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Em desagravo do santíssimo sacramento: o "Conventinho Novo": devoção, memória e património religioso

Jacquinet, Maria Luísa de Castro Vasconcelos Gonçalves
Fonte: Universidade Aberta de Portugal Publicador: Universidade Aberta de Portugal
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2008 POR
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Dissertação de Mestrado em Estudos do Património apresentada à Universidade Aberta; Erigido num período bem pouco afecto à instituição de casas regrais, o Conventinho de Lisboa cedo se veria ameaçado pelas crescentes restrições que decretariam o definhar da existência congreganista. Ao breve e espinhoso percurso deste cenóbio poria termo, não muito tempo transcorrido sobre a sua já tardia fundação, a inexorável extinção das ordens religiosas femininas. Deixando na penumbra o seu passado, o ocaso do mosteiro instituir-se-ia, muito embora, como ponto de partida para a reabilitação do seu valor enquanto lugar de memória, valor a que a vaga de zelo que hoje infunde o olhar sobre o património vem entretanto dar forma. Por detrás dos muros anódinos deste objecto feito vestígio, afloração ténue de um passado disperso e desvanecido, arquitectónica e urbanisticamente inexpressivo, esconde-se um percurso complexo e suculento que, ultrapassando as balizas institucionais do seu nascimento e morte, reflecte, no tempo longo do Antigo Regime, na assunção das Luzes e na transição para o Liberalismo, as vicissitudes do religioso e não menos do político. Decidiria D. Maria Ana, secundogénita de D. José I, instituí-lo como memorial de desagravo ao Santíssimo Sacramento profanado em 1630 ao altar de Santa Engrácia...

Moda em cordel : aspectos e sugestões da moda em finais

Moura, Isabel Cristina Silva da Costa
Fonte: Porto : [Edição do Autor] Publicador: Porto : [Edição do Autor]
Tipo: Dissertação
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Este trabalho investigação e reflexão crítica surgiu do nosso interesse pelo estudo e divulgação da “Literatura de Cordel” enquanto reflexo das transformações culturais da sociedade, sobretudo no domínio da moda, observando-as à luz de critérios vulgarizados no “Século das Luzes”. Assim, propusemo-nos esboçar um breve e sintético panorama estético geral da evolução ideo-mental das sociedades ocidentais, para, a partir dele, gradativamente, tentarmos lançar luz sobre o palco das modas em Portugal, por cujas ruas e caminhos, se encontravam “volanteiros”, vendendo os tais folhetos de cordel, entre os quais figuravam as mais interessantes críticas e visões acerca da moda. Sendo evidente o valor de tais documentos, apresentamos em anexo uma modesta antologia para edição, esperando incentivar a novos investimentos de estudo, nesta área, que tão rica e tão pouco abordada.

Memória (e) História da Matemática em Portugal (1900–1940): A construção de uma identidade científica europeia; História da Matemática

Nunes, Maria de Fátima
Fonte: Universidade de Évora Publicador: Universidade de Évora
Tipo: Artigo de Revista Científica
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O ponto de partida para uma digressão sobre a produção científica da História da Matemática em Portugal / Memória (pós Luzes) implica entrar na produção de cultura científica dos matemáticos portugueses. No contexto das práticas comemorativas de 1872, na gramática positivista da exaltação da reforma pombalina, fixa-se a primeira base: a Memória da Faculdade de Matemática e o seu carácter de excepcionalidade e de originalidade no contexto europeu, alargando o contributo da obra clássica de Francisco Borja de Garção Stockler Ensaio historico sobre a origem e progressos das mathematicas em Portugal (Paris, 1819). No contexto nacional e internacional fica marcado o território para a construção de uma memória (nacional e internacional) da Matemática em Portugal para o período do final da Monarquia Constitucional, para a República e também para a primeira fase do período do Estado Novo (1933–1940). A viragem do século XIX é marcada pela realização da Exposição Universal de Paris 1900 que enquadra a organização e edição de Les Mathématiques en Portugal au XIX ème Siècle (R. Guimarães); por outro lado, Francisco Boletim da SPM 65, Outubro 2010, pp. 39–53 40 Memória (e) História da Matemática em Portugal Gomes Teixeira atravessa vários eventos internacionais na primeira metade do século XX. A Exposição Ibero Americana de Sevilha...

