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O preconceito cultural e linguístico na escola portuguesa

Fernandes, Anabela do Nascimento
Fonte: Universidade Aberta de Portugal Publicador: Universidade Aberta de Portugal
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2013 POR
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Dissertação de Mestrado em Português Língua Não Materna apresentada à Universidade Aberta; Apesar de Portugal ser frequentemente considerado um país monolingue, cultural e linguisticamente homogéneo, esta visão torna-se redutora e inverosímil, considerando que são muitos e distintos os hábitos e costumes, bem como os dialetos falados nas diferentes regiões do país. Na sociedade portuguesa atual, em que os fenómenos seculares da multiculturalidade são alvo de aturadas reflexões teóricas e ontológicas, parece-nos fundamental refletir sobre esta diversidade cultural e linguística, encarando-a como um fator de enriquecimento social e pessoal de todos os indivíduos, motivo pelo qual deve ser respeitada e preservada. Efetivamente, embora o português seja a língua materna da maioria da população portuguesa, apresenta múltiplas especificidades fonéticas, sintáticas e lexicossemânticas de acordo com as regiões onde se fala. Contudo, as diferenças dialetais são muitas vezes ridicularizadas, considerando-se os dialetos como modos de falar incorretos e socialmente desprestigiantes, razão pela qual os falantes das variedades que se afastam do português padrão são vítimas de preconceito linguístico. Atentando na variedade que a língua portuguesa assume...

Os consultórios gramaticais: um estudo de preconceito e intolerância lingüísticos; The 'consultórios gramaticais': a study about the linguistical prejudice and intolerance

Marcondes, Iara Lucia
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 30/06/2008 PT
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Consultórios Gramaticais são textos metalingüísticos formados por perguntas e respostas sobre as regras prescritas pela gramática tradicional. Esse gênero discursivo, veiculado no início do século XX na mídia impressa, atualmente, é propagado também na internet, todavia, os consultórios gramaticais da internet, ao mudarem de suporte, não se modificaram suficientemente para serem considerados um novo gênero. Assim, podem ser classificados como um gênero tradicional com suporte digital. Esta dissertação tem como principal objetivo caracterizar os consultórios gramaticais como gênero discursivo, observar o discurso metalingüístico presente nos enunciados desse gênero e levantar as marcas de intolerância e preconceito lingüísticos nos enunciados dos consultórios gramaticais. Utilizamos como método de pesquisa a Análise do Discurso e como base teórica a Teoria da Enunciação e a Teoria dos Gêneros Textuais. Os principais autores referidos neste trabalho são: Maingueneau (2004); Authier-Revuz (1990) e Bakhtin (1992). O corpus para a pesquisa é composto por consultórios gramaticais impressos no início do século XX e por consultórios digitais, veiculados atualmente na internet. Os consultórios do início do século XX que foram analisados neste trabalho são de autoria de Candido de Figueiredo...

Mitos e concepções lingüísticas do professor em contextos multilíngües

Hilgemann, Clarice Marlene
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
POR
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Este estudo insere-se no âmbito da pesquisa sociolingüística. Seu objetivo principal é comparar a visão de língua de professores de escolas confrontadas com situações de multilingüismo e seu comportamento em relação à língua minoritária falada pelos alunos, bem como ao bilingüismo como conseqüência natural do contato lingüístico e ao próprio processo de aprendizagem da língua-padrão, o português. Partese do pressuposto básico de que comunidades plurilíngües, especialmente aquelas onde se falam variedades estigmatizadas, são marcadas por tensões e valorações sociais diversas. Subjaz à análise desse contexto a tese de que a compreensão das concepções lingüísticas do professor contribui para explicar a dinâmica de diversos mitos acerca da língua minoritária e do bilingüismo observável na comunidade. Dominado pela força desses mitos, o professor é impelido a atitudes distintas, que vão desde a valorização exacerbada até a estigmatização extrema de certas variedades, originando o preconceito lingüístico. Para o estudo desses aspectos, seguiu-se uma metodologia de análise qualitativa interpretativa dos dados. A coleta de dados envolveu observação de aulas, anotações em diário de campo...

