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A natureza comportamental da mente: behaviorismo radical e filosofia da mente

Alves, Diego Zilio
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: 277 f.
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Pós-graduação em Filosofia - FFC; O presente trabalho pretende delinear uma possível interpretação do behaviorismo radical como teoria da mente, o que significa, em outros termos, contextualizá-lo no âmbito da filosofia da mente. Para tanto, primeiramente apresentaremos as principais teorias que figuram na filosofia da mente contemporânea, incluindo suas teses centrais e seus respectivos problemas. Em seguida, trataremos dos fundamentos do behaviorismo radical enquanto filosofia da ciência e enquanto teoria do comportamento. Esses dois passos servirão ao propósito de estabelecer os parâmetros da discussão subseqüente entre behaviorismo radical e filosofia da mente. Nesse sentido, o primeiro problema que pretendemos responder é: o que é a mente? Trata-se de um problema conceitual que envolve o mapeamento dos fenômenos normalmente caracterizados como mentais. Veremos que, para o behaviorismo radical, a mente é comportamento. Já o segundo problema que pretendemos responder é: qual a natureza da mente? – problema que, no contexto do behaviorismo radical, deve ser substituído pelo seguinte: qual a natureza do comportamento? Discorrer sobre a natureza de um fenômeno implica investigar quais são as características essenciais à sua existência. Trata-se...

O Fisicalismo revisitado pela Filosofia Ecológica: as affordances sociais

Moroni, Juliana; Gonzalez, Maria Eunice Quilici
Fonte: Universidade Estadual Paulista Publicador: Universidade Estadual Paulista
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: 124-141
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); The aim of this paper is to analyze the concept of social affordance in the context of Ecological Philosophy. In particular, we analyze the hypothesis that social affordances emerge from the collective perception of information available in the environment. We analyze Schmidt’s hypothesis (2007) that the meaning of social affordances is neither exclusively in the perceiver nor only in the physical environment, but it is a constituent part of its ecological niche. The niche is characterized as the sum of ecologicalinformational relations between organisms and environment, having social properties which are responsible for constituting social affordances. We argue that the concept of social affordances enables the Ecological Philosophy to develop a comprehensive view about the physicalist perspective in Philosophy of Mind. From the methodological perspective the concept of social affordance aggregates ecological and semantic features providing elements to explain various forms of adjustments and laws that guide the action of organisms.; Este trabalho tem como objetivo realizar um estudo do conceito de affordances sociais no contexto da Filosofia Ecológica. Em especial analisamos a hipótese de que...

Dilemas éticos da vida humana : a trajetória hospitalar de crianças portadoras de paralisia cerebral grave; The ethical dilemmas of human life : the hospital history of children with serious cerebral palsy

Diniz, Debora
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica
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O artigo é um estudo antropológico que aborda os pressupostos éticos do tratamento médico ministrado em crianças portadoras de paralisia cerebral grave. A pesquisa foi realizada a partir de um trabalho etnográfico de oito meses, com pacientes em tratamento no Centro de Paralisia Cerebral do Hospital Sarah, Salvador. A observação da terapêutica ministrada a estas crianças, que apresentam pouquíssimas mudanças do quadro clínico, levou ao questionamento já bastante sugerido em discussões relativas à deontologia médica: Qual o objetivo do tratamento médico empregado nestas crianças? Na verdade, os resultados desta pesquisa indicaram a existência de explicações sócio-humanistas que estariam além da explicação médico-científica oficial, a qual resumiria a terapêutica a um fisicalismo corporal. _______________________________________________________________________________ ABSTRACT; This study deals with the ethical premises of medical treatment for children with serious cerebral palsy. Eight months of ethnographic research were carried out with patients at the Cerebral Palsy Center in the Sarah Hospital in Salvador, Bahia, Brazil. Observation of treatment for these children, who displayed limited clinical change...

