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Padrões geográficos das síndromes de dispersão e características dos frutos de espécies arbustivo-arbóreas em comunidades vegetais da Mata Atlântica; Geographic patterns of the fruit traits from Atlantic forest: environmental and ecological relationships of the dispersal modes

Campassi, Flavia
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 02/08/2006 PT
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Frutos com sementes que são dispersas por vertebrados são muito freqüentes em florestas tropicais. Porém há uma grande variação na proporção de frutos zoocóricos quando se comparam diferentes comunidades. A Mata Atlântica deve possuir entre suas espécies, semelhante proporção de dispersão biótica com outras comunidades de floresta tropical mas deve apresentar diferenças entre as comunidades que a compõe caso sejam consideradas suas diferenças vegetacionais. No primeiro capítulo desta dissertação as síndromes de dispersão de sementes de espécies arbustivo-arbóreas foram quantificadas de forma geral para o domínio da Mata Atlântica e suas comunidades foram comparadas entre os três tipos de vegetações florestais que a compõe. As florestas ombrófila, estacional semidecidual e estacional decidual também foram comparadas quanto a variáveis relacionadas aos frutos zoocóricos como o tipo de dispersor (aves, mamíferos ou misto), tamanho do diásporo (diâmetro e comprimento) e cor do fruto. Para isso foram compiladas informações para mais de 2000 espécies de plantas, pertencentes a 188 comunidades no domínio da Mata Atlântica. As florestas que compões seu domínio diferem entre si. As comunidades da floresta ombrófila...

Diversidade e regeneração natural de árvores em florestas de restinga na ilha do Cardoso, Cananéia, SP, Brasil; Diversity and natural regeneration of trees in Restinga Forests in Ilha do Cardoso, Cananéia, SP, Brazil

Faria, Mariana Brando Balazs da Costa
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 28/11/2008 PT
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Esta dissertação teve como objetivo analisar a dinâmica de regeneração natural de três formações florestais de restinga (uma Floresta de Restinga Alta Seca - RAS; uma Floresta de Restinga Alta Alagada - RAA; e uma Floresta de Restinga Baixa - RB) com diferentes condições edáficas, composições florísticas e estruturas, da Ilha do Cardoso, Cananéia, SP. Ao longo de um ano, procuramos entender os mecanismos que promovem as variações na composição e estrutura arbórea desses três sistemas. Para isso, entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2008 nós acompanhamos a chuva de sementes das três florestas através 90 coletores de sementes de 0,5 m² (30 em cada floresta; Capítulo 1) e a comunidade de plântulas 50 cm de espécies arbóreas, através de 270 parcelas de 1 m² (90 em cada floresta; Capítulo 2). A dinâmica de regeneração natural das florestas foi analisada a partir dos dados de chuva de sementes, da dinâmica de plântulas (três censos em 12 meses), dos dados pré-coletados dos indivíduos arbóreos com DAP 5 cm das três florestas mais os dados ambientais de abertura de dossel (disponibilidade de luz) e teor de matéria orgânica (MO) no solo (Capítulo 3). Em relação à chuva de sementes, a RB apresentou quase o dobro de sementes do que as outras florestas. Por outro lado...

Caracterização da vegetação remanescente visando à conservação e restauração florestal no município de Paulínia - SP; Remnant vegetation diagnose aiming forest restoration and conservation in the municipality of Paulínia, São Paulo State

