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Diagnóstico multiaxial e avaliação psicopatológica das psicoses associadas à epilepsia; Multiaxis diagnosis and psychopathological evaluation of psychotic disorders associated with epilepsy

Bismark, Mary Ann von
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 03/09/2010 PT
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27.69%
A associação entre epilepsia e transtornos psicóticos é amplamente relatada na literatura. Características clínicas e do seu impacto, tais como suicídio, tentativas de suicídio, homicídio e alterações cognitivas são evidenciados em poucos estudos que associam epilepsia e psicose. Este estudo comparou o impacto clínico e funcionamento psicossocial dos pacientes com epilepsia e transtornos psicóticos, analisando ainda as diferenças entre pacientes com psicose interictal e pós-ictal. O estudo consiste de uma revisão de prontuário de todos os pacientes atendidos no PRONEPSI com epilepsia e transtornos mentais. Foram estudados 143 indivíduos, divididos em dois grupos: 82 pacientes com diagnóstico de epilepsia e transtornos psicóticos e 61 pacientes com epilepsia e outro transtorno mental. O grupo de pacientes psicóticos foi estudado comparando dados entre pacientes com psicose interictal (53) e pós-ictal (17). O grupo de pacientes com transtornos psicóticos apresentou menor escolaridade, mais história familiar de psicose, maior número de tentativas de homicídio, mais estados de mal epiléptico, mais internações psiquiátricas, história pregressa de insulto ao SNC e retardo mental. Além disso, a epilepsia foi considerada um fator causal importante para desenvolvimento da psicose. O grupo de pacientes com transtornos psicóticos também se diferenciou...

Transtorno Depressivo Maior (TDM) com e sem sintomas psicóticos: investigação neuroquímica por espectroscopia de próton; Major depressive disorder with and without psycotic symptoms: neurochemical investigation by proton ressonance spectroscopy

Sá, Helena Pinho de
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 25/11/2011 PT
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27.6%
Introdução. O Transtorno Depressivo Maior (TDM) é um dos mais prevalentes e incapacitantes entre os transtornos mentais. Apesar disso, sua classificação ainda é baseada em sinais e sintomas, uma vez que suas causas e fisiopatologia ainda não foram totalmente esclarecidas. A presença de sintomas psicóticos é relativamente comum durante um episódio depressivo e está associada a particularidades clínicas e biológicas, mas é subdiagnosticada na prática clínica e os processos fisiopatológicos que caracterizam este tipo de depressão foram insuficientemente estudados, ainda mais ao se considerar a extensa literatura acerca das formas não psicóticas de depressão. O objetivo principal deste estudo foi o de investigar a neuroquímica do giro do cíngulo anterior (CA), região cerebral constituinte da neurocircuitaria relacionada à fisiopatologia do TDM, na forma psicótica deste transtorno. Para este objetivo, foram comparadas as concentrações absolutas dos metabólitos entre os grupos portadores de TDM com e sem sintomas psicóticos e controles saudáveis por meio de espectroscopia de próton por ressonância magnética de hidrogênio (1H-ERM). Secundariamente, analisou-se a interferência de variáveis sócio-demográficas e clínicas na medida desses metabólitos. Esperava-se que os pacientes com sintomas psicóticos (TDM-P) apresentassem alterações neuroquímicas tanto em relação ao grupo de controles saudáveis quanto a pacientes com depressão sem sintomas psicóticos (TDM-NP)...