Integração da filosofia da química no currículo de formação inicial de professores : contributos para uma filosofia do ensino

Ribeiro, Marcos António Pinto
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Tese de Doutorado
Publicado em //2014 POR
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Tese de doutoramento, Educação (Teoria e Desenvolvimento Curricular), Universidade de Lisboa, Instituto de Educação, 2014; O campo disciplinar da filosofia da química só começa a se constituir, mais sistematicamente, a partir dos anos 1990, espaço até aí ocupado, tacitamente, pelo fisicalismo e reducionismo. A reflexão esclarecida sobre a especificidade filosófica da química conduziu a perspectivas da práxis química ainda ausentes no currículo escrito e real da química. Reflexos desse fenômeno são evidenciados na falta de consenso e de diálogo e nos obstáculos epistemológicos e conceituais do ensino. O presente trabalho de investigação qualitativa é uma aproximação entre filosofia, química e currículo através da Grounded theory e do mapeamento como princípios metodológicos. Mostra, primeiramente, que a filosofia da química constitui um complexo disciplinar, plural que, por seu valor intrínseco e instrumental, deve e pode ser integrado no currículo de formação inicial de professores. A investigação avança para caracterizar estilos didáticos epistemológicos e cognitivos da química, principais características da química, principais tensões e problemas da práxis química. Num passo seguinte...

Outro Género de Corpos. O materialismo tecnológico fisicalista de Beatriz Preciado

Rocha, Anabela Ribeiro Pinto da
Fonte: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa Publicador: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em /03/2012 POR
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Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Filosofia Contemporânea; Esta dissertação centrar-se-á na forma como a questão da corporalidade se complexifica pela oferta de cada vez mais recursos técnicos que permitem pensar o género (nele incluído o sexo enquanto conjunto de significantes anatomo-fisiológicos) como algo construído e não uma natureza dada. Esta concepção não é nova mas as reflexões produzidas por estes novos corpos criticam a falta de enraízamento material e tecnológico das concepções filosóficas dominantes sobre género, nomeadamente a de Judith Butler. O Manifeste Contra-Sexuel de Beatriz Preciado tem a particularidade de levar em consideração estas novas vozes e de tentar construir uma filosofia da corporalidade que as escute e dissemine (daí tratar-se dum manifesto); para o fazer dialoga não só com uma série de práticas tecnocientíficas, como também grupais e artísticas, convocando para isso instrumentos conceptuais que provém de tradições filosóficas continentais e anglo-saxónicas. Preciado pensa a corporalidade como produção tecnológica, ou seja, como produto de tecnologias de dominação primordialmente materiais...

Interpretação e teoria nas ciências naturais e nas ciências humanas: comentários a respeito de Kuhn e Taylor

Lacey,Hugh
Fonte: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia Publicador: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/1997 PT
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O objetivo do artigo é o de extrair dos escritos de Taylor uma crítica da concepção de Kuhn a respeito de uma possível unidade entre as ciências naturais e as ciências humanas, e dos de Kuhn uma crítica à caracterização proposta por Taylor para as ciências naturais. Deste empreendimento resulta uma reconceptualização da unidade das ciências.

Oscilações entre o reducionismo e o fisicalismo não-redutivo no naturalismo biológico de John Searle

Prata,Tárik de Athayde; Lima Filho,Maxwell Morais de
Fonte: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia Publicador: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2013 PT
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O artigo examina a concepção de Searle sobre a redução da consciência (em especial a sua teoria acerca de seus poderes causais), que se mostra obscura e incoerente. Porém, essa incoerência não é inevitável, pois o naturalismo biológico possui elementos que permitiriam a articulação de uma teoria mais clara a respeito das capacidades causais. O exame da teoria de Pereboom e Kornblith possibilita entender por que a afirmação de identidade das capacidades causais leva a um reducionismo. Essa teoria aponta um caminho promissor para que se possa aprimorar o naturalismo biológico.

