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Produção acadêmica em recursos humanos no Brasil: 1991-2000

José Tonelli,Maria; P. Caldas,Miguel; Maria Braga Lacombe,Beatriz; Tinoco,Tatiana
Fonte: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo Publicador: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2003 PT
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55.84%
O crescimento da produção acadêmica em Administração no Brasil desde 1980 tem incentivado a publicação recente de muitos balanços críticos, como os realizados pelas áreas de Organizações, Marketing, Administração da Informação e Administração Pública. O presente artigo faz um balanço da produção em Recursos Humanos na década de 1990, publicada nos principais periódicos científicos brasileiros (RAUSP, RAP, RAE e RAC) e no Enanpad. O artigo levanta e analisa temática, base epistemológica, orientação metodológica e demografia de autoria de todos os 127 artigos publicados nos periódicos e os 290 veiculados no Enanpad no período. Os resultados indicam que, embora a produção da área tenha aumentado significativamente em volume, o perfil acadêmico de RH no Brasil é preocupante: seu escopo temático é contestado pelo recente crescimento e autonomia do campo de comportamento organizacional; sua base epistemológica é eminentemente funcionalista; a base metodológica é frágil, predominando estudos de caso tipicamente ilustrativos de teoria consolidada (ou seja, sem maior pretensão de indução ou criação de teoria); e a diversidade de origem é baixa: mais de 65% da produção vem de apenas 7 programas de pós-graduação.

Estudos críticos em administração: aprodução científica brasileira nos anos 1990

Davel,Eduardo; Alcadipani,Rafael
Fonte: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo Publicador: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2003 PT
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136.11%
A década de 1990 marca a emergência de um movimento de estudos críticos em administração no contexto anglo-saxão que se distingue de outras abordagens críticas pela originalidade de sua proposta. Levando em consideração a emergência e a sedimentação desse movimento, este artigo apresenta o desenvolvimento da produção acadêmica brasileira, ressalta seus avanços, suas nuanças e as possíveis contribuições para se sofisticar a pesquisa e a prática organizacional. Examinando-se, então, a produção de abordagens críticas no Brasil ao longo da década de 1990, constata-se (a) uma carência de pesquisas que aprofundem conhecimento sobre práticas e organizações locais e (b) o potencial de renovação da produção teórica em administração que tais abordagens possuem.

Repensando os estudos críticos em administração

Paula,Ana Paula Paes de
Fonte: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo Publicador: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2004 PT
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55.71%

Controle e coerção: a pedagogia do olhar na espacialidade do teatro e das organizações

Vergara,Sylvia Constant; Carvalho,José Luis Felício dos Santos de; Gomes,Ana Paula Cortat Zambrotti
Fonte: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo Publicador: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/09/2004 PT
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95.92%
Este ensaio aborda o tema da coerção e do controle, amplamente tratado no campo dos estudos críticos em Administração, privilegiando o espaço físico. Porém o faz numa perspectiva alternativa: toma a evolução histórica da espacialidade teatral e estabelece analogias com a espacialidade nas organizações. Para tanto, são analisados o anfiteatro grego, o teatro de Roma, os palcos medievais, o palco italiano e, adicionalmente, a sala de cinema. O objetivo é argumentar que no espaço físico controla-se, pedagogicamente, o olhar do indivíduo para que propósitos políticos, econômicos e culturais sejam realizados. Tal acontece tanto pelo emprego de modos coercitivos e diretos de controle quanto de modos normativos, mais sutis.

