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A educação nas prisões: um estudo sobre a participação da sociedade civil; Prison education: a study about the participation of civil society

Graciano, Mariangela
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 25/05/2010 PT
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37.37%
Esta pesquisa propõe a investigação das práticas educativas desenvolvidas por organizações da sociedade civil e pessoas voluntárias no interior do sistema penitenciário do estado de São Paulo. Tais iniciativas, que se constituem em partilha da responsabilidade entre Estado e sociedade civil, são previstas e estimuladas em normas que versam sobre a educação no ambiente prisional. Diante da falta de informações sistemáticas acerca dessas parcerias, esta pesquisa teve entre seus objetivos: a caracterização dos tipos de parcerias estabelecidas; a identificação das motivações, intencionalidades e objetivos que regem tais iniciativas; a verificação de diferenças entre as atividades propostas nos presídios masculinos e femininos, entre outros. A pesquisa permitiu identificar sinais de mudança no campo da educação em prisões. Estes sinais, muitas vezes, parecem coerentes com as alterações percebidas por diversos autores, no Brasil e no mundo, no que diz respeito à ampliação do encarceramento, constituição de um sistema de privilégios no qual se baseia a manutenção da ordem interna às prisões, e abandono do ideal de reabilitação. No entanto, ações de governos, organizações da sociedade civil e também no campo da pesquisa indicam que a educação nas prisões vem se constituindo como um campo específico...

Fluxos em cadeia: as prisões em São Paulo na virada dos tempos; Flowing chains: the prisons in São Paulo at the turn of the times

Godoi, Rafael
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 19/03/2015 PT
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Neste trabalho exploro o funcionamento atual e cotidiano do sistema penitenciário paulista a partir de três frentes de investigação: 1 a dinâmica da execução penal e o particular regime de processamento que organiza o fluxo de condenados pelos espaços de reclusão; 2 o processo de expansão interiorizada do parque penitenciário, as formas de territorialização das unidades prisionais, da população carcerária e das agências que compõem o sistema de justiça; e 3 o sistema de abastecimento que promove condições mínimas de sobrevivência no interior das prisões e as diversas modalidades de investimentos materiais e políticos que o caracterizam. Pesquisa documental, entrevistas qualitativas e observação etnográfica constituíram as principais estratégias de investigação. O trabalho de campo se concentrou em três municípios do extremo oeste do estado, especificamente na região da Nova Alta Paulista, bem como no interior de algumas penitenciárias da Região Metropolitana de São Paulo nas quais entrava na qualidade de agente da Pastoral Carcerária e desenvolvia atividades de assistência religiosa, material e jurídica. A constatação de que o funcionamento cotidiano das prisões no estado de São Paulo depende de uma ampla mobilização e de uma contínua articulação de uma variedade de agentes situados tanto dentro como fora da instituição principalmente de presos e seus familiares lança questões sobre figurações atuais e hegemônicas da prisão...

Educação e formação de adultos em prisões portuguesas

Tscharf, Christiane Lucas
Fonte: Universidade de Aveiro Publicador: Universidade de Aveiro
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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Terão as prisões por finalidade apenas punir para castigar e dissuadir ou disporão as prisões de recursos para sustentar processos de formação e (re)educação pessoal e social para todos e cada um visando a sua inclusão na sociedade? Pretende-se com este trabalho, por um lado, contribuir para a compreensão da relação da educação nas prisões com a inclusão/exclusão social e, pelo outro, estudar a aplicação das orientações internacionais sobre a educação e formação em ambiente prisional, nomeadamente se são aqui analisadas as necessidades básicas da aprendizagem e se são propostas modalidades educativas de segunda oportunidade, segundo o quadro conceptual e legal subjacente à educação nas prisões portuguesas desde 1979.; Is punishment and dissuade the only aim of prisons or they possess sufficient resources to sustain personal and social (re)-education and subsequent reintegration into society? The aim of this research is contribute to understanding the relationship of education in prisons with the social inclusion/exclusion and study the applicability of international guidelines on education in the prison environment, namely if they are analyzed the basic needs of learning and educational methods and if educational alternatives are proposed. Finally...

