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A liberdade individual para Benjamin Constant; Individual liberty for Benjamin Constant

Ghelere, Gabriela Doll
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 23/06/2008 PT
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Aqui investigamos o conceito de liberdade individual na teoria de Benjamin Constant. Partimos da conferência intitulada De la Liberté des Anciens comparée à celle des Modernes, e verificamos que o contraste entre a liberdade individual dos modernos e a liberdade política dos antigos não exclui completamente da vida dos modernos a necessidade de participação política. Assim, recorremos, no segundo capítulo, a outros textos de Benjamin Constant, sobretudo aos Principes de Politique, para examinar os pressupostos da sua teoria política: o problema da soberania do povo, a construção da noção de representatividade política e a dupla autoridade da natureza e da história que fundamentam respectivamente as noções de liberdade e igualdade. No terceiro capítulo buscamos os desdobramentos do conceito de liberdade moderna, isto é, o que caracteriza o liberalismo de Constant e o diagnóstico que ele aponta sobre o indivíduo moderno. Por conseguinte, sustentamos que a peculiaridade do liberalismo de Constant é articular a liberdade civil do indivíduo e a liberdade política de participação. Mas, no grande romance seu que é Adolfo, Constant relaciona indivíduo e sociedade de uma maneira que tanto recorda sua defesa da liberdade dos modernos quanto mostra os limites desta. Nossa conclusão é portanto uma pergunta...

Democracia e liberdade de expressão - Contribuições para uma interpretação política da liberdade de palavra; Democracy and freedom of expression - Contribution to a political interpretation of freedom of speech

Silva, Júlio Cesar Casarin Barroso
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 10/09/2009 PT
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Este trabalho debate o significado da liberdade de expressão à luz da teoria política normativa e da instrumentalidade dessa liberdade para a política democrática. Como instrumento da democracia, a liberdade de palavra costuma ser justificada com base na sustentação de dois objetivos: primeiramente, o de promover um debate público robusto e diversificado; em segundo lugar, o de ser um veículo para a realização da igualdade política. Os defensores da perspectiva que aqui analisamos chamada de coletivista-- afirmam que a realização desses objetivos só é possível se a liberdade de expressão é institucionalizada 1)levando em conta não só os interesses expressivos dos indivíduos (seu direito de falar), mas também os interesses expressivos do demos (o interesse a ter acesso a um conjunto diversificado de discursos); e, 2) superando o entendimento da liberdade de expressão como liberdade que se garante exclussivamente contra o Estado. Ao abrir as portas para a discussão de problemas como o estabelecimento de mecanismos de acesso aos meios de comunicação de massa, o poder corrosivo do dinheiro sobre a deliberação pública e os efeitos de expressões de ódio sobre a igualdade política, a teoria coletivista sobre a liberdade de expressão dá ensejo a uma reflexão sobre os diversos significado da igualdade na arena pública.; This thesis debates the significance of freedom of speech as a problem of normative political theory and as an instrument of democratic politics. Under this light...

Liberdade em Hannah Arendt; Freedom in Hannah Arendt

Rubiano, Mariana de Mattos
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 26/05/2011 PT
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O objetivo desta pesquisa é examinar o conceito de liberdade no pensamento de Hannah Arendt. Para tanto, inicio este estudo com o ensaio Que é liberdade?. Nele a autora apresenta a liberdade como pertencente ao domínio da política e recusa a noção de liberdade cristã e liberal, isto é, nega a liberdade como livre arbítrio e como área de não interferência. Embora este seja o principal texto da autora sobre o tema, ele não é suficiente para se entender todas as dimensões de seu conceito de liberdade. Nesse sentido, é preciso recorrer a outros textos da autora, como o livro A Condição Humana. Nesta obra, Arendt analisa como o trabalho e as questões econômicas foram valorizados na Modernidade, trazendo sérias dificuldades para o exercício da ação livre. Ainda, em Origens do Totalitarismo, a autora apresenta a radicalidade da experiência totalitária. De acordo com ela, os regimes totalitários contribuíram para reforçar a idéia de que a liberdade não é vivenciada no domínio político. A despeito disso, Arendt afirma a ligação entre ser livre e agir no domínio político analisando a experiência da Democracia Ateniense, da República Romana e das revoluções modernas. Ela escreve Sobre a Revolução para tratar do aparecimento da liberdade na Modernidade e das dificuldades de se fundar e conferir durabilidade a espaços onde a ação livre seja possível. Ao longo da exposição das principais obras da autora...