Miachir, Jeanette Inamine
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 21/09/2009 PT
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No contexto da conservação biológica, a fragmentação florestal é definida como uma separação ou desligamento não natural de áreas amplas em fragmentos espacialmente segregados, promovendo a redução dos tipos de habitats e a divisão dos habitats remanescentes em unidades menores e isoladas. A magnitude e a extensão dessas alterações na paisagem são influenciadas pelo tamanho, conectividade, forma, contexto e heterogeneidade dos fragmentos. Visando a conservação ambiental do município de Paulínia-SP, este trabalho teve como objetivo efetuar o diagnóstico da vegetação remanescente. Os fragmentos florestais identificados no município foram: Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Estacional Semidecidual Ribeirinha, Floresta Paludosa e Cerrado. A caracterização da vegetação foi realizada através do levantamento florístico rápido baseado no tempo de amostragem. Os 104 fragmentos apresentaram riqueza de 517 espécies, sendo 447 espécies nativas regionais (região de Paulínia), 18 espécies nativas não regionais (nativas de outras regiões do Brasil) e 52 exóticas (originárias de outros países). Foram registradas espécies raras como Tabebuia insignis, Pilocarpus pennatifolius, Salix humboldtiana, Handroanthus umbellatus. A análise de similaridade florísica utilizando-se o Método de agrupamento de Sorensen foi efetiva para separar os fragmentos de Cerrado e Floresta Paludosa e mostrou tendência de agrupamento para algumas variações fisionômicas da Floresta Estacional Semidecidual. Com a finalidade de se obter dados quantitativos (abundância) das espécies...

Caracterização florística e estrutural do componente arbóreo de três fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual da região leste do vale do Paraíba - SP; Floristic and Structural characterization of the composition of arboreal species from three seasonal semi-deciduous forest fragments in the eastern Vale do Paraíba, São Paulo State

Freitas, Herbert Serafim de
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 12/04/2010 PT
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A bacia do rio Paraíba do Sul (sudeste do Brasil) está inserida no domínio da Floresta Atlântica, em altitudes que vão do nível do mar até 2797 metros. Há grande complexidade topográfica e climática, que resulta na presença de inúmeras fitofisionomias, como os Campos de altitude, Cerrado, Floresta Estacional Semidecidual e Florestas Ombrófilas Densa e Mista. Apesar da grande complexidade florestal, esta bacia ainda não foi objeto de estudos fitogeográficos. Análises das relações de similaridade florística entre comunidades arbóreas conduz em geral ao estabelecimento de padõres condicionados por fatores diversos que determinam a ocorrência das espécies. As florestas estacionais semideciduais da bacia do rio Paraíba do Sul mostram-se bastante fragmentadas e têm sido pouco estudadas do ponto de vista florístico e fitossociológico. O presente estudo objetivou conhecer e comparar a composição florística, a estrutura e os aspectos ecológicos do componente arbóreo de três fragmentos. Além disso, foram utilizadas análises de agrupamento e correspondência para estabelecer comparações florísticas com outras 31 áreas de Floresta Atlântica, 17 delas pertencentes à bacia do rio Paraíba do Sul (bacia do RPS). O fragmento maior (300 ha) situa-se no município de Areias e os dois menores (14 ha cada) em São José do Barreiro (22°41'S; 44°3'W)...

Chuva de sementes zoocóricas em uma floresta de Mata Atlântica em processo de restauração: caracterização e fatores de influência; Animal-dispersed seed rain in the Atlantic Forest area undergoing a restoration process: characterization and influence factors

Nobre, Andrezza Bellotto
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 31/01/2013 PT
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Pela necessidade de reverter o atual quadro de degradação da Mata Atlântica, ações de restauração se fazem urgentes e devem ser pensadas a fim de restabelecer a biodiversidade nessas áreas, envolvendo as diversas formas de vida vegetal, animal e suas interações. O restabelecimento da relação planta-frugívoro e consequente dispersão de sementes certamente são essenciais não só para a conservação de uma floresta existente, mas também na aceleração do processo de restauração florestal. Portanto, a atração dos agentes dispersores de sementes deve fazer parte dos esforços empregados em ações restauradoras. Uma forma de avaliar a contribuição destes animais em áreas restauradas é através do estudo da chuva de sementes, mais especificamente aquela que é resultado dos eventos de dispersão pela fauna (zoocoria). Este estudo buscou caracterizar e comparar a composição da chuva de sementes zoocóricas em uma área em processo de restauração florestal na Mata Atlântica, submetidas a duas técnicas de manejo distintas, uma por meio de plantio de restauração em área total e outra, através da indução e condução da regeneração natural, originando uma área de capoeira. Ainda, utilizando a ferramenta de seleção de modelos pelo critério de Akaike...

