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A doença mental nem sempre é doença : racionalidades leigas sobre saúde e doença mental : um estudo no Norte de Portugal

Alves, Fátima
Fonte: Universidade Aberta de Portugal Publicador: Universidade Aberta de Portugal
Tipo: Tese de Doutorado
Publicado em //2008 POR
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Tese de Doutoramento em Sociologia na especialidade de Sociologia da Saúde apresentada à Universidade Aberta; As sociedades relacionam-se com a loucura em acordo com as concepções dominantes sobre o mundo (Benedict, 1934; Devereux, 1977). A racionalidade moderna construiu a doença mental como um ‘objecto’ controlado pela medicina (Foucault, 1987). No universo leigo das sociedades modernas, os conceitos, as atitudes e as práticas associadas com a doença mental são culturalmente distantes da representação científica do corpo, da doença e do paciente (Devereux, 1970). A característica semiperiférica da sociedade portuguesa, integrando simultaneamente características típicas das sociedades desenvolvidas e das menos desenvolvidas e menos complexas (Santos, 1990), permite antever um edifício explicativo sobre a doença mental complexo e multifacetado, simultaneamente moderno e tradicional. Esta pesquisa investiga as racionalidades leigas sobre a doença mental numa região (Norte) de Portugal. Para além das explicações e interpretações da racionalidade profissional e das da racionalidade política-jurídica (as políticas de saúde mental representam o acordo que uma determinada sociedade estabelece relativamente aos problemas da loucura) quais são as interpretações e concepções leigas? Após a revisão da bibliografia sobre a história da loucura...

Tendências dos processos de profissionalização no campo da saúde

Tavares, David
Fonte: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa Publicador: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em /07/2013 POR
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Neste artigo, resultante de uma comunicação proferida nas III Jornadas de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, abordam-se as dinâmicas presentes nas relações profissionais e as tendências dos processos de profissionalização que ocorrem no campo da saúde. O trabalho de investigação empírica, realizado no quadro de um estudo de caso sobre os técnicos de cardiopneumologia e o desenvolvimento da reflexão sobre o tema, constituem o ponto de partida da análise sobre o tema que toma como referência o conjunto dos grupos socioprofissionais deste setor. Após enquadrar os contextos de transformação social que têm ocorrido desde as últimas décadas do século XX e a forma como incidiram no campo da saúde, bem como na recomposição dos respetivos grupos socioprofissionais, salientam-se cinco tendências relativas aos processos de profissionalização observadas neste setor, relacionadas com as relações de poder e dominação profissional; os efeitos da delegação de tarefas e competências ao nível da transferência de legitimidade entre os grupos socioprofissionais; o grau de autonomia; a variabilidade das situações quotidianas ocorridas em diferentes contextos de trabalho que se traduz numa disparidade de tendências muitas vezes contraditórias e paradoxais entre si; o efeito das alterações recentes nos cenários de inserção profissional...

O Congresso Português de Sociologia e as tendências de evolução da sociologia da saúde em Portugal

Tavares, David; Lopes, Noémia; Carapinheiro, Graça
Fonte: Instituto Politécnico de Lisboa Publicador: Instituto Politécnico de Lisboa
Tipo: Conferência ou Objeto de Conferência
Publicado em /06/2012 POR
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Nesta comunicação de abertura da área temática de Sociologia da Saúde, procede-se a uma breve reflexão acerca das tendências relativas à produção sociológica que se vai realizando em Portugal no domínio da saúde, tomando como ponto de partida os trabalhos apresentados nas diferentes edições do Congresso Português de Sociologia. A reflexão decorre em torno de cinco tendências centrais: tendência para o crescimento (1), para a maior diversidade temática (2), para o rejuvenescimento (3), para a escassa reflexão em torno das práticas profissionais dos sociólogos (4) e para a internacionalização (5).; ABSTRACT - In this presentation of opening thematic area of Sociology of Health, it proceeds to a brief reflection on the sociological trends relating to production the Sociology of Health in Portugal, on health, taking as its starting point the work presented in different editions of Congress Portuguese of Sociology. The reflection takes place in about five central tendencies: tendency to increase (a) to greater diversity subject (2) for the rejuvenation (3) to the low reflection on professional practice sociologists (4) and internationalization (5).

