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Cifras do Sujo e Cacos do Informe na Poesia de Max Martins

Cruz, Benilton
Fonte: Instituto Politécnico de Viseu Publicador: Instituto Politécnico de Viseu
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em /01/2013 POR
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Resumo O propósito deste artigo é mostrar na poesia de Max Martins um léxico de palavras que refutam a beleza enquanto única via da expressão poética. O levantamento indica vocábulos condizentes com a banalidade cotidiana do mundo, porém, em conformidade com a máxima de Lao-Tsé, “Palavras confiáveis não são belas, palavras belas não são confiáveis”. O estudo aponta, todavia, o caráter anti-intelectual de expressões fora do padrão, mas de acordo com a tradição da mística erótica ocidental. Assim, analisamos boa parte da obra do poeta paraense, sob o intuito de encontrarmos o Ocidente nos poemas de influência oriental. O recorte temporal vai se situar nos idos de 1950, quando o autor em questão assimila e renova a proposta de Robert Stock, que enfatiza a poesia enquanto dinâmica da página e não da récita. A poesia não é declamação, mas fruto do indeciso e precioso sentido do estar a caminho.; Abstract The purpose of this article is to show in the poetry of Max Martins a lexicon of words that refute the beauty as the only means of poetic expression. The survey indicates that such words are more real and in line with the everyday banality of the modern world, as expresses the maxim of Lao Tzu...

O filósofo e o poeta

Chaves,Lilia Silvestre
Fonte: MCTI/Museu Paraense Emílio Goeldi Publicador: MCTI/Museu Paraense Emílio Goeldi
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2011 PT
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1952: a poesia de O Estranho de Max Martins

ALENCAR, Melissa da Costa
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
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26.72%
Essa disserta??o estuda a poesia do livro O Estranho, 1952, do poeta paraense Max Martins, e seu entrelace com a poesia moderna. Para isso, consideramos que a po?tica de Max dialoga com os textos de poetas brasileiros de renome nacional e universal. De acordo com Haroldo de Campos, a rela??o de uma po?tica com a tradi??o liter?ria e o projeto que o texto art?stico necessita ? um encontro entre c?digos, em uma rara capacidade de transferir mesmo as efem?rides mais ?ntimas para o horizonte do fazer, em cria??o, na luta corpo-a-corpo com a palavra. Essa luta com o verbo ? parte fundamental no jogo po?tico de Max Martins. Em O Estranho, ao questionar o lugar da poesia no seu pr?prio tempo, o poeta desmembra o texto e revela o homem e a escrita ? margem. A poesia do estranho - o termo sugere o gauche drummondiano - constitui um "dialeto" talvez inintelig?vel para alguns. Como sugere o poema inicial dessa obra, a linguagem pode at? mesmo ser incompreens?vel, da? o voc?bulo "estranho" (do t?tulo do livro e do primeiro poema), ou seja, uma linguagem de choque, que se estranha com a realidade, no entanto, ? o que quer o poeta, a transmuta??o da realidade cotidiana no po?tico. Neste trabalho, tra?amos os aspectos relevantes da l?rica moderna a partir de um estudo sobre os conceitos de Moderno...

Ant?nio Tavernard: vida em versos de um fl?neur est?tico

JANGOUX, Izabela de Almeida Alves
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
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Ant?nio Tavernard ? um poeta que at? ent?o n?o inspirou muitos estudos acad?micos a respeito de sua obra liter?ria. O pouco que se sabe dele ? o pouco que se repassou at? hoje: um poeta triste, uma poesia pessimista e rom?ntica. No entanto, h? muito mais do que parece haver nos versos deixados por Tavernard. A viv?ncia guardada em um chal? no fundo do quintal, o afastamento social por conta de uma doen?a incur?vel, possibilitou ao poeta a revela??o de outros olhares seus sobre a realidade externa. Este trabalho prop?e um percurso diferente pela obra po?tica de Tavernard, reconhecendo os espa?os po?ticos existentes na mesma. A partir da defini??o de fl?neur dita por Walter Benjamin, aplica-se ao poeta paraense tal adjetivo de forma metaf?rica, j? que ele, mesmo est?tico fisicamente, passeia pela Bel?m do in?cio do s?culo XX atrav?s de suas sensa??es e leituras e retrata, em seus poemas, a cidade de uma forma muito singular, como um dia, Baudelaire fez com Paris. Atrav?s da leitura de v?rias edi??es da extinta revista A Semana, a pesquisa trata tamb?m da rela??o que a obra do poeta tinha com um p?blico contempor?neo formado por escritores famosos da cena liter?ria local como, por exemplo, Bruno de Menezes.; ABSTRACT: Ant?nioTavernard is a poet whose literary work has not inspired many cientific studies. The little that is known about him is the little part taught: a sad poet and pessimist and romantic poetry. Therefore...