Chuva de sementes e estabelecimento de plântulas de espécies lenhosas florestais em mosaicos de floresta com araucária e campos no sul do Brasil; Seed rain and seedlind establishment of wood species in mosaics of araucaria forest and campos grassland in southern Brasil

Santos, Melina Marchesini Grassotti dos
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
POR
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Mecanismos de dispersão de diásporos e de recrutamento de plântulas evitam a competição intra-específica e possibilitam a colonização de novos ambientes, sendo etapas muito importantes para o estabelecimento de populações em novos sítios. Em áreas de transição entre florestas e vegetação campestre esses processos não são aleatórios, e sim associados muitas vezes a indivíduos lenhosos isolados em tais áreas de campo ou a formações arbustivas. No sul do Brasil, as Florestas com Araucária formam mosaicos com áreas campestres e observa-se o avanço da floresta sobre os campos. A dissertação tem como objetivo avaliar a cuva de sementes e o padrão de estabelecimento de plântulas de espécies lenhosas florestais associadas a áreas de ecótonos de Floresta com Araucária e campos e a indivíduos lenhosos isolados na matriz campestre. Os estudos foram realizados no Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata PUCRS, em São Francisco de Paula, em vegetação campestre excluída de fogo e de pastejo há 14 anos, circundada por florestas. A dispersão de diásporos foi avaliada mensalmente por um período de oito meses com o uso de coletores de sementes que foram posicionados em ecótonos de floresta e campos com diferentes fisionomias e sob indivíduos lenhosos isolados na matriz campestre. Paralelamente...

Síndromes de dispersão de diásporos das espécies de trechos de vegetação ciliar do rio das Pacas, Querência - MT

Stefanello,Daniel; Ivanauskas,Natália Macedo; Martins,Sebatião Venâncio; Silva,Elias; Kunz,Sustanis Horn
Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia Publicador: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2010 PT
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As adaptações das plantas, conforme seus agentes dispersores, correlacionam-se com as características morfológicas de cada espécie e família e com a região em que esta predomina, sendo que as sementes evoluíram de acordo com os dispersores. A dispersão de sementes mais freqüente em florestas tropicais é a zoocoria, daí a importância na conservação de corredores ecológicos, que possibilitam a disseminação de espécies de um fragmento para outro. Diante do fato, este trabalho teve por objetivo listar as principais síndromes de dispersão de sementes de espécies ocorrentes em trechos de Floresta Estacional Perenifólia Ribeirinha do rio das Pacas, Querência - MT, a fim de identificar o principal tipo de dispersão. As informações sobre as síndromes de dispersão foram coletadas em campo, juntamente com a amostragem da vegetação, a qual foi dividida em estratos de acordo com a altura dos indivíduos amostrados. Foram identificadas 69 espécies, pertencentes a 51 gêneros e 31 famílias botânicas. As famílias com maior riqueza foram Annonaceae e Fabaceae, a qual apresentou a maior diversificação de síndromes. A zoocoria foi a síndrome de maior expressividade, com 86% do total de espécies, seguida da anemocoria (10%)...

Síndromes de dispersão de sementes em três trechos de vegetação ciliar (nascente, meio e foz) ao longo do rio Pindaíba, MT

