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A modernização ecológica conquistando hegemonia nos discursos ambientais: o caso da Zona Franca de Manaus

Ng, Thaís Brianezi; Sorrentino, Marcos
Fonte: ANPPAS - Revista Ambiente e Sociedade Publicador: ANPPAS - Revista Ambiente e Sociedade
Tipo: Artigo de Revista Científica
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A Zona Franca de Manaus (ZFM) foi criada em 1967 pelo governo da ditadura militar brasileira, de acordo com um discurso nacionalista que apresentava a região amazônica como um território estratégico que era preciso ocupar e desenvolver. Apesar de a visão do grande vazio não ter sido apagada do imaginário popular, desde os anos de 1970 tem ganhado força a percepção da floresta como herança cultural e biológica a ser preservada. Estas mudanças nos discursos mais gerais sobre a Amazônia foram acompanhadas por um deslocamento do discurso de legitimação dos incentivos fiscais gozados pelas indústrias de Manaus, em um movimento relacionado ao processo de construção de hegemonia no campo ambiental, marcado pela emergência da chamada modernização ecológica. Utilizando a análise crítica do discurso, este artigo mostra como se constituiu o argumento de que as empresas em Manaus protegem a floresta, assentado em um roteiro de dupla ameaça: de desemprego e de desmatamento. As informações e dados foram levantados por meio de pesquisa bibliográfica, entrevistas semiestruturadas e observações diretas em reuniões e eventos corporativos. Fizeram parte do corpus, ainda, as transcrições oficiais de 64 pronunciamentos em plenário dos três senadores e oito deputados federais do Amazonas em 2007; 125 matérias publicadas no caderno de Economia do jornal A Crítica entre 1º de janeiro e 30 de junho...

Licenciamento ambiental no Brasil sob a perspectiva da modernização ecológica.; Environmental Licensing in Brazil: the Ecological Modernization perspective

Souza, Alexandre do Nascimento
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 03/04/2009 PT
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O Licenciamento ambiental é um dos instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente, estabelecida pela lei 6.938 de 1981. Nos últimos 30 anos, o país passou por inúmeras transformações econômicas, políticas e sociais. No cenário de grande potencial hidrelétrico do país, demanda crescente por energia, fortalecimento e consolidação da legislação e do sistema de gestão ambiental, participação de novos atores econômicos interessados em prover a expansão do parque de geração de energia, maior participação dos movimentos sociais na esfera pública e uma memória não muito distante de graves problemas socioambientais ocasionados pela construção de hidrelétricas; é que se dão os conflitos que perpassam todo o processo de licenciamento ambiental de hidrelétricas e do qual se ocupa essa dissertação. Entre os anos de 2004 e 2008, muitos atores econômicos e sociais envolvidos com a temática do licenciamento ambiental no país se posicionaram publicamente, sobretudo a respeito dos conflitos relacionados à concessão das licenças ambientais para empreendimentos hidrelétricos. A reflexão sociológica a qual se propôs este projeto de pesquisa utiliza a Teoria da Modernização Ecológica como instrumental teórico e busca entender o estado da arte do licenciamento ambiental de hidrelétricas no Brasil.; The Environmental license is one of the tools of the National Environmental Policy...

O deslocamento do discurso sobre a Zona Franca de Manaus: do progresso à modernização ecológica; The shift in the discourse about about Manaus Free Trade Zone: from progress to ecological modernization

Ng, Thaís Brianezi
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 25/04/2013 PT
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A Zona Franca de Manaus (ZFM), criada em 1967 pela ditadura militar, termina em 2023, mas ha uma proposta de modificacao da Constituicao Federal do Brasil para que ela dure ate 2073. A partir da compreensao do discurso enquanto pratica social (Focault, 1987, 2002, 2005; Hajer, 1995, 2005, 2006) e da categorizacao dos discursos ambientais (Dryzek, 2005), foram analisados 265 pronunciamentos dos parlamentares do Amazonas, 19 edicoes de uma revista institucional e 626 materias do mais importante jornal local, tudo publicado entre 2007 e 2010. Eles revelam um deslocamento do discurso de legitimacao da ZFM do ideario do progresso ao do desenvolvimento sustentavel, guiado pela modernizacao ecologica. As industrias passaram a ser apresentadas como responsaveis pela conservacao das florestas, gracas a geracao de empregos urbanos: afirma-se que se os incentivos fiscais acabarem, havera desemprego e desmatamento. Esse roteiro fatalista, autoritario, nao reconhece o papel dos povos e comunidades tradicionais na conservacao da floresta nem esta aberto ao debate publico sobre outros modelos de desenvolvimento para a regiao amazonica.; The Manaus Free Trade Zone (ZFM) will end in 2023, but there is a proposal to amend the Brazilian Federal Constitution so that it lasts until 2073. From the understanding of discourse as a social practice (Foucault...