Negritude e criouliza??o em Bruno de Menezes

FERNANDES, Jos? Guilherme dos Santos
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Artigo de Revista Científica
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Este artigo tem por objetivo reconhecer a obra do poeta paraense Bruno de Menezes como antecipadora dos conceitos de negritude e criouliza??o, impressos em Aim? Cesaire e Edouard Glissant, conceitos que qualificam a modernidade do literato. Para tanto, ser?o analisados tr?s poemas de Menezes, publicados no livro Batuque (1931), considerando-se o estilo e as condi??es sociais e hist?ricas de produ??o. Conclusivamente, destaca-se que o n?o reconhecimento da poesia de Menezes, no c?none local e nacional, foi muito mais decorrente de fatores sociais do que em raz?o da qualidade de sua obra.; ABSTRACT: This article aims to recognize the work of paraense poet Bruno de Menezes as forecasting of the concepts of blackness and creoulezation, these concepts created by Aim? Cesaire and Edouard Glissant, which qualify the modernity of this paraense poet. Then we will be analyze poems from Bruno de Menezes wrote in his book called Batuque (1931), considering the style and both social/ historical production conditions. Conclusively, we highlight that the non-recognition of poetry from Menezes, in local and national canon, it was much more social factors problems than the quality of his work.

Ruy, Paulo e Faf?: a identidade amaz?nica na can??o paraense (1976-1980)

SILVA, Edilson Mateus Costa da
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
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Nos anos 60/70, do s?culo XX, ocorreu um processo de ?Integra??o pol?tico-econ?mica? da Amaz?nia ao Brasil, executada pelo Governo Federal. Esse processo gerou consequ?ncias profundas ao imagin?rio dos habitantes da regi?o Amaz?nica, pois, dentro da estrat?gia governamental foi inclu?da a inser??o de difusores de comunica??o, bem como de rodovias e todo um aparato para interligar e diminuir as disparidades regionais. A ?integra??o? criou uma infraestrutura capaz de atrair ind?strias para a regi?o. Por?m muitos intelectuais acad?micos e jornalistas deste per?odo viram esse processo como uma ?nova coloniza??o?. Segundo eles, o capital gerado n?o resultou em melhorias sociais aos habitantes da Amaz?nia. Al?m dessa perspectiva, o contato com a cultura brasileira atrav?s da Televis?o e do R?dio influenciou de forma contundente os rumos da pol?tica e da arte paraense. A m?sica popular no Par? foi influenciada pela MPB nos anos 60. Por?m, a partir destes debates em torno de uma ?nova coloniza??o? podemos perceber que o sentido art?stico passou a ser regionalista amaz?nico, como uma estrat?gia de apoio pol?tico aos intelectuais e jornalistas regionais-progressistas. Neste trabalho, demonstraremos como esse ?pano de fundo? se processou na obra do cantor e compositor Paulo Andr?...