Drogas e prisões em Portugal

Torres, Anália; Gomes, Maria do Carmo
Fonte: IPDT - Instituto Português da Droga e Toxicodependência Publicador: IPDT - Instituto Português da Droga e Toxicodependência
Tipo: Livro
Publicado em //2002 POR
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Circulam e consomem-se drogas nas prisões da maior parte dos países do mundo. Este é um fenómeno que se acentuou ao longo dos últimos anos do século XX, provocando alterações significativas no sistema prisional. Conhecer os contornos do fenómeno para o caso de Portugal foi o objectivo da pesquisa que está na base do presente livro.

Observatório Europeu das Prisões

Pontes, Nuno; Dores, António Pedro
Fonte: Associação Portuguesa de Sociologia Publicador: Associação Portuguesa de Sociologia
Tipo: Conferência ou Objeto de Conferência
Publicado em /05/2014 POR
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Em Fevereiro 2004 Freitas do Amaral anunciou que a situação “atrasada” das penitenciárias portuguesas relativamente à situação geral dos sistemas prisionais na Europa só poderia ser recuperada no prazo de 12 anos, e caso fosse aplicada a reforma preconizada pelo grupo de reflexão que dirigiu. A um par de anos do fim do tempo previsto, e num quadro de generalizada ignorância sobre o que sejam as características das prisões dos diferentes sistemas europeus, um grupo de investigadores sociais europeus propõe-se montar e manter um observatório europeu de prisões. Neste artigo descreve-se, por um lado, o processo metodológico seguido pelo primeiro projecto financiado pela Comissão Europeia, em curso, que suporta a iniciativa. Por outro lado, oferece-se aos leitores algumas informações já disponibilizadas pelo trabalho desenvolvido, com particular atenção às especificidades da situação portuguesa. Finalmente, apresentam-se alguns dilemas deontológicos e teóricos que os investigadores enfrentam na consideração de políticas públicas penitenciárias. A persistência de taxas de mortalidade sistematicamente muito altas nas prisões portuguesas e a ausência de qualquer explicação ou esforço de clarificação das causas que produzem tais efeitos – bem conhecidos e registados por organismos internacionais – explicam e são explicadas pelas limitações quantitativas e qualitativas dos estudos penitenciários em Portugal. O reconhecimento oficial das condições “não-europeias” das penitenciárias portuguesas não tem...

A tuberculose nas prisões do Rio de Janeiro, Brasil: uma urgência de saúde pública

Sánchez,Alexandra Roma; Massari,Véronique; Gerhardt,Germano; Barreto,Angela W.; Cesconi,Vanderci; Pires,Janete; Espínola,Ana Beatriz; Biondi,Edison; Larouzé,Bernard; Camacho,Luiz Antônio Bastos
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2007 PT
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37.37%
Em 2004, a taxa de incidência da tuberculose nas prisões do Estado do Rio de Janeiro, Brasil, foi trinta vezes superior à da população geral do Estado. Essa taxa provavelmente é subestimada, especialmente pela dificuldade de acesso ao serviço de saúde nesse ambiente. Com o objetivo de melhor avaliar a situação, um primeiro inquérito radiológico sistemático foi realizado e mostrou taxa de prevalência de 4,6% (prisão A, n = 1.052). Dois inquéritos adicionais revelaram, nas unidades B (n = 590) e C (n = 1.372), taxas maiores (6,3% e 8,6%, respectivamente). A comparação das características sócio-demográficas das prisões A, B e C mostrou que a população encarcerada não é homogênea. Em comparação com prisão A, os indivíduos encarcerados nas prisões B e C são oriundos de comunidades mais desfavorecidas e têm mais freqüentemente história de encarceramento anterior e de tuberculose. Essas diferenças, coerentes com os dados de prevalência, implicam a adaptação das medidas de controle da tuberculose ao perfil epidemiológico e sócio-demográfico de cada unidade prisional.