Do paradigma global de modernização ecológica às apropriações locais : o mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) no Brasil

Blanco, Gabriela Dias
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
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O presente estudo procura responder ao seguinte questionamento: De que forma, e a partir de quais racionalidades, o paradigma global de Modernização Ecológica é apropriado – e uma noção de desenvolvimento sustentável é constituída - pelos atores econômicos brasileiros formuladores de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para o mercado de créditos de carbono? O primeiro pressuposto adotado neste estudo é que a difusão global da Modernização Ecológica como um paradigma para o campo das Políticas Públicas Ambientais reflete o fortalecimento da noção de desenvolvimento sustentável construída no âmbito dos acordos e negociações internacionais sobre mudança climática. O segundo pressuposto é o de que o paradigma de Modernização Ecológica, no contexto de emergência global de uma Sociedade do Risco (BECK, 1995), pode ser compreendido como uma tentativa de “modernização política”, a partir da qual há a defesa da emergência de uma racionalidade ecológica, que institucionalizaria uma dimensão eminentemente ecológica nas práticas de produção e consumo. Como hipótese central tem-se que a centralidade conferida, historicamente, a estruturas econômicas degradadoras de apropriação/produção de recursos naturais no país...

A sociologia sob o signo ecologico : um estudo sobre modernização ecologica, desenvolvimento sustentavel e a teoria da sociedade de risco

Cristiano Luis Lenzi
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 01/10/2003 PT
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Essa tese oferece um estudo de três abordagens que têm sido consideradas como fundamentais para a virada ecológica da Sociologia contemporânea. Estas abordagens incluem desenvolvimento sustentável, modernização ecológica e a teoria da sociedade de risco. Ao fazer uma análise comparativa dessas abordagens, o trabalho busca promover um repensar da Sociologia Ambiental tanto em seu âmbito cognitivo como político. Para este trabalho, cada uma destas abordagens fornece uma importante diretriz pelo qual a Sociologia Ambiental pode buscar uma orientação de pesquisa, possibilitando direcionar esta última para aspectos distintos e fundamentais envolvendo a relação entre sociedades modernas e seu meio ambiente. Dentre esses aspectos encontram-se as questões associadas à dimensão econômica, normativa e cognitiva que permeia esta relação. Ao longo do trabalho também é fornecida uma avaliação das implicações mútuas que surgem da relação que pode ser estabelecida entre estas abordagens.; This work offers a study of three approaches that has been considered fundamental to the ecological turn of the contemporary Sociology. These approaches include Sustainable Development, Ecological Modernization and the Theory of the Risk Society. Upon making a comparative analysis of these approaches...

Modernização ecológica V.S. ambientalismo multissetorial no setor empresarial sul-brasileiro

Silva, Guilherme Nunes
Fonte: Florianópolis, SC Publicador: Florianópolis, SC
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: viii,| il., tabs.
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Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política.; O presente trabalho propõe-se a através do estudo de caso da adoção de Tecnologias Limpas comprovar/refutar as hipóteses levantadas pelo Ambientalismo Multissetorial e pela Teoria da Modernização Ecológica para explicar a mudança de comportamento empresarial quanto ao meio ambiente ao adotar procedimentos pró-ativos em lugar do fim-de-tubo. A metodologia de análise foi a da análise de discurso da escola francesa. Do confronto das teorias em pauta frente aos resultados analíticos procurou-se desenvolver um debate teórico aprofundando questões da modernidade em relação a crise ambiental apontando novas perspectivas ao avanço desta pesquisa.