Em busca de uma agenda brasileira de pesquisa em estratégia de marketing

Faria,Alexandre
Fonte: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo Publicador: Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de S.Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2006 PT
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65.71%
Há duas questões históricas no Marketing ainda não resolvidas: o seu poder nas estratégias das grandes empresas e a relevância da disciplina. Essas questões ganharam destaque no contexto da globalização, especialmente em países tidos como menos desenvolvidos, devido à ampliação de assimetrias no mercado e na academia. O artigo sugere que o poder reduzido do marketing na grande empresa era questão central em pesquisa no âmbito de estratégia de marketing nos anos 1980 e que o conceito de orientação para o mercado enfraqueceu o interesse por esse âmbito a partir dos anos 1990. O autor argumenta que a superação desse problema requer não somente a aversão à academia dominante, mas também a compreensão de interesses e mecanismos sócio-históricos que moldam a área nos Estados Unidos. Ao final, discute-se por que desenvolver uma agenda brasileira de pesquisa em estratégia de marketing e sugere-se um guia para a constituição dessa agenda.

Uma crítica à crítica domesticada nos estudos organizacionais

Misoczky,Maria Ceci; Amantino-de-Andrade,Jackeline
Fonte: Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Administração Publicador: Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Administração
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2005 PT
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85.88%
Este é um artigo de posição; um texto provocador do debate e do contraditório. O argumento desenvolvido gira em torno de diferentes concepções sobre emancipação, e suas conseqüências para a realização da crítica. Introduz-se os estudos críticos em administração, sob a perspectiva desenvolvida por Alvesson e Willmott. Posteriormente, se discute a emancipação, tendo como referência as formulações da Escola de Frankfurt em suas diferentes fases. Considera-se, então, um artigo de Alvesson e Willmott dedicado à emancipação e sua resultante transmutação em microemancipação, domesticando a crítica nos estudos organizacionais. Em oposição, adota-se uma definição de emancipação que repousa na produção dos autores latino-americanos Enrique Dussel e Paulo Freire, além de recuperar as abordagens dos teóricos da primeira fase da Escola de Frankfurt. Além disso, se reverencia a produção crítica brasileira. Encerra-se com uma breve consideração sobre a inscrição da crítica como uma oposição à ciência funcional.

O pós-estruturalismo e os estudos críticos de gestão: da busca pela emancipação à constituição do sujeito

Souza,Eloisio Moulin de; Souza,Susane Petinelli; Silva,Alfredo Rodrigues Leite da
Fonte: Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Administração Publicador: Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Administração
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2013 PT
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106.05%
Os Estudos Críticos em Gestão (ECG) são formados por bases epistemológicas distintas. Contudo, haveria algum ponto em comum que fosse capaz de dar um status de campo de estudo aos ECG? Alguns autores afirmam que a busca pela emancipação seria uma característica comum às correntes de pensamento que fazem parte dos ECG. Diante desse panorama, este artigo problematiza se a emancipação realmente é uma característica presente no movimento pós-estruturalista, enfocando principalmente as possíveis diferenças entre o pós-estruturalismo e a Teoria Crítica sobre esse tema, bem como analisando quais as possíveis distinções existentes entre autores pós-estruturalistas relacionadas à emancipação e à subjetividade. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica em estudos que discutem as principais características dos Estudos Críticos em Gestão. Conforme será descrito, o pós-estruturalismo deixa claro que pretende romper com a dicotomia existente na concepção de sujeito, na qual, em um polo, encontra-se um sujeito completamente autônomo (sujeito individual) e, no outro, um sujeito determinado pelo social (sujeito coletivo), rompendo com a dicotomia agência versus estrutura. Entende-se que emancipação é um ponto-nodal entre os Estudos Críticos em Gestão e não somente uma característica comum. Nesse sentido...

Um estudo da produção acadêmica em administração estratégica no Brasil na terminologia de Habermas