Sistemas de saúde e participação cidadã: algumas reflexões críticas na perspetiva da sociologia da saúde

Serapioni, Mauro
Fonte: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa Publicador: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em /11/2013 POR
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Nos últimos dez a quinze anos temos assistido a um aumento do número de iniciativas com a participação da sociedade civil, no sentido de exercer pressão para a reformulação dos direitos sociais. Estes já não são tão vistos como direitos para aceder aos serviços estruturados e administrados pelo Estado (de acordo com o conceito de cidadania de Marshall), mas como uma reivindicação dos cidadãos para terem um papel ativo na definição das políticas públicas e dos serviços. Este debate tem sido muito intenso entre os cientistas sociais desde a década de 1980 e está bastante presente no sistema de cuidados de saúde. Vários estudos têm salientado a forte tensão entre o tecnicismo da medicina e a organização burocrática do sistema de saúde, por um lado, e o modelo de comunicação quotidiana, por outro lado. De facto, um dos temas centrais das reformas dos cuidados de saúde nos últimos 20 anos centrou-se na valorização da experiência e da perspetiva dos cidadãos. O artigo começa com um breve esboço das novas abordagens sociológicas em torno da relação entre os sistemas sociais e o mundo real – nas dimensões micro e macro; estrutura e ação. Assim, apresenta-se o estado da arte atual sobre a participação nos sistemas de saúde ocidentais...

Novos rumos na educação e promoção da saúde a partir de uma reflexão sobre a intervenção com crianças e adolescentes no trabalho do Aventura Social

Matos, Margarida Gaspar de
Fonte: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa Publicador: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em /11/2014 POR
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Na última década, a investigação na área da saúde deixou de se centrar apenas na compreensão das doenças e condições lesivas da saúde para passar a interessar‑se pelos fatores determinantes destas condições de modo a passar a uma ação preventiva (antes de deixar que os problemas se instalem). Passou depois a interessar‑se não só pelos problemas e seus determinantes, mas também pelos fatores e processos associados à promoção da própria saúde, enquanto estado dinâmico de bem‑estar global. Uma boa saúde física e emocional permite às pessoas lidar melhor com os desafios do quotidiano. A questão é que o inverso é também verdadeiro e em geral as pessoas que lidam bem com os desafios do seu quotidiano têm maior saúde física e mental. Temos este problema de modo recorrente em várias áreas da saúde: qual o sentido da “marcha”. Os adolescentes com pais mais “favoráveis” consomem menos frequentemente drogas? Ou os que não consomem drogas conseguem uma maior proximidade com os seus pais? As crianças e os adolescentes que praticam atividade física têm melhor saúde física ou as crianças e os adolescentes que têm melhor saúde física têm mais condições para ser ativos fisicamente? Na verdade...

Dinâmicas das relações da rede formal de saúde da criança maltratada na cidade do Barreiro

Costa, Raquel Alexandra Campos
Fonte: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa Publicador: Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em /10/2009 POR
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Mestrado em Intervenção Sócio-Organizacional na Saúde - Ramo de especialização: Qualidade e Tecnologias da Saúde; A problemática da criança maltratada só teve relevo, como unidade de investigação, no nosso país no século XX, inicio dos anos 80. Na actualidade verifica-se o constante aumento do número de casos de crianças vítimas de maus tratos nas urgências do nosso país e neste caso específico da cidade do Barreiro, sendo assim é urgente a investigação das relações estabelecidas entre os vários actores da rede formal de Saúde que dão suporte a estas crianças e que contribuem de forma decisiva para o seu bem-estar físico, psicológico e social, o que nos direcciona para o conceito de qualidade em saúde, sua monitorização e avaliação na procura da excelência dos cuidados. A análise é efectuada através da metodologia de ARS (análise de redes sociais), raramente aplicada em investigação na área da saúde no nosso país. Neste trabalho é considerado a base da descrição dos resultados na análise de conteúdo e ilustrando com a ARS procurou-se analisar a representação das várias entidades em rede, identificá-las, e perceber o nível de relações entre os actores, caracterizando assim de forma pouco utilizada as dinâmicas das relações da rede Formal de Saúde da criança maltratada. Com os dados descritos obteve-se uma matriz ponderada...