Liberdade como não interferência, liberdade  como não dominação, liberdade construtivista: uma leitura do debate contemporâneo sobre a liberdade; Freedom as non interference, freedom as non domination, constructivist freedom: a reading from contemporary debate about freedom

Elias, Maria Ligia Ganacim Granado Rodrigues
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 14/08/2014 PT
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Esta tese se insere no campo da teoria política normativa e tem como tema o estudo do debate sobre o conceito de liberdade. Nossa proposta consiste em analisar o conceito de liberdade como não interferência, de Isaiah Berlin; o conceito de liberdade como não dominação, de Philip Pettit; e a ideia de liberdade construtivista, de Nancy Hirschmann, para assim colocar esses conceitos em relação entre si. Objetivamos indicar a possibilidade de diálogo entre as diferentes correntes teóricas apontadas, como também propor uma leitura sobre o conceito de liberdade, para assim ampliarmos o nosso entendimento sobre o que é ser livre. Acreditamos que articular elementos das diferentes teorias pode enriquecer essa reflexão que pretende ser teórico-normativa, mas que, ao mesmo tempo, ambiciona refletir sobre as condições de liberdade para os diferentes sujeitos, tendo em vista as suas vidas nas sociedades contemporâneas e plurais. Nosso argumento é de que o exercício de compreender diferentes visões de liberdade de forma articulada é um caminho profícuo para abordarmos a indagação sobre quem é o sujeito livre. Desse modo, procuramos não apenas retomar criticamente os conceitos dos autores citados, mas também oferecer um possível diálogo entre as distintas concepções de liberdade tratadas nesta tese. Além disso...

Liberdade de informação jornalística e o papel circundante do Estado; Freedom of journalistic information and the role surrounding of the state

Gadelho Júnior, Marcos Duque
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 25/04/2014 PT
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Liberdade de informação jornalística e o papel circundante do Estado. Sobre a liberdade: concepções no campo filosófico e no ordenamento jurídico. Da liberdade negativa e da liberdade positiva: sedizente contraposição entre liberdade individual, ou liberdade dos modernos, e a autonomia dos cidadãos, ou liberdade dos antigos. Liberdade de expressão e as suas dimensões: substantiva e instrumental. Ausência de primazia de qualquer das dimensões. Liberdade de imprensa e a evolução dos elementos que permearam a concepção original, passando a vigorar a atividade da informação como faceta principal desta liberdade fundamental; instância de comunicação do público em geral, com o propósito oficial de promover o debate mais amplo sobre a infinidade de decisões políticas. Liberdade de informação jornalística e as cinco dimensões que integram o seu núcleo essencial. Tanto o emissor da mensagem, como os destinatários, figuram como titulares do direito difuso à informação objetiva. Desmitificando a concepção tradicional da censura, bem como os seus tradicionais protagonistas. Superação da censura prévia, conquanto se reconheça a existência de pontos convergentes em relação à responsabilidade ulterior. Censura por omissão estatal. A regulação da liberdade de informação jornalística...

O conceito de Estado e o de liberdade de imprensa na Filosofia do Direito de G.W.F. Hegel

