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Representações hierárquicas de vocábulos de línguas indígenas brasileiras: modelos baseados em mistura de Gaussianas; Hierarchical representations of words of brazilian indigenous languages: models based on Gaussian mixture

Sepúlveda Torres, Lianet
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 08/12/2010 PT
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Apesar da ampla diversidade de línguas indígenas no Brasil, poucas pesquisas estudam estas línguas e suas relações. Inúmeros esforços têm sido dedicados a procurar similaridades entre as palavras das línguas indígenas e classificá-las em famílias de línguas. Seguindo a classificação mais aceita das línguas indígenas do Brasil, esta pesquisa propõe comparar palavras de 10 línguas indígenas brasileiras. Para isso, considera-se que estas palavras são sinais de fala e estima-se a função de distribuição de probabilidade (PDF) de cada palavra, usando um modelo de mistura de gaussianas (GMM). A PDF foi considerada um modelo para representar as palavras. Os modelos foram comparados utilizando medidas de distância para construir estruturas hierárquicas que evidenciaram possíveis relações entre as palavras. Seguindo esta linha, a hipótese levantada nesta pesquisa é que as PDFs baseadas em GMM conseguem caracterizar as palavras das línguas indígenas, permitindo o emprego de medidas de distância entre elas para estabelecer relações entre as palavras, de forma que tais relações confirmem algumas das classificações. Os parâmetros do GMM foram calculados utilizando o algoritmo Maximização da Expectância (em inglês...

Acessibilidade semântica nas construções relativas em línguas indígenas brasileiras: um estudo tipológico-funcional

Oliveira, Gabriela Maria de
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: 220 f. : il. color.
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); Pós-graduação em Estudos Linguísticos - IBILCE; O objetivo deste trabalho é investigar a atuação de restrições de ordem semântica ao lado das de ordem sintática para a determinação do processo de formação de orações relativas, em busca de evidências que confirmem a revisão da Hierarquia de Acessibilidade (HA) de Keenan e Comrie (1977) proposta por Dik (1997). As críticas à HA de Keenan e Comrie (1977) dizem respeito tanto a razões empíricas – pelo fato de que em algumas línguas não há nenhuma forma de se construir orações relativas; quanto a razões teóricas – pelo fato de as funções sintáticas não serem relevantes para todas as línguas do mundo. O corpus deste trabalho é composto por 30 línguas indígenas brasileiras e conta com descrições previamente feitas, como gramáticas, teses e outros tipos de manuais descritivos. Os dados coletados por este trabalho confirmam a hipótese de que é necessária uma revisão da HA. As lacunas na HA dizem respeito, principalmente, à função de Objeto Indireto. Para várias das línguas investigadas, essa função sintática não está acessível à relativização, mas outras funções...

Estratégias de relativização e construções alternativas nas línguas indígenas do Brasil

Oliveira, Gabriela; Camacho, Roberto Gomes
Fonte: Cultura Acadêmica Publicador: Cultura Acadêmica
Tipo: Livro
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Este estudo tem como base o trabalho sobre a tipologia linguística desenvolvida pelos linguistas Edward L. Keenan e Bernard Comrie, formuladores de estratégias de formação da oração relativa e da Hierarquia de Acessibilidade. Em suas análises, os autores buscam evidências que confirmem a proposta de revisão feita pelo linguista Simon Cornelis Dik à Hierarquia de Acessibilidade. Na obra, eles salientam que uma pesquisa de base tipológico-funcional não se pode fiar em critérios puramente morfossintáticos e procuram determinar em que medida as funções semânticas têm influência na construção de orações relativas. Apesar de se dedicar ao estudo de línguas indígenas, esta obra não é voltada para a Linguística Indígena, uma vez que seu foco principal é a caracterização tipológico-funcional da oração relativa. No entanto, os autores optaram por tomar como base de dados da análise as línguas indígenas brasileiras pelo fato de haver poucos estudos tipológicos dedicados a elas. Dessa forma, acreditam poder contribuir também para o desenvolvimento da linguística aplicada às línguas nativas do país