As trajetórias da certificação florestal dos standards do Conselho de Manejo Florestal - FSC

Mattiello, Rafael
Fonte: Florianópolis Publicador: Florianópolis
Tipo: Tese de Doutorado Formato: 357 p.| il., tabs., grafs.
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Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política.; O objetivo geral desta tese é contribuir ao crescente corpo teórico da sociologia ambiental. A teoria da modernização ecológica trata da necessidade de readequação ambiental oriunda dos principais atores envolvidos nos processos de crescimento e desenvolvimento industrial do capitalismo contemporâneo. Argumentamos que a modernização ecológica está relacionada à emergência de práticas responsáveis por intermédio da construção de standards por autoridades privadas especializadas. Analisamos as transformações sociais que permitiram a introdução de mecanismos privados de manejo florestal responsável e suas implicações político-sociológicas através de um estudo de caso dos processos e conflitos em torno dos standards do Conselho de Manejo Florestal - FSC. Defendemos que a (alta)modernidade sob uma condição de globalização se caracteriza por riscos e incertezas, demandas e expectativas, necessidades e oportunidades intrínsecas à própria dinâmica de reflexividade deste fenômeno, o que gera novas possibilidades e reanálises em todos os âmbitos. As empresas standards foram criadas...

A teoria da modernização ecológica : uma avaliação crítica dos fundamentos teóricos

Olivieri, Alejandro Gabriel
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Tese
PT_BR
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Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, 2009.; Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise teórica crítica dos fundamentos conceituais da Teoria da Modernização Ecológica. Ao se fazer isso, se pretende também aprofundar em algumas noções teóricas relativas às continuidades e transformações institucionais da modernidade tardia, quando defrontadas com os desafios ambientais em curso, tal como são analisados pela Sociologia Ambiental atual. Analisam-se, primeiramente, os diferentes posicionamentos conceituais das principais tradições teóricas que formam parte da Sociologia Ambiental em relação a essas temáticas. A seguir, se realiza um diagnóstico dos conceitos-chave que sustentam o arcabouço teórico da Teoria da Modernização Ecológica, sublinhando-se, especialmente, as suas abordagens originais e diferenciadas, se comparadas com as perspectivas das tradições teóricas clássicas da Sociologia Ambiental. Por último, destaca-se a relevância do debate teórico em curso, entre a Teoria da Modernização Reflexiva, a Teoria da Sociedade do Risco e a Teoria da Modernização Ecológica, tanto para a Teoria Sociológica Contemporânea como para própria Sociologia Ambiental. O que a Teoria da Modernização Ecológica considera significativo no debate conceitual com ambas as teorias é o reconhecimento explícito de que os problemas e desafios ambientais formam parte do núcleo central das mudanças estruturais em direção à modernidade tardia. O trabalho permite concluir que as formulações atuais da Teoria da Modernização Ecológica se desenvolveram gradualmente desde meados da década de 1980...

A modernização ecológica conquistando hegemonia nos discursos ambientais: o caso da Zona Franca de Manaus

Brianezi,Thaís; Sorrentino,Marcos
Fonte: ANPPAS - Revista Ambiente e Sociedade Publicador: ANPPAS - Revista Ambiente e Sociedade
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2012 PT
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A Zona Franca de Manaus (ZFM) foi criada em 1967 pelo governo da ditadura militar brasileira, de acordo com um discurso nacionalista que apresentava a região amazônica como um território estratégico que era preciso ocupar e desenvolver. Apesar de a visão do grande vazio não ter sido apagada do imaginário popular, desde os anos de 1970 tem ganhado força a percepção da floresta como herança cultural e biológica a ser preservada. Estas mudanças nos discursos mais gerais sobre a Amazônia foram acompanhadas por um deslocamento do discurso de legitimação dos incentivos fiscais gozados pelas indústrias de Manaus, em um movimento relacionado ao processo de construção de hegemonia no campo ambiental, marcado pela emergência da chamada modernização ecológica. Utilizando a análise crítica do discurso, este artigo mostra como se constituiu o argumento de que as empresas em Manaus protegem a floresta, assentado em um roteiro de dupla ameaça: de desemprego e de desmatamento. As informações e dados foram levantados por meio de pesquisa bibliográfica, entrevistas semiestruturadas e observações diretas em reuniões e eventos corporativos. Fizeram parte do corpus, ainda, as transcrições oficiais de 64 pronunciamentos em plenário dos três senadores e oito deputados federais do Amazonas em 2007; 125 matérias publicadas no caderno de Economia do jornal A Crítica entre 1º de janeiro e 30 de junho...