Konzen, Paulo Roberto
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
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O conceito de Estado e o de liberdade de imprensa ou de comunicação pública, expostos na Filosofia do Direito de G. W. F. Hegel, são constitutivos e essenciais na compreensão da Filosofia do Espírito Objetivo e do Sistema hegeliano. Na dissertação, em busca de esclareci-mento ou do engendramento onde tais elementos poderiam ser examinados, primeiramente, como base, apresenta-se quais são as principais determinações do conceito hegeliano de filo-sofia ou de ciência especulativa ou filosófica; depois, no segundo capítulo, qual é a importância da seção Espírito Objetivo e do texto Filosofia do Direito em tal Sistema Filosó-fico, para, então, analisar o conceito de Estado e o de liberdade em geral; e, por último, no terceiro momento, como cume e aspecto específico da pesquisa, fundamentado nos elementos iniciais, o que seja o conceito de liberdade de imprensa ou de comunicação pública. Ao anali-sar o texto hegeliano, através de uma leitura crítico-filológica e histórica, sobretudo do § 319, compreende-se que Hegel, quando da apresentação do seu conceito de liberdade de imprensa, não busca justificar a realidade estatal existente na Prússia, mas visa promover a efetivação da liberdade. Apesar de Hegel não poder se expressar de forma livre em 1820...

A liberdade em John Stuart Mill na contemporaneidade

Ferreira, Nicholas Gabriel Minotti Lopes
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: 112 f.
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Pós-graduação em Filosofia - FFC; The proposal of this work is manage a thematic study upon the concept of liberty. Such object is too dearly to the philosophy, since it is commonly associated it with norms, conduct patterns, inquiries upon moral and ethical rules, action possibilities, chooses, deliberations and etc. Therefore, to investigate the nature of the liberty, many philosophers has built with their arguments is the way to propel the aspects mentioned above adding with them the social and individual perspectives. This means that the liberty should have rules or limits treated as frontiers (in social perspective) or determinations (individual case) bounded tightly with liberty in relation to a context or particularities of an individual/social action. This kind of interpretation supposes the exam upon liberty in actions that will be or has already been done cutting off the action in a movement of separating it from the individual (and all of its aspects) and analyses carefully that fragment of activity seeking for liberty. This kind of analysis allows, in one hand, an ‘intellectual comfort’ assuring that the individual acted freely or not; in other hand, ignores many fundamental aspects that constitute the liberty. Such aspects can be...

Aspectos da trajetoria do ideal de liberdade na educação brasileira 1930-1990

Levino Bertan
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 11/10/1994 PT
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A pesquisa situa-se na área da Filosofia e História da Educação, interpretando os aspectos da trajetória do ideal de liberdade na educação brasileira, no período de 1930 a 1990. O primeiro capítulo, Perspectiva Ontológica da Liberdade, parte da premissa de que existe empiricamente um valor universal para a nossa consciência histórica que é a idéia de valor da liberdade. Apesar de todos os condicionamentos, dificuldades e ameaças, a liberdade, característica básica do ser humano, existe não como algo dado, mas como conquista do homem, de um povo e de uma nação. A liberdade é considerada de forma efetiva, concreta, pertencente ao homem, como atributo inerente à imanência do seu ser, na sua existência, captada, transcendentalmente, como parte do sujeito ôntico, isto é, do existente como ele é. É a liberdade vivida e real, presente na vida do homem brasileiro.O segundo capítulo, A Liberdade na Legislação da Educação, demonstra que as disposições legais da educação brasileira têm como pano de fundo o liberalismo. O liberalismo que passa a ser um fato, um dado, não só da lei, como também convicção da maioria do povo brasileiro. A concepção da liberdade nada mais é do que o reflexo dos condicionantes históricos...

Educação e liberdade : o conceito de liberdade na pedagogia brasileira da década de oitenta

Gustavo Ferreira da Silva, André; Rohr, Ferdinand (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
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O objeto maior da investigação são os conceitos de liberdade subjacentes aos discursos pedagógicos no Brasil durante a década de oitenta. Defendemos o conceito de liberdade como categoria para uma nova síntese do pensamento pedagógico brasileiro, apontando identidades e distinções entre os vários discursos pedagógicos. Apresentamos também o contexto filosófico das principais idéias relacionadas a esses discursos. A investigação se justifica pelo fato de ampliar o debate pedagógico para além da discussão acerca de transposição didática e tecnologias de ensino. As reflexões de alguns educadores foram destacas com o intuito de representar o panorama da época. Nesse sentido, analisamos a presença do conceito de liberdade no discurso comportamentalista demonstrando sua relação com a criatividade; a presença do conceito de liberdade no discurso estruturalista e a aplicação da teoria da reprodução na análise da educação; tratamos do conceito de liberdade para a perspectiva gramsciana, composta pelos representantes da crítica social dos conteúdos, pelos ligados às metodologias alternativas de pesquisa e por demais gramscianos, que em comum trabalham a noção de hegemonia e a idéia do educador voltado para uma pedagogia da revolução; abordaremos a perspectiva da escola de Frankfurt que traz a noção de qualidade de vida humana coletiva e da educação enquanto ciência emancipatória; a perspectiva fenomenológica da educação no Brasil para a qual a liberdade está relacionada com a transcendência; por fim...