Saúde em prisões: representações e práticas dos agentes de segurança penitenciária no Rio de Janeiro, Brasil

Diuana,Vilma; Lhuilier,Dominique; Sánchez,Alexandra Roma; Amado,Gilles; Araújo,Leopoldina; Duarte,Ana Maria; Garcia,Mônica; Milanez,Eliane; Poubel,Luciene; Romano,Elizabeth; Larouzé,Bernard
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2008 PT
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37.1%
O papel limitante dos agentes de segurança penitenciária no acesso dos detentos aos serviços sanitários e o impacto de suas representações e práticas de saúde no cotidiano prisional foram objeto de pesquisa-ação visando tanto à produção de conhecimento como à melhoria das ações de controle da tuberculose e HIV/AIDS pela participação e conscientização. Desenvolveu-se em três prisões e dois hospitais por meio de entrevistas individuais e grupos de discussão. Revelou que concepções de saúde e doença, hierarquização de riscos e estratégias de preservação no contexto carcerário relacionam-se às posições nessa organização social, aos conflitos e tensões ali existentes e aos pertencimentos grupais que reforçam identidades e antagonismos, refletindo-se nas práticas rotineiras e no acesso aos serviços. A negação da saúde como um direito dos presos e a restrição de sua autonomia contribuem para ações de saúde prescritivas. A tomada de consciência dos agentes de segurança penitenciária quanto às representações e práticas de saúde pode contribuir para a desconstrução de idéias estereotipadas e aumentar seu envolvimento nas ações de prevenção e assistência. A melhoria das condições de saúde dos detentos implica também mudanças nas condições de encarceramento.

Clínica e estratégias de resistência: perspectivas para o trabalho do psicólogo em prisões

Rauter,Cristina
Fonte: Associação Brasileira de Psicologia Social Publicador: Associação Brasileira de Psicologia Social
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2007 PT
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Este trabalho é um estudo sobre a instituição prisional tomada como um dos componentes do dispositivo da criminalidade. Esse dispositivo de controle social é analisado como central no capitalismo contemporâneo, engendrando múltiplos efeitos mortificadores. Observa-se, no que diz respeito ao trabalho do psicólogo nas prisões, a decadência do discurso da recuperação e o fortalecimento de práticas coercitivas e punitivas. Por outro lado, o trabalho do psicólogo pode se inserir entre as estratégias de resistência e de vitalização.

Entre prisões da imagem, imagens da prisão

Amador,Fernanda Spanier; Fonseca,Tania Mara Galli
Fonte: Associação Brasileira de Psicologia Social Publicador: Associação Brasileira de Psicologia Social
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2014 PT
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O artigo discute a temática das prisões, da imagem e da subjetividade. Pensando na direção das análises foucaultianas de que as prisões estão estabelecidas nos mais ínfimos espaços da vida cotidiana pelas práticas disciplinares e por jogos de visibilidade e enunciabilidade, pergunta-se: como a experimentação de produção de imagens digitais a respeito do trabalho na prisão, por parte de trabalhadores penitenciários, pode criar um plano perturbador das tecnologias prisionais já estabelecidas, introduzindo dissonâncias nas enunciabilidades e nas visibilidades que atravessam a prisão?

Criminalidade organizada nas prisões e os ataques do PCC

Adorno,Sérgio; Salla,Fernando
Fonte: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo Publicador: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2007 PT
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A emergência da criminalidade organizada nas prisões brasileiras, em especial no Estado de São Paulo, constitui objeto deste artigo. Tomam-se como ponto de partida e referência para análise as ondas de ataques desencadeadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), de maio a agosto de 2006, que resultaram em inúmeros mortos, paralisaram cidades e acuaram as autoridades encarregadas de aplicar lei e ordem. A emergência da criminalidade organizada é analisada sob eixos determinados: cenário internacional e contexto brasileiro, antecedentes históricos, enraizamento do crime na sociedade e papel das políticas públicas penitenciárias.