Transição florestal e modernização ecológica: a eucaliptocultura para além do bem e do mal

Farinaci,Juliana Sampaio; Ferreira,Leila da Costa; Batistella,Mateus
Fonte: ANPPAS - Revista Ambiente e Sociedade Publicador: ANPPAS - Revista Ambiente e Sociedade
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2013 PT
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Neste artigo, o caso da eucaliptocultura é usado para explorar as possibilidades analíticas da modernização ecológica para as discussões sobre transição florestal. São abordadas as problemáticas da inclusão de monoculturas florestais no cômputo da transição e da influência indireta que essas monoculturas podem exercer na recuperação da cobertura florestal nativa. São analisados aspectos gerais sobre o tema, bem como um estudo de caso em São Luiz do Paraitinga, SP. Argumenta-se que as monoculturas florestais não deveriam ser incluídas no cômputo da transição, porém tampouco deveriam ser ignoradas nas discussões sobre conservação e recuperação florestal. O estudo de caso mostra o papel desempenhado pela pressão da sociedade, não apenas com suas decisões como consumidores, mas principalmente de uma articulação política para construir instrumentos jurídicos.

Rumo ao desenvolvimento espacial sustentável? Explorando as implicações da nova bioeconomia no setor agroalimentar e na inovação regional

Horlings,Ina; Marsden,Terry
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Sociologia - UFRGS Publicador: Programa de Pós-Graduação em Sociologia - UFRGS
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2011 PT
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O paradigma da bioeconomia pode ser descrito como o conjunto das atividades econômicas que captam o valor latente em processos biológicos e nos biorecursos renováveis, para produzir melhores condições de saúde, além de crescimento e desenvolvimento sustentáveis. Este artigo faz uma revisão crítica do impacto da bioeconomia emergente sobre o desenvolvimento rural. São descritas algumas das consequências do desenvolvimento rural bioeconômico, na esfera agroalimentar e da inovação regional baseada em uma definição específica -e, de nosso ponto de vista, fraca -de Modernização Ecológica. A questão central, então, é: quais são as bases conceituais, a força impulsora, as expressões empíricas e as implicações do desenvolvimento bioeconômico? Argumenta-se que, embora a bioeconomia faça duras cobranças em relação à sustentabilidade, também deixa lacunas, apresenta al-guns efeitos secundários negativos, tanto ambientais como sociais, e corre o risco de ser uma economia parcial. Sustentamos, ainda, que a trajetória do desenvolvimento ecoeconômico pode constituir uma boa alternativa para localidades particularmente vulneráveis que queiram aumentar sua resiliência.

Transição florestal e modernização ecológica: a eucaliptocultura para além do bem e do mal.

FARINACI, J. S.; FERREIRA, L. DA C.; BATISTELLA, M.
Fonte: Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 16, n. 2, p. 25-46, abr./jun. 2013. Publicador: Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 16, n. 2, p. 25-46, abr./jun. 2013.
Tipo: Artigo em periódico indexado (ALICE)
PT_BR
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Neste artigo, o caso da eucaliptocultura é usado para explorar as possibilidades analíticas da modernização ecológica para as discussões sobre transição florestal. São abordadas as problemáticas da inclusão de monoculturas florestais no cômputo da transição e da influência indireta que essas monoculturas podem exercer na recuperação da cobertura florestal nativa. São analisados aspectos gerais sobre o tema, bem como um estudo de caso em São Luiz do Paraitinga, SP. Argumenta-se que as monoculturas florestais não deveriam ser incluídas no cômputo da transição, porém tampouco deveriam ser ignoradas nas discussões sobre conservação e recuperação florestal. O estudo de caso mostra o papel desempenhado pela pressão da sociedade, não apenas com suas decisões como consumidores, mas principalmente de uma articulação política para construir instrumentos jurídicos.; 2013

A diversidade e a emergência da agricultura familiar ecológica em Canguçu (RS) : percepções, estratégias e discursos