The impact of a history of psychotic symptoms on cognitive function in euthymic bipolar patients : a comparison with schizophrenic patients and healthy controls; O impacto da história de sintomas psicóticos na função cognitiva de doentes bipolares eutímicos : comparação com doentes esquizofrênicos e controles saudáveis

Brissos, Sofia; Dias, Vasco Videira; Soeiro-de-Souza, Márcio Gerhardt; Martínez, Vicent Balanzá; Kapczinski, Flávio Pereira
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: application/pdf
ENG
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37.54%
Introducao: Cerca de dois tercos dos pacientes com Transtorno Bipolar (TB) apresentam sintomas psicoticos ao longo da vida. Objetivo: Comparar o desempenho neurocognitivo de quatro grupos: pacientes com TB, com e sem historico de sintomas psicoticos (HPS+ ou HPS-, respectivamente); pacientes esquizofrenicos; e grupo controle (GC) com individuos saudaveis. Metodos: Estudo transversal no qual 35 pacientes com esquizofrenia (EZ), 79 pacientes com TB na fase eutimica (44 HPS+ e 35 HPS-) e 50 GC foram submetidos a extensa avaliacao neuropsicologica. Resultados: Observou-se pior funcionamento neurocognitivo em pacientes com TB e com EZ quando comparados ao GC. Os dois grupos de pacientes TB nao diferiram em dados demograficos, clinicos ou variaveis neurocognitivas. Entretanto o grupo HPS+ teve mais sintomas negativos mensurados pela Positive and Negative Syndrome Scale (PANSS) e apresentou uma tendencia a pior performance nas funcoes executivas comparativamente aos pacientes HPS-. Alem disso ambos os grupos de pacientes TB tiveram melhor desempenho em todos testes neurocognitivos quando comparados aos pacientes com EZ. Conclusoes: A disfuncao neurocognitiva e mais marcada nos pacientes com EZ do que com TB, apesar de ser qualitativamente similar. Um historico de sintomas psicoticos no TB nao associou esta amostra de pacientes eutimicos a um maior prejuizo neurocognitivo. Assim sendo...

Humor e psicose em esquizofrenia : explorando fronteiras diagnósticas com o inventário de critérios operacionais para doenças psicóticas (OPCRIT) e o caso John Nash; Ánimo y psicosis en esquizofrenia : explorando fronteras diagnósticas con el Inventario de Criterios Operacionales para Enfermedades Psicóticas (OPCRIT) y el caso John Nash; Mood and psychosis in schizophrenia : exploring diagnostic frontiers with the Operational Criteria Checklist for Psychotic Illness (OPCRIT) and Jonh Nash case

Belmonte-de-Abreu, Paulo Silva; Martins, Cristiane Damacarena Nunes; Gil, Alexei; Lobato, Maria Inês Rodrigues
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: application/pdf
POR
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27.69%
Introdução: Utilizamos uma simulação diagnóstica no caso John Nash, Prêmio Nobel de Matemática de 1994 e descrito como portador de esquizofrenia, para apresentar o Inventário de Critérios Operacionais para Doenças Psicóticas (OPCRIT) e discutir as frágeis delimitações dos diagnósticos categóricos, bem como o uso de diagnósticos dimensionais em psiquiatria. Método: Baseados na biografia escrita por Sylvia Nasar e no filme Uma mente brilhante, os autores discutiram a sintomatologia e preencheram o OPCRIT. Devido à ausência inicial de consenso, repetiu-se a simulação mais duas vezes, modificando-se os itens que avaliam a presença de pensamentos acelerados (item 31), a ocorrência de aumento de sociabilidade (item 53) e o balanço entre sintomas psicóticos e de humor (item 52), a fim de verificar as repercussões dessas mudanças no diagnóstico. Resultados: Os diagnósticos obtidos em duas simulações foram esquizofrenia (DSM-IV) e esquizofrenia indiferenciada (CID-10), corroborando o diagnóstico de John Nash em sua biografia. Outra simulação apresentou os diagnósticos de transtorno esquizoafetivo tipo bipolar (DSM-IV) e transtorno esquizoafetivo tipo maníaco (CID-10). Apenas a mudança do critério de proporcionalidade entre sintomas psicóticos e de humor (item 52) alterou o diagnóstico de esquizofrenia para transtorno esquizoafetivo. Discussão: As fronteiras que separam os diagnósticos de esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo são muito tênues...