Dilemas éticos da vida humana: a trajetória hospitalar de crianças portadoras de paralisia cerebral grave

Diniz,Debora
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/09/1996 PT
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O artigo é um estudo antropológico que aborda os pressupostos éticos do tratamento médico ministrado em crianças portadoras de paralisia cerebral grave. A pesquisa foi realizada a partir de um trabalho etnográfico de oito meses, com pacientes em tratamento no Centro de Paralisia Cerebral do Hospital Sarah, Salvador. A observação da terapêutica ministrada a estas crianças, que apresentam pouquíssimas mudanças do quadro clínico, levou ao questionamento já bastante sugerido em discussões relativas à deontologia médica: Qual o objetivo do tratamento médico empregado nestas crianças? Na verdade, os resultados desta pesquisa indicaram a existência de explicações sócio-humanistas que estariam além da explicação médico-científica oficial, a qual resumiria a terapêutica a um fisicalismo corporal.

Psicanálise e o pensamento científico: entre o fisicalismo e/ou a contraciência em diferentes modos de subjetividade

Bastos,Rogério Lustosa
Fonte: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo Publicador: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2001 PT
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Discutindo a psicanálise, a partir de sua inserção na linguagem e nas Ciências Humanas, sobretudo baseando-se em Foucault, este texto problematizará a sua proximidade e distanciamento em relação ao pensamento científico. Assim, principalmente analisando-a nas suas interconexões com a subjetividade contemporânea, será ressaltado que tal disciplina não só afasta-se dos parâmetros básicos do pensamento científico clássico, como também coloca-se como uma ciência à margem, ou melhor, como uma contraciência. Tal aspecto, além da vocação na psicologia clínica, destaca-a como uma disciplina que oferece outras importantes contribuições, seja no campo da estética, da epistemologia, da autoria e das humanidades em geral.

A questão ontológica da percepção de cor

Matsushima,Elton Hiroshi
Fonte: Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto Publicador: Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2001 PT
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O presente estudo focaliza as questões sobre a ontologia da cor, essencialmente a discussão entre Fisicalismo e Subjetivismo. Analisando estes debates, entre uma concepção físicalista, que considera a cor uma propriedade física dos objetos externos, e uma concepção subjetivista, em que a cor é identificada com um processamento mental, encontrou-se argumentação diversa, desde questões silogísticas até evidências experimentais. Entretanto, uma hipótese alternativa é oferecida, o Psicofisicalismo, em que evidências da psicofísica da cor e modelos evolucionários fornecem uma descrição da essência da cor. A cor deve ser considerada uma propriedade dual, com uma vertente física e uma psicológica estreitamente relacionadas.

O problema do fisicalismo/cognitivismo na ergonomia e segurança do trabalho

Bouyer,Gilbert Cardoso
Fonte: Universidade Federal de São Carlos Publicador: Universidade Federal de São Carlos
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2014 PT
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Este estudo investigou os problemas causados pelo fisicalismo/cognitivismo na ergonomia e segurança do trabalho. Fisicalismo é uma abordagem ontológica para a qual tudo é físico. O centro da discussão é que a metáfora "trabalhador como máquina" não é meramente uma crença isolada nas práticas ergonômicas no Brasil. Ela é a base da estrutura experiencial que envolve valores, interesses, objetivos, práticas e teorias. Isso é um sério problema porque o fisicalismo/cognitivismo tornou-se causa de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

Uma neuro-weltanschauung? Fisicalismo e subjetividade na divulgação de doenças e medicamentos do cérebro

Azize,Rogerio Lopes
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGAS-Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ Publicador: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGAS-Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2008 PT
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Entre os órgãos do corpo humano, o cérebro é tido hoje como aquele que define a nossa identidade pessoal. Uma "linguagem da serotonina" é utilizada para explicar sintomas dos mais diversos, entre eles, estados de humor como a "depressão" e a "ansiedade", linguagem esta que entrou para o discurso cotidiano do público leigo. A literatura aponta para o surgimento de um "sujeito cerebral" na contemporaneidade, marcado por um borrar das fronteiras entre mente e cérebro. Todos os anos, laboratórios farmacêuticos investem milhões de dólares para divulgar medicamentos voltados para o tratamento das chamadas desordens mentais-cerebrais. Parte desse investimento é voltada não para a divulgação dos produtos, mas sim para a das doenças elas mesmas. Trata-se aqui de refletir sobre a noção de "pessoa" que esse material veicula, na qual o paradigma "sujeito cerebral" caminha lado a lado de uma imagética físico-moral.