Cicconeto, Joana
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
POR
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Este estudo visa identificar e analisar as percepções, as motivações e as estratégias dos agricultores “não convencionais” de Canguçu, Rio Grande do Sul, na condução de seus sistemas de produção “diferentes”. O município, considerado a Capital Nacional da Agricultura Familiar, conta com aproximadamente 10.000 estabelecimentos agropecuários com área média de 16ha. As características do meio favoreceram um processo de modernização da agricultura incompleto, o que significa dizer que a modernização não atingiu todos os estabelecimentos rurais da mesma forma, embora ocorram distintas razões. Esses diferentes “níveis” de modernização representam diferentes relações com o mercado e com a utilização de tecnologias, gerando dessa forma, diferentes estilos de agricultura. A abordagem dos estilos trata-se de referência analítica para a compreensão das diferentes formas de conduzir a agricultura. Contudo, as razões pelas quais os agricultores agregam-se a um estilo ou outro, conduz a olhares específicos, de como é elaborado o conhecimento, no seu processo de transição. O trabalho de campo, baseado na coleta de dados obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas, diário de campo e observações...

A QUEIMA DA PALHA DA CANA E OS RISCOS DA MODERNIZAÇÃO ECOLÓGICA: TENTATIVAS DE REGULAÇÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO, PERÍODO DE 1980 A 2011; The burning of the straw and the risks of ecological modernization, attempts at regulation in the State of São Paulo

Aroni, Rafael
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 27/06/2013 POR
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Em 2012, no contexto do embate na revisão do Código Florestal (LeiNº. 4.771/1965), buscou-se analisar a situação da queima da palha da cana em Decretos e Leis promulgados no Estado de São Paulo, na tentativa de regulação dessa prática, ao longo do período de 1980 a 2011. No presente trabalho são apresentados resultados da análise do conteúdo deste material selecionado. O estudo buscou a reconstrução histórica jurídica da questão ambiental da regulação da queima da palha da cana, ao identificar seus possíveis impactos para o  contexto atual; a partir das contribuições da corrente sociológica da sociedade de risco e da perspectiva da sustentabilidade. A queima da palha da cana enquanto técnica para a desfolhagem e como facilitador do corte manual é quincentenária no Brasil. Nos últimos 20 anos, observa-se o crescente processo de preocupação ambiental com os riscos para saúde humana. Desde a década 1960, através do dispositivo do parágrafo único do artigo 27, da lei supracitada, foi estabelecido o mecanismo de controle no emprego desta técnica. Ao longo das últimas décadas, é possível observar transformações nas jurisprudências deste dispositivo, corroborados com a emergência de estudos ambientalistas e da vertente sociológica dos riscos da modernização...

Matizes verdes, modernização ecológica e usurpação da biodiversidade

Aquino, Filipe
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; "Originais" Formato: application/pdf
Publicado em 18/06/2014 POR
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A partir da categorização proposta pelo sociólogo espanhol Joan Martínez Alier sobre as correntes ecológicas, este artigo analisa diferentes matizes presentes no movimento ambientalista, buscando apontar e comentar suas múltiplas tendências, considerações e implicações. Ao utilizar a Amazônia como pano de fundo e as transformações lá ocorridas nos últimos vinte anos, investigam-se as condições que situam a modernização ecológica como instrumento da tecnociência que age sob e sobre a biodiversidade a partir da biotecnologia, transformando a questão ambiental em um campo de conflitos, depredação sociocultural e renovação econômica do grande capital transnacional.

Aplicação da modernização ecológica no setor de papel e celulose do Brasil

Juliani, Antônio José
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Tese
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Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, 2015.; Este trabalho teve como objetivo a aplicação da Modernização Ecológica (ME) no setor de papel e celulose do Brasil. A origem da ME foi na década de 1980, na Alemanha, e envolve diversas áreas de conhecimento como Sociologia, Ciência Política, Engenharia e Economia. Para a consecução desta tese a ME foi entendida como campo teórico que tem por base quatro pressupostos: confiança no desenvolvimento científico e tecnológico; preferência por soluções preventivas para os problemas ambientais; possibilidade de se alcançar simultaneamente objetivos ambientais e econômicos; e envolvimento direto e cooperativo na tomada de decisão. Considerou-se a rotulagem ambiental como instrumento de aplicação dessa teoria. Nesta pesquisa, a partir de um estudo de caso do setor de papel e celulose do Brasil, foram avaliadas, dentre outras características, a capacidade de a rotulagem ambiental: a) alterar níveis de padrões de produção vigentes para níveis considerados mais sustentáveis; b) incentivar a inovação ambiental e; c) aumentar a competitividade de produtos nacionais em mercados globais. O referido estudo foi dividido em três partes. Na primeira parte foram apresentados os conceitos-chave que sustentam o arcabouço teórico da ME...