Liberdade, compromisso e comprometimento na filosofia de Jean-Paul Sartre : a questão moral

de Barros Monteiro, Dawson; Cazza Sayão, Sandro (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
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Esta dissertação está estruturada na análise da questão da liberdade e da moral no pensamento de Sartre. Há uma relação entre liberdade e moral na filosofia sartriana; nesta pesquisa procura-se mostrar que elas se relacionam a partir de um comprometimento com o mundo e de um compromisso pessoal que o ser humano assume como sua postura de ser. O percurso de pensamento desta dissertação foi traçado a partir da ideia de que há, na relação entre a liberdade e a moral, uma aproximação com a estrutura de intencionalidade da consciência e a estrutura de sustentação do fenômeno que o autor descreve. Foi pela análise dessas estruturas que se definiu que compromisso e comprometimento seriam os conceitos nos quais a relação entre liberdade e moral está alicerçada na obra de Sartre. O objetivo foi investigar como o autor estabeleceu o fundamento da moral a partir da liberdade. Fundamentar a conduta moral humana na liberdade mostrou-se, na articulação filosófica de Sartre, numa empreitada de definir que a condição humana é uma postura, um modo de ser consciente de um comprometimento com o mundo e de um compromisso pessoal que torna o ser humano um ser coletivo. A ideia de moral, em Sartre, parecia vaga e não foi sempre fácil ou claro definir esta vinculação moral com a liberdade por meio do compromisso ou do comprometimento. Em alguns momentos...

O paradoxo levinasiano de uma liberdade heteronômica

Aguiar, Diogo Villas Boas; Aquino, Thiago André Moura de (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Dissertação
BR
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Esta dissertação trata do problema da liberdade tal qual elaborado por Levinas. Desenvolve-se a partir do questionamento sobre a possibilidade da articulação entre liberdade e heteronomia e sustenta-se na tese de que a chave desta articulação reside em dois conceitos: hospitalidade e substituição. Tal tese exige que recorramos basicamente a dois textos: Totalidade e infinito e Outramente que ser – textos nos quais encontramos, respectivamente, os dois conceitos supracitados. Esta escolha determina fundamentalmente a divisão feita em três capítulos. O primeiro, dedicado a Totalidade e infinito, fornecerá os principais traços argumentativos delineados por Levinas na formulação do conceito de liberdade investida e acentuará que a forte oposição entre interioridade e exterioridade influi diretamente na oposição entre liberdade econômica e investida. O conceito de hospitalidade será o recurso responsável por minimizar os impactos de tal oposição. Já o segundo capítulo desempenha uma função mediadora. Como lidamos com dois textos separados por mais de uma década e em que houve uma revisão estrutural da argumentação, esse capítulo fornece o elo necessário para que fique claro o motivo pelo qual essa reformulação se tornou inevitável. No fundo...