Imprensa Periódica Científico (1772-1852). Leituras de sciencia agricola em Portugal

Nunes, Mria Fátima
Fonte: Estar Editora- colecção THESIS Publicador: Estar Editora- colecção THESIS
Tipo: Livro
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Os temas de LEITURA e AGRICULTURA foram responsáveis pela dinâmica deste estudo sobre imprensa periódica científica em Portugal, na transição das Luzes para o Liberalismo. Destacamos o grau de novidade, enquanto agenda de investigação (1994 / 2001) e de reflexão histórica, dos periódicos literários e científicos, instrutivos e recreativos desempenhando a função de um publico entendimento, popularização e disseminação do conhecimento científico. Focus escolhido: das ideias agrárias às ideias agronómicas, a institucionalização dos saberes agrícolas ou o triunfo da Nova Agricultura em Portugal.

Portugal – Brasil. 1808. TRÂNSITO DE SABERES

Nunes, Maria de Fátima
Fonte: Editora da UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Publicador: Editora da UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Tipo: Artigo de Revista Científica
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1808 marcou a institucionalização da ciência no Brasil, em virtude da chegda da Corte de d. João, retirada estratégica do reino, em virtude das invasões francesas. Com o Rei embarcaram vários «caixões« de saberes científicos, sob a forma de livros e de instrumentos. A partir de uma matriz de ciência europeia existente na reformada Academia Real de Marinha e Academia dos Guardas Marinhas analisa-se a hipótese de construção de uma ponte - Portugal 7 Brasil - para permitir a circulação de saberes enciclopedista existentes na Europa e em Portugal.

Perspectiva histórica da evolução do conceito de museu em Portugal

Brigola, João
Fonte: Sciello Publicador: Sciello
Tipo: Parte de Livro
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Traça-se uma síntese histórica das formas assumidas em Portugal pelo coleccionismo privado e público, da Idade Média aos nossos dias. Especial referência à génese moderna dos museus, ocorrida no período das Luzes, quando se criaram instituições museais públicas, permanentes e profissionais.

IMAGENS DA CIÊNCIA EM PORTUGAL, SÉC.XVIII-XX

Nunes, Maria de Fátima; Cunha, Norberto
Fonte: Ed. Caleidoscópio Publicador: Ed. Caleidoscópio
Tipo: Livro
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Este livro surgiu no âmbito de um projecto de investigação que teve como objectivo estabelecer ligações de intelegibilidade entre a História da Cultura e História da Ciência. O terreno laboratorial foi um país da Europa do Sul, marcado quer pelo fascínio pedagógico e revolucionário das Luzes, quer pela busca de uma legitimidade científica, impondo retóricas de dis curso político e ideológico inovadoras no espaço público existente, na vira gem do século XIX para o século XX. Em Portugal, em nosso entender nos últimos dez anos tem-se esbatido o divórcio historiográfico entre a visão internalista e a externalista da História da Ciência. Para tal muito contribuiu o magistério de Rómulo de Carvalho, de Luís de Albuquerque e de José Sebastião da Silva Dias. Num outro regis to, o da construção de memórias comemorativas de timbre científico e acadé mico, a Universidade de Coimbra promoveu colóquios sobre a fundação da Universidade e os vários impactos projectados pela reforma pombalina de 1772, assim como a Academia das Ciências de Lisboa, a propósito do seu duplo centenário. As publicações destas realizações científicas estabelecem o ponto de situação por sectores científicos, possibilitando a convivência de historiadores de diferentes áreas de especialização com profissionais das Ciências exteriores ao paradigma das Ciências Humanas e Sociais. Ao longo dos anos noventa...

