concepções de mundo inspiraram ou foram sua base. Essa é a perspectiva considerada neste ensaio, cujo objetivo é apresentar a influência do materialismo e do idealismo no estudo da história e identificar os seus traços em algumas das obras históricas que marcaram época e...

Sociologia da ciência: realismo, idealismo e construtivismo

Gomes, Vicente de Paula; Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Filosofia
Fonte: Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea Publicador: Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Avaliado por Pares Formato: application/pdf
Publicado em 21/02/2014 POR
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A virada neopragmática, crítica avassaladora da função fundante dos saberes autodefendida pela filosofia, radical ao ponto de incluir a própria vertente analítica de onde se originou, é, inexoravelmente, a fronteira atual do conhecimento filosófico, o golpe do movimento neopragmático à filosofia e à razão; contudo, deve ser avaliado como positivo. Ele possibilitou o retorno à consciência das matrizes conceituais genuínas desse saber ao apontar as propostas de superação do impasse: naturalismo estrito (QUINE, 1969), naturalismo fraco (HABERMAS, 2004), idealismo objetivo (HÖSLE, 1987), contextualismo (RORTY, 1994). Contribuíram, inquestionavelmente, para esse desfecho, os estudos históricos e sociológicos da ciência pós-kuhnianos, inspirados em sua filosofia da ciência. Inserindo-se tangencialmente nesse debate, o objeto de reflexão deste estudo é contrapor o ponto de vista da sociologia da ciência ao realismo e ao idealismo. Nosso intuito é demonstrar que o construtivismo que caracteriza seu modelo de inquirição não nega, como ingênua ou maliciosamente entendem seus críticos, a função determinante da natureza na construção da ciência. A força do nosso argumento emergirá da análise realizada pelos expoentes do strong programme em sociologia da ciência...

El desafío de la crítica kantiana a la metafísica cartesiana en tanto que idealismo escéptico

Lequan,Mai
Fonte: UAM, Unidad Iztapalapa, División de Ciencias Sociales y Humanidades Publicador: UAM, Unidad Iztapalapa, División de Ciencias Sociales y Humanidades
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2013 ES
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La lectura kantiana sobre la obra de Descartes, antes que evidenciar un conocimiento detallado del planteamiento cartesiano, muestra los pretextos claros para que Kant realice precisiones a su sistema. ¿Cuál es el peso y el lugar del "yo pienso" en la filosofía kantiana?, ¿qué se puede derivar de la existencia de las cosas en relación con su conocimiento?, ¿cómo combina Kant el realismo empírico con el idealismo trascendental?, ¿cuáles son los límites del yo pienso trascendente, frente al yo pienso trascendental? En este artículo, el análisis de las diferencias entre la Crítica de 1781 y la de 1787, pasando por los Prolegómenos de 1783, ofrece precisiones sobre las preocupaciones de Kant provocadas por autores como Descartes y, en menor medida, Berkeley.