Panorama da Sociologia da Saúde em Portugal: avanços teóricos, problemáticas e domínios cruzados

Falcão, Ana Mafalda
Fonte: CIES-IUL Publicador: CIES-IUL
Tipo: Trabalho em Andamento
Publicado em //2012 POR
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Este e-working paper pretende constituir, de forma não exaustiva, uma “viagem” pelo que se foi fazendo de relevante, em Portugal, na área de cruzamento entre saúde e sociologia, e que permitiu a sua constituição enquanto ramo especializado desta ciência social. Iremos então avançar nesta exposição retratando a sociologia da saúde desde os seus primórdios, nomeando os protagonistas deste arranque, bem como os temas escolhidos para o desenvolvimento, e os principais âmbitos institucionais em que esta produção ocorre. Ainda que a dimensão de uma tal empresa extrapole largamente a dimensão ideal para um documento desta natureza, tentar-se-á referir, em cada momento cronológico, as publicações e os artigos considerados mais relevantes para a constituição, dentro da sociologia, de um corpo teórico consistente sobre saúde.; This e-working paper intends to be, in a non-exhaustive way, a “journey” by the relevant production “made in Portugal”, in the area of intersection between health and sociology that led to the constitution of a specialized branch of this social science. We will then move forward by portraying the sociology of health since its inception, naming the protagonists of this starter, as well as the themes chosen for development...

Sociologia médica, sociologia da saúde ou medicina social? Um escorço comparativo entre França e Brasil

Montagner,Miguel Ângelo
Fonte: Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.; Associação Paulista de Saúde Pública. Publicador: Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.; Associação Paulista de Saúde Pública.
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2008 PT
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106.1%
O objetivo deste trabalho é esboçar um estudo comparativo da sociologia médica na França e no Brasil, aproveitando a ocasião proporcionada pelas trocas e a discussão entre sociólogos brasileiros e franceses, que partilham um interesse mútuo sobre os estudos de sociologia da medicina de um lado e, por outro, a abordagem sociológica construída por Pierre Bourdieu. Ele contém uma reflexão sobre o status da sociologia dentro do campo da saúde, baseada em uma revisão da literatura científica francesa, norte-americana, inglesa e brasileira. Por meio dos trabalhos publicados sobre a área médica, procuraremos esclarecer os modos específicos de abordar a saúde, a doença e a medicina em cada um dos países, discernir suas particularidades históricas e delinear as relações entre a sociologia da saúde e a sociologia em sentido largo. Percebemos uma confluência de fatores como o núcleo da formação da sociologia médica no Brasil: um projeto social de reforma por parte dos médicos higienistas, um projeto de institucionalização da disciplina pelos professores de Ciências Sociais nas faculdades de Medicina e uma reforma conservadora do ensino no momento de governos autoritários.

A sociologia da saúde nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França: panorama geral

Nunes,Everardo Duarte
Fonte: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Publicador: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2003 PT
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106.01%
O trabalho tem como objetivo apresentar um panorama geral da sociologia médica/sociologia da saúde nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, das suas origens até hoje, situando a produção científica mais expressiva desse campo nesses países. A moderna sociologia médica/saúde emerge em diferentes momentos: nos Estados Unidos logo após a Segunda Guerra; na Grã-Bretanha, nos anos 60; e na França, na década de 1970. O estudo dessas trajetórias nacionais mostra que, na atualidade, constitui um campo estabelecido e em franco desenvolvimento com uma temática bastante diversificada e uma pluralidade de abordagens teóricas.

A construção teórica na sociologia da saúde: uma reflexão sobre a sua trajetória

Nunes,Everardo Duarte
Fonte: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Publicador: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2014 PT
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96.04%
O objetivo deste artigo é estabelecer algumas reflexões sobre a construção teórica na constituição da sociologia da saúde, ainda denominada em alguns países de sociologia médica, baseadas em duas ideias: a interdisciplinaridade e o grau de articulação presente nos campos da medicina e da sociologia. Buscamos estabelecer um diálogo com algumas dimensões - macro/micro, estrutura/ação - que constituem as bases na compreensão da medicina/saúde em sua relação com o social/sociológico. Inicialmente apresentamos aspectos dessas dimensões; em seguida abordamos as duas sociologias médicas de Straus 2 e os impasses entre teoria/aplicação, assim como os dilemas do campo da sociologia da medicina dos anos 1960 e 1970. A partir dessas análises colocamos como contraponto a produção teórica anterior a 1970 e situamos a sociologia da saúde no cenário geral da sociologia, que a partir de 1970 sofre um processo de fragmentação com reflexos em todos os subcampos das ciências sociais. Esse processo é acompanhado de um repensar das questões teóricas num espectro ampliado de possibilidades. Destacamos a década de 80 quando se revigoram as questões teóricas da sociologia da saúde e concluímos retomando a questão da interdisciplinaridade.