Identidade e comportamento lingüístico na percepção da comunidade plurilíngüe alemão-italiano-português de imigrante - RS

Krug, Marcelo Jacó
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
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O presente estudo investiga o papel da língua na constituição da identidade e etnicidade dos grupos de base imigrante em contato em uma comunidade rural multilíngüe em português, italiano e alemão de Imigrante, no Rio Grande do Sul, Brasil. A concepção básica que subjaz a esse propósito é a de que a língua constitui um dos principais fatores de determinação da identidade e etnicidade de um grupo social, neste caso representado por descendentes de imigrantes alemães e italianos. A pergunta que orientou a pesquisa, na comunidade escolhida, é como se dá essa interrelação entre língua e identidade no contato entre dois grupos de fala contrastantes, germânico e românico, e ao mesmo tempo semelhantes, na medida em que compartilham o traço em comum de grupo minoritário falante de uma variedade dialetal aloglota oriunda da imigração a partir do século XIX. Tal objetivo envolveu quatro pontos essenciais: em primeiro lugar, pretendeu-se verificar o papel da língua na constituição de padrões de identidade, bem como se varia entre um grupo étnico e outro. Em segundo lugar, pretendeu-se analisar no sentido de sustentar a hipótese de uma identidade múltipla dos diferentes grupos étnicos e sociais em contato na comunidade e descrever os condicionadores dessa multiplicidade (situação...

De cara com o preconceito linguístico : os linguístas e a reação social ao reconhecimento da variação na escola

Giácomo, Henrique Azeredo
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: application/pdf
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O presente trabalho visa problematizar o conceito de ―preconceito linguístico‖, permeando a abordagem que o termo recebe por parte de linguistas e professores de Ensino Superior de Letras até o impacto que gera no aluno ingressante no curso em questão e na sociedade como um todo. O fator motivador principal para a iniciação do projeto foi a releitura do livro ―Preconceito Linguístico: o que é, como se faz‖, de Marcos Bagno, trabalhado na primeira etapa do curso de Letras da UFRGS e de outras instituições de nível superior. Uma visão mais analítica da obra deixa em exposição problemas de coesão e coerência, bem como carência de base teórica na exposição de certos argumentos, o que torna questionável sua utilização por parte de futuros profissionais da língua, sobretudo alunos iniciantes. No período de confecção deste trabalho, eclodiu uma polêmica de nível nacional, gerada pela aprovação por parte do MEC de um material didático de Língua Portuguesa destinado a alunos de EJA. Tal livro, cujo capítulo sobre português tem a assinatura da professora Heloísa Ramos, apresenta exemplos de trechos oriundos do português falado brasileiro, os quais estão em discordância com a denominada pela autora ―norma culta‖...

A sociolinguística e o ensino de língua portuguesa: uma proposta para um ensino aprendizagem livre de preconceitos

Laperuta, Maridelma
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Tese de Doutorado Formato: 278 f.
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Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa - FCLAR; A sociolinguística e o ensino de língua portuguesa: uma proposta para um ensino aprendizagem livre de preconceitos” foi o título do projeto de pesquisa por nós idealizado, que surgiu a partir de nosso percurso no ensino de língua portuguesa no curso de Letras da UNIOESTE, Universidade Estadual do Oeste do Paraná – campus Foz do Iguaçu-PR. Observando o discurso dos alunos de graduação e de professores de Ensino Fundamental e Ensino Médio (com quem trabalhamos em cursos de formação continuada) sobre questões relativas à língua portuguesa, norma linguística, gramática, ensino de língua e gramática, correção, etc. e a, partir disso, suas atitudes linguísticas e concluindo, empiricamente, a existência de preconceito linguístico nesses discursos, trouxemos à tona a hipótese de que o preconceito linguístico, estreitamente ligado ao preconceito social, pode ser atenuado com a realização de um trabalho de conscientização sobre a Teoria Sociolinguística, por meio da escola (discursos, crenças e atitudes preconceituosas sobre a linguagem - discursos e crenças como “não sei falar português”...

O Humor em dicionários de variedades regionais do português brasileiro: preconceito linguístico e processos morfológicos

Paula, Laís Ribeira de
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
POR
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Buscando contribuir e mesmo incentivar novos e mais aprofundados estudos sobre o modo como os dialetos do português são tratados e apresentados à população brasileira, o presente trabalho procura realizar uma breve análise da construção e abordagem do humor nos dicionários de dialetos do português do Brasil, bem como classificar os tipos de dicionários existentes. Busca-se, sobretudo, estudar quais os mecanismos utilizados para provocar o riso, como se reproduz determinado modo de falar e se por traz disto tudo há alguma manifestação velada de preconceito linguístico; Buscando contribuir e incentivar nuevos y más profundizadas investigaciones sobre la manera como los dialectos del portugués son tratados y presentados a la populación, la presente pesquisa quiere realizar un breve análisis de la construcción y abordaje del humor en los diccionarios de dialectos del portugués de Brasil, así como clasificar los tipos de diccionarios existentes. De sobre manera, se quiere investigar cuales son los mecanismos utilizados para producir la risa, cómo se reproduce cierta manera de hablar y si por detrás de todo eso existe alguna encubierta manifestación de prejuicio lingüístico