Electroconvulsive theraphy in psychotic patients : interface between perceived stress, anxiety and depression and the clinical outcome; Electroconvulsoterapia em pacientes psicóticos : interface entre o stress percebido, ansiedade e depressão e resultado clínico

Mabunda, Dirceu Henrique Paulo
Fonte: Universidade do Minho Publicador: Universidade do Minho
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2014 ENG
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27.6%
Dissertação de mestrado em Ciências da Saúde; Electroconvulsive therapy (ECT) continues to be considered an effective treatment of psychotic patients with hallucinatory and delusional symptoms resistant to antipsychotic medication. Several studies have evaluated the effectiveness of ECT in major depression as well as the effect of cortisol in the evolution and prognosis of those patients. However, studies that evaluate the evolution of the delusional and hallucinatory schizophrenic patients, psychotic depression and schizoaffective psychotic patients treated with ECT and its correlation with the salivary cortisol are scarce. Moreover, stress plays a significant role in modulation of mental disorders, and the hypothalamic-pituitary-adrenal (HPA) axis regulates the biological mechanisms of stress. In this project we have assessed the clinical evolution of patients in three diagnostic groups, namely patients psychotic depression, schizoaffective disorder and schizophrenia before and after ECT. The Positive and Negative Syndrome Scale (PANSS) was used to evaluate psychotic symptoms, the Perceived Stress scale (PSS) to evaluate perceived stress, the Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) to evaluate anxiety and depression and salivary cortisol levels to evaluate the HPA axis function. The results of our study demonstrate that ECT is effective and a valuable therapeutic option which could be useful as adjunctive therapy in psychotic patients refractory to antipsychotics agents. There was a noticeable improvement in the PANSS...

Papel dos anti-psicóticos típicos vs atípicos na sintomatologia negativa da esquizofrenia

Cardoso, Maria da Graça Pereira
Fonte: Universidade da Beira Interior Publicador: Universidade da Beira Interior
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em /05/2011 POR
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37.69%
Introdução: A Esquizofrenia é uma doença mental grave, que, normalmente atinge as pessoas na adolescência ou no início da idade adulta, deixando a maioria delas, incapaz de retomar a sua vida normal. Esta é caracterizada, fundamentalmente, pela presença de sintomas positivos e sintomas negativos. O psicoticismo é caracterizado por sintomas que normalmente não estão presentes como alucinações e delírios. Por outro lado, os sintomas negativos correspondem a ausência de comportamentos normalmente presentes, como embotamento do afecto, apatia, diminuição da capacidade de concentração, pobreza do discurso e do pensamento, incoerência e exclusão social. Os sintomas negativos contribuem significativamente para a morbilidade a longo prazo bem como para o funcionamento deficitário que estes doentes apresentam. O tratamento padrão para esta doença é a administração de anti-psicóticos de 1ª ou 2ª geração, divergindo estes no facto dos últimos apresentarem fraco potencial de induzirem SEP bem como de serem superiores no tratamento dos sintomas negativos. No entanto, a eficácia destes últimos sobre os sintomas negativos bem como a sua superioridade relativamente aos de 1ª geração é ainda muito controversa. Objectivos: Com este trabalho pretende-se determinar e comparar a prevalência de sintomas negativos e quais os mais prevalentes em doentes com Esquizofrenia tratados com anti-psicóticos de 1ª e 2ª geração...