A sociologia da saúde no Brasil - a construção de uma identidade

Nunes,Everardo Duarte
Fonte: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Publicador: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2014 PT
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95.91%
O artigo analisa na perspectiva de Wolf Lepenies as três dimensões - histórica, social e cognitiva - o campo da sociologia da saúde na construção de sua identidade. Entende-se que a construção de uma identidade não se encerra com as primeiras manifestações históricas, mas se consolida quando se institucionaliza e progressivamente se estrutura como campo do conhecimento criando suas formas próprias de expressão cognitiva. O texto está dividido em três partes: na primeira, são apresentados os precursores, destacando o papel desempenhado por alguns viajantes, naturalistas e estudiosos do folclore, seguidos pelos "médicos-cientistas sociais" e pelos primeiros cientistas sociais (1940-1969); na segunda, aspectos da consolidação das ciências sociais em saúde - dois momentos: os anos 70 e os anos 80; na terceira parte, de forma geral, são abordados os temas tratados pelo campo. Considera-se que, completadas as principais fases de sua disciplinarização há ainda a necessidade de que se estruturem os canais para a formação das novas gerações de cientistas sociais em saúde, se desenvolvam meios de divulgação da produção científica e se aprofundem e se institucionalizem as relações...

Cientistas sociais no Sistema Único de Saúde

Barros,Nelson Filice de; Silva,Rafael Afonso da
Fonte: Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo Publicador: Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2015 PT
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95.97%
Embora exista uma tradição de cientistas sociais atuando no campo da saúde no Brasil, essa força de trabalho e suas contribuições são praticamente invisíveis. O objetivo deste artigo é discutir os resultados de duas investigações complementares, realizadas nos 645 municípios do estado de São Paulo, a fim de compreender a visão dos gestores de saúde e de cientistas sociais sobre o trabalho desses gestores no Sistema Único de Saúde (SUS). Concluiu-se que o ingresso para o trabalho no campo da saúde não é planejado e que a condição de invisibilidade, colonização e estranhamento dessa força de trabalho é promovida pelas internalidades tanto do campo da saúde como do campo das ciências sociais.

INFORMAR O PACIENTE: a triologia multidisciplinar Bibliotecas/Medicina/Sociologia da Saúde

Saraiva, Paula Sousa; ISCSP - Universidade Técnica de Lisboa Doutoranda na Universidade de Évora
Fonte: Actas do Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas Publicador: Actas do Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; conferenceObject Formato: application/pdf
Publicado em 18/10/2012 POR
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96.05%
Podemos definir o conceito de Sociologia da Saúde como a disciplina que aplicando metodologias de investigação sociológica estuda a relação entre a saúde e os factores sociais que induzem os comportamentos dos indivíduos ou grupos quando expostos perante situações de doença e/ou qualidade de acesso aos cuidados de saúde.Neste domínio a National Library of Medicine (NLM) refere que as principais áreas de investigação incluem por exemplo a influência do género, etnicidade, idade ou estatuto sócio-económico no acesso aos cuidados de saúde bem como comportamentos sociais  dos índividuos, crenças e mudanças socio-culturais face à doença, aliado ao papel desempenhado na sociedade pelas instituições e profissionais de saúde baseadas em técnicas de comunicação e educação do paciente, assentes em inovações tecnológicas e biomédicas.Deste modo, a investigação na área da sociologia da saúde vem demonstrar que nos últimos anos se denotou um aumento da preocupação dos indíviduos com o seu bem estar físico e mental e com práticas que conduzam a uma vida saudável a par de uma necessidade de se manterem bem informados relativamente ás doenças, diagnósticos, prognósticos e terapêuticas mais eficazes...