A educação em Portugal no século XVIII: das luzes à reforma pombalina da Universidade de Coimbra

Martins, Maria Joaquina Ramalho Bexiga
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2011 POR
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Tese de mestrado, Didáctica da História, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2011; Resumo disponível em português e inglês

Conceitos e atitudes de intervenção arquitetónica em Portugal (1755-1834)

Lima, Maria Madalena Gonçalves da Costa, 1979-
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Tese de Doutorado
Publicado em //2014 POR
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Tese de doutoramento, História (Arte Património e Restauro), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2014; A presente dissertação incide sobre o processo de formação da consciência patrimonial em Portugal, entre o esplendor das luzes e o lento despontar do romantismo. Delimitada pelo grande terramoto e pela afirmação definitiva do liberalismo no reino, a sua cronologia compreende acontecimentos profundamente desestruturantes que promovem referências a edifícios centenários e de vulto. Nela examinamos testemunhos da catástrofe sísmica, dos ataques militares ao reino e das disputas político-ideológicas das suas elites. Analisamos também algumas produções significativas do meio cultural em apreço, nomeadamente, obras historiográficas ou literárias. O nosso intuito é revelar a sensibilidade patrimonial do período e aclarar a elaboração do universo conceptual que veio a estar na base da teoria do restauro arquitectónico.; This thesis focuses on the process of construction of a heritage awareness in Portugal during the Enlightenment splendour and the slow rise of romanticism. Its chronology, circumscribed by the 1755 Earthquake and the final implementation of liberalism, comprises deeply destabilizing events that promote references to century-old buildings. We examine testimonies of the seismic catastrophe...

Do Portugal das Luzes ao Portugal Democrático: Atlas-Repertório dos Municípios na Educação

Magalhães, Justino
Fonte: Instituto de Educação da Universidade de Lisboa Publicador: Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
Tipo: Livro
Publicado em /12/2014 POR
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Este livro é financiado por fundos nacionais através da FCT-Fundação para a Ciência e a Tecnologia (contrato PTDC/CPE-CED/116938/2010); Do Portugal das Luzes ao Portugal Democrático. Atlas-Repertório dos Municípios na Educação resulta do projecto “Atlas-Repertório dos Municípios na Educação e na Cultura, em Portugal (1820-1986)”,com sede no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia [Referência PTDC/CPE-CED/116938/2010]. O projecto contou ainda com um apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian para publicação dos Inquéritos às Escolas de 1863 e de 1875. Este Atlas-Repertório tem por limite temporal 1750 e 1986. Contém uma introdução e uma teorização sobre o município como unidade histórica, cartográfica, pedagógica. O Atlas-Repertório é uma sequência de cinco quadros histórico-pedagógicos: 1º Pombalismo-Joanismo/ estatalização; 2º Vintismo, liberalismo, regeneração/ nacionalização; 3º O local como autarcia – município pedagógico/ republicanismo; 4º Estado Novo/ município corporativo; 5º Revolução Democrática e municipalismo na universalização da educação básica. Os municípios fizeram educação e tomaram a escola como meio de integração...

O mundo do fantástico na arte românica e gótica em Portugal

Marques, Marisa Costa
Fonte: Universidade Nova de Lisboa Publicador: Universidade Nova de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2007 POR
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Poucas vezes terá tido o homem a sua existência tão marcada pela espiritualidade quanto na Idade Média, e raras vezes foi tão feliz ao tentar imprimir na arte os sinais do invisível. Época de trevas? Época de contrastes? Época certamente, de luzes do espírito que deveriam iluminar os caminhos dos homens das épocas históricas posteriores, mostrando-lhes o verdadeiro sentido da vida. Todos somos personagens activas do presente e produtos do passado e como agentes actuais da história, reconstituímos e ajuizamos esse passado. O interesse pelo passado depende tão estreitamente dos problemas do presente que. quando este se modifica, modificam-se também os seus interesses específicos e a sua forma de ver as obras de arte, dai que haja sempre necessidade de reescrever a História da Arte. A História da Arte é afinal a história das sucessivas maneiras de ver o mundo, a compilação dos modos de representação artística, dos testemunhos monumentais do passado, que constituem documentos e permanecem como entidades vivas. A arte da Idade Média transmite-nos um conceito alargado do homem e da sua relação com o mundo e constitui a própria essência desta época. Dá-nos ajusta medida das misérias e grandezas do seu espírito. Mostra-o em todas as etapas e vicissitudes da sua vida. Deus está no centro do Universo mas...