Liberdade: Hegel e os contrapontos de Ernst Tugendhat e Isaiah Berlin

Emery, Emerson Baldotto
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Dissertação de Mestrado
PORTUGUêS
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Este estudo descreve e analisa o conceito hegeliano de liberdade e o contrapõe ao enfoque de dois de seus críticos: Ernst Tugendhat e Isaiah Berlin. O objetivo é a compreensão das implicações dos conceitos expostos à realidade atual, como ferramenta de interpretação dos limites de liberdade individual e social presentes nas sociedades modernas. O eixo da análise é o sistema de filosofia prática de Hegel, que mostra o conceito de liberdade como efetivação do Espírito Absoluto que só alcança sua plenitude no estágio de desenvolvimento social representado pelo Estado. Trata-se de uma visão que enaltece as conquistas e possibilidades humanas, porém, restringe o agir livre por meio da submissão da liberdade negativa à liberdade positiva, dada pela autodeterminação do agente racional. O confronto das idéias hegelianas com as concepções de Tugendhat e Berlin clareia os caminhos pelos quais o argumento de uma solução estritamente racional alcança um resultado autoritário, contrário aos conceitos correntes de liberdade. Para Berlin o monismo deve ser refutado e há ao menos duas formas de liberdade, negativa e positiva, a primeira, condição para a segunda. Tugendhat alerta para a impossibilidade da vida social e moral sob a liberdade de Hegel...

Da liberdade transcendental à liberdade prática: a transição da crítica da razão pura para a crítica da razão prática

Orben, Douglas João
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Dissertação de Mestrado
PORTUGUêS
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Com o propósito de apresentar a transição filosófica da liberdade teórica à liberdade prática em Kant, a presente dissertação centra-se na Crítica da razão pura (Dialética Transcendental, sobretudo) e na Crítica da razão prática. Na tentativa de superar uma leitura que reduz o escopo da primeira Crítica à delimitação do conhecimento possível, pretende-se demonstrar a naturalidade transcendental bem como a relevância sistemática que as ideias metafísicas assumem já na filosofia teórica. A partir daí, a discussão enfoca o conceito de liberdade transcendental, o qual se apresenta como não contraditório para a razão especulativa, podendo ser pensado sem contradizer as rigorosas leis naturais. Ao apaziguar o conflito entre uma causalidade espontânea (livre) e a causalidade fenomênica (determinada), visualizam-se as condições para a edificação do âmbito prático, mediante a possibilidade de um domínio incondicionado, assegurado pela liberdade teórica. Neste sentido, a despeito da autossuficiência da filosofia prática kantiana, a mesma não é indiferente aos resultados alcançados pela razão teórica, pois é através destes que o empreendimento moral ganha legitimidade investigativa. Por outro lado...

Onde está o espírito do senhor ali reina a liberdade: fundamentação pneumatológica e trinitária da liberdade em Jürgen Moltmann

Nienov, Ricardo
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Dissertação de Mestrado
PORTUGUêS
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Neste trabalho de pesquisa, o tema a ser abordado é a liberdade. Ela será contemplada sob diferentes aspectos, desde a visão na sociedade, em diferentes períodos da história, passando pela dimensão bíblica, para desembocar na compreensão cristã. Esta última é o grande interesse desse desenvolvimento, pois é ela a verdadeira e autêntica liberdade humana. A libertação do ser humano só é possível e plena mediante a perspectiva cristã, para tanto é preciso olhar com carinho para a pessoa de Jesus, a maior referência de liberdade para os homens e mulheres. Ele torna-se modelo no instante que se deixa conduzir pelo Espírito de Deus, isto é, o Espírito Santo. Contemplamos vários autores, mas a centralidade toda está no teólogo Jürgen Moltmann, o qual tem uma teologia profundamente imbuída do espírito, principalmente no livro O Espírito da Vida: uma pneumatologia integral. Nesta obra ele ressalta a vitalidade que o espírito gera na pessoa, tornando-a capaz de viver a sua liberdade, deixando de ser escrava e fazendo-a livre em toda sua plenitude. As três liberdades citadas e compreendidas por Moltmann, ele as define como: liberdade de domínio, comunhão e de futuro. A primeira, segundo ele, própria do mundo burguês; a segunda na construção de uma sociedade fraterna...