Rodrigues Filho,José
Fonte: Fundação Getulio Vargas/Escola de Administração de Empresas de São Paulo Publicador: Fundação Getulio Vargas/Escola de Administração de Empresas de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2004 PT
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116.15%
Tem havido recentemente um grande interesse em estudos críticos em administração, pelo menos na literatura de língua inglesa, dando origem a uma nova disciplina denominada de Estudos Críticos em Administração (ECA). Já que uma forma de se conhecer uma disciplina ou campo de estudo é analisar o conteúdo dos escritos ou literatura considerados mais influentes, no presente estudo tentou-se identificar os trabalhos mais citados em administração estratégica, oriundos da produção acadêmica no Brasil. Um levantamento de mais de 100 artigos da especialidade de administração estratégica foi efetuado, formando-se um banco de dados de todas as referências utilizadas nestes artigos. Algumas destas referências são básicas ou centrais para esta especialidade e, como textos dominantes, tendem a ser invocadas para apoiar a construção de conhecimento. Em seguida, uma tentativa foi feita para classificar os textos mais referenciados, utilizando a taxonomia do filósofo e sociólogo alemão, Jürgen Habermas, que faz uma distinção entre três formas de interesses que constituem o conhecimento: interesse técnico, prático e emancipatório. O propósito foi o de verificar até que ponto os estudos críticos permeiam esta especialidade. Os resultados mostraram que a corrente de pensamento dominante no Brasil parece não permitir a crítica...

Apresentação: fórum estudos críticos em administração

Paula,Ana Paula Paes de; Alcadipani,Rafael
Fonte: Fundação Getulio Vargas/Escola de Administração de Empresas de São Paulo Publicador: Fundação Getulio Vargas/Escola de Administração de Empresas de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2004 PT
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55.71%

A terceira margem do rio dos estudos críticos sobre administração e organizações no Brasil: (re)pensando a crítica a partir do pós-colonialismo

Rosa,Alexandre Reis; Alcadipani,Rafael
Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie Publicador: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2013 PT
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76.01%
O objetivo deste ensaio é apresentar uma introdução ao pensamento pós-colonial a partir da sua origem, das principais vertentes de estudo e de possíveis diálogos entre as tradições anglófona e latino-americana. Para tanto, discutimos os conceitos de subalternidade, descolonização e hibridismo como possibilidade teórica de se explorar a perspectiva pós-colonial nos estudos críticos sobre organizações no Brasil. Embora o debate sobre subalternidade e pós-colonialismo seja relativamente novo nos estudos organizacionais, dentro e fora do Brasil, a revisão da literatura na área mostra que, mesmo fora do contexto da démarche pós-colonial, muitos trabalhos produzidos sobre administração e organizações no Brasil levaram em conta as mesmas preocupações dos autores pós-coloniais. De forma indireta, os trabalhos abordam temas que estão ligados aos efeitos do colonialismo no mundo contemporâneo e ainda reconhecem a necessidade de se descolonizar este campo de estudos quando analisam a questão da dependência cultural na tradição intelectual brasileira e na transferência de tecnologia gerencial entre países do centro e da periferia, quando problematizam o uso de teorias produzidas no Norte Global e buscam referências que valorizem um olhar a partir do Sul Global...

A gestão do conhecimento como técnica de controle: uma abordagem crítica da conversão do conhecimento tácito em explícito

Behr,Ricardo Roberto; Nascimento,Schleiden Pinheiro
Fonte: Fundação Getulio Vargas, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas Publicador: Fundação Getulio Vargas, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2008 PT
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106.08%
A gestão do conhecimento como tecnologia de gestão é um tema emergente nos espaços acadêmicos e organizacionais. Porém, observa-se que as pesquisas e a literatura sobre o tema têm enfatizado os aspectos funcionalistas, menosprezado questões referentes ao controle e à dominação dos trabalhadores envolvidos por esta tecnologia. A partir da década de 1970, diferentes abordagens propondo alternativas à perspectiva funcionalista, até então amplamente dominante, começaram a ganhar corpo nos estudos organizacionais. Entre elas, destaca-se a perspectiva crítica, que se consolidou no contexto anglo-saxão, nos anos 1990, com a criação e o desenvolvimento do movimento denominado critical management studies, ou seja, estudos críticos em administração. O objetivo deste artigo é abordar de forma crítica a gestão do conhecimento; mais especificamente, a conversão do conhecimento tácito em explícito. Para tanto, foi dividido em cinco partes: introdução, descrição da origem e dos conceitos de gestão do conhecimento, origem e conceitos em estudos críticos em administração, abordagem crítica da gestão do conhecimento e considerações finais.