Representações da violência criminal feminina em Portugal no discurso antropológico oitocentista

Anica, Aurízia
Fonte: 100 Luz Publicador: 100 Luz
Tipo: Parte de Livro
Publicado em /12/2009 POR
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Neste texto analisa-se a transformação do discurso antropológico sobre o género na violência criminal e respetiva penalização, em Portugal, desde as «Luzes» até ao socialismo do final do século XIX. O discurso predominante ao longo de oitocentos legitimou a diferenciação das penas previstas para certos crimes julgados como especificamente femininos com argumentos baseados na ideia da desigualdade natural dos sexos e consequente assimetria da criminalidade. Todavia, sobre este pano de fundo despontaram sensibilidades diferentes quanto à possibilidade de regenerar o tecido social, tendo o paradigma anatomofisiológico de explicação do crime conduzido a um ceticismo perante a possibilidade de corrigir os «selvagens da civilização», em especial, as «criminosas degeneradas». Foi este pessimismo que a Antropologia socialista procurou ultrapassar, remetendo para o domínio do patológico todo o crime que não fosse suscetível de prevenção ou correção pela alteração das condições de vida dos seus autores. Pretende-se contribuir para a compreensão do caráter arbitrário da dicotomia entre antropologia física e antropologia cultural que conduziu a excluir da história da antropologia cultural os estudos mais antigos sobre o género na criminalidade.

Memória (e) História da Matemática em Portugal (1900–1940): A construção de uma identidade científica europeia

Nunes, Maria de Fátima; Departamento de História e Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência, Universidade de Évora
Fonte: Boletim da Sociedade Portuguesa de Matemática Publicador: Boletim da Sociedade Portuguesa de Matemática
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: application/pdf
Publicado em 17/02/2012
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O ponto de partida para uma digressão sobre a produção científicada História da Matemática em Portugal / Memória (pós Luzes) implicaentrar na produção de cultura científica dos matemáticos portugueses. Nocontexto das práticas comemorativas de 1872, na gramática positivista daexaltação da reforma pombalina, fixa-se a primeira base: a Memória daFaculdade de Matemática e o seu carácter de excepcionalidade e de originalidadeno contexto europeu, alargando o contributo da obra clássica deFrancisco Borja de Garção Stockler Ensaio historico sobre a origem e progressosdas mathematicas em Portugal (Paris, 1819).No contexto nacional e internacional fica marcado o território para aconstrução de uma memória (nacional e internacional) da Matemática emPortugal para o período do final da Monarquia Constitucional, para a Repúblicae também para a primeira fase do período do Estado Novo (1933–1940).A viragem do século XIX é marcada pela realização da Exposição Universalde Paris 1900 que enquadra a organização e edição de Les Mathématiques en Portugal au XIX ème Siècle (R. Guimarães); por outro lado, FranciscoGomes Teixeira atravessa vários eventos internacionais na primeira metadedo século XX. A Exposição Ibero Americana de Sevilha...

Alcipe, Nathercia e Tirse: Considerações sobre as luzes no feminino no Portugal de setecentos

Peixoto, Vera
Fonte: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto Publicador: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em //2009 POR
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O presente artigo desenvolve-se em torno de três damas esclarecidas da sociedade portuguesa de setecentos: D. Leonor de Almeida (1750-1839), ou Alcipe; D. Catarina de Lencastre (1749-1824), ou Nathercia; e D. Teresa de Mello Breyner (1739-1798?), ou Tirse. Sabendo que o século XVIII foi um período marcado por mudança e controvérsia, pela emergência de novos paradigmas, pelo reequacionamento de estruturas mentais e tradições seculares – ainda que em Portugal se experimentasse uma certa resistência às teorias filosóficas emergentes – a questão que lançamos e procuramos analisar é: qual o reflexo destas transformações no universo feminino? Assim, partindo dos três exemplos referidos e a eles tornando, pretendemos problematizar três questões centrais no discurso iluminista – educação, leituras e viagens – observando como estas matérias, assaz discutidas e teorizadas ao longo do século XVIII, se repercutiram na formação feminina em solo português e, por outro lado, analisar o modesto mas expressivo papel que as referidas damas assumiram na propagação da cultura das luzes em Portugal.; The 18th century was a period of change and controversy throughout the western world, serving as the stage for a shift in paradigms...