Tabu e preconceito linguístico

Orsi, Vivian
Fonte: Universidade Estadual Paulista Publicador: Universidade Estadual Paulista
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: 334-348
POR
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The lexicon of a language shows the way the community views the world, in its different aspects. Hence, through the study of the lexicon we can get a clearer idea of the different forms of prejudice present in a society. The aim of this study is to present reflections and theories concerning obscene lexical items and linguistics taboos associated to them, and to discuss the linguistic prejudice that this kind of lexicon may suffer.; O léxico de uma língua permite que nele se entreveja o modo como a comunidade vê o mundo que a circunda, em seus diferentes aspectos. Assim, por meio do seu estudo podemos ter uma ideia dos preconceitos que permeiam a sociedade. O objetivo deste trabalho é apresentar reflexões e teorizações referentes aos itens léxicos obscenos e aos tabus linguísticos a eles subjacentes e abordar o preconceito linguístico.

Quando negar e legitimar : reflexões sobre preconceito e politicas linguisticas; When deny means legitimate : reflections on prejudice and linguistic politics

Alexandre do Amara Ribeiro
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 22/08/2006 PT
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A pesquisa apresentada nesta tese aponta para a necessidade de se rever metodologias, princípios e pressupostos que sustentam a Lingüística, considerando o seu papel e função em uma sociedade, reconhecidamente, de identidades e saberes fluidos. Tomando como objeto de estudo o Preconceito Lingüístico, entendido no contexto da condição pós-moderna e de um mundo globalizado, procura repensar a Lingüística e as políticas lingüísticas, na perspectiva dos traços de ambivalência que marcam a pós-modernidade. Dentre suas hipóteses, formula que as políticas lingüísticas podem ser tão preconceituosas quanto quaisquer formas de preconceito, correndo mesmo o risco de ratificá-los, de legitimá-los. A luta contra o preconceito pode não passar de um engodo ideológico. Formas de preconceito podem estar implícitas, portanto, no discurso em defesa de uma língua, assim como nos discurso que admitem a pluralidade lingüística. Por isso, ao mesmo tempo em que reúne elementos para entender a inserção da Lingüística e do preconceito lingüístico na pósmodernidade, reivindica a proposição futura de uma Crítica da Razão Lingüística como uma base necessária para ampliação dos estudos da linguagem; The research for this thesis points to the necessity of reviewing methodologies...

O professor de línguas e o preconceito linguístico na metáfora da língua /

Lunardi, Angelita Mendes
Fonte: Florianópolis, SC Publicador: Florianópolis, SC
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão.; Investigamos, a partir da fala de professores de língua, o conhecimento do professor acerca de seu objeto e instrumento de ensino: a língua. Descrevemos, dentro do quadro da Semântica Cognitiva, as metáforas conceituais que revelam as crenças dos professores sobre a língua, a sua aprendizagem e o seu ensino. Analisamos, também, textos da imprensa escrita e fragmentos de fala quotidiana que revelaram a presença da mesma metáfora encontrada na fala dos professores. A principal metáfora a emergir tem uma base corpórea, centrada no bem-estar físico e moral do corpo: A LÍNGUA É UM CORPO MORAL. Esta metáfora, com forte apelo ideológico, traz, entre outras inferências um preconceito lingüístico: há uma única Língua correta, metonímia das pessoas que a falam. Esta Língua é pura, homogênea, bonita, saudável e íntegra; cometer erros, falar na gíria, usar neologismos, etc.. são formas de empobrecê-la, desvirtuá-la, causar danos. O professor de língua, então, na medida em que compartilha com o senso-comum desta metáfora, que se reflete na sua prática ensino, colabora ainda mais para a exclusão social...

