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O português afro-indígena de Jurussaca/PA: revisitando a descrição do sistema pronominal pessoal da comunidade a partir da textualidade; The Afro-Indian Portuguese of Jurussaca/PA: revising the description of the pronominal system of the Community based on textuality

Silva, Jair Francisco Cecim da
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 14/03/2014 PT
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Nesta tese toma-se como objetivo revisitar o sistema pronominal pessoal do Português Afroindígena, o Português Vernacular Brasileiro empregado em comunidades aquilombadas do norte do Brasil, como Jurussaca/Pa, que apresenta como traço marcante a formação étnica negra e indígena. Assume-se uma abordagem não monolítica de estudos do português, corroborando a hipótese de contínuo dialetal português vernacular brasileiro do Pará, que insere a Comunidade de Jurussaca em um de seus extremos: a do português afro-brasileiro. Como referencial teórico-metodológico utiliza-se a interface entre (a) a etnolinguística, que estuda a relação entre a cultura e a língua de um grupo, através de pesquisas etnográficas na Comunidade; e (b) a análise do discurso na perspectiva bakhtiniana, que afirma que o uso da língua se concretiza efetivamente em todas as atividades humanas através de enunciados orais e escritos. Nesse sentido, a proposta é identificar e analisar os gêneros discursivos, tanto orais quanto escritos, a fim de revisitar o sistema pronominal pessoal na Comunidade na textualidade de Jurussaca pesquisas anteriores se detiveram apenas em gêneros orais. Três esferas discursivas são propostas na Comunidade: a Social (gêneros entrevista e ladainha)...

A sintaxe pronominal na variedade afro-indígena de Jurussaca: uma contribuição para o quadro da pronominalização do português falado do Brasil; The pronominal syntax in the afro-indigenous variety of Jurussaca: a contribution to the framework of the pronominalization of the portuguese spoken in Brazil

Campos, Ednalvo Apostolo
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 27/08/2014 PT
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Esta pesquisa aborda a sintaxe pronominal pessoal da comunidade quilombola de Jurussaca/PA, sob os pressupostos da teoria gerativa, nas versões de Princípios e Parâmetros (Chomsky, 1986) e Minimalista (Chomsky, 1995, 2001). Dentro desse quadro, destacam-se os estudos sobre a categoria pronominal desenvolvidos por Zwicky (1977), Kayne (1975, 1991), Borer (1981), Bonet (1991), Cardinaletti & Starke (1999), Ewerett (1994), Duarte & Matos (2000), Duarte, Matos & Gonçalves (2005), Galves (2001a,b), Galves & Abaurre (2002), Déchaine & Wiltchko (2002), entre outros. Parte-se, inicialmente, da expressão do português brasileiro a partir do viés dicotômico existente entre suas variedades: o PB e o PVB. Essa dicotomia tem sido denominda de polarização sociolinguística do Brasil (LUCCHESI, 2008, 2009). Assume-se (cf. Oliveira et alii, no prelo) o conceito de Português Afro-indígena, relativo às variedades de português popular faladas no Brasil em comunidades rurais que conservam especificidades etnolinguísticas. Propõe-se que essas variedades localizam-se dentro de um continuum de variedades de português brasileiro [+marcadas] (como o português afro-brasileiro e o indígena). Analisa-se, a partir da sócio-história, e das construções sintáticas da expressão da comunidade: pronomes clíticos e tônicos atemáticos; o pronome de 1ª. pessoa nós [ns] em posição pré verbal ou proclítica...