Implementação da filosofia Lean na gestão dos serviços de saúde: o caso português

Luzes, Catarina Sofia Andrade
Fonte: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto Publicador: Instituto Politécnico do Porto. Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2013 POR
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Dissertação apresentada ao Instituto Politécnico do Porto para obtenção do Grau de Mestre em Gestão das Organizações, Ramo de Gestão de Empresas. Orientada por Prof. Dra. Maria Rosário Moreira e Prof. Dr. Paulo Sousa; Com origem na Toyota e no setor da manufatura (anos 1980), o lean thinking é uma estratégia de gestão que tem sido amplamente utilizada em diversos setores para além do da indústria. O setor dos serviços é um dos que mais tem apostado nesta filosofia, nomeadamente os serviços de saúde. Por este ser um tema relativamente recente, com bastantes casos de sucesso, mas ainda a dar os primeiros passos em Portugal, decidiu-se que o objetivo deste trabalho seria descrever o estado atual da implementação do lean thinking nos serviços de saúde portugueses. Após um trabalho de pesquisa sistemática nas bases de dados bibliográficas, nos repositórios institucionais académicos portugueses e em motores de busca gerais com o propósito de encontrar trabalhos que tivessem contributos práticos para o objetivo deste trabalho, procedeu-se a uma cuidada análise de todos eles, de maneira a se retirarem as informações necessárias ao desígnio do trabalho. Dados como a data do estudo, a localização geográfica...

Luzes em Portugal: atualização de um debate

Ferreira, Breno Ferraz Leal
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 24/07/2011 POR
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O historiador Flávio Rey de Carvalho reconstrói o debate sobre a existência ou não das Luzes em Portugal, fazendo aproximações entre o movimento de idéias em diferentes nações européias, com o intuito de questionar o valor pejorativo geralmente atribuído pela historiografia ao setecentos português. O autor sugere a validade do uso da expressão “Iluminismo português”.

José Anastácio da Cunha e o projeto MAT² : no trilho de uma história extraordinária; José Anastácio da Cunha: mat2's path towards unveiling an extraordinary (hi)story

Ralha, Elfrida
Fonte: Sociedad Española de História de las Ciencias e de las Técnicas Publicador: Sociedad Española de História de las Ciencias e de las Técnicas
Tipo: Conferência ou Objeto de Conferência
Publicado em 14/11/2015 POR
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A ideia de que as Matemáticas de Portugal (e de Espanha) atravessaram, depois de um período áureo nos Descobrimentos, um longo deserto onde não foi possível florescerem Mestres, nem escolas, nem cultura científica, nem investigação de relevo foi, durante muito tempo, reiteradamente veiculada, inclusivé através de alguns dos nossos mais referenciados historiadores da Matemática, como é o caso de Gomes Teixeira ou de Rey Pastor. Mas a verdade é que o estudo da História das Matemáticas em Portugal tem, na última década, vivido um interesse crescente onde sobressaem, em particular, uma leitura menos enviesada sobre, por exemplo, o papel educativo dos Jesuítas ou a publicação das obras completas de Pedro Nunes. Está-se assim a contribuir para uma compreensão mais completa da História geral de Portugal, de que a História da Ciência e da Cultura faz parte. José Anastácio da Cunha (1744-1787) foi figura de proa no século XVIII português. Sabíamo-lo matemático que, sem nunca ter saído de Portugal, havia sido capaz de antecipar, em mais de 50 anos, os esforços de matemáticos franceses e alemães para fundar a Matemática com rigor. Sabíamo-lo também autor de uma vasta e diversificada obra de inegável importância matemática mas...