Estado e controle nas prisões

Batista,Analía Soria
Fonte: Universidade Federal da Bahia - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - Centro de Recursos Humanos Publicador: Universidade Federal da Bahia - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - Centro de Recursos Humanos
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2009 PT
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Este artigo analisa o problema da produção do controle e da ordem em prisões brasileiras, utilizando as perspectivas histórica e sociológica, e levanta a hipóteses de que, no Brasil, convivem duas modalidades de construção da ordem e do controle nas prisões. Uma delas, minoritária, baseia-se na prerrogativa do Estado na gestão do dia a dia prisional. A outra é relativa à negociação da pacificação do presídio entre o Estado e as lideranças dos presos. Embora, no primeiro caso, a prerrogativa do Estado possa ser vinculada às condições institucionais adequadas e, no segundo (negociação entre o estado e as lideranças dos presos) às condições precárias dos presídios, como superlotação, número reduzido de agentes penitenciários, entre outros, a análise apontou que ambas as modalidades traduzem formas de relacionamentos e interações sociais historicamente produzidas entre o Estado e a sociedade, que remetem à fundação da República, recriadas através do habitus dos atores sociais, não se restringindo exclusivamente ao espaço social das prisões.

As prisões em São Paulo: 1822-1940. SALLA, Fernando

Chies,Luiz Antônio Bogo
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Sociologia - UFRGS Publicador: Programa de Pós-Graduação em Sociologia - UFRGS
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2004 PT
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Preenchendo uma significativa lacuna em nossa (brasileira) produção científica sobre prisões e sociedades carcerárias, na interface de saberes disciplinares, a obra de Fernando Salla - As prisões em São Paulo: 1822-1940 - é, além de um trabalho sócio-histórico da punição no contexto paulista (mas válido para todo o Brasil, ante a posição de destaque que São Paulo já ocupava no cenário nacional), o relato de um minucioso esforço de pesquisa e detalhada exposição de dados e análises, que demonstra a permanente ferida sócio-jurídico-punitiva (e a permanência desta) em nossa realidade, que se expressa na distância do discurso com a prática, no desigual tratamento das camadas e categorias sociais, no conflito entre os saberes jurídicos e médicos, bem como entre estes e as pragmáticas administrativas e no confronto entre as exigências do campo político e as pretensões do campo científico.

Prisões na África: uma avaliação da perspectiva dos direitos humanos

Sarkin,Jeremy
Fonte: Sur - Rede Universitária de Direitos Humanos Publicador: Sur - Rede Universitária de Direitos Humanos
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2008 PT
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Embora as prisões na África sejam consideradas as piores do mundo, muitos outros sistemas carcerários são ainda piores no que concerne à violência, superlotação e vários outros problemas. Com isso, não se pretende afirmar que as prisões africanas sejam exemplos de direitos humanos. Muitas estão em condições deficientes e suas práticas estão em conflito com os padrões de direitos humanos. No entanto, as prisões em diferentes partes do mundo estão em crise. Nunca antes houve tantos problemas nos sistemas penais e uma população tão grande nas instituições carcerárias. Este artigo analisa o desenvolvimento histórico das prisões africanas desde os tempos coloniais e avalia o legado que o colonialismo deixou nas prisões do continente. Analisa também um conjunto de questões referentes à situação das prisões na África, como detenções preventivas, superlotação, recursos e governança, aprisionamento de mulheres e crianças, e reabilitação. Um espaço substancial é dedicado às reformas que estão ocorrendo em todo o continente, e a recomendações em relação à necessidade de mais reformas. Examinam-se também os papéis da Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos e do Relator Especial sobre Prisões e Condições de Detenção na África.

Controlo e punição : as prisões femininas : estudo exploratório de uma antropologia feminista da prisão no contexto português

Silva, Vera Inês Costa da
Fonte: Universidade de Coimbra Publicador: Universidade de Coimbra
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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Esta dissertação apresenta justificações teóricas para a pertinência de uma antropologia femininista da prisão no contexto português, uma antropologia interventiva inspirada nas metodologias feministas para questionar as políticas que (re)produzem a prisão e para dar visibilidade às mulheres encarceradas que são silenciadas e ocultadas, isto porque se considera a prisão como a instituição que mais contribui para a segregação e marginalização sociais das mulheres. Assim, este estudo exploratório procedeu à análise das prisões femininas, desde a emergência do penitenciário em Portugal até à actualidade, indagando sobre representações e discursos hegemónicos de feminino e feminilidade nos dispositivos de controlo e punição e como estes se manifestam nas prisões femininas procurando, em simultâneo, (re)inscrever agências e resistências femininas. É verificada a pertinência de um sistema estratificado de diferenciação sexual reprodutor destas representações e discursos que se reflectem nas várias dimensões sociais e culturais e nas prisões femininas no contexto histórico, político, económico e social português.; This dissertation presents theoretical justifications for the relevance of an feminist anthropology of prison in the portuguese context...