Liberdade e negação da vontade: análise do ser-livre como representação e na angústia

Nascimento, Dax Fonseca Moraes Paes
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Filosofia; Metafísica Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Filosofia; Metafísica
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
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Common understanding about what freedom means has always been more or less related to the power to realize something intended, desired, a capability. Therefore, being free is commonly interpreted under the concept of free-will and the category of possibility to act. Although there are predecessors in History of Philosophy, Schopenhauer refuses the thesis of free will proposing otherwise the denial of willing (to live) as the ultimate possibility for human freedom, if not the only one left. The thesis that would make him famous was deeply misunderstood and so miscarried somewhat due to the way it was many times presented by the means of exotic examples wrapped in a mystical mood besides exaltations to Eastern traditions, which may satisfy anthropological curiosity instead of being capable to satisfy the reader in a philosophical way. It seems to result from Schopenhauer s thought a kind of pessimism against life. Otherwise, typical readings on the Schopenhauerian thesis are found full of inconsistencies once closely regarded, which blame does not belong to the author but to his interpreters. A new reading about the denial of willing as the ultimate possibility for human freedom demands a criticism on the inconsistencies and prejudgments deep grounded. For this...

A distinção entre o sentido negativo e positivo da liberdade na Fundamentação da Metafísica dos Costumes

Hipolito, Marco André de Freitas
Fonte: Universidade Federal de Uberlândia Publicador: Universidade Federal de Uberlândia
Tipo: Dissertação
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O presente trabalho pretende analisar a distinção entre o conceito de liberdade em sentido negativo e o de liberdade em sentido positivo, enfatizando, também, os conceitos que Kant utiliza para fundamentar a moral sob a idéia da liberdade em sentido positivo. No primeiro capítulo analisamos a tese kantiana de que somente mediante uma boa vontade haveria a possibilidade de agir moralmente. A boa vontade é tida por Kant como um princípio do querer, que deve ser determinado por si mesmo e que deve ser independente de qualquer móbil. Esta independência em relação ao empírico e ao contingente permite a Kant fundamentar uma moral segundo princípios formais, ou seja, a razão formula a priori leis morais incondicionais, que determinam a vontade humana a agir por dever. A ação praticada por dever não significa apenas uma submissão da razão à lei a priori, mas a efetivação da liberdade da vontade, pois a vontade como faculdade da razão, ao formular leis para si mesma, reconhece nas leis a sua liberdade. No segundo capítulo deste trabalho analisamos a diferença entre agir conforme o dever e agir por dever. Agir conforme ao dever sempre expressa uma ação que não condiz com o fundamento da moralidade. Mas uma ação praticada por dever exige que a vontade seja determinada por princípios puramente formais...

Implicações éticas da filosofia de liberdade em “O conceito de angústia” de Sören Kierkegaard

Rocha, Juvenal Dias da
Fonte: Universidade Federal de Uberlândia Publicador: Universidade Federal de Uberlândia
Tipo: Dissertação
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Esta é uma investigação na qual se descrevem as implicações éticas da filosofia da liberdade em Kierkegaard como liberdade de crer, pensar, agir e se expressar livremente de acordo com sua consciência, em sua cosmovisão ético-filosófica. Reflete sobre a condição humana e como a angústia do existir afeta ou explica o ser livre, que vive em comunidade, compartilhando espaços comuns, mas tendo que divergir em crenças, princípios, interesses, política, filosofia e objetivos de vida. A finalidade (τελοs) desta inquietação é evitar o radicalismo expressado, principalmente, no atual mau uso do termo “discriminação” (δοκικαζω) e contribuir para o estabelecimento de uma liberdade de expressão plena. Kierkegaard é considerado o pai do existencialismo e, em todas as suas obras, proferiu a angústia do ser humano face à conquista da liberdade. O trabalho tem como ponto de partida a obra O Conceito de Angústia e, como fundamento filosófico, o existencialismo cristão, em que se trabalha a queda do homem e a angústia gerada pela constante busca de reconciliação, que Kierkegaard chama de “salto da fé”. Sua filosofia de liberdade parte da ideia de que a existência de um homem se desenvolve ao longo de sua vida e baseia-se no conceito de desespero implicado pelo pecado mortal implícito nas Escrituras...