O PODER DE UMA DIFERENÇA: UM ESTUDO SOBRE CRENÇAS E ATITUDES LINGUÍSTICAS

SILVA,Hélen Cristina da; AGUILERA,Vanderci de Andrade
Fonte: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Publicador: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2014 PT
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O presente artigo analisa as crenças e as atitudes linguísticas de falantes naturais de duas cidades do Paraná: Londrina, pertencente à região norte, e Pitanga, localizada no centro do estado. Estas duas localidades apresentam falares que se diferenciam por fenômenos fonéticos, um dos quais consiste na realização da vogal anterior átona final /e/ e suas variantes [i] e [e], identificadas como características dialetais: a vogal alteada para Londrina e a vogal média mantida para Pitanga. A partir destas diferenças e embasados nos princípios teórico-metodológicos da Sociolinguística, bem como em pesquisas focadas em crenças e atitudes linguísticas (LAMBERT; LAMBERT, 1968; LABOV, 2008; LÓPEZ MORALES, 1993; MORENO FERNÁNDEZ, 1998; CALVET, 2004; SILVA, 2010; BOTASSINI, 2013), analisamos o posicionamento de 24 informantes (doze de cada localidade) frente ao seu falar e ao falar do outro e constatamos a presença de preconceito linguístico dirigido ao subdialeto pitanguense e, em contrapartida, uma alta valoração do falar londrinense manifestada por todos os informantes e sustentada, essencialmente, pelas coerções sociais que envolvem as duas cidades em questão.

Variação linguística em sala de aula da educação de jovens e adultos.; Variación lingüística en aula de la educación para jóvenes y adultos.

Silva, Simone da
Fonte: Universidade Federal de Alagoas; BR; Educação brasileira; Programa de Pós-Graduação em Educação; UFAL Publicador: Universidade Federal de Alagoas; BR; Educação brasileira; Programa de Pós-Graduação em Educação; UFAL
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
POR
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Este trabajo investiga cuestiones de la variación linguística, en lo que respecta al planteamiento hecho em aula cuando se realiza el trabajo con La lenguage en las escuelas municipales de la ciudad de Pilar, donde buscamos conocer la metodologia de los profesores de la educación para jóvenes y adultos al trabajar variedades linguísticas, tanto lãs variedades de posición como lãs populares de Estudiantes en el contexto de aula, y los procedimientos pedagógicos utilizados para trabajar ésas cuestiones. Vimos la necessidad de realizar esa investigación, una vez que conocer el trabajo que está siendo desarrollado en aula, con relación a la variación linguística, y saber cuales conocimientos contribuyen con la practica pedagógica, para realizar el planteamiento de tal tema, es una contribución a la enseñanza, vista que la variación linguística es bastante complejo, pues comprende cuestiones de identidad, estigma, segregación, prejuício, doctrina, posición social entre otros. Cuestiones como éstas, cuando no se abordan de manera adecuada, en lugar de promover la sensibilización y la promoción de la ciudadanía de lo sujeto (siendo esta una de las principales funciones de la escuela), pueden generar prejuicios y constreñimientos y la consecuentes evasión de los alumnos jóvenes e adultos. Para desarrollar esa investigación...

Na construção da identidade do sujeito mulher a piada é coisa séria

Rosa Oliveira do Vale, Alfredina; Virgínia Leal, Maria (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
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Esta tese Na construção da identidade do sujeito mulher a piada é coisa séria tem como objetivo geral investigar como ocorre a construção/reprodução da identidade da mulher, realizada nas ações linguístico-discursivas produzidas no gênero piada. Para realizar tal intento, buscamos como aparato teórico a Análise do Discurso francesa proposta nos estudos e pesquisas de Dominique Maingueneau (1997, 2002, 2005 e 2008). A este suporte teórico somamos as abordagens propostas pelo estudioso Sírio Possenti (2000, 2001, 2004a, 2004b, 2009). Em se tratando de uma proposta interdisciplinar, buscamos outras fontes do conhecimento na filosofia, psicologia, antropologia, sociologia e história com o objetivo de verificar, no discurso humorístico brasileiro, as possíveis causas sócio-histórico-ideológicas que possibilitam as construções/reproduções dos estereótipos hiperbolizados da mulher (loira burra) imbecil e lasciva, como igualmente da esposa infiel. Partimos do pressuposto de que o discurso humorístico, neste contexto, não só confirmaria a milenar interação de conflito entre os gêneros sociais (homem vs. mulher), como indicaria, em algumas ocasiões, uma inversão dos papéis desses atores sociais...

Recensão de livro - Fim da "norma culta"?