Stefanello,Daniel; Fernandes-Bulhão,Clarissa; Martins,Sebastião Venâncio
Fonte: Sociedade de Investigações Florestais Publicador: Sociedade de Investigações Florestais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2009 PT
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17.64%
Este estudo foi desenvolvido visando identificar as proporções entre as síndromes de dispersão e os tipos de frutos encontrados em três áreas: nascente (Cerrado Rupestre), meio e foz (mata ciliar Floresta Estacional Semidecidual) ao longo do Rio Pindaíba, MT. No trecho de nascente, 55,6% das espécies amostradas eram zoocóricas, 43% anemocóricas e apenas 1,4% autocóricas, respectivamente. No trecho do meio, 85,7% das espécies eram zoocóricas, 11,7% anemocóricas e apenas 1,3% autocóricas. Na foz do Rio Pindaíba foram encontradas 77,5% de espécies zoocóricas, 20% de anemocóricas e apenas 2,5% de autocóricas. A hipótese levantada neste estudo foi de que em áreas abertas (nascente) a proporção de espécies anemocóricas seria maior do que em ambientes fechados (meio e foz), onde predominaria a zoocoria. Entretanto, não houve diferença significativa nas proporções de espécies anemocóricas e zoocóricas na nascente (Cerrado Rupestre), enquanto no meio e na foz (mata ciliar) as proporções de zoocoria foram maiores. Ambientes florestais, estruturalmente mais complexos com menor circulação do vento e menor incidência luminosa, requerem estratégias de dispersão mais direcionadas e previsíveis como a zoocoria.

Síndromes de dispersão de espécies arbóreas de florestas ombrófilas submontanas do estado do Rio de Janeiro

Carvalho,Fabrício Alvim
Fonte: Sociedade de Investigações Florestais Publicador: Sociedade de Investigações Florestais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2010 PT
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27.31%
O objetivo deste trabalho foi verificar as diferenças nas proporções das síndromes de dispersão de propágulos de espécies arbóreas entre florestas ombrófilas submontanas secundárias e preservadas no Estado do Rio de Janeiro. Foram utilizadas listas de espécies de sete florestas secundárias e cinco preservadas. Partiu-se da hipótese de que as florestas secundárias apresentariam menor riqueza e densidade de espécies arbóreas com síndrome de dispersão biótica (zoocoria). As médias das proporções de árvores com síndrome de dispersão biótica entre florestas secundárias e preservadas foram comparadas pelo teste U. Apesar de preponderarem em ambas, florestas secundárias e preservadas diferiram significativamente em riqueza e densidade de espécies com dispersão biótica (P < 0,01). Essas proporções foram menores nas florestas secundárias, corroborando essa hipótese. As florestas secundárias também apresentaram menor densidade de espécies zoocóricas pertencentes a famílias dispersadas por grandes vertebrados frugívoros (Lauraceae, Myrtaceae e Sapotaceae). Futuras práticas de manejo e conservação nessas florestas secundárias devem incorporar as interações plantas-dispersores, devido aos riscos nos processos de regeneração sem a presença da fauna dispersora adequada.

Síndromes de dispersão de sementes em estágios sucessionais de mata ciliar, no extremo sul da Mata Atlântica, Arroio do Padre, RS, Brasil

Venzke,Tiago Schuch; Martins,Sebastião Venâncio; Neri,Andreza Viana; Kunz,Sustanis Horn
Fonte: Sociedade de Investigações Florestais Publicador: Sociedade de Investigações Florestais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2014 PT
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A síndrome de dispersão de sementes está relacionada à migração das espécies e colonização de novos locais adequados para sobrevivência e reprodução. Foram estudados três estágios sucessionais de mata ciliar no domínio da Mata Atlântica (capoeira = cinco anos de regeneração; secundária = 45 anos de regeneração; e floresta madura = sem intervenção há 35 anos). As espécies foram classificadas nas síndromes de zoocoria, anemocoria e autocoria. A zoocoria predominou nos três estágios da sucessão da mata ciliar, com percentuais variáveis de 82% até 93% das espécies e 47% até 92% dos indivíduos. A segunda síndrome de dispersão mais comum foi a anemocoria, prevalecendo com elevada abundância relativa na capoeira (25% dos indivíduos). A autocoria ocorreu no sub-bosque da floresta madura com indivíduos da espécie Gymnanthes concolor. Aparticipação da zoocoria nos três estágios da sucessão demonstra que a relação planta-animal tem elevada importância para a sucessão florestal em ambiente ciliar na região do extremo sul da Mata Atlântica.