Versos modernos: a paisagem amaz?nica no imagin?rio po?tico de Adalcinda Camar?o

BARBOSA, Iris de F?tima Lima
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
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46.81%
Este estudo prop?e a an?lise tem?tica de alguns poemas da poeta paraense Adalcinda Magno Camar?o Luxardo (1915-2005), levando em considera??o os aspectos do imagin?rio e os elementos, imagens, s?mbolos e espa?o, inseridos e refletidos em suas produ??es po?ticas. A escritora nasceu na cidade de Muan?, na Ilha do Maraj?-Pa, e se inseriu no cen?rio cultural liter?rio paraense como uma das poucas mulheres que militaram no universo da arte durante este per?odo, quando ainda normalista, passou a fazer parte dos grupos de estudantes que lutavam em frentes liter?rias. Importante ? dizer que a autora contribuiu com revistas liter?rias que circulavam na sociedade belemense na primeira metade do s?culo XX ? Guajarina, A Semana e Amaz?nia ?, que ajudaram a difundir sua habilidade po?tica, al?m de escrever para os jornais O di?rio e a Prov?ncia, o que demonstra sua inser??o e import?ncia na cena liter?ria daquele momento, nos ausp?cios da constitui??o de um movimento liter?rio local. Portanto, esta pesquisa encontra-se voltada para a an?lise dos poemas de Adalcinda que deixam transparecer as rela??es de imagin?rio, imagens, s?mbolos e espa?o, procurando fazer analogias com autores como: Gilbert Durand (1997), Fran?ois Laplantine e Liana Trindade (1997)...

Mito e epop?ia na modernidade: uma leitura de ?O Nativo de C?ncer?, de Ruy Barata

CARNEIRO, Tiago da Fonseca
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
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16.17%
Este trabalho analisa a obra O Nativo de C?ncer, do escritor paraense Ruy Barata, publicado como fragmento em 1960. Buscamos estudar os elementos mitol?gicos e ?picos presentes na composi??o do poema O Nativo de C?ncer. No primeiro cap?tulo faremos um estudo do mito, apresentando as ideias de Mircea Eliade sobre a ocorr?ncia do mito nas sociedades tradicionais por meio do texto Mito e Realidade. Tamb?m exporemos o pensamento de Roland Barthes, no texto Mitologias, que aborda as maneiras em que o mito ocorre na contemporaneidade. Adicionalmente, esbo?aremos conceitos acerca da epopeia, contextualizando sua ocorr?ncia na Gr?cia e indicando suas configura??es, as quais ser?o contextualizadas posteriormente. No segundo cap?tulo, trataremos das narrativas dos naturalistas e estudiosos que viajaram pela Amaz?nia nos s?culos passados, a fim de compreendermos como ocorrem os mitos fundadores na regi?o e como Ruy Barata tenta desfaz?-los por meio de sua poesia moderna. No terceiro cap?tulo, analisaremos auxiliados pela "Estil?stica Gen?tica" de Leo Spitzer os dois cantos do poema O Nativo de C?ncer, justificando a utiliza??o de determinadas figuras ret?ricas, a fim de apresentarmos em que momentos e de que maneira o poema pode se assemelhar ao mito e ? epopeia e como estas configura??es exprimem a luta do poeta nativo pela poesia na Literatura da Amaz?nia.; ABSTRACT: This thesis analyses O Nativo de C?ncer...

Por uma hist?ria da recep??o da obra de Max Martins

QUEIROZ, Jos? Francisco da Silva
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
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O presente trabalho busca compreender a recep??o cr?tica da po?tica de Max Martins no decorrer de 50 anos de atividade art?stica. A partir de uma abordagem est?tico recepcional, averiguaremos como as sucessivas leituras por parte de jornalistas e cr?ticos determinaram a aceita??o de sua produ??o e sua respectiva inser??o dentro do cen?rio liter?rio local e nacional. Baseando-se na perspectiva te?rica da Est?tica da Recep??o pretenderemos assim compreender diacronicamente o efeito causado pela obra de Max Martins junto aos seus leitores imediatos, e consequentemente perfazer uma hist?ria de sua recep??o. A abordagem realizada por meio dos pressupostos apresentados por H. R. Jauss (em A Hist?ria da Literatura como Provoca??o ? Teoria Liter?ria) - como o termo "horizonte de expectativa" - nos orientar? quanto ? historicidade da produ??o po?tica de Max Martins, esclarecendo o motivo que levou algumas leituras equivocadas de sua obra a se perpetuarem at? o presente. Desse modo, por meio da reconstru??o do ?horizonte de expectativa? poderemos compreender a que demanda ou pergunta ? obra de Max Martins atendeu no momento de sua publica??o, al?m de averiguarmos como o trabalho de editora??o da sua obra (G.Genette, 2009) influenciou sua leitura no decorrer do tempo...