Ensaio clínico com a triflupromazina (Siquil) em psicóticos

Portela,Jarbas M.; Arruda,José M.; Magalhães,Neusa C.
Fonte: Academia Brasileira de Neurologia - ABNEURO Publicador: Academia Brasileira de Neurologia - ABNEURO
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/1961 PT
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27.54%
Os autores apresentam o resultado do ensaio clínico da triflupromazina (Siquil) em doentes psicóticos. Os doentes tratados foram classificados nos seguintes grupos nosológicos: reação esquizofrênica, 15 casos; reação maníaca, 5 casos; reação psicótica involucional, 2 casos; agitação arterioscle-rótica, 1 caso. Os autores acentuam o poder sedativo da droga. A dose terapêutica em psicóticos variou entre 150 e 300 mg diários. Esta dose é 4 a 5 vêzes menor que a dose terapêutica da clorpromazina. Há diferença fundamental entre "dose terapêutica" e "dose sedativa": esta última, utilizável para doentes de ambulatório (neuróticos ou psicóticos com doses de manutenção), deve variar entre 25 e 100 mg por dia. Muitas vêzes doses insuficientes são motivo de fracasso no tratamento. O tempo de duração do tratamento foi de 25 a 90 dias. Para todos os doentes foi receitada dose de manutenção. Os efeitos colaterais observados foram de pouca monta, não sendo anotados efeitos nocivos de maior gravidade. Ocorreram 14 casos de síndrome de impregnação (56% dos doentes); os autores pensam que a síndrome não deve ser considerada como efeito colateral pròpriamente dito, mas como ocorrência desejável no tratamento de psicóticos. Os resultados obtidos foram considerados muito bons...

Prevalência do "dedo em baioneta": uma manifestação do distúrbio de hiperatividade e déficit de atenção entre alcoolistas e psicóticos do sexo masculino

BORINI,PAULO
Fonte: Academia Brasileira de Neurologia - ABNEURO Publicador: Academia Brasileira de Neurologia - ABNEURO
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/1999 PT
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37.6%
A prevalência do dedo em baioneta, sinal semiológico do distúrbio de déficit de atenção (DHDA), foi determinada em pacientes alcoolistas e indivíduos com distúrbios psicóticos, do sexo masculino, internados em hospital psiquiátrico. Para comparações foram examinados indivíduos, do sexo masculino, recrutados dentre os funcionários do próprio hospital. A alteração morfológica foi observada em 70/200 (35%) dos alcoolistas, 45/100 (45%) dos psicóticos e 8/50 (16%) dos indivíduos controles. A diferença na prevalência do dedo em baioneta entre alcoolistas e psicóticos não foi significativa, mas o foi entre os alcoolistas ou psicóticos e o grupo controle. Estas observações sugerem, relativamente a população masculina, que: (1) o DHDA e síndromes correlatas estariam, por correlação com a prevalência dos dedos em baioneta, presentes em aproximadamente 1/3 dos alcoolistas e 1/2 dos pacientes com distúrbios psicóticos. (2) o DHDA e síndromes correlatas representariam um fator de vulnerabilidade para o alcoolismo. (3) adolescentes com dedos em baioneta deveriam merecer especial atenção no sentido de prevenção do alcoolismo.

CAPS - Florianópolis: uma experiência de grupo com clientes psicóticos fora dos muros do manicômio, durante dez anos

Ribas,Dorotéa Loes; Borenstein,Míriam Süsskind
Fonte: Associação Brasileira de Enfermagem Publicador: Associação Brasileira de Enfermagem
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/1999 PT
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37.34%
Trata-se de um relato de experiência realizado junto a clientes psicóticos crônicos desinstitucionalizados, que estiveram em acompanhamento por uma enfermeira num CAPS/NAPS de Florianópolis, durante dez anos, ou seja de 1989 a 1999. Ao final desse período, pode-se visualizar que clientes psicóticos crônicos, quando em um acompanhamento sistemático com vínculo com o grupo terapêutico conseguem manter uma vida relativamente saudável, alcançando objetivos, superando crises e mantendo-se fora dos muros do manicômio.