Indivíduo e pessoa na experiência da saúde e da doença

Duarte,Luiz Fernando Dias
Fonte: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Publicador: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2003 PT
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Revisão de uma linha de pesquisa no campo das ciências sociais em saúde no Brasil que se centra na hipótese metodológica de uma diferença cultural fundamental entre os modelos relacionais de "pessoa" e o modelo do "indivíduo" ocidental moderno (pensado como livre, autônomo e igual). Essa diferença cultural é de particular importância na caracterização das formas diferenciais de experiência da saúde e da doença entre as classes populares das sociedades nacionais modernas e os segmentos portadores dos saberes biomédicos eruditos, dominantes e oficiais. Estes últimos têm um compromisso originário com algumas características da ideologia do individualismo, tais como o universalismo/racionalismo e o cientificismo/fisicalismo. As representações, práticas e instituições dela dependentes ocupam um espaço de oposição à forma integrada, relacional, holista, como são pensadas e experimentadas as "doenças" (ou, como prefiro, as "perturbações físico-morais") mesmo nos segmentos "individualizados", quanto mais nos segmentos regidos por representações hierárquicas, relacionais, de "pessoa". Apresentam-se os fundamentos antropológicos dessa perspectiva analítica e as diferentes dimensões da produção acadêmica a ela associada...

Thomas Hobbes: do movimento físico à fundação do Estado

Souza, Maria Eliane Rosa de
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Tese de Doutorado
PORTUGUêS
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O presente trabalho objetiva oferecer uma análise e uma interpretação da teoria política de Thomas Hobbes à luz da ciência do século XVII e das descobertas operadas pela física moderna em sua junção com a matemática. O texto se inicia com a abordagem do solo histórico sobre o qual se situa a filosofia de Hobbes, sobretudo com Euclides e Galileu, e caminha na direção da transposição dos movimentos físicos dos corpos para a fundação do estado civil. Destaca-se uma noção de filosofia que parte de uma base lógico-proposicional e material para, então, chegar a uma teoria política configurada na positividade formal da lei e no ordenamento jurídico do Estado. Da apropriação da tradição científica moderna, emerge uma nova imagem do homem que, apesar de racional, está submetido a movimentos inerciais no sentido mais laico do termo. Tais movimentos revelam a complexa e conflitiva condição a que está submetida a natureza humana, pela potencial guerra de todos contra todos. Como solução para essa questão, Hobbes propõe uma teoria política pautada no acordo das vontades e na transferência mútua de direitos, transpondo elementos da filosofia natural para a filosofia civil, sobretudo na adequação da lei da queda livre dos corpos e do princípio da inércia aos movimentos dos corpos humanos na vida em sociedade.Nessa configuração...

Níveis da ciência, níveis da realidade: evitando o dilema holismo/reducionismo no ensino de ciências e biologia; Levels of science, levels of reality: avoiding the holism/reductionism dilemma in science and biology teaching

El-Hani, Charbel Niño
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 07/07/2000 PT
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Um dos debates mais importantes na Filosofia da Ciência é aquele sobre as relações entre os níveis de explicação dos fenômenos e, portanto, os níveis da ciência. Esta controvérsia, intimamente relacionada ao problema metafísico dos níveis da realidade, tem sido marcada por uma polarização entre os reducionistas e seus críticos, geralmente caracterizados como holistas. O primeiro capítulo deste trabalho tem como objetivo a proposição de uma tipologia das posições metodológicas sobre a explicação na qual esta polarização entre holismo e reducionismo seja evitada. Argumenta-se que esta polarização resulta em uma série de mal-entendidos, que contribuem para que as explicações reducionistas sejam vistas, inclusive no ensino de ciências, como as únicas explicações científicas, sendo qualquer posição alternativa considerada contrária aos cânones da ciência. Uma tipologia proposta por Levine e colaboradores em 1987 é tomada como ponto de partida. Esta tipologia evita a polarização comentada acima, incluindo as seguintes posições: individualismo metodológico (reducionismo), holismo, antireducionismo e atomismo. Tendo-se em vista alguns problemas na proposta de Levine e colaboradores, sustenta-se a necessidade da construção de uma nova tipologia. São examinadas algumas tendências...