O campo lexical da cosmologia em dicionários de línguas indígenas brasileiras

Fernandes, Dacyo Cavalcante
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
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A presente monografia consiste em um estudo metalexicográfico realizado sobre dois dicionários bilíngues de línguas indígenas brasileiras, analisados através do filtro temático da cosmologia, isto é, com enfoque nos lexemas que exprimem os conhecimentos indígenas acerca do céu, dos fenômenos naturais e dos elementos sociológicos associados. O levantamento dos dados lexicais serviu como base para a elaboração de um banco de dados de valioso emprego para futuros estudos, tanto no campo da lexicografia como no da cosmologia e etnografia

Uma interface da documentação linguística e modelos lexicográficos para línguas indígenas brasileiras : uma proposta para o Suruí-Aikewára

Lopes, Jorge Domingues
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Tese
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Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras da Universidade de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2014.; A presente tese investiga aspectos fonológicos, morfossintáticos e lexicais da língua indígena Suruí do Tocantins (Mudjetíre, Suruí do Pará, Aikewára) do sub-ramo IV, da família linguística Tupí-Guaraní, tronco Tupí, falada pelo povo Aikewára, os quais vivem na T.I. Tuwa Apekuokawera, localizada próximo à região do Bico do Papagaio, no sudeste do estado do Pará. A tese considera também informações socio-históricos e culturais desse povo, os quais junto com os dados linguísticos são fundamentais para a construção de obras lexicográficas baseadas na língua-cultura de um povo. Foi realizada primeiramente uma pesquisa bibliográfica dos trabalhos linguísticos e antropológicos sobre a língua e o povo Suruí, e, em seguida, uma nova pesquisa bibliográfica permitiu a identificação de grande parte das obras lexicográficas de todas as línguas indígenas brasileiras dos últimos cinco séculos, o que contribuiu, sobremaneira, para a identificação dos diferentes padrões de macro e microestruturas já utilizadas no Âmbito dessas línguas. Uma vez coligidos e analisados esses dados...

Comparação de aspectos da gramática em línguas indígenas brasileiras

MAIA,Marcus; FRANCHETTO,Bruna; LEITE,Yonne de Freitas; SOARES,Marília Facó; VIEIRA,Marcia Damaso
Fonte: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP Publicador: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/1998 PT
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Este artigo compara um conjunto de fenômenos interrelacionados cencernentes à interface sintexe/morfologia em quatro línguas indígenas brasileiras: Kuikúro (família Karib). Mbyá Guarani (família Tupi-guarani), Karajá (tronco Macro-Jê) e Tikuna (isolada). Discute-se, inicialmente a linearização da ordem SOV, predominante nessas línguas, com base em Chomsky (1993) e Kayne (1993). Examinam-se, em seguida, construções com clíticos e auxiliares e discute-se o conjunto de categorias funcionais componentes da estrutura frasal, a fim de fornecer um quadro comparativo da estrutura da oração nas quatro língüas.

A estrutura da oração em línguas indígenas brasileiras

MAIA,Marcus; FRANCHETTO,Bruna; LEITE,Yonne de Freitas; SOARES,Marília Facó; VIEIRA,Marcia Damaso
Fonte: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP Publicador: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/02/1999 PT
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Compara-se neste artigo um conjunto de fatos relacionados a interface sintaxe/morfologia em quatro línguas indígenas brasileiras, a saber, Kuikuro, Guarani, Karaja e Tikuna. Investiga-se o papel das categorias funcionais na derivação da estrutura básica da oração nessas línguas. Discutem-se os problemas que se colocam para a linearização da ordem SOV, propondo-se análises alternativas.