A capoeira, uma arte representativa da cultura brasileira

Batista, Silvio Pereira
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: application/pdf
POR
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Este trabalho pretende apresentar uma idéia, de preferência uma idéia não tão objetiva, ou melhor, uma opção de percurso, de como a capoeira se encontra desenvolvida hoje e quais são seus atrativos. Pretende explicar como estes sentidos fazem com que pessoas com diferentes interesses e com diferentes índoles no mundo inteiro aproximem-se de sua roda ritual e porque acabam tornando-se amigas, descobrindo semelhanças em suas maneiras diferentes de pensar ou acabam aprendendo um método para tratar suas particularidades de maneira lúdica e esportiva. A capoeira é arte, além de arte marcial e tem filosofia e espiritualidade. A origem da capoeira se confunde com a origem do próprio Brasil ou se clareia quando palmeamos documentos daquela época ou documentos mais recentes. Assim vemos que seu nascedouro e aperfeiçoamento deve ser creditado ao próprio brasileiro, entendido como miscigenação de português, índio e negro em um primeiro momento para depois abarcar qualquer etnia que queira ser brasileira. Buscamos dialogar com autores principais, que são Antônio Risério, Carlos Eugênio Soares, Luis Silva Santos, Maurício Barros de Castro e Nestor Capoeira. As chaves para nossa idéia de que a origem mais remota seja indígena procedem da própria carta de Pero Vaz de Caminha...

Povos indígenas versus petrolíferas : controle constitucional na resistência

Figueroa, Isabela
Fonte: Superior Tribunal de Justiça do Brasil Publicador: Superior Tribunal de Justiça do Brasil
Tipo: Artigo de Revista Científica
PT_BR
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Publicado em português, espanhol e inglês.; Título em espanhol: Pueblos indígenas versus petroleras: control constitucional en la resistencia. -- Título em inglês: Indigenous peoples versus oil companies: constitutional control within resistance.; "A Constituição equatoriana, orientada por parâmetros do direito internacional, estabeleceu o Estado multicultural e dedicou um de seus capítulos aos direitos coletivos dos povos indígenas e afro-equatorianos. Sua promulgação, em 1998, abriu novas possibilidades para a reivindicação desses direitos nos tribunais e seu desenvolvimento nas leis do país. Na Amazônia equatoriana existem dois casos em que os povos indígenas usaram alguns novos mecanismos legais para defender seus direitos coletivos diante da indústria petrolífera. Essa ação tornou evidente a agressividade com que as petrolíferas, aliadas ao governo e ao Banco Mundial, impõem seus “programas de relações públicas” nos territórios indígenas, transferindo recentemente à esfera judicial a mesma prática de dividir e conquistar, historicamente utilizada pela indústria petrolífera."

Toponímia Afro-indígena do Vale do Ipojuca

Silva, Sivaldo Correia da; Souza, Maria Medianeira (Orientadora); Pessôa, Marlos de Barros (Coorientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Dissertação
BR
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As pesquisas toponímicas têm sido de grande relevo na preservação de aspectos da cultura local. Isto é possível graças ao caráter singular do topônimo que muitas vezes porta uma superposição de camadas da história de uma região ao longo do continuum denominativo. Os topônimos não são apenas uma referência imediata a determinado objeto, mas refletem a visão de mundo do sujeito denominador em relação a aspectos físicos da paisagem natural ou elementos da cultura e história do povo de uma dada região. É a partir destas duas principais categorias que Dick (1990) propõe um modelo de classificação toponímica para a realidade brasileira que introduz taxes para elementos motivadores da natureza física ou de ordem antropocultural. Baseado no modelo de Dick, este trabalho objetiva identificar os principais elementos motivadores presentes nos topônimos de possível origem indígena e africana ao longo do Vale do Rio Ipojuca, com base em cartas do IBGE (2010) dos municípios de Ipojuca, Escada, Chã Grande, Gravatá, Bezerros, Caruaru, São Caitano, Tacaimbó, Belo Jardim, Sanharó, Pesqueira e Arcoverde. Dentre outros objetivos, este trabalho investiga aspectos sócio-históricos das regiões da Mata e Agreste de Pernambuco que consideramos relevantes na tentativa de elucidar os elementos motivadores na toponímia do vale do Rio Ipojuca. Enfatizamos nossa abordagem histórica na perspectiva da formação dos primeiros núcleos de povoamento...