Funcionalismo e causação mental

Abrantes, Paulo Cesar Coelho; Amaral, Felipe Santiago
Fonte: Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Universidade de Campinas (UNICAMP) Publicador: Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Universidade de Campinas (UNICAMP)
Tipo: Artigo de Revista Científica
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O que colocou o fundonalismo no centro do debate em tomo do problema mente-cmpo nos últimos trinta anos parece ter sido a sua capacidade de condliar intuições fisicalistas com uma espécie de não-redudonismo: se por um lado postula-se a existência de entes físicos somente, distribuídos em uma ontologia estratificada, por outro não se falha em explicitar uma distinção real entre as propriedades de entes capacitados a sentir e representar. A supemniência mente-corpo aparentam esclarecer essas intuições dos jisica/istas não-redutims. Vários dos trabalhos de Kim em tomo dessa relação, em especial aqueles publicados antes do fim da década de. oitenta, sugeriram a supemniência como uma possível, e promissora, elucidação do estado de coisas em tor no do problema da relação entre a mentalidade e o fisico. Nos últimos anos, contudo, Kim apresentou um dilema, expressando com bastante pungência que a causação mental revela-se ininteligível, valendo ou não valendo a supemniência mente -corpo. Por conseguinte, a superveniência deixa de compor uma possível solução para o problema, passando a constituí-lo. Como tal conceito de sujxrveniênda mente-corpo estende-se naturalmente a uma região de intersecção entre todas ai posturas não -reducionistas minimamentefisicalistas...

Teorías de causación y explicación : ¿necesariamente verdaderas o dominio-específicas?

Humphreys, Paul
Fonte: Universidade Autônoma de Barcelona Publicador: Universidade Autônoma de Barcelona
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: application/pdf
Publicado em //2005 SPA
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En Humphreys [2000] argumenté que dado que están basadas en cantidades conservadas, las últimas teorías de la causación y la explicación de Salmon requieren un compromiso con una forma de fisicalismo bastante radical, haciendo la teoría difícil de aplicar a fenómenos sociales, económicos y psicológicos. Este compromiso parecería estrechar considerablemente el alcance de las teorías a menos que una vasta reducción de las ciencias sociales y psicológicas a la física pueda ser alcanzada. En el presente trabajo argumento que el contenido empírico inherente a las teorías de Salmon, aunque presente todavía, es menos problemático de lo que pensé en [2000] y esto hace que problemas filosóficos involucrados en su evaluación sean menos severos de lo que podrían parecer. Es más, el grado de compromiso con el fisicalismo requerido por las teorías más maduras de Salmon es mínimo. La combinación de realismo y empirismo en las teorías de Salmon requiere menos cambios en los métodos filosóficos de lo que podría esperarse.; In Humphreys [2000], I argued that as they are based on conserved quantities, Salmon’s latest theories of causation and explanation require a commitment with a quite radical form of»physicalism...