Epop?ia e transcultura??o em ?Nativo de c?ncer?, de Ruy Barata

CONCEI??O, Laurenice Nogueira da
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
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36.4%
Este trabalho estabelece um di?logo entre o poema ?O Nativo de C?ncer?, do paraense Ruy Paranatinga Barata, e o conceito de transcultura??o de Angel Rama. A An?lise ser? a estil?stica proposta por Carlos Reis (1976), segundo a qual tanto os aspectos formais ling??sticos quanto a transgress?o deles no texto contribuem para seu significado, dialogando inclusive com o contexto. O poema ser? abordado sob o pressuposto de ser ele uma epop?ia moderna da Amaz?nia, na qual l?rico e ?pico se amalgamam, conforme Emil Staiger (1977) relaciona-se ? id?ia de modernidade, segundo Baudelaire. Assim, apresentaremos o poema e seu contexto hist?rico-liter?rio relacionando sua forma e conte?do po?ticos aos conceitos de transcultura??o, modernidade, epop?ia, media??o, autonomia e engajamento. Veremos que na sua estrutura os elementos externos, como sociedade, hist?ria e biografia se tornam internos, principalmente pelo recurso da imagem, passando a integrar a estrutura do texto, conforme postula Antonio Candido (2006).; ABSTRACT: This work establishes a dialogue between the poem "the native of cancer," the Para Ruy Paranatinga Barata, and the concept of transculturation Angel Rama. The stylistic analysis will be proposed by Carlos Reis (1976), according to which both the formal aspects linguistics as their transgression in the text contribute to its significance...

A po?tica do corpo na obra Linha-d'-?gua de Olga Savary

LEIT?O, Andr?a Jamilly Rodrigues
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
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A presente disserta??o constitui uma interpreta??o do corpo e de suas inter-rela??es com o erotismo e com o amor, a partir de um di?logo com a obra Linha-d??gua (1987), de Olga Savary (1933). A hip?tese de pesquisa, aqui articulada, compreende a transfigura??o po?tica do corpo sob o elemento simb?lico da ?gua como a encena??o po?tico-ontol?gica do princ?pio da unidade entre o ser humano e a natureza. Por meio de uma abordagem hermen?utica (RICOEUR, 1990), vislumbra-se nos poemas a abertura para a articula??o textual de um ser-no-mundo, que diz respeito a uma nova experi?ncia do homem com a exist?ncia. A obra opera a recria??o po?tica dos corpos na manifesta??o das ?guas, de modo que a comunh?o amorosa instaura uma aproxima??o do ser humano com a sua origem, como uma possibilidade de reconcilia??o com a natureza (PAZ, 1994). Para compor este di?logo, contrap?e-se ? leitura que, ? luz do ecofeminismo, compreende esta opera??o po?tica como a express?o de subjetividades relacionada a quest?es de g?nero ou de pap?is sociais (SOARES, 1999). Sob a vig?ncia do erotismo, os corpos humanos desnudados s?o assimilados a uma doa??o da natureza, entendida como o desvelamento da ph?sis grega (HEIDEGGER, 1999). Os versos de Linha-d??gua articulam um movimento de ruptura com o legado conceitual da metaf?sica plat?nica...

Jograis no jornal: o PQP, um espaço acelerador de partículas das “bordas”

Possas, Hiran de Moura
Fonte: Temática Publicador: Temática
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 16/12/2014 POR
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O periódico semanal PQP, “um jornal pra quem pode”, promoveu durante as décadas de 70/80/90 a ampliação simbólica de tessituras culturais, em ebulição, forjadas nas ruas. Dentre essas escrituras mefistofélicas, os versos “sacânicos” do poeta-jornalista paraense Antonio Juraci Siqueira podem exemplificar esse conjunto de signagens “debochando”, principalmente, das exigências de um núcleo estável para as Amazônias. Esses tecidos culturais “bastardos” representam dobras “marginais”, escapando a dominações, e direcionando nossos olhares para as oralidades em espaços cambiantes.Palavras-chave: PQP. Versos “Sacânicos”. Jograis. Jornal.