Lira, Adriana; Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, Universidade Católica de Brasília
Fonte: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém Publicador: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: application/pdf
Publicado em 07/04/2012 POR
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A realidade de sala de aula nos faz perceber, mesmo no ambiente universitário, a defasagem dos estudantes no que se refere ao domínio da chamada norma culta. Muitos ainda escrevem como falam e não se dão conta ou se importam com isso. Talvez porque pouca importância lhe foi dada na educação básica. Por outro lado, os graduandos que foram alunos da rede privada, evidenciam ter sido privilegiados com o ensino da norma-padrão, obtendo vantagens sobre os demais. Além disso, pesquisas em bases de dados conceituadas como, por exemplo, do Ministério da Educação e da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, inclusive apontadas no livro aqui resenhado, confirmam o “atraso” dos estudantes brasileiros, que dominam menos o seu próprio idioma. Tais situações anunciam a urgência de oferecer aos educandos uma educação de qualidade, preparando-os para o domínio da norma culta, que rege a sua língua materna e que constitui um processo de comunicação indispensável pelos relativos graus de precisão e consenso. Entretanto, há muitos desafios, como a torrente de avanços tecnológicos, que atrai crianças, jovens e adultos e os influencia, entre outros aspectos, na economia vocabular (abreviações) e na reprodução da língua falada na escrita. Todavia...

Preconceito linguístico: implicações pedagógicas no processo de ensino e aprendizagem

Mendes, Lúcia Maria Vieira
Fonte: Universidade Católica de Brasília Publicador: Universidade Católica de Brasília
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: Texto
PT_BR
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O preconceito linguístico consiste em considerar alguém ou algum grupo de pessoas que se tornam inferior por causa da diversidade linguística que permeia o espaço escolar. O absolutismo da norma padrão como legitimação da forma de comunicação tem pesado sobre o português não padrão. Este faz parte de uma triste coleção de inverdades e distorções que povoam o imaginário da maioria das pessoas. A língua e a fala são peças fundamentais dentro do cenário social, principalmente na escola, que auxilia na conquista do saber e que não se limita ao mundo exterior. A linguagem é uma expressão elementar à condição humana, pois é por meio dela que todas as pessoas podem se relacionar, compreender e compartilhar o conhecimento no processo de ensino e aprendizagem. Por isso, este artigo visa discutir e responder, por meio de investigação, quais são as implicações pedagógicas que o preconceito linguístico pode causar dentro do ambiente escolar. A pesquisa, classificada como qualitativa, foi realizada com 57 alunos e seis professores de língua portuguesa em uma escola pública do Distrito Federal. As ferramentas de investigação utilizadas para a coleta dos dados foram aplicados questionários com perguntas de múltipla escolha e entrevista estruturada . Os objetivos propostos pela pesquisa foram alcançados...

Os estereótipos e o viés lingüístico intergrupal; Stereotypes and linguistic intergroup bias

Pereira, Marcos Emanoel; Fagundes, Ana Luiza Marques; da Silva, Joice Ferreira; Takei, Roberta
Fonte: UFPR Publicador: UFPR
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; avaliado por pares; Formato: application/pdf
Publicado em 06/04/2005 POR
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One of the main evidences found in recent studies on stereotypes is the that named “intergroup bias”, which indicates a tendency both to considering outgroup members more homogeneous than ingroup ones, and the related tendency to benefiting the in-group members to the detriment of the outgroup ones. This work, with an experimental feature, was for evaluating the extent of this effect in participants with a white ethnic origin and participants with an African ethnic origin who are living in Salvador, State of Bahia (Brazil). The dependable variable was related to a forced choice among four options, each of them representing a linguistic codification with a different level of abstraction (adjectives, permanent states verbs, interpretative verbs, descriptive verbs). The results, unlike those ones found in written sources, did not show any effect determined by the participant's ethnic origin, nor by the character's one, nor even by the interaction of these two variables. The conclusions of the study, however, should not be taken as an indication of an absence of racial prejudice between the participants. Rather, they should more likely be taken as a consequence determined by the limits and imperfection of the indirect instruments for measuring the stereotypes and the prejudices. Keywords: stereotypes; prejudice; intergroup linguistic bias; intergroup.;  Uma das principais evidências encontradas nos estudos atuais sobre os estereótipos é o denominado viés intergrupal...