A linguística histórica das línguas indígenas do Brasil, por Aryon Dall’igna Rodrigues: perspectivas, modelos teóricos e achados

CABRAL,Ana Suelly Arruda Câmara; MARTINS,Andérbio Márcio Silva; SILVA,Beatriz Carretta Corrêa da; OLIVEIRA,Sanderson Castro Soares de
Fonte: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP Publicador: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2014 PT
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O presente estudo destaca da produção do linguista Aryon Dall’Igna Rodrigues um dos temas que mais marcaram a sua contribuição ao estudo científico das línguas indígenas brasileiras, a pré-história das línguas Tupí. Discorreremos sobre alguns dos problemas de análise histórico-comparativa, para os quais Rodrigues desenvolveu soluções, fundamentando diagnósticos de graus de relações genéticas entre línguas, a reconstrução de partes dos sistemas linguísticos de línguas individuais e de conjuntos de línguas e, ainda, contribuindo para o desenvolvimento de modelos analíticos que descrevem a natureza e direções das mudanças ocorridas ao longo da história das línguas; consolidando, no âmbito das línguas nativas do Brasil, a funcionalidade de teorias e métodos de estudo comparativo.

Fonologia segmental do lakondê (Família Nambikwára)

Braga, Ana Gabriela Modesto; Lima, Stella Virgínia Telles de Araújo Pereira (Orientadora)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Dissertação
BR
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Embora seja considerado um país monolíngüe, subsistem no Brasil atualmente cerca de 180 línguas indígenas, a maior parte delas contando já com poucos falantes, haja vista a necessidade de comunicação com falantes da língua de maior prestígio social: o português. Dentre as línguas ameaçadas de extinção, destacamos neste trabalho a língua Lakondê, da família lingüística Nambikwára, que se encontra numa situação extrema: há apenas uma falante, a qual já se encontra em idade avançada. O nosso estudo tem como objetivo descrever e analisar a fonologia segmental da língua Lakondê, contribuindo, dessa forma, com o registro e a preservação das línguas indígenas brasileiras, em especial, as línguas da família Nambikwára. O corpus utilizado na pesquisa foi coletado in loco no ano de 2001, junto à última falante, moradora da cidade Vilhena-RO, pela pesquisadora Stella Telles. Os dados utilizados constam de palavras e frases do universo da informante, elicitadas pela pesquisadora. Para a identificação dos fonemas foram utilizados os procedimentos de descoberta da Fonologia Estruturalista (Hyman, 1975; Cagliari, 2002). Para a análise da estrutura silábica e dos processos fonológicos, tomamos como base teórica os pressupostos da Fonologia Não-Linear...

Diversidade linguística brasileira, as línguas páno e suas características ergativas

Abreu, Paulo Sérgio Reis de
Fonte: Universidade Federal de Goiás; Brasil; UFG; Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL); Faculdade de Letras - FL (RG) Publicador: Universidade Federal de Goiás; Brasil; UFG; Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL); Faculdade de Letras - FL (RG)
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
POR
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This work focuses on Brazilian linguistic diversity and, within it, the Páno family, from which was pointed out, under the grammatical point of view, the operation of the case systems. The study consists of an introduction, three chapters, a conclusion, bibliography and three appendices. Chapter 1 brings historical information on the linguistic diversity in Brazil at the time of the Portuguese incursion, the present situation of our languages, the methods for linguistic classification and its application on the Brazilian indigenous languages, and also aims at pointing out the importance of the descriptive linguistic studies of our autochthonous languages. Chapter 2 deals specifically with the Páno family, with the history of how the region where it is situated in South-West Amazonia was populated, with the various Páno people situated in Brazil, with classificatory efforts, with studies already carried out by Brazilian researchers, and also searches for establishing a vision of the genetic relationships between those different languages. The chapter 3 brings theoretical information on the study of ergativity, based on Dixon (1994), as well as an analysis of this grammatical phenomenon carried out by Lyons (1968). Afterwards...