Condições de vida de portadores de transtornos psicóticos vivendo em cortiços em Santos, SP

Martin,Denise; Andreoli,Sergio Baxter; Pinto,Rosa Maria Ferreiro; Barreira,Tânia Maria Hourneaux de Mendonça
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2011 PT
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37.34%
OBJETIVO: Descrever condições de vida e sociabilidade de portadores de transtornos mentais graves moradores de cortiços. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Estudo qualitativo com moradores adultos de cortiços da região central de Santos, SP, realizado em 2004-2006. Foram realizadas observações etnográficas em quatro cortiços e entrevistas semi-estruturadas em profundidade com oito mulheres que conviviam com portadores de transtornos psicóticos. A forma de análise empregada foi a qualitativa fundamentada na Antropologia. ANÁLISE DOS RESULTADOS: Os cortiços apresentaram características específicas quanto à sociabilidade. As dificuldades com os pacientes psicóticos decorriam da quebra mínima das regras mínimas. Em um dos cortiços, uma moradora agia como cuidadora dos pacientes e mantinha contato próximo com o serviço de saúde. Apesar do convívio cotidiano com os portadores, as participantes não possuíam informações sobre o transtorno e os consideravam loucos, nervosos ou mentalmente fracos. Acreditavam que deveriam morar em outro local que não o cortiço. CONCLUSÕES: A população moradora de cortiços não trata os portadores de transtorno psicótico de forma diferente da população geral, devido a desconhecimento...

Reinserção social de psicóticos: componentes verbais e não-verbais do comportamento assertivo, em situações de fazer e receber críticas

Bandeira,Marina; Machado,Elaine Leandro; Pereira,Edinéia Aparecida
Fonte: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2002 PT
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37.17%
Foram investigados os componentes verbais e não-verbais da assertividade para lidar com críticas de 35 pacientes psicóticos desinstitucionalizados, comparativamente a 35 sujeitos não-clínicos. Dois observadores treinados observaram os sujeitos interagindo com interlocutores em quatro situações sociais de asserção negativa, de fazer e receber críticas, em desempenho de papéis gravados em vídeo. Variou-se o tipo de situação e o gênero do interlocutor. Os resultados mostraram que a freqüência e duração dos componentes verbais e não-verbais da assertividade foram significativamente inferiores no grupo clínico. Observou-se uma correlação significativa entre componentes verbais e não-verbais. Os dois grupos foram mais assertivos nas situações de fazer críticas do que nas de receber crítica. Ambos os grupos apresentaram maior assertividade diante do interlocutor masculino, para a maioria dos componentes. Estes resultados replicam dados de outros pesquisadores, indicando a necessidade do treinamento de assertividade em programas de reinserção social, em nosso contexto.

Reinserção social de psicóticos: avaliação global do grau de assertividade, em situações de fazer e receber crítica

Bandeira,Marina; Ireno,Esther de Matos
Fonte: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2002 PT
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37.17%
Avaliou-se a assertividade de 35 pacientes psicóticos, comparativamente a 35 participantes de um grupo não-clínico, através de escala tipo Likert de 5 pontos ou cotas, em situações de fazer e receber críticas. Dois observadores avaliaram o comportamento dos participantes em desempenho de papéis gravados em vídeo. Para cada tipo de situação, variou-se o gênero do interlocutor. Os resultados mostraram um déficit significativo de assertividade global, verbal e não-verbal, dos pacientes comparativamente ao grupo não-clínico. As cotas globais e verbais dos dois grupos foram significativamente superiores nas situações de fazer crítica do que de receber crítica. O grupo não-clínico foi mais assertivo frente ao interlocutor masculino, mas os pacientes não variaram em função do gênero do interlocutor. O conteúdo verbal contribuiu mais para a impressão global de assertividade e, em segundo lugar, os componentes não-verbais. As cotas globais correlacionaram significativamente com comportamentos específicos verbais e não-verbais, medidos por observadores independentes.