AS VIAGENS SÃO OS VIAJANTES: DIMENSÕES IDENTITÁRIAS DOS VIAJANTES NATURALISTAS BRASILEIROS DO SÉCULO XVIII

da Cruz, Ana Lúcia Rocha Barbalho
Fonte: UFPR Publicador: UFPR
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 11/01/2005 POR
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No século XVIII, cresce em Portugal, assim como nos demais países da Europa, o interesse pelas viagens de cunho científico. Estrategicamente, o governo português procura colocar a ciência a serviço do reconhecimento das potencialidades econômicas dos seus territórios coloniais e, com esse intuito, patrocina uma série de expedições exploratórias aos quatro cantos do Império. Muitos dos protagonistas dessas viagens do Século das Luzes são recrutados junto à intelectualidade acadêmica de Coimbra, da qual faz parte um número não desprezível de naturalistas brasileiros. A proposta deste artigo é destacar uma dentre as várias possibilidades de leitura dos diários de viagem, relatórios e memórias produzidos por esses cientistas. Ao registrarem suas impressões, eles acabam por falar de si, de suas experiências e das relações que estabelecem com os territórios visitados. Nesses termos, seus textos estão impregnados de momentos de autorepresentação nas várias dimensões que lhes são peculiares. A idéia de poder desvendar, através da leitura desses textos, algumas dessas instâncias identitárias, inspira a presente reflexão. Abstract In the 18th century, in Europe in general, and Portugal in particular...

Lanterna Mágica: as Luzes no jornalismo de José Liberato (1813 - 1821)

Munaro, Luís Francisco
Fonte: Revista Observatório Publicador: Revista Observatório
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 06/10/2015 POR
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O projeto iluminista subentende que a educação humana, escapando ao controle das autoridades eclesiásticas e políticas, tornaria o acesso ao pensamento racional irrestrito. Um dos instrumentos de divulgação da pedagogia iluminista foram os jornais, considerados uma epístola regular entre homens de letras que gradualmente vão sendo destinadas a parcelas mais amplas da população. Dentre os mais importantes representantes das Luzes em Portugal está o jornalista José Liberato, autor de dois jornais publicados em Londres entre 1813 e 1821. O autor compreendeu o seu papel de introduzir os portugueses na Era da Razão e, para tanto, imbuiu-se de uma pedagogia que respeitava tanto a religião quanto a monarquia. A proposta deste artigo é investigar os ideais letrados de Liberato, sua proposta pedagógica e, mais importante, como o seu exercício jornalístico construiu uma utopia voltada para pensar o futuro português.   Palavras-chave: História do jornalismo; Iluminismo; Utopia política; José Liberato; O Investigador.   ABSTRACT The Enlightenment implies that human education, escaping the control of ecclesiastical and political authorities, would make possible unrestricted access to rational thought. One of the communication tools of the Enlightenment pedagogy were the newspapers...

Um herético em país de frades, ou como Rousseau invadiu Portugal

Machado,Fernando Augusto
Fonte: Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho Publicador: Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2012 PT
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Por muito sofisticados que sejam os mecanismos de prevenção, ou violentos os de repressão, nada consegue deter o curso das ideias. Foi assim no setecentista europeu. Século de luzes, de filosofia e de razão, ideias e saberes novos fervilharam e transformaram profundamente mentes e nações. Portugal, tentou resguardar-se contra os numerosos e perigosos bota-fogos de modernidade que emergiam abundante e ruidosamente no espaço de além-Pirenéus, com vastos e requintados meios potenciados por uma estreita e ativa rede clerical. Mas a ineficácia da contenção foi patente e a heterodoxia deu cor ao país. Mostramos como Rousseau, o Hércules do libertinismo, da heresia e da subversão invadiu este esteio mor europeu de frades e como se difundiram as suas teorias e ideias quer através das suas obras que logo chegavam, quer por outras vias que o interesse, a curiosidade e a imaginação arquitetavam.