O panorama lingüístico brasileiro: a coexistência de línguas minoritárias com o português; Título em inglês

Ferraz, Aderlande Pereira
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 02/06/2007 POR
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56.4%
Este trabalho apresenta, de forma resumida, uma revisão do panorama lingüístico no Brasil, numa abordagem que discute a situação das línguas minoritárias brasileiras. Especial atençãoé dada ao seu desenvolvimento ao longo do tempo. Procura mostrar também o estado atual das línguas indígenas e das línguas dos imigrantes em território brasileiro. Por fim, é feita aqui uma reflexão sobre a diversidade lingüística no Brasil.; This paper constitutes a summarized presentation of an overview of the linguistic panorama in Brazil, based on a discussion of the situation of minority languages, special attention being dedicated to its development in the course of time. We also explain the present state of indigenous languages and of the language of immigrants in Brazil. Finally, we discuss linguistic diversity in present-day Brazil.

O desenvolvimento histórico da interpretação de línguas indígenas brasileiras e o seu papel no contexto atual; Historical Development of the Interpretation of Brazilian Indigenous Languages and its Role in the Current Context

Pinheiro, Maíra Monteiro
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 15/10/2014 POR
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96.68%
Este artigo investiga o desenvolvimento histórico da interpretação de línguas indígenas brasileiras por meio das relações interculturais no país e o seu papel no contexto atual. A metodologia usada é a revisão da literatura, com um estudo de caso de abordagem instrumental incluído como exemplo. Diferentes dimensões do problema são investigadas, com base na história da tradução oral no Brasil (WYLER 2003), na trajetória das línguas na Amazônia brasileira (FREIRE 2003), nos modelos de interpretação na dimensão antropológica (PÖCHHAKER 2002 e CRONIN 2002) e, finalmente, em tradução, globalização e línguas minoritárias (CRONIN 2003). De acordo com a análise dos dados, ainda hoje a interpretação é relevante para essas comunidades. Este estudo, portanto, teoriza sobre as especificidades da interpretação comunitária para línguas indígenas minoritárias e sua necessidade no mundo globalizado.; This article investigates the historical development of the interpretation of Brazilian indigenous languages through the intercultural relations in the country and its role in the current context. The methodology used is literature review, and one case study with an instrumental approach was included as an example. Different aspects of the problem are investigated...

Os núcleos aplicativos e as línguas indígenas brasileiras

Vieira, Marcia Maria Damaso
Fonte: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais Publicador: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Avaliado pelos pares Formato: application/pdf
Publicado em 30/06/2010 POR
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Neste trabalho, investigamos a ocorrência de construções aplicativasem três línguas indígenas brasileiras: Paumari (família Arawá),Guarani e Tupinambá (família Tupi-Guarani). À luz da tipologia dePylkkänen (2000, 2002) para os núcleos aplicativos, identificamosdois tipos de estruturas aplicativas nas línguas observadas: (i) aquelasque só ocorrem com verbos intransitivos e que liberam objetos compapéis temáticos variados (fonte, comitativo, instrumento, etc.)(Aplicativas Altas); e (ii) as que só se manifestam com verbostransitivos e introduzem objetos com papéis temáticos específicos:fonte ou alvo / benefactivo (Aplicativas Baixas). Através dessatipologia, foi possível identificar dois tipos de construções aplicativasem Tupi-Guarani, ainda não reconhecidos por outros investigadoresdessas línguas, a saber: as causativas comitativas e as estruturascom ascensão do possuidor (Possessor Stranding).

Classificadores nominais em três línguas indígenas da Amazônia brasileira: ampliando tipologias

Cabral, Ana Suelly Arruda Câmara; Univerisidade de Brasília; Kalapalo, Kaman; Universidade de Brasília; Awetí, Makaulaka Mehinaku; Universidade de Brasília; Oliveira, Sanderson Castro Soares de; Universidade de Brasília; Suruí, Uraan
Fonte: Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas Publicador: Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Peer-reviewed Article; Avaliado por Pares Formato: application/pdf
Publicado em 21/02/2015 POR
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Descrevemos três sistemas de classificação nominal presentes em três línguas indígenas brasileiras – Mehináku (família Aruák), Nahukwá-Kalapálo (família Karíb), e Suruí (falada pelos Paitér éy) (família Mondé, tronco Tupí). Com exceção do sistema de classificadores da língua Mehináku, do qual Mori (2005, 2007, 2012) descreveu alguns aspectos, os outros dois sistemas são aqui descritos pela primeira vez e juntos evidenciam singularidades de sistemas de classificação nominal ainda não considerados em estudos descritivos, históricos ou tipológicos sobre línguas Tupí e Karíb.