Visita íntima : o gerenciamento da sexualidade nas prisões do Brasil

Bassani, Fernanda
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
POR
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Essa pesquisa surge a partir do estranhamento com os intensos fluxos populacionais de mulheres que circulam pelas prisões do Rio Grande do Sul, tendo por objetivo problematizar o papel do mecanismo da visita íntima no governo das prisões contemporâneas. A visita íntima é um direito que o (a) preso (a) possui a manter encontros íntimos de maneira regular com seu cônjuge, cuja justificativa legal reside sobre sua importância no estreitamento das relações familiares. Começou a ser praticada na década de 80, sendo regulamentada em 1999, época em que se acentuam as políticas de encarceramento, emergem as facções penitenciárias e disseminam-se motins em vários Estados do país. Após sua liberação, as mulheres visitantes assumiram importantes papéis sociais tanto para os presos como para a instituição. Estes dois fatos levaram a questionar quanto à utilidade estratégica do sexo regulamentado nas prisões, que estaria subjacente ao discurso familista e de direitos humanos. Para responder ao objetivo da pesquisa, adotamos três diferentes percursos. O primeiro movimento foi a construção de uma história da sexualidade nas prisões do RS com base em textos históricos interrogados sobre novas categorias. Nesta buscamos descobrir se outras racionalidades penais já haviam incluído a sexualidade em um cálculo de utilidade para a gestão das populações encarceradas. O segundo movimento buscou rastrear o momento de emergência da visita íntima no Rio Grande do Sul - quando o Estado libera o ingresso de visitantes nas galerias – a partir da ótica dos presos e servidores penitenciários que vivenciaram este período. O terceiro caminho foi produzido a partir de uma imersão no cotidiano do Presídio Central de Porto Alegre...

Prisões cautelares: uma análise acerca da prisão em flagrante e da prisão preventiva

Oliveira, Arandu Costa
Fonte: Universidade Católica de Brasília Publicador: Universidade Católica de Brasília
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: Texto
PT_BR
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O artigo tem por objeto a análise das prisões cautelares. São objetivos identificar os requisitos e o cabimento das referenciadas prisões, bem como analisar a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça sobre as prisões. Adotou-se a revisão bibliográfica, além da pesquisa jurisprudencial, relacionando os casos de prisões preventivas que foram analisados pelo STF e STJ.; Direito

As principais mudanças das prisões e medidas cautelares na lei 12.403/11 e seus reflexos no direito penal

Silva, Jacqueline Ramos da
Fonte: Universidade Católica de Brasília Publicador: Universidade Católica de Brasília
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: Texto
PT_BR
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O presente trabalho tem como intuito analisar as principais alterações trazidas pela Lei nº 12.403/2011. É uma nova lei processual que causou uma mini-reforma que trouxe mudanças significativas no Código de Processo Penal Brasileiro no que diz respeito as medidas cautelares e prisões cautelares alternativas a prisão, inserindo novas medidas cautelares até então inexistentes. O intuito dessa pesquisa é mostrar as principais alterações trazidas pela nova lei, assim como identificar as principais discussões acerca do tema que foram criadas e que foram resolvidas com a entrada em vigor da lei. Será feito um estudo sobre as prisões, os princípios, as medidas cautelares e sobre o instituto da fiança que houve modificações significativas com a entrada em vigor da novatio legis. E finalmente o trabalho terá uma breve análise dos pontos positivos e negativos da Lei por se tratar de um tema muito delicado que gerará muitas discussões ao longo de sua aplicação.; The following study is meant to analyze the main changes introduced by the Law nº 12.403/2011. Is a new procedural law that caused a mini-reforma that has brought significant changes in the Brazilian Penal Procedure Code concerning precautionary measures precautionary alternatives to prisons and prison...