Protagonismos leigos alternativos nas trajetórias de saúde

Rosa, Maria do Rosário Tomás
Fonte: Universidade Aberta de Portugal Publicador: Universidade Aberta de Portugal
Tipo: Tese de Doutorado
Publicado em //2013 POR
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86.02%
Tese de Doutoramento em Sociologia na especialidade de Sociologia da Saúde apresentada à Universidade Aberta; A expansão dos sistemas alternativos de saúde dá lugar ao pluralismo de cuidados que corresponde a construções reflexivas de percursos que estão para lá da normatividade da medicina. As escolhas leigas destes cuidados correspondem a racionalidades distantes da razão da ciência ao constituírem-se como sistemas explicativos complexos que se referem à experiência subjetiva. Esta tese, de caráter exploratório, problematiza o fenómeno dos ‘protagonismos alternativos nas trajetórias de saúde’ entendido como as atitudes agenciais de construir a própria saúde com recurso a abordagens que não se incluem na biomedicina. Sendo este fenómeno relativamente recente na sociedade portuguesa e praticamente não analisado sociologicamente, interessa-nos situar os pilares analíticos que baseiam a sua compreensão. Estabelecemos um diálogo teórico entre alguns pilares da racionalidade positivista, dualística, cartesiana que marca o conhecimento científico e o pensamento moderno da ciência e da biomedicina (e dos discursos oficiais de saúde que dele derivam) para o questionamento dos sentidos e significados dos movimentos leigos de adesão às medicinas alternativas e complementares. A nossa intenção é o entendimento da ação leiga que se desloca do sistema oficial...

Percepções e comportamentos dos profissionais de saúde face à mulher na adaptação à maternidade em contexto migratório : contributos para a promoção da saúde da mulher migrante

Santiago, Maria da Conceição Fernandes
Fonte: Universidade Aberta de Portugal Publicador: Universidade Aberta de Portugal
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2009 POR
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85.98%
Dissertação de Mestrado em Comunicação em Saúde apresentada à Universidade Aberta; RESUMO: Num mundo em contínua mudança e no enquadramento de uma sociedade portuguesa cada vez mais multicultural, coloca-se aos profissionais de saúde o desafio de prestarem cuidados interculturais congruentes à mulher, durante a sua adaptação à maternidade, em contexto migratório. A percepção e os comportamentos dos profissionais de saúde perante esta situação, tendo em vista a promoção da saúde da mulher migrante constitui a temática do estudo, com os objectivos de compreender a importância que os profissionais de saúde atribuem aos contextos social e cultural da mulher, quando cuidam no âmbito da adaptação à maternidade, conhecer quais as competências e conhecimentos culturais dos mesmos, relativos à maternidade em situação de migração e identificar os principais factores que influenciam os profissionais de saúde, enquanto educadores para a saúde na adaptação da mulher à maternidade, durante as suas intervenções junto da mãe, oriunda de um contexto cultural diferente do seu. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, orientado por uma metodologia qualitativa, tendo sido escolhida a entrevista semi-estruturada como instrumento de colheita de dados e a análise de conteúdo...

Sociologia médica, sociologia da saúde ou medicina social? Um escorço comparativo entre França e Brasil; Medical sociology, sociology of health or social medicine? A comparative analysis between France and Brazil

Montagner, Miguel Ângelo
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 01/06/2008 POR
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106.09%
O objetivo deste trabalho é esboçar um estudo comparativo da sociologia médica na França e no Brasil, aproveitando a ocasião proporcionada pelas trocas e a discussão entre sociólogos brasileiros e franceses, que partilham um interesse mútuo sobre os estudos de sociologia da medicina de um lado e, por outro, a abordagem sociológica construída por Pierre Bourdieu. Ele contém uma reflexão sobre o status da sociologia dentro do campo da saúde, baseada em uma revisão da literatura científica francesa, norte-americana, inglesa e brasileira. Por meio dos trabalhos publicados sobre a área médica, procuraremos esclarecer os modos específicos de abordar a saúde, a doença e a medicina em cada um dos países, discernir suas particularidades históricas e delinear as relações entre a sociologia da saúde e a sociologia em sentido largo. Percebemos uma confluência de fatores como o núcleo da formação da sociologia médica no Brasil: um projeto social de reforma por parte dos médicos higienistas, um projeto de institucionalização da disciplina pelos professores de Ciências Sociais nas faculdades de Medicina e uma reforma conservadora do ensino no momento de governos autoritários.; This paper presents a comparative study on medical sociology in France and Brazil by means of exchanges and discussions among Brazilian and French sociologists who share mutual interests in medical sociology studies and in the sociological approach of Pierre Bourdieu. This manuscript contains a reflection on the status of medical sociology based on a literature review of the scientific French...