Aryon Dall’Igna Rodrigues, 2010, ‘Tupí, tupinambá, línguas gerais e português do Brasil’. In: Volker Noll e Wolf Dietrich (orgs.), O português e o tupí no Brasil. São Paulo: Contexto:27-47.

Lopes, Jorge Domingues; Universidade de Brasília
Fonte: Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas Publicador: Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 18/04/2013 POR
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O artigo “Tupí, tupinambá, línguas gerais e português do Brasil”, deAryon D. Rodrigues, professor aposentado da Universidade de Campinas,professor Emérito da UnB e um dos mais importantes pesquisadoresdas línguas indígenas brasileiras, busca contextualizar linguística ehistoricamente os termos tupí e tupinambá, a fim de estabelecer os limitesexatos de seu uso, além de traçar os laços entre essas línguas e as línguasgerais e o português do Brasil.

O PARÂMETRO "AGREGAÇÃO DE VOICE" E AS FUNÇÕES DE V-ZINHO EM QUATRO LÍNGUAS INDÍGENAS BRASILEIRAS

Camargos,Quesler Fagundes
Fonte: Lingüística Publicador: Lingüística
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/11/2015 PT
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O objetivo deste artigo é apresentar e discutir, com base em algumas línguas indígenas brasileiras, as principais funções gramaticais atribuídas ao vP. A partir da cisão de v-zinho em outras duas projeções independentes, VoiceP e vPcause (cf. Pylkkänen 2002, 2008), as funções originalmente atribuídas ao vP foram divididas entre essas duas novas projeções. Com base principalmente no japonês e no finlandês, essa autora propôs o parâmetro "Agregação de Voice", segundo o qual (i) algumas línguas projetam VoiceP e vPcause de forma sincrética e (ii) outras línguas projetam VoiceP e vPcause de forma cindida. Neste trabalho, pretendo investigar quais implicações que as línguas Kuikuro (Karib), Wari’ (Txapakura), Paresi-Haliti (Arawak) e Tenetehára (Tupí-Guaraní) trazem para a hipótese de Pylkkänen (2002, 2008). Para isso, serão discutidas construções que envolvem passivização, aplicativização, causativização, intransitivização, anticausativização, nominalização e marcação de Caso abstrato

Línguas Indígenas Brasileiras: O novo campo de provas dos universais linguísticos

Gomes, Ana Quadros
Fonte: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas Publicador: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 07/01/2015 POR
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The aim of this paper is to point out the new centrality of Brazilian languages. Formal studies of Indigenous languages are moving forward linguistics theories. The insertion of those languages in universal models is changing the view of natural languages. Three Brazilian cases stand out: (i) Pirahã, which is the star of a debate about recursivity; (ii) Karajá, which has been subject of sophisticated psycholinguistics experiments; and (iii) Karitiana, which has received semantics analysis, the ulitmate level of grammar anlysis a laanguage may receive.O objetivo deste artigo é apontar a centralidade que as línguas indígenas brasileiras estão alcançando. O estudo científico das línguas indígenas está impulsionando a linguística teórica. A integração dessas línguas aos modelos universais tem levado a revisões nas teorias sobre as línguas naturais. No Brasil, três casos sobressaem: Pirahã, pelo debate sobre a recursividade; Karajá, por ser alvo de sofisticados experimentos psicolinguísticos; e Karitiana, por ter chegado à análise semântica, o último nível de análise gramatical que se pode obter.