Síndromes de dispersão de espécies arbustivo-arbóreas em cerrado sensu stricto do Brasil Central e savanas amazônicas

VIEIRA,DANIEL L.M.; AQUINO,FABIANA G.; BRITO,MÁRCIA A.; FERNANDES-BULHÃO,CLARISSA; HENRIQUES,RAIMUNDO P. B.
Fonte: Sociedade Botânica de São Paulo Publicador: Sociedade Botânica de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2002 PT
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17.31%
O objetivo deste trabalho foi identificar as proporções das síndromes de dispersão de sementes em áreas de cerrado sensu stricto do Brasil Central, comparando-as com as de áreas isoladas de savanas amazônicas. Foram utilizadas listas de espécies de nove áreas de cerrado e cinco áreas de savanas amazônicas. Determinou-se a similaridade florística entre as áreas. As síndromes de dispersão de espécies ocorrentes nestas áreas foram determinadas a partir de dados da literatura. Utilizou-se o teste Qui-quadrado (chi²) a fim de detectar possíveis diferenças nas proporções de zoocoria e anemocoria entre as áreas de cerrado e entre as áreas de savanas amazônicas. As médias entre as duas regiões foram comparadas pelo teste t. Não foram encontradas diferenças significativas para as duas análises (p > 0,05). A média das proporções de zoocoria para o cerrado sensu stricto foi de 56,7% ± 5,4 DP e para as savanas amazônicas 55,6% ± 11,7 DP, e a média das proporções de anemocoria no cerrado sensu stricto foi de 39,7% ± 6,2 DP e para as savanas amazônicas 44,4% ± 11,7 DP. No cerrado sensu stricto, a autocoria variou de 1,4 a 5%, porém não se verificou a presença de espécies autocóricas nas savanas amazônicas. A autocoria é uma estratégia de dispersão raramente encontrada no cerrado e sua ausência nas áreas de savanas amazônicas pode estar relacionada à sua baixa eficiência em colonizar áreas isoladas.

Floração, frutificação e síndromes de dispersão de uma comunidade de floresta de brejo na região de Campinas (SP)

Spina,Andréa Pozetti; Ferreira,Washington Marcondes; Leitão Filho,Hermógenes de Freitas
Fonte: Sociedade Botânica do Brasil Publicador: Sociedade Botânica do Brasil
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2001 PT
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17.31%
Dados referentes as fenofases de floração e de frutificação, das espécies de uma floresta de brejo, foram analisados quanto à época de ocorrência e suas possíveis variações nos diferentes hábitos. Os dados foram obtidos mensalmente durante o levantamento florístico das plantas vasculares. Foram registrados: o hábito da espécie, a presença ou ausência de flores e/ou frutos, a cor e a textura dos frutos. Os dados de frutificação foram agrupados quanto à deiscência e textura dos frutos, e estes quando secos e deiscentes, foram analisados quanto à presença ou não de arilo ou arilóide, e de mecanismos explosivos de deiscência. Através desta análise as espécies foram classificadas quanto às síndromes de dispersão. Na comunidade a floração e a frutificação ocorreram durante o ano todo com um pico em junho, comum à maioria das espécies. Quando as espécies são agrupadas pelo hábito, são observadas diferenças quanto à época de ocorrência de seus picos de floração e de frutificação ao longo do ano. A síndrome de dispersão mais freqüente foi a zoocoria (75% das espécies), seguida pela anemocoria (27%) e pela autocoria (l6%). As espécies arborescentes e arbustivas apresentaram as maiores porcentagens de zoocoria (75% e 57% respectivamente) enquanto que...

Padrões das síndromes de dispersão de plantas em áreas com diferentes graus de pluviosidade, PE, Brasil