Modernização ecológica no Brasil: limites e perspectivas; Ecological modernization in Brazil: limits and perspectives

Milanez, Bruno; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Fonte: UFPR Publicador: UFPR
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 21/12/2009 POR
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 A Modernização Ecológica (ME) é um conceito que busca superar os problemas ambientais a partir de quatro pressupostos: inovação tecnológica, prevenção, participação pública na tomada de decisão, e soluções ambientais e econômicas simultâneas. Esse conceito é apresentado normalmente a partir de quatro perspectivas: mudanças sociais (consumo verde), políticas públicas (fortalecimento dos órgãos ambientais e adoção de instrumentos flexíveis de política pública), inovação ambiental (desenvolvimento de novas tecnologias preventivas) e tendências macro-ambientais (descolamento do crescimento econômico e dos respectivos impactos ambientais). Ao longo do texto busca-se descrever cada uma dessas perspectivas e avaliar seu grau de aderência à realidade do Brasil. Apesar de não se recomendar que o país adote a ME como paradigma, devido a diferentes limitações do conceito, propõe-se que o Brasil adapte alguns pressupostos e instrumentos da ME na construção de seu próprio modelo de desenvolvimento. ;  The concept of Ecological Modernisation aims to overcome environmental problems based on four main assumptions: technological innovation...

Market control through eco-efficiency and eco-consumption: an analysis based on supermarkets.; O controle de mercado através da eco-eficiência e do eco-consumo: uma análise a partir dos supermercados

Guivant, Julia; Universidade Federal de Santa Catarina
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 29/10/2009 POR
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This article begins with a discussion of the changing role of supermarkets in the food system. According to some authors, the system itself has now entered its third stage. Among the numerous transformations that are a part of this process, we give particular salience to two: a) the role of supermarkets in turning consumers into consumers of organic foods and produce and b) the strategies of the supermarket sector in sustainable management and construction. Sustainability has become an increasingly central motif in the supermarket sector’s strategies, something that has evidently become possible due to the imprecise nature of the concept. Our analysis is fundamentally based on the theory of ecological modernization and secondarily on the new economic sociology of market objects. Through this theoretical framework, we are able to illustrate retail sector tendencies in global market flux, as well as the influence of non-governmental organization and consumer group action. Lastly, we reveal the complex mosaic of the sector’s tendencies. A non-dichotomous and non-essentialist perspective is required in order to understand how environmental dynamics and demands come to form part not only of the discourse but of influential practices of these powerful economic actors which may have unintended consequences on relationships between production and consumption within the new rules of the globalization of markets. Keywords: sustainable consumption...

Modernização ecológica e a política ambiental catarinense

Lenzi, Cristiano Luis; USP - São Paulo - SP
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/01/2006 POR
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O objetivo deste texto é o de realizar uma reflexão geral sobre a política ambiental catarinense. Para essa reflexão, usaremos como referência o discurso da modernização ecológica (ME). Modernização ecológica surgiu nos países industrializados como um novo discurso ambiental e tem sido usado como um meio de avaliar as mudanças que atingem a política ambiental contemporânea. Argumentamos no texto que, apesar de serem encontradas semelhanças entre as prescrições políticas vinculadas à modernização ecológica de um lado e as mudanças ocorridas na política ambiental catarinense de outro, esses processos são marcados por diferenças substantivas. Diferenças essas que apontam para alguns dos insucessos da política ambiental catarinense.

A Teoria da Modernização Ecológica: uma avaliação crítica dos fundamentos teóricos

Olivieri, Alejandro Gabriel; Universidade de Brasília
Fonte: Universidade de Brasilia Publicador: Universidade de Brasilia
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 11/04/2011 POR
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