Sociologia da saúde em Portugal: Contextos, temas e protagonistas

Antunes,Ricardo; Correia,Tiago
Fonte: Editora Mundos Sociais Publicador: Editora Mundos Sociais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2009 PT
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A sociologia da saúde em Portugal afigura-se enquanto domínio sociológico ainda em condição emergente. Embora, nos últimos anos, apresente uma disseminação nos temas e nos protagonistas, as suas características internas não permitem, para já, a aplicação do conceito de campo científico como o define Bourdieu. A partir da análise da produção sociológica - teses de mestrado, doutoramento e artigos científicos - tendo a saúde como objecto teórico, propõe-se traçar um olhar sobre as características e especificidades nas suas orientações epistemológicas, teóricas e metodológicas. Trata-se de um olhar sociológico sobre a produção da sociologia portuguesa.

A sociologia da saúde nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França: panorama geral

Nunes,Everardo Duarte
Fonte: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Publicador: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2003 PT
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O trabalho tem como objetivo apresentar um panorama geral da sociologia médica/sociologia da saúde nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, das suas origens até hoje, situando a produção científica mais expressiva desse campo nesses países. A moderna sociologia médica/saúde emerge em diferentes momentos: nos Estados Unidos logo após a Segunda Guerra; na Grã-Bretanha, nos anos 60; e na França, na década de 1970. O estudo dessas trajetórias nacionais mostra que, na atualidade, constitui um campo estabelecido e em franco desenvolvimento com uma temática bastante diversificada e uma pluralidade de abordagens teóricas.

A construção teórica na sociologia da saúde: uma reflexão sobre a sua trajetória

Nunes,Everardo Duarte
Fonte: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Publicador: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2014 PT
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O objetivo deste artigo é estabelecer algumas reflexões sobre a construção teórica na constituição da sociologia da saúde, ainda denominada em alguns países de sociologia médica, baseadas em duas ideias: a interdisciplinaridade e o grau de articulação presente nos campos da medicina e da sociologia. Buscamos estabelecer um diálogo com algumas dimensões - macro/micro, estrutura/ação - que constituem as bases na compreensão da medicina/saúde em sua relação com o social/sociológico. Inicialmente apresentamos aspectos dessas dimensões; em seguida abordamos as duas sociologias médicas de Straus2 e os impasses entre teoria/aplicação, assim como os dilemas do campo da sociologia da medicina dos anos 1960 e 1970. A partir dessas análises colocamos como contraponto a produção teórica anterior a 1970 e situamos a sociologia da saúde no cenário geral da sociologia, que a partir de 1970 sofre um processo de fragmentação com reflexos em todos os subcampos das ciências sociais. Esse processo é acompanhado de um repensar das questões teóricas num espectro ampliado de possibilidades. Destacamos a década de 80 quando se revigoram as questões teóricas da sociologia da saúde e concluímos retomando a questão da interdisciplinaridade.

A sociologia da saúde no Brasil - a construção de uma identidade

Nunes,Everardo Duarte
Fonte: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Publicador: ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2014 PT
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105.97%
O artigo analisa na perspectiva de Wolf Lepenies as três dimensões - histórica, social e cognitiva - o campo da sociologia da saúde na construção de sua identidade. Entende-se que a construção de uma identidade não se encerra com as primeiras manifestações históricas, mas se consolida quando se institucionaliza e progressivamente se estrutura como campo do conhecimento criando suas formas próprias de expressão cognitiva. O texto está dividido em três partes: na primeira, são apresentados os precursores, destacando o papel desempenhado por alguns viajantes, naturalistas e estudiosos do folclore, seguidos pelos "médicos-cientistas sociais" e pelos primeiros cientistas sociais (1940-1969); na segunda, aspectos da consolidação das ciências sociais em saúde - dois momentos: os anos 70 e os anos 80; na terceira parte, de forma geral, são abordados os temas tratados pelo campo. Considera-se que, completadas as principais fases de sua disciplinarização há ainda a necessidade de que se estruturem os canais para a formação das novas gerações de cientistas sociais em saúde, se desenvolvam meios de divulgação da produção científica e se aprofundem e se institucionalizem as relações, de um lado, com as matrizes sociológicas e de outro com o campo da saúde.