Silva,Maria Carolina Nunes Alves da; Rodal,Maria Jesus Nogueira
Fonte: Sociedade Botânica do Brasil Publicador: Sociedade Botânica do Brasil
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2009 PT
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Este trabalho objetivou descrever as proporções de síndromes de dispersão em três remanescentes de vegetação nativa com distintos totais pluviométricos e número de meses secos. Durante três anos, foram coletados mensalmente frutos e diásporos de 107 espécies, os quais foram analisados e descritos. As áreas com precipitação inferior a 700 mm/ano (Floresta e Caruaru) assemelham-se em todas as síndromes de dispersão analisadas (autocoria, anemocoria e zoocoria), enquanto que Tapacurá (precipitação média anual de 1299 mm) distancia-se principalmente pela zoocoria, que variou de 29% (Floresta) a 51% (Tapacurá). Em termos de estratificação vertical das síndromes de dispersão, houve maior proporção de zoocoria no sub-bosque de Tapacurá, enquanto que nas áreas mais secas (Floresta e Caruaru) a autocoria e anemocoria foram representativas no dossel. Este trabalho mostra que, associados à diminuição da pluviosidade, os vetores abióticos tornam-se mais importantes e que as proporções das síndromes de dispersão variam de acordo com a estratificação.

Síndromes de dispersão de Angiospermas em uma Unidade de Conservação na Caatinga, SE, Brasil

Silva,Ana Cecília da Cruz; Prata,Ana Paula do Nascimento; Mello,Anabel Aparecida de; Santos,Ana Cláudia Alencar da Silva
Fonte: Instituto de Botânica Publicador: Instituto de Botânica
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2013 PT
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27.64%
O presente estudo teve por objetivos caracterizar os tipos de frutos e as síndromes de dispersão de Angiospermas no Monumento Natural Grota do Angico, localizado nos municípios de Canindé de São Francisco e Poço Redondo, SE, Brasil. A caracterização dos frutos e das síndromes foi baseada na análise do material coletado em uma área de 251 ha. Foram amostradas 67 espécies e 24 famílias, das quais Fabaceae, Euphorbiaceae, Bromeliaceae e Cactaceae, foram as mais representativas. Houve o predomínio de frutos secos (68,7%) e dez tipos de frutos foram encontrados, sendo os mais comuns os do tipo legume, cápsula e baga. Vetores abióticos predominaram na área de estudo (61,2%). A principal síndrome de dispersão foi a autocoria (43,3%), seguida pela zoocoria (38,8%) e anemocoria (17,9%). A autocoria também prevaleceu nos estrato herbáceo-subarbustivo (52,2%) e arbustivo-arbóreo (45,7%), entretanto apresentou pequena diferença percentual em relação à zoocoria.

Análise da vegetação arbórea em um remanescente de cerradão em Bandeirantes MS

Camilotti, Dirce Cristiane
Fonte: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Publicador: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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O objetivo do estudo foi descrever a composição e estrutura da vegetação da comunidade arbórea de um remanescente de cerradão em Bandeirantes/MS, além de verificar a síndrome de dispersão, o padrão de distribuição espacial das espécies com maior densidade e efetuar a análise multitemporal da área e seu entorno. A área estudada (19º 55´04' S e 54º 21´50' W) está localizada no Assentamento Barreirinho Flores e compreende 479,69 ha. Para a análise florística e fitossociológica foram alocadas 16 parcelas de 25 x 25m (1 ha). Todos os indivíduos pertencentes ao estrato arbóreo, com DAP (diâmetro a altura do peito) ≥ 5cm e altura ≥ 3m, foram amostrados e identificados. As espécies e indivíduos foram classificados quanto à categoria funcional e estrutural (deciduidade, textura da folha e presença de pilosidade) e síndrome de dispersão (zoocoria, anemocoria e autocoria). A determinação do padrão de distribuição espacial foi feita através do índice de Morisita (Id) e a análise multitemporal efetuada por meio de duas imagens de satélite, uma de 1985 e outra de 2004. Foram amostrados 2118 indivíduos distribuídos em 34 famílias, 63 gêneros e 82 espécies. As espécies de maior IVI e IVIA foram Rudgea viburnoides...