A imagina(organiza)ção surrealista: rompendo a gaiola de ferro dos estudos organizacionais

Rosa,Alexandre Reis
Fonte: Fundação Getulio Vargas, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas Publicador: Fundação Getulio Vargas, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2008 PT
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75.9%
Neste artigo apresento uma interface entre arte e administração, tendo o movimento surrealista como ponte de conversação entre as duas áreas. Em virtude da dinâmica dos estudos organizacionais no Brasil e de sua dependência teórica com o mundo anglo-saxão, o pensamento subversivo e libertário subjacente à arte surrealista pode ser explorado como instrumento de ruptura das grades simbólicas que aprisionam nossa criatividade na gaiola de ferro dos estudos organizacionais. Nesse sentido, o objetivo no trabalho é analisar o contexto atual a partir de três cenas: uma instável, que retrata a ruptura dos anos 1920 com a proposta de autonomia do movimento surrealista; uma estável, com a fixação do fenômeno organizacional em paradigmas e sua travestida evolução expressa pelo domesticado movimento do Critical Management Studies (CMS). Outro ponto está em analisar as possibilidades de ruptura a partir de uma nova cena onde estabilidade e instabilidade fazem parte de uma mesma realidade e deslocam o centro dos debates para o nosso próprio contexto, a fim de atingir a autonomia necessária para uma teorização organizacional brasileira com a mesma ousadia e criatividade dos precursores da aventura surrealista.

Teoria ator-rede e estudos críticos em administração: possibilidades de um diálogo

Alcadipani,Rafael; Tureta,César
Fonte: Fundação Getulio Vargas, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas Publicador: Fundação Getulio Vargas, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/09/2009 PT
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136.07%
O objetivo deste artigo é questionar se a teoria ator-rede (TAR) seria, de fato, incapaz de contribuir para análises criticas nos estudos organizacionais. Discutimos, então, as princpais características dos estudos críticos em administração, bem como seu desenvolvimento no contexto brasileiro. Apresentamos ainda alguns dos conceitos iniciais da TAR, que foram alvo de críticas não apenas por naturalizarem as organizações e transmitirem a ideia de que o processo de ordenação é estático, podendo ser entendido de maneira mecânica, mas também por desconsiderarem a dimensão política em suas análises. Como forma de superar tais limitações, que dificultariam um posicionamento crítico da TAR, analisamos os novos desenvolvimentos dessa abordagem, conhecidos como TAR e Depois, que redefiniram algumas de suas principais noções, possibilitando adotar essa perspectiva como "instrumento" analítico crítico das organizações. Concluímos que muitas das críticas direcionadas à TAR, no que concerne ao seu caráter acrítico e não-reflexivo, já não se sustentam mais, em função dos novos desdobramentos emergidos da TAR e Depois.

Abordagem crítica nos estudos organizacionais: concepção de indivíduo sob a perspectiva emancipatória

Mozzato,Anelise Rebelato; Grzybovski,Denize
Fonte: Fundação Getulio Vargas, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas Publicador: Fundação Getulio Vargas, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2013 PT
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55.88%
O objetivo deste ensaio teórico é debater a necessidade de considerar racionalidades alternativas à instrumental nos Estudos Organizacionais, em favor do exercício da cidadania do indivíduo como ator social, com papel ativo e não sujeito da ciência e do mundo. São resgatados pressupostos teóricos dos Estudos Organizacionais críticos, no contexto paradigmático do humanismo radical, para responder porque fazer uma análise crítica. A justificativa é a de que a Ciência Social estabelecida tornou-se um meio legítimo de controle do mundo natural e a conduta humana. Apoiando-se em pressupostos teóricos ingênuos, na visão de Alberto Guerreiro Ramos, a Ciência da Administração se desenvolveu com base na racionalidade instrumental inerente à Ciência Social dominante no Ocidente, não sofrendo críticas até 1970 porque funcionou até ali. As críticas mais atuais não foram suficientes para romper a corrente principal, talvez porque a razão deslocada do psiquismo humano transformou-se em um atributo da sociedade. No entanto, há concepções epistemológicas alternativas ao funcionalismo e a abordagem crítica é caminho possível, podendo trazer avanços aos Estudos Organizacionais, constituindo um dos caminhos possíveis na busca da emancipação do homem em direção a uma sociedade melhor e mais justa.