Competência social de psicóticos: o comportamento de alternância da fala em situações de fazer e receber críticas

Bandeira,Marina; Barroso,Sabrina Martins; Reis,Fernanda Vale; Gaspar,Tais Ribeiro; Silva,Magali Milene
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas Publicador: Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2004 PT
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37.17%
Investigou-se o comportamento de alternância da fala de 35 participantes psicóticos comparativamente a 35 participantes não-clínicos. Dois observadores treinados observaram-nos interagindo com interlocutores treinados em quatro situações sociais de fazer e receber críticas em desempenho de papéis gravados em vídeo. Variaram-se o tipo de situação e o gênero do interlocutor. Os resultados significativos mostraram que o grupo clínico deixou de alternar sua fala com a do interlocutor com mais freqüência do que o grupo não-clínico e teve mais alternâncias curtas, monossilábicas e apenas com sons, assim como menor número de palavras por alternância. O grupo clínico apresentou maior proporção de alternâncias descontextualizadas e de conteúdo verbal insuficiente, assim como maior número de pausas. Ambos os grupos apresentaram mais distúrbios no momento da alternância ao receber do que ao fazer críticas e alternâncias mais longas frente ao interlocutor masculino. Esses resultados replicam dados de outros pesquisadores em outros contextos culturais e indicam quais dimensões específicas da alternância da fala necessitam ser focalizadas no treinamento de habilidades sociais de pacientes psiquiátricos.

Competência social de psicóticos: o comportamento de olhar nas fases de escuta e de elocução de interações sociais

Bandeira,Marina; Machado,Elaine Leandro; Barroso,Sabrina Martins; Gaspar,Tais Ribeiro; Silva,Magali Milene
Fonte: Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Publicador: Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2003 PT
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37.17%
Investigou-se o comportamento de olhar nas fases de escuta e elocução de interações sociais de 35 pacientes psicóticos comparativamente a 35 sujeitos não-clínicos. Dois observadores treinados observaram os sujeitos em 4 situações sociais de fazer e receber críticas, em desempenho de papéis, gravados em vídeo. Variou-se o tipo de situação e o gênero do interlocutor. Os resultados mostraram maior duração e freqüência de olhar o interlocutor e maior fixidez do olhar no grupo dos pacientes. Ambos os grupos olharam mais o interlocutor na escuta do que na elocução, tal como esperado, tendo os pacientes discriminado menos as fases. Ambos os grupos olharam menos para o interlocutor aos receber do que ao fazer críticas e olharam menos para o interlocutor masculino do que feminino. Estes resultados replicam dados de outros pesquisadores e sugerem uma dificuldade dos pacientes em processos cognitivos envolvidos nas interações sociais e resolução de problemas.

Envelhecimento e relações sociais: um estudo com pacientes psicóticos

Freitas, Ana Paula de
Fonte: Universidade Federal de Uberlândia Publicador: Universidade Federal de Uberlândia
Tipo: Dissertação
POR
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37.17%
O presente estudo teve como objetivo investigar como idosos com transtornos psicóticos de início precoce envelheceram do ponto de vista das relações sociais. Uma entrevista foi realizada para o levantamento de alguns dados sócio-demográficos dos sujeitos, em número de 16 – nove mulheres e sete homens, todos aposentados e residentes na cidade de Uberlândia – MG, com idades entre 57 e 79 anos. A maior parte da amostra (75%) submeteuse a internações psiquiátricas pelo menos uma vez durante sua doença. O tempo médio de duração da doença foi 40 anos e três meses. Três tipos de dados foram categorizados: os termos usados pelos sujeitos para referirem-se à sua doença psiquiátrica; os diferentes arranjos familiares; as atividades sociais dos sujeitos. Pediu-se aos sujeitos que descrevessem suas redes de relações sociais atuais e anteriores à doença, utilizando-se para tal o diagrama do Comboio Social. Na análise do diagrama atual, constatou-se uma média de 17,12 pessoas por comboio, superior à de outros estudos. Já os comboios anteriores ao surgimento da doença tiveram em média nove pessoas mencionadas por sujeito, um pouco mais da metade da média dos comboios atuais. O tamanho do comboio não foi relacionado ao fato de se ter gerado uma família própria...