Dinamica da dispersão de sementes e regeneração de plantas da planicie litoranea da Ilha do Mel, PR

Marcia Cristina Mendes Marques
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 15/03/2002 PT
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A Ilha do Mel está localizada em Paranaguá, região central do litoral do Estado do Paraná (25°29'/25°34'32"S e 48°17'15"/48°23'16"W) e compreende uma área aproximada de 2760ha, na qual estende-se uma planície litorânea costeira. Sobre esta desenvolve-se uma vegetação bastante heterogênea, onde são reconhecidos três principais tipos vegetacionais: Vegetação de Praia (P), Restinga Arbustiva (R) e Floresta de Restinga (F). Neste gradiente foi desenvolvido um trabalho abordando, de forma comparativa, os processos de dispersão e regeneração das plantas dos três tipos vegetacionais e de dois tipos de Floresta de Restinga: a Floresta não inundável (FNI) e a Floresta inundável (FI). Com base nas características morfológicas de frutos, sementes e plântulas de 238 espécies, foram descritos os modos de dispersão e tipos morfofuncionais de plântulas e avaliadas as variações em suas freqüências no gradiente P a F. Do total de espécies analisadas, zoocoria foi o modo de dispersão mais freqüente (56% das espécies), seguido por anemocoria (26%) e autocoria (18%). As distribuições dos modos de dispersão foram influenciadas pelo ambiente, havendo um predomínio dos processos abióticos (anemocoria e autocoria) nos locais abertos e sujeitos a estresse (P e R)...

Espectro e distribuição vertical das estratégias de dispersão de diásporos do componente arbóreo em uma floresta estacional no sul do Brasil

Giehl,Eduardo Luís Hettwer; Athayde,Eduardo Anversa; Budke,Jean Carlos; Gesing,João Pedro Arzivenko; Einsiger,Sônia Maria; Canto-Dorow,Thais Scotti do
Fonte: Sociedade Botânica do Brasil Publicador: Sociedade Botânica do Brasil
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2007 PT
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27.31%
A dispersão de diásporos é um evento de elevada importância para as espécies vegetais, que dispõem de diversas estratégias para este fim. O presente estudo teve por objetivos conhecer e caracterizar o espectro das diferentes estratégias de dispersão do componente arbóreo em uma floresta estacional de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil (próximo às coordenadas 53º54'W e 29º38'S) e, a partir desses dados, investigar sua relação com os estratos verticais da floresta. Foram amostrados todos os indivíduos com perímetro à altura do peito > 15 cm, em 100 unidades amostrais de 10×10 m. A caracterização das estratégias de dispersão foi realizada por meio de observações a campo de frutos e potenciais dispersores, e consulta à bibliografia especializada. Foram amostradas 58 espécies pertencentes a 26 famílias botânicas. Dessas espécies, 74% apresentaram estratégia de dispersão zoocórica; 24%, estratégia de dispersão anemocórica e apenas Gymnanthes concolor Spreng. apresentou a estratégia autocórica. Analisando-se a proporção das estratégias de dispersão por meio da densidade relativa, verificou-se que 80% dos indivíduos são zoocóricos, 12% anemocóricos e 8% autocóricos. Para a floresta analisada foram encontradas diferenças significativas nos padrões de distribuição vertical das espécies agrupadas de acordo com a estratégia de dispersão. A zoocoria ocorreu em espécies de todos os estratos...

Fenologia reprodutiva e sistemas de polinização e dispersão em formação florestal ribeirinha no Parque Estadual da Serra Furada, Orleans, SC

Cascaes, Mainara Figueiredo
Fonte: Universidade do Extremo Sul Catarinense Publicador: Universidade do Extremo Sul Catarinense
Tipo: Dissertação
PT_BR
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Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense como requisito para obtenção do título de Mestre.; Capítulo 1 - Estudos fenológicos auxiliam na compreensão dos ecossistemas florestais e na avaliação da disponibilidade dos recursos para fauna, melhorando o entendimento das relações entre as plantas e seus polinizadores e dispersores. O presente estudo tem por objetivo descrever as fenofases reprodutivas de floração e de frutificação das espécies vegetais, correlacioná-las com as variáveis ambientais, bem como identificar os sistemas de polinização e de dispersão em uma área de mata ciliar. O estudo foi desenvolvido em uma área de mata ciliar no Parque Estadual da Serra Furada, Orleans, SC. A fenologia reprodutiva foi analizada quinzaenalmente durante um ano, entre os meses de Novembro de 2012 a Outrubro de 2011. As fenofases foram avaliadas qualitativamente, sendo registrada a ausência ou presença da fenofase. A fenofase de floração ocorreu durante todo o ano de estudo, apresentando incremento do número de espécies nos meses de outubro, novembro e dezembro, tendo no mês de novembro o pico de floração da comunidade estudada. Estudos conduzidos em matas ciliares na abrangência do Bioma Mata Atlântica têm demonstrado um comportamento sazonal para a fenofase de floração com um incremento no número de espécies e picos de floração na transição do período mais frio para os de temperatura mais elevada...