Guerreiro Ramos: resgatando o pensamento de um sociólogo crítico das organizações

Paula,Ana Paula Paes de
Fonte: Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia Publicador: Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2007 PT
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55.83%
Objetiva-se com este artigo apontar as contribuições de Alberto Guerreiro Ramos para os estudos críticos em administração, evidenciando o quanto o autor antecipa as preocupações e proposições dessa corrente dos estudos organizacionais. Tenta-se, também, demonstrar as bases da sociologia crítica das organizações utilizadas pelo autor e que o conduziram para uma nova teoria organizacional, resgatando sua agenda de pesquisa para os estudiosos da temática. Em linhas gerais, abordam-se os principais trabalhos de Guerreiro Ramos, os quais são examinados a partir de uma perspectiva analítica cuidadosamente estruturada. Para concluir, resgatam-se os trabalhos de seus discípulos, avaliam-se os limites do artigo e são feitas recomendações para futuras pesquisas, frisando que trazer à tona o pensamento de Guerreiro Ramos é uma forma de preservar a força do movimento de crítica à administração.

Opressão e resistência nos estudos organizacionais críticos: considerações acerca do discurso da servidão voluntária e da pedagogia do oprimido

Paula,Ana Paula Paes de; Maranhão,Carolina Machado Saraiva de Albuquerque
Fonte: Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia Publicador: Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/09/2009 PT
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55.82%
Este artigo tem como objetivo discutir a abordagem crítica nacional para a questão da opressão e da resistência nos estudos organizacionais, apresentando novas contribuições teóricas que podem reforçar sua tese central: a opressão é um fenômeno coletivo, portanto, quando se busca um projeto emancipatório mais amplo, a resistência também precisa ser empreendida como uma ação coletiva. Para além destas contribuições, também pretendemos apontar a pedagogia crítica como um caminho para analisar e mesmo colocar em práticas novas formas coletivas de resistência. Para isto, realizaremos um percurso que resgatará o clássico texto de Etienne La Boétie, "O Discurso da Servidão Voluntária" e também a "Pedagogia do Oprimido" de Paulo Freire.

Responsabilidade social: a privatização do público

Xavier,Wescley; Maranhão,Carolina
Fonte: Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia Publicador: Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2010 PT
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65.83%
Este trabalho tem como objetivo apresentar uma via de discussão acerca da responsabilidade social, distinta daquelas que vão ao encontro dos interesses estratégicos das empresas. Optamos, aqui, em discutir as raízes do que se denomina responsabilidade social, assumindo um posicionamento questionador frente à atuação das empresas. O ponto de partida adotado é o princípio de que as empresas são geradoras de grande parte dos problemas da sociedade e agem concomitantes ao Estado em prol da manutenção da ordem vigente. O resultado dessa articulação é a existência de mediações de segunda ordem - originalmente contidas nas análises de Marx acerca da alienação do trabalhador -, a partir da responsabilidade social, com o uso de ações paliativas que velam a (des)ordem vigente. Como alternativa, recorre-se à autoconsciência presente nos estudos críticos, em que as mediações de segunda ordem seriam substituídas pelo reconhecimento da situação atual.