Numerals in Juruna

Fargetti, Cristina Martins; Sumaio, Priscilla Alyne
Fonte: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas Publicador: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 07/09/2015 POR
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Apresentamos uma reanálise dos numerais da língua juruna, trazendo dados novos em relação ao trabalho anterior (Fargetti 2007), também comparados a dados de registros escritos anteriores da língua. Discutimos brevemente o conhecimento atual sobre sistemas numéricos de línguas indígenas brasileiras, os fatores que levariam a sua grande diferenciação, e as possibilidades conhecidas de expansões.Palavras-Chave: Sistemas numéricos; Juruna; Línguas indígenas brasileiras.We present a reanalysis of Juruna numerals, bringing new data on the previous work (Fargetti, 2007), also compared to data from previous written records of the language. We briefly discuss the current knowledge of numeral systems of Brazilian indigenous languages, the factors that lead to their great differentiation, and the known possibilities for expansion.Keywords: Numeral systems; Juruna; Brazilian indigenous languages.

Padrões de alinhamento morfossintáticos em Akwe?-Xerente (Jê)

Sousa Filho, Sinval Martins
Fonte: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas Publicador: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 05/07/2011 POR
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Neste texto, objetiva-se apresentar os padrões de alinhamento morfossintáticos da língua Akwe)-Xerente (Jê), a qual é falada por 3.100 indígenas que vivem em duas áreas indígenas situadas na cidade de Tocantínia - TO.  A partir de estudos tipológico-funcionais sobre padrões de alinhamento (Comrie, 1976, 1981, 1985 e 1989) e de estudos do tema em línguas indígenas brasileiras (Alves, 2004, Cabral et alli, 2004 e Grannier, 2002), são descritos e analisados os casos gramaticais relacionados ao sujeito e ao objeto, a saber: casos nominativo, absolutivo, ergativo e partitivo. São colocados em evidência dois padrões de alinhamento em Xerente, o nominativo-absolutivo e o ergativo-absolutivo. Em Xerente, quando os sujeitos de verbos intransitivos estão alinhados duplamente, por um lado como sujeito de verbos transitivos e, por outro, como objetos de verbos transitivos, a língua opera com o sistema nominativo-absolutivo. Já o caso ergativo-absolutivo é resultado de uma modificação circunstancial na sentença que faz com que o sujeito intransitivo (S) seja tratado como o objeto direto (O) e diferente do Sujeito transitivo (A) (cf Dixon, 1979 e 1994 e Valin Jr, 2001). Assim, procura-se demonstrar como ocorre a cisão entre os alinhamentos nominativo-absolutivo e ergativo-absolutivo na referida língua.

Orality spreading in Pirahã

Sandalo, Filomena; Abaurre, Maria Bernadete
Fonte: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas Publicador: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 10/07/2010 POR
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ABSTRACT In this paper we discuss orality and nasality in some Brazilian Indian languages. Based mainly in data from Pirahã we question the universality of the raised position of the velum in the neutral position as proposed in Chomsky & Halle (1968), and propose that languages can be typologically distinguished by the number of obstruents in their inventories: those that have a great number of obstruents exhibit nasalization processes, whereas those that have a great number of sonorants, as is the case of Pirahã, exhibit oralization processes.KEYWORDS: Nasalization; Oralization; Neutral position; Phonological systems. RESUMO Neste trabalho, discutimos oralidade e nasalidade em algumas línguas indígenas brasileiras. Tomando por base dados principalmente do pirahã, questionamos o caráter universal da posição elevada do véu palatino, conforme proposto por Chomsky & Halle (1968), para a posição neutra de articulação. Propomos que as línguas podem ser tipologicamente diferenciadas pelo número de obstruintes que têm em seus inventários: aquelas com um número grande de obstruintes exibem processos de nasalização, enquanto outras, como o pirahã, com um grande número de sonorantes exibem processos de oralização.PALAVRAS-CHAVE: Nasalização; Oralização; Posição neutra de articulação.