Fenologia reprodutiva e dispersão das sementes de quatro espécies da Caatinga consederadas como ameaça de extinção.

KIILL, L. H. P.
Fonte: Informativo Abrates, Brasília, DF, v. 22, n. 3, p. 12-15, dez. 2012. Publicador: Informativo Abrates, Brasília, DF, v. 22, n. 3, p. 12-15, dez. 2012.
Tipo: Artigo em periódico indexado (ALICE)
PT_BR
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Estudos fenológicos são importantes para compreender a dinâmica dos ecossistemas, uma vez que estudam a ocorrência dos eventos biológicos repetitivos e suas causas em relação às forças seletivas bióticas e abióticas. Para a Caatinga, pouco ainda se sabe sobre a fenologia reprodutiva das plantas e suas interações com o ambiente. Aqui são apresentadas informações sobre a fenologia de Myracrodruon urundeuva, Schinopsis brasiliensis (Anacardiaceae), Sideroxylon obtusifolium (Sapotaceae) e Amburana cearensis (Leguminosae), consideradas como espécies da Caatinga ameaçadas de extinção. Os estudos foram desenvolvidos na Reserva Legal do Projeto Salitre, no distrito de Juremal, em Juazeiro-BA, em populações naturais dessas quatro espécies. Os resultados obtidos mostraram que M. urundeuva, S. brasiliensis e A. cearensis apresentaram características de plantas decíduas enquanto que S. obtusifolium, por manter uma renovação de folhas ao longo das observações, foi considerada como decídua facultativa. Quanto à floração, esta foi registrada principalmente na estação seca, época em que a maioria das plantas da Caatinga não apresenta esta fenofase, indicando que essas espécies podem ser consideradas como importante fonte de pólen e néctar para a fauna local. A frutificação é do tipo anual...

Ocorrência de zoocoria em florestas-de-galeria no Complexo do Cerrado, Brasil; .

Motta-Junior, José Carlos; Departamento de Ecologia, Instituto de Biociências - USP; Lombardi, Julio Antonio; Departamento de Botânica, Instituto de Ciências Biológicas - UFMG
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 01/01/2002 POR
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As plantas arbustivas e arbóreas que produzem frutos consumidos principalmente por aves e mamíferos são dominantes em 14 florestas-de-galeria do Brasil Central e Centro-austral, dentro do Complexo do Cerrado. A zoocoria foi o principal modo de dispersão encontrado nestas matas, variando de 62, 6% a 89,4% em termos de número total de espécies, e de 58,1% a 94,1% do total de indivíduos amostrados em cada mata. Dentre as plantas zoocóricas, o modo de dispersão predominante foi a endozoocoria. Sugere-se que estes dados sejam avaliados para projetos de regeneração de florestas-de-galeria, de modo que a fauna também deveria ser considerada parte fundamental para a dinâmica de dispersão de sementes e a manutenção da biodiversidade nestes ambientes.; Fruiting genera of shrubs and trees, mostly exploited by frugivorous birds and mammals, were dominant in 14 gallery forests within "cerrado" vegetation in central and southeastern Brazil. Zoochory was the most frequent dispersal syndrome found in this habitat, ranging from 62,6% to 89,4% by number of species, and from 58,1% to 94,1% by number of individuals. Among zoochorous plants, endozoochory was the prominent mode of dispersal. It is suggested that these data should be considered in gallery forest regeneration projects...