Papel dos anti-psicóticos típicos vs atípicos na sintomatologia negativa da esquizofrenia

Cardoso, Maria da Graça Pereira
Fonte: Universidade da Beira Interior Publicador: Universidade da Beira Interior
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em /05/2011 POR
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37.69%
Introdução: A Esquizofrenia é uma doença mental grave, que, normalmente atinge as pessoas na adolescência ou no início da idade adulta, deixando a maioria delas, incapaz de retomar a sua vida normal. Esta é caracterizada, fundamentalmente, pela presença de sintomas positivos e sintomas negativos. O psicoticismo é caracterizado por sintomas que normalmente não estão presentes como alucinações e delírios. Por outro lado, os sintomas negativos correspondem a ausência de comportamentos normalmente presentes, como embotamento do afecto, apatia, diminuição da capacidade de concentração, pobreza do discurso e do pensamento, incoerência e exclusão social. Os sintomas negativos contribuem significativamente para a morbilidade a longo prazo bem como para o funcionamento deficitário que estes doentes apresentam. O tratamento padrão para esta doença é a administração de anti-psicóticos de 1ª ou 2ª geração, divergindo estes no facto dos últimos apresentarem fraco potencial de induzirem SEP bem como de serem superiores no tratamento dos sintomas negativos. No entanto, a eficácia destes últimos sobre os sintomas negativos bem como a sua superioridade relativamente aos de 1ª geração é ainda muito controversa. Objectivos: Com este trabalho pretende-se determinar e comparar a prevalência de sintomas negativos e quais os mais prevalentes em doentes com Esquizofrenia tratados com anti-psicóticos de 1ª e 2ª geração...

Condições de vida de portadores de transtornos psicóticos vivendo em cortiços em Santos, SP; Condiciones de vida de portadores de trastornos psicóticos viviendo en habitaciones colectivas en Santos, Sureste de Brasil; Living conditions of people with psychotic disorders living in slums in Santos, Southeastern Brazil

Martin, Denise; Andreoli, Sergio Baxter; Pinto, Rosa Maria Ferreiro; Barreira, Tânia Maria Hourneaux de Mendonça
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; Formato: application/pdf; application/pdf
Publicado em 01/08/2011 POR; ENG
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37.65%
OBJETIVO: Descrever condições de vida e sociabilidade de portadores de transtornos mentais graves moradores de cortiços. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Estudo qualitativo com moradores adultos de cortiços da região central de Santos, SP, realizado em 2004-2006. Foram realizadas observações etnográficas em quatro cortiços e entrevistas semi-estruturadas em profundidade com oito mulheres que conviviam com portadores de transtornos psicóticos. A forma de análise empregada foi a qualitativa fundamentada na Antropologia. ANÁLISE DOS RESULTADOS: Os cortiços apresentaram características específicas quanto à sociabilidade. As dificuldades com os pacientes psicóticos decorriam da quebra mínima das regras mínimas. Em um dos cortiços, uma moradora agia como cuidadora dos pacientes e mantinha contato próximo com o serviço de saúde. Apesar do convívio cotidiano com os portadores, as participantes não possuíam informações sobre o transtorno e os consideravam loucos, nervosos ou mentalmente fracos. Acreditavam que deveriam morar em outro local que não o cortiço. CONCLUSÕES: A população moradora de cortiços não trata os portadores de transtorno psicótico de forma diferente da população geral, devido a desconhecimento...

Prevalencia de trastornos psicóticos en comparación con trastornos no psicóticos en una población de pacientes de Venezuela sometida a estrés