O conceito de liberdade em o ser e o nada de Jean-Paul Sartre

Silva, Paulo Cesar Gondim da
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Filosofia; Metafísica Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Filosofia; Metafísica
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
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This dissertation aims to address the concept of freedom from the perspective of the French philosopher Jean-Paul Sartre with reference to the main work Being and Nothingness. After presenting the concept of freedom we will try to show that it is related to the notion of responsibility, which will lead, ultimately, to define the Sartrean philosophy as a philosophy of action. In the first chapter we will present in passing the phenomenology of Edmund Husserl, philosopher from which Sartre will develop his concept of freedom. The Husserlian notion of consciousness (intentionality) is the way to develop his analysis of Sartre phenomenon of being. From this analysis Sartre submits their concepts of being in-itself and being for-itself. Being initself is defined as the things of the world devoid of consciousness, are the things that surround us. The In-itself has as its main brand positivity: it is what it is, is all that can be said about him. In turn being For-itself is the very being of man, which differs radically from the In-itself. The For-itself has as its main intentionality, ie, its ability to project outside itself in existence. That's when Sartre shows that this type of being realizes its existence on the basis of a constant nihilation. Here comes the notion of anything. Among the relations of the For-itself with the surrounding world stands a very special: relationship between consciousnesses. It is when we discuss the issue of another. Intersubjectivity...

A liberdade em Hegel e seus desafios

Pereira, Luiza Andriolo da Rocha Tavares
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Dissertação de Mestrado
PORTUGUêS
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Questões acerca da liberdade em termos hegelianos necessitam ser esclarecidas, ou, ao menos, estudadas com maior afinco para que se possa melhor compreendê-las. Neste intuito, cabe a este estudo aproximar-se do que significa, de fato, a noção de liberdade em Hegel, recorrendo para tanto a obras como a Filosofia do Direito e a Filosofia da História, as quais são capazes de dar conta deste verdadeiro impasse hermenêutico sobre a noção, e mesmo sobre a existência de liberdade. Desta forma, assuntos de tal modo relevantes na filosofia hegeliana, tais como a necessidade e a contingência, a interpretação necessitária de seu sistema como um todo - a qual se opta por evitar neste estudo -, a questão do livre arbítrio e da eticidade, por exemplo, possuem estreita relação com o tema da liberdade em si. As democracias atuais, por sua vez, começam a repensar o papel da liberdade, e é necessário fazer uma reflexão neste sentido. Eis a atualidade da filosofia hegeliana. A igualdade surge então como um dos maiores desafios de nosso tempo, o qual implica também na abordagem dos próprios limites da liberdade. Até que ponto a igualdade vem a limitar uma liberdade já garantida? Em que medida a igualdade se opõe aos direitos liberais...

REVOLUÇÕES AMERICANA E FRANCESA: LUTA POR LIBERDADE OU LIBERTAÇÃO?; AMERICAN AND FRENCH REVOLUTIONS: A FIGHT FOR LIBERTY OR LIBERATION?

Müller, Maria Cristina
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 03/07/2014 POR
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Objetiva-se compreender a diferença entre os conceitos de liberdade e libertação a partir da análise empreendida por Hannah Arendt na obra Da Revolução acerca das Revoluções Americana e Francesa. A partir de tal diferenciação buscar-se-á resgatar o legado das Revoluções Americana e Francesa e o sentido da política para o mundo contemporânea. Para Arendt, os homens das Revoluções Americana e Francesa foram lançados na atividade pública por seus atos de libertação; aos poucos, construíram o espaço da liberdade e, ao mesmo tempo, se prepararam e tomaram gosto pela ação. Desse modo, a novidade que a revolução trouxe a esses homens foi justamente a experiência, a eles estranha, de serem livres e de poderem iniciar algo novo no mundo público. Assim, a relevância das Revoluções Americana e Francesa está alicerçada na ideia de liberdade e não apenas na conquista de direitos civis – direito de se reunir e peticionar e direito à locomoção. Arendt assevera que somente é possível falar de revolução quando a ideia de liberdade – o pathos de novidade – estiver presente unida à ideia de mudança, isso é, de um novo princípio que dê origem a um novo corpo político. A ideia de liberdade pode confundir-se com a ideia de libertação de qualquer forma de tutela; no entanto...