The scientific method in philosophy: Assessing the physicalist hypothesis

Fuhrman, André; Goethe Universität Frankfurt am Main (Uni-Frankfurt); Menezes, Júlia Telles de; Doutoranda na Goethe Universität Frankfurt am Main (Uni-Frankfurt)
Fonte: SFL – Seminário Filosofia da Linguagem Publicador: SFL – Seminário Filosofia da Linguagem
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 12/09/2015 ENG
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A filosofia contemporânea é predominantemente guiada pela hipótese de que o nosso mundo é fundamentalmente físico: Uma vez que todas as variáveis físicas são determinadas, as leis físicas fundamentais determinam a distribuição de todas as propriedades (ou determinam suas probabilidades). Propriedades de níveis superior são "macros", eventualmente compostas por propriedades físicas básicas. Esta é a hipótese característica de uma perspectiva variavelmente chamada de naturalismo, fisicalismo ou materialismo. Esta hipótese é amplamente aceita no cenário atual da filosofia contemporânea, pois é favorecida suficientemente por uma abordagem plausível frente ao problema da escolha de uma teoria. Tal abordagem é basicamente a mesma em cada campo investigativo, seja ele o da física, da biologia, da psicologia ou da filosofia. Os termos centrais aqui são: simplicidade, poder explanatório e adequação empírica. A escolha de uma teoria é afinal um problema de decisão. Nós ilustraremos este ponto mobilizando um debate central na filosofia da mente. No decorrer do presente trabalho pretendemos expor e argumentar a favor de certas teses meta-filosóficas que podem por si só estar sujeitas a um debate filosófico. AbstractMuch of contemporary philosophy is guided by the hypothesis that our world is fundamentally a physical world: Given that all fundamental physical variable are determined...

É o naturalismo biológico uma concepção fisicalista?; É o naturalismo biológico uma concepção fisicalista?

de Athayde Prata, Tárik; Universidade Federal de Pernambuco Centro de Filosofia e Ciências Humanas (15o andar) Departamento de Filosofia Av. Prof. Morais Rego, s/n. Cidade Universitária. 50.740-550 Recife, PE BRASIL
Fonte: Federal University of Santa Catarina – UFSC Publicador: Federal University of Santa Catarina – UFSC
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 18/02/2013 POR
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http://dx.doi.org/10.5007/1808-1711.2012v16n2p255 This paper is concerned with the question as to whether biological naturalism (John Searle’s solution for the mind-body problem) can be construed as a physicalist account of the mind. Despite defending physicalism in connection with particulars (section 2), Searle accepts the dualists’ basic argument for the irreducibility of mental properties (section 3). However, Searle is unable to substantiate his claim that such irreducibility is compatible with physicalism (section 4). This being the case, his theory about the mind is shown to be a variety of property dualism.; http://dx.doi.org/10.5007/1808-1711.2012v16n2p255 O artigo investiga se o naturalismo biológico (a solução de John Searle para o problema mente-corpo) pode ser considerado uma concepção fisicalista acerca da mente. Apesar de defender um fisicalismo a respeito dos particulares (seção 2), Searle adere ao argumento básico dos dualistas para a irredutibilidade das propriedades mentais (seção 3), e não consegue fundamentar sua alegação de que tal irredutibilidade é compatível com o fisicalismo (seção 4). Desse modo, sua teoria da mente se revela como um dualismo de propriedades.

Considerações nietzschianas sobre o corpo: perspectivas filosóficas para além da metafísica e do fisicalismo

Costa, Abraao Lincoln; Universidade de Brasília
Fonte: Pólemos Publicador: Pólemos
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 12/09/2014 POR
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A filosofia em Nietzsche se desenvolveu através da sua crítica à posição dualista que considera na composição humana a existência de uma dualidade psicofísica, representada pelas diferenças entre o corpo e a alma. Ao empreender um profundo questionamento dessas teorias, o filósofo alemão passa a combater grande parte da tradição filosófica idealista, a começar por Platão, supostamente responsável por estabelecer a divisão metafísica entre os mundos sensível - onde reside nosso corpo físico de imperfeições e fraquezas, e o mundo das substâncias inteligíveis, repleto de verdades e da perfeição. Com interesse de aprofundarmos sobre o monismo de Nietzsche, notamos que na sua perspectiva, o corpo físico acabará sendo entendido não como matéria meramente dispendiosa, mas como processo dinâmico, ou como um movimento de forças em contínua mudança. Abordando as diferentes obras do autor e com o subsídio de intérpretes do seu pensamento, como Gilles Deleuze e Miguel Angel Barrenechea, propõe-se analisar a singular concepção nietzschiana de corpo para além da metafísica e do fisicalismo. Nessa ótica, corpo não é entendido como uma unidade substancial, mas como o confronto entre os impulsos corporais que determinam as múltiplas relações de poder e seus acordos temporários na totalidade orgânica.