Medina Ortiz,Óscar; Rangel,Nairy; Galietta,Concetina; Pulido,Luis; Sánchez Mora,Nora
Fonte: Revista Colombiana de Psiquiatría Publicador: Revista Colombiana de Psiquiatría
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/09/2010 ES
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27.6%
Objetivo: Describir la prevalencia de trastornos psicóticos en comparación con trastornos no psicóticos según procedencia y sexo en pacientes que acuden a la consulta de psiquiatría en una población venezolana sometida a estrés de secuestros, sicarios y altos índices de criminalidad. Método: Estudio retrospectivo, descriptivo, de morbilidad entre julio y diciembre de 2008 de la consulta de psiquiatría de un hospital general de Venezuela. Resultados: En la consulta se atendieron 1.801 pacientes, de los cuales 56,7% fueron mujeres. El 58% los pacientes provenía de San Cristóbal; 40,4% de otra ciudad del estado del Táchira, y 1,6% de otro estado. El diagnóstico que predominó entre todos los pacientes fue trastorno de ansiedad (19,7%). Los trastornos psicóticos (esquizofrenia, trastorno afectivo bipolar y trastorno mental orgánico) fueron diagnosticados en un 34,6%. Los trastornos no psicóticos (ansiedad, depresión y trastorno obsesivo-convulsivo) fueron diagnosticados en un 30,2%. El diagnóstico de psicosis predominó en los pacientes procedentes de San Cristóbal, en comparación con los que procedían de otra región (p<0,0001). En el sexo femenino predominaron los diagnósticos de ansiedad y depresión y en el masculino el diagnóstico de psicosis (p<0...

Relación entre Síntomas Psicóticos, Estados Emocionales Negativos y Años de Evolución en Personas con Esquizofrenia

Navarro Bayón,Daniel; Carrasco Ramírez,Olga
Fonte: Clínica y Salud Publicador: Clínica y Salud
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; journal article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion Formato: text/html; application/pdf
Publicado em 01/01/2009 SPA
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37.65%
Existe evidencia que demuestra que la depresión, la ansiedad y la autoestima influyen en el desarrollo y mantenimiento de los síntomas psicóticos positivos. Sin embargo, no está claro cómo se produce esta relación, en especial en pacientes con psicosis crónicas. Metodología: Veinte pacientes diagnosticados de esquizofrenia de curso crónico, con alucinaciones y delirios persistentes fueron evaluados en síntomas psicóticos (SAPS), ansiedad (STAI), depresión (BDI) y autoestima (EAR). El estudio examina la relación entre las emociones negativas con los síntomas psicóticos positivos, así como la relación entre los síntomas con los años de evolución del trastorno. Resultados: Los análisis revelan asociaciones entre la ansiedad, la depresión y los síntomas psicóticos. Éstas reflejan una disminución de la intensidad de los síntomas psicóticos con el curso del trastorno. Conclusiones: Las relaciones entre las emociones negativas y los síntomas psicóticos se establecen mediante una pauta compleja de asociaciones, que pueden estar influidas por la variable temporal.

Condições de vida de portadores de transtornos psicóticos vivendo em cortiços em Santos, SP

Martin,Denise; Andreoli,Sergio Baxter; Pinto,Rosa Maria Ferreiro; Barreira,Tânia Maria Hourneaux de Mendonça
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2011 PT
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37.34%
OBJETIVO: Descrever condições de vida e sociabilidade de portadores de transtornos mentais graves moradores de cortiços. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Estudo qualitativo com moradores adultos de cortiços da região central de Santos, SP, realizado em 2004-2006. Foram realizadas observações etnográficas em quatro cortiços e entrevistas semi-estruturadas em profundidade com oito mulheres que conviviam com portadores de transtornos psicóticos. A forma de análise empregada foi a qualitativa fundamentada na Antropologia. ANÁLISE DOS RESULTADOS: Os cortiços apresentaram características específicas quanto à sociabilidade. As dificuldades com os pacientes psicóticos decorriam da quebra mínima das regras mínimas. Em um dos cortiços, uma moradora agia como cuidadora dos pacientes e mantinha contato próximo com o serviço de saúde. Apesar do convívio cotidiano com os portadores, as participantes não possuíam informações sobre o transtorno e os consideravam loucos, nervosos ou mentalmente fracos. Acreditavam que deveriam morar em outro local que não o cortiço. CONCLUSÕES: A população moradora de cortiços não trata os portadores de transtorno psicótico de forma diferente da população geral, devido a desconhecimento...