Controle ideológico: uma reflexão teórica sobre os princípios que orientam as práticas da gestão da qualidade; Ideological control: a theoretical reflection about the principles that guide the practices of quality management

Miranda, Adílio Renê Almeida; Cappelle, Mônica Carvalho Alves; Fonseca, Fernanda Pierangeli; Oliveira, Maria Clara Koenigkam de
Fonte: Universidade Federal de Lavras Publicador: Universidade Federal de Lavras
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em //2010 OTHER
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65.89%
Changing in productive system that comes mainly from productive reestructuration process experiment the adoption of new management technologies, being one of them quality management programms. In this way, there's a rearengement of working system, emerging new elements which reconfigures new relationships in works in the organizational area. However, there are counterpoints between scientific speechs and management ones near beneficts and involvements in deployment of quality management systems in organizations. Critical studies are inserted in this context, with the objective of inducing various facets of these new management technologies which don't exist in tradicional organizational theory. The objetive of this work was to discuss the principles of quality management considering as forms of ideological control. The analytical frame was based in principles: 1. focus on clients, 2 - leadership, 3 - people involvement, 4 - approach in process and systemic approach to management, 5 - continuous improvement, 6 - factual approach in judgment and 7 - mutual beneficts with suppliers. It was tried to show what cannot be said through organizational speechs. This way, it is intended to contribute to critical studies, in the same time that to organizational praxis questions.; As mudanças no sistema produtivo advindas principalmente do processo de reestruturação produtiva ensejam a adoção de novas tecnologias de gestão...

Fatores críticos de sucesso como antecedentes da aceitação de um sistema de informação em uma universidade federal

Yoshino, Cristina Kazumi Nakata
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Administração; Políticas e Gestão Públicas; Gestão Organizacional Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Administração; Políticas e Gestão Públicas; Gestão Organizacional
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
POR
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55.97%
In recent decades the public sector comes under pressure in order to improve its performance. The use of Information Technology (IT) has been a tool increasingly used in reaching that goal. Thus, it has become an important issue in public organizations, particularly in institutions of higher education, determine which factors influence the acceptance and use of technology, impacting on the success of its implementation and the desired organizational results. The Technology Acceptance Model - TAM was used as the basis for this study and is based on the constructs perceived usefulness and perceived ease of use. However, when it comes to integrated management systems due to the complexity of its implementation,organizational factors were added to thus seek further explanation of the acceptance of such systems. Thus, added to the model five TAM constructs related to critical success factors in implementing ERP systems, they are: support of top management, communication, training, cooperation, and technological complexity (BUENO and SALMERON, 2008). Based on the foregoing, launches the following research problem: What factors influence the acceptance and use of SIE / module academic at the Federal University of Para, from the users' perception of teachers and technicians? The purpose of this study was to identify the influence of organizational factors...

Institutional work: uma ponte entre estudos críticos e institucionais?

Bruning, Camila; Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGADM. Universidade Federal do Paraná - UFPR.; Marra do Amorim, Andre Luis; Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGADM. Universidade Federal do Paraná - UFPR.; Godri, Luci
Fonte: Universidade Federal Fluminense Publicador: Universidade Federal Fluminense
Tipo: Avaliado pelos pares Formato: application/pdf
Publicado em 22/12/2015 PT
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65.91%
O artigo debate a proposta de Lawrence, Suddaby, e Leca (2011) de construção de uma ponte entre as abordagens crítica e institucional em estudos organizacionais por meio do conceito de institutional work. São analisadas as teorias de institutional work (Lawrence; Suddaby; Leca, 2011), e, dentro da perspectiva crítica, da teoria da Economia Política do Poder (FARIA, 2008). São identificados quatro pontos que mostram problemática esta aproximação teórica: o conceito de instituição; o conceito de mudança institucional; o conceito de agência; e o foco sobre intencionalidade, interesse e poder. Conclui-se que a proposta de aproximação teórica das distintas abordagens demanda que se analisem, debatam e esclareçam as bases epistemológicas e o corpo teórico em que os conceitos de ambas são utilizados, para que não se caia na falácia de fazer comparação direta de conceitos que, embora tenham a mesma terminologia, são utilizados com significados diferentes em cada tradição teórica. Palavras-chave: Institutional Work; Economia Política do Poder em Estudos Organizacionais; Interdisciplinariedade.