Criminalidade organizada nas prisões e os ataques do PCC; Organized criminality in prisons and the attacks of the PCC

Adorno, Sérgio; Salla, Fernando
Fonte: Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados Publicador: Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; ; Formato: application/pdf; application/pdf
Publicado em 01/12/2007 POR; ENG
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A emergência da criminalidade organizada nas prisões brasileiras, em especial no Estado de São Paulo, constitui objeto deste artigo. Tomam-se como ponto de partida e referência para análise as ondas de ataques desencadeadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), de maio a agosto de 2006, que resultaram em inúmeros mortos, paralisaram cidades e acuaram as autoridades encarregadas de aplicar lei e ordem. A emergência da criminalidade organizada é analisada sob eixos determinados: cenário internacional e contexto brasileiro, antecedentes históricos, enraizamento do crime na sociedade e papel das políticas públicas penitenciárias.; The advent of organized crime in Brazilian prisons, especially in the state of São Paulo, constitutes the object of this article. The waves of attack unleashed by the Capital's First Command (PCC - Primeiro Comando da Capital), in May 2006, which resulted in countless deaths, brought cities to a halt, and cornered authorities in charge preventing them from applying law and order are the starting as well as reference points taken. The advent of organized criminality is analyzed under the light of determined axes: the international scenario and the Brazilian context, the historical antecedents, the taking root of crime in society and the role of penitentiary public policies.

O trabalho em saúde nas prisões: produção de sujeitos e territórios/Health work in prisons: the production of subjects and territories

Luciana Oliveira de Jesus; Universidade Federal de Santa Catarina; Helena Beatriz Kochenborger Scarparo; Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Fonte: UFMG / UFU / UFSJ / UFJF Publicador: UFMG / UFU / UFSJ / UFJF
Tipo: Avaliado por Pares; Formato: application/pdf
Publicado em 02/12/2015 PT
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Na interlocução entre saúde e sistema penal é possível se deparar com dilemas que acarretam na separação entre o “dentro” e o “fora” das prisões e provocam transformações nesses territórios. O objetivo do artigo é compreender como se constroem processos de trabalho e concepções de sujeitos nas prisões, de acordo com profissionais que trabalham em unidades de saúde prisional. Foram realizadas entrevistas narrativas com trabalhadores de saúde do Rio Grande do Sul e a análise baseia-se na perspectiva de Schütze. Resultados apontam que as equipes de saúde buscavam se conectar com a rede de atenção situada fora das prisões e encontravam obstáculos pelas regras estabelecidas nesses locais. Eles consideravam, também, relevante os sujeitos encarcerados terem acesso a serviços de saúde.

A tuberculose nas prisões do Rio de Janeiro, Brasil: uma urgência de saúde pública

Sánchez,Alexandra Roma; Massari,Véronique; Gerhardt,Germano; Barreto,Angela W.; Cesconi,Vanderci; Pires,Janete; Espínola,Ana Beatriz; Biondi,Edison; Larouzé,Bernard; Camacho,Luiz Antônio Bastos
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2007 PT
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Em 2004, a taxa de incidência da tuberculose nas prisões do Estado do Rio de Janeiro, Brasil, foi trinta vezes superior à da população geral do Estado. Essa taxa provavelmente é subestimada, especialmente pela dificuldade de acesso ao serviço de saúde nesse ambiente. Com o objetivo de melhor avaliar a situação, um primeiro inquérito radiológico sistemático foi realizado e mostrou taxa de prevalência de 4,6% (prisão A, n = 1.052). Dois inquéritos adicionais revelaram, nas unidades B (n = 590) e C (n = 1.372), taxas maiores (6,3% e 8,6%, respectivamente). A comparação das características sócio-demográficas das prisões A, B e C mostrou que a população encarcerada não é homogênea. Em comparação com prisão A, os indivíduos encarcerados nas prisões B e C são oriundos de comunidades mais desfavorecidas e têm mais freqüentemente história de encarceramento anterior e de tuberculose. Essas diferenças, coerentes com os dados de prevalência, implicam a adaptação das medidas de controle da tuberculose ao perfil epidemiológico e sócio-demográfico de cada unidade prisional.