O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO CIBERESPAÇO: UM ESTUDO SOBRE A DISCRIMINAÇÃO LINGUÍSTICA NO ESPAÇO VIRTUAL E SEUS AGENTES

Furieri, Débora; Peres, Edenize Ponzo
Fonte: Anais do Congresso Nacional de Estudos Linguísticos - CONEL Publicador: Anais do Congresso Nacional de Estudos Linguísticos - CONEL
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 07/02/2014 POR
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Este artigo se inscreve na Sociolinguística e tem por finalidade discorrer acerca do perfil dos agentes do preconceito linguístico no ciberespaço. Para isso, determina quatro fatores de análise, a saber: gênero/sexo, nível de escolaridade, faixa etária e incidência de desvios linguísticos. Os resultados, deveras sintomáticos, revelam empiricamente quem são os agentes da discriminação linguística no espaço virtual.

ANÁLISE DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO COMO VIOLÊNCIA SIMBÓLICA: O ENSINO DE GRAMÁTICA NORMATIVA E O SILENCIAMENTO DO SUJEITO NO CONTEXTO ESCOLAR

Silva, Camila Rodrigues da; Bastiani, Carla; Oliveira, Luiz Roberto Peel Furtado de
Fonte: Universidade Federal do Tocantins Publicador: Universidade Federal do Tocantins
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 30/04/2015 POR
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Este artigo objetiva tecer algumas considerações sobre o preconceito em relação às variedades linguísticas menos prestigiadas no contexto do ensino de Língua Portuguesa, assinalando que esse preconceito pode ser entendido como violência simbólica a partir do momento em que se tenta inculcar nos discentes um determinado modelo de língua como único correto, desconsiderando todas as demais variedades. Busca-se, além disso, analisar como as instituições de ensino funcionam como espaços de reprodução das desigualdades sociais pela imposição arbitrária e dissimulada do capital cultural pertencente à classe dominante. Esta pesquisa se caracteriza como revisão de literatura e busca, de modo incipiente, apontar a educação linguística, consubstanciada no respeito a todas as variedades, sem qualquer tipo de discriminação, como um possível caminho a ser trilhado na relação entre o ensino de Língua Portuguesa e a variação linguística.    

ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS MANAUAIS DE NORMA CULTA NOS REFERENCIAIS TEÓRICOS DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA

Mendonça, Josicarla Gomes de
Fonte: Universidade Federal do Tocantins Publicador: Universidade Federal do Tocantins
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 30/04/2015 POR
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Desde que a língua passou a ser comercializada como forma de indicar a estrutura correta do "bem falar" e do "bem escrever", pode-se observar os vários tipos de preconceitos implícitos nos discursos dos gramaticistas que desenvolvem materiais de auxílio. Os materiais denominados de "dicas de português", independente de serem falados (vídeos) ou escritos (manuais, artigos e/ou colunas), trazem preconceitos nas modalidades: econômica, histórico e social. Este último capaz de dividir a sociedade, que tem como o português brasileiro sua língua materna, em blocos de quem sabe e de quem não sabe "falar corretamente". Os valores sociais relacionados a uma forma privilegiada de se falar, associada a um conjunto de valores pré-estabelecidos dentro de determinada sociedade são mais valorizados do que as demais variantes linguísticas, que ao contrário, trazem marcas de despreparo e desvalorização. As variações linguísticas são as formas como a língua se apresenta na sociedade e variam de acordo com o contexto histórico, geográfico e sócio-cultural no qual os falantes dessa língua interagem verbalmente. É necessário que o aluno tenha acesso à aprendizagem da norma culta da língua, não para tê-la como uma língua invariável...

Variação linguística e ensino de gramática

Görski, Edair Maria; UFSC - Florianópolis - SC; Coelho, Izete Lehmkuhl; UFSC
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Lingüística da UFSC Publicador: Programa de Pós-Graduação em Lingüística da UFSC
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; "Avaliado por pares"; Formato: application/pdf
Publicado em 12/02/2010 POR
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46.57%
 http://dx.doi.org/10.5007/1984-8420.2009v10n1p73 O objetivo deste texto é fazer algumas reflexões, a partir de pressupostos sociolinguísticos, sobre certas questões que envolvem variação e mudança linguística, com implicações diretas no ensino da língua. Discutimos os seguintes tópicos: a língua como atividade social e as variedades linguísticas; a questão da norma, do valor social das formas variantes e do preconceito linguístico; e esboçamos algumas sugestões metodológicas para o ensino de gramática, considerando a diversidade linguística e o aprimoramento da competência comunicativa dos alunos. Esses tópicos são abordados tomando como pano de fundo um contraponto entre um ensino gramatical ‘tradicional’ e o papel social da escola, conforme proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa.