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Descrição preliminar de aspectos da fonologia e da morfologia do lembaama; Preliminary description of the phonological and morphological aspects of the lembaama

Okoudowa, Bruno
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 16/09/2005 PT
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26.69%
Este trabalho propõe uma análise preliminar de aspectos da fonologia e da morfologia da língua lembaama2, que pertence ao subgrupo banto, B.62 (Guthrie, 1971), do grupo Benuê- Congo, phylum Niger-Congo. Como esta língua não apresenta ainda nenhum estudo deste gênero, espera-se que esta primeira análise possibilite estudos posteriores mais aprofundados neste e em outros campos lingüísticos. A análise fonológica revelou de um lado, a existência de consoantes palatalizadas, labializadas, pré-nasalizadas, e pré-nasalizadas-palatalizadas, de outro, mostrou a existência de vogais longas. A análise de processos fonológicos demonstrou que a nasalidade é uma propriedade das consoantes que se transmite às vogais adjacentes aos segmentos nasais. Quanto à análise nominal, ela definiu a composição dos nomes da seguinte maneira: Prefixo Nominal (PN) + raiz, e os classificou em 12 classes. Foram também identificados em lembaama fenômenos fonológicos como a semivocalização, o alongamento vocálico, o apagamento vocálico, a variação livre e a palatalização que servem para evitar a ditongação e manter a estrutura CV desta língua. A análise dos tons evidenciou dois tons pontuais: um alto [´] e um baixo [`] e uma regra de apagamento do primeiro tom quando dois tons se encontram.; This work proposes a preliminary analysis of the phonological and morphological aspects of the lembaama language (B62) according to Guthrie (1971). This language is officially called obamba in Gabon. Lembaama is a Bantu language...

Morfologia verbal do Lembaama; Morphology of lembaama verbal system

Okoudowa, Bruno
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 17/08/2010 PT
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47.41%
Este trabalho propõe a análise da morfologia verbal do lembaama, que é uma língua do subgrupo banto (da floresta), B.62 (Guthrie, 1971), do grupo Benuê-Congo, do tronco Nigero-congolês. Como esta língua não apresenta nenhum estudo deste gênero, espera-se que esta primeira análise possibilite estudos posteriores neste e em outros campos linguísticos. A análise morfológica dos verbos revelou, primeiramente, que a estrutura verbal dessa língua é composta dos seguintes elementos: sujeito, índice do sujeito, negação1, marca de Tempo, raiz do verbo, extensão, vogal final ou marca de Aspecto, objeto(s) ou índice do objeto, negação2 que se seguem numa ordem fixa na oração. Constatamos que o índice do objeto, que é geralmente anteposto à raiz do verbo na maioria das línguas bantas, é posposto ao verbo em lembaama. A negação, por sua vez, é representada pelo morfema descontínuo composto por dois elementos: ka- (negação1) e -ní (negação2). Sendo que na estrutura verbal, ka- aparece depois do índice do sujeito (à esquerda da raiz do verbo) e -ni aparece depois do índice do objeto (à direita da raiz do verbo), é o último elemento da estrutura do verbo. Ao estudar a derivação verbal em lembaama, constatamos que a estrutura das extensões desta língua difere daquela encontrada nas outras línguas bantas pelo fato do lembaama ter acrescentado à estrutura -VC- preexistente no protobanto...

Domínios conceituais das construções locativas, existenciais, comitativas e possessivas em línguas bantas; Conceptual domains of locative, existential, comitative and possessive constructions in Bantu languages

Araújo, Paulo Jeferson Pilar
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 18/06/2013 PT
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Esta tese se concentra sobre os debates referentes à relação entre as construções locativas, existenciais e possessivas nas línguas do mundo, dando especial atenção para o caso particular das línguas bantas, para as quais o entendimento mais completo da relação entre aquelas construções só se dá se o domínio conceitual do comitativo for levado em conta. A tese se desenvolve na linha de três grandes questionamentos, que constituem três partes. A primeira se ocupa de questões referentes ao trabalho de campo ou o campo da pesquisa, o da descrição de línguas africanas no Brasil, nesse caso, o de uma linguística africana na Diáspora. São apresentados os principais aspectos gramaticais das línguas do estudo, com ênfase das línguas bantas das zonas H, K e R, englobando assim todo o território de Angola. A segunda parte trata das questões teóricas, apresentando as diversas propostas que almejaram analisar as construções possessivas e outras a elas relacionadas, sendo classificadas em duas: (i) as propostas localistas, para as quais o domínio de possessivos e existenciais são em última instância locativos; e (ii) as propostas não localistas, que buscaram identificar outros fatores na relação de possessivos e as demais construções. Apresentam-se também os questionamentos epistemológicos seguindo as reflexões de um anarquismo epistemológico em linguística. Partindo dos pressupostos da Gramática Cognitiva...

África Banta na região diamantina: uma proposta de análise etimológica; Bantu Africa in the diamond-mining region: a proposal for etymological study

Simões, Everton Machado
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 10/03/2014 PT
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37.31%
Este trabalho constitui uma pesquisa sobre o léxico de origem africana presente em falares da região diamantina de Minas Gerais. Estão aqui reunidos os léxicos de diferentes pesquisas sobre a região, além dos resultados recentes de nossa investigação, realizada em quatro comunidades remanescentes de quilombo: Ausente e Baú, no distrito de Milho Verde, Serro; Espinho, no município de Gouveia; e, Quartel do Indaiá, no distrito de São João da Chapada, Diamantina. O objetivo principal deste estudo é apresentar uma investigação etimológica dos itens lexicais coletados, procurando fazer um estudo histórico e linguístico da realidade observada. A partir de orientações para o trabalho etimológico de Viaro (2011), procuramos consultar as fontes de registro mais antigas de línguas africanas que pudessem estar relacionadas ao léxico da região. Esses registros são constituídos, principalmente, de dicionários de línguas africanas e alguns estudos históricos e linguísticos sobre as comunidades mineiras investigadas. O estudo realizado permite afirmar que o sistema de escravidão na região diamantina, o tráfico mais recente partindo do porto de Benguela e a proximidade lexical das línguas do grupo banto preservaram por um período uma língua africana de características bantas. Não se pode identificar com certeza qual seria essa língua...

Variação lexical e sintática na produção escrita formal do português em Moçambique

Saguate, Artinésio Widnesse
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: 131 f. : il.
POR
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Pós-graduação em Estudos Linguísticos - IBILCE; Este trabalho tem como objetivo geral trazer uma reflexão sobre a variação do português em Moçambique. O trabalho busca identificar, de forma específica, - através de um conjunto de recursos lexicais e de construções sintáticas -, motivações linguísticas e extralinguísticas da variação do português escrito por estudantes universitários em Moçambique. O corpus considerado para a análise foi coletado pela Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique, entre 2002 e 2003. Esse corpus comporta 60 textos, constituídos por cerca de 31.000 palavras, e foi produzido por 60 estudantes que frequentavam cursos de ciências da linguagem. Vale mencionar que Moçambique é um país caracterizado por uma situação de multilinguismo. Em função da colonização portuguesa, o País instituiu o português de norma padrão europeia como língua oficial. Apesar de o corpus apresentar diferentes marcas divergentes dessa norma, nossa análise se limita a fenômenos de empréstimos e de neologismos (em nível lexical), e a fenômenos de concordância nominal e de concordância verbal (em nível sintático). Da análise feita, constatou-se a transposição de itens lexicais das línguas bantas para o português...

Processos de enriquecimento do léxico do português de Moçambique

Sengo, Alice Graça Samuel
Fonte: Porto : [Edição do Autor] Publicador: Porto : [Edição do Autor]
Tipo: Dissertação
POR
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A presente pesquisa tem como objecto de estudo o léxico do Português de Moçambique. O objectivo é estudar os processos de expansão do léxico do Português cre Moçambique, com base em três dicionários de moçambicanismos de Cabral (1972), Lopes et aI. (2002) e Dias (2002). Optámos pela pesquisa bibliográfica como metodologia e como principal ponto de partida para a investigação. A hipótese de pesquisa que norteou o nosso estudo é a de que a derivação e o empréstimo das línguas moçambicanas de origem Bantu constituem os processos mais produtivos na formação de palavras no Português de Moçambique. O quadro teórico de referência para o estudo do léxico baseou-se nos estudos de Vilela (1979) e Genouvrier e Peytard (1973) para a Lexicologia; Cunha & Cintra (1984) e Bechara (1999) sobre os Processos de Formação de Palavras; Vilela (1994) sobre os Empréstimos e Carvalho (1983) sobre os Neologismos. Os resultados do estudo possibilitaram concluir que: a) os neologismos predominantes constituem empréstimos das línguas moçambicanas de origem bantu; b) o processo de formação mais produtivo é a derivação; c) no que concerne à grafia dos neologismos, notam-se algumas oscilações no registo de algumas palavras; d) quanto à vitalidade destas palavras...

As construções de duplo objecto em xitshwa:repercurssões em falantes do português língua não materna

Cumbane, Rui Marcelino Matsimbe, 1966-
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Tese de Doutorado
Publicado em //2008 POR
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Tese de doutoramento, Linguística (Linguística Portuguesa), 2009, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras; Em Xitshwa ocorrem construções encabeçadas por um verbo ditransitivo que envolvem dois argumentos DP-objecto - nenhum desses argumentos ser regido de preposição denominam-se construções de duplo objecto. Essas construções, na voz activa, apresentam as seguintes variações estruturais: [DP0 V-0/APL/CAUS DP1 DP2] / [DP0 V-0/APL/CAUS DP2 DP1]. As concomitantes estruturas aplicativas e causativas passivizadas apresentam as seguintes variações estruturais: [SUJ V-Pass DP2 PP]/[SUJ V-Pass DP1 PP]. A estas variáveis sintácticas adicionam-se aquelas que têm a ver com factores semânticos que caracterizam os objectos, nomeadamente, os factores [+/- humano/ animado]. Relativamente a atribuição de Caso aos DPs em enunciados activos, assumimos que o verbo activo do Xitshwa, independentemente da ordem dos objectos atribui Caso dativo ao beneficiário e Caso acusativo ao tema /paciente. Nas construções passivas do Xitshwa, o verbo retém a capacidade de atribuir Caso estrutural a ambos os objectos, sendo que o morfema passivo pode absorver um dos Casos. Assim, o morfema passivo absorve o Caso que seria atribuído ao DP deslocado para a posição de sujeito passivo...

O PAPEL DAS LÍNGUAS AFRICANAS NA EMERGÊNCIA DA GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO[1]

Avelar,Juanito; Galves,Charlotte
Fonte: Lingüística Publicador: Lingüística
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2014 PT
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57.26%
Este artigo traz argumentos favoráveis à hipótese de que as línguas africanas faladas pelos escravos introduzidos no Brasil desempenharam um papel significativo na emergência da gramática do português brasileiro. Explorando um viés teórico mentalista, o estudo se ocupa de paralelismos morfossintáticos entre o português brasileiro e o português africano, bem como entre essas variedades e as línguas bantas, para propor que a aquisição do português como segunda língua pelos africanos produziu mudanças em duas direções: (i) transferência de propriedades sintáticas das suas línguas maternas para o português em formação no Brasil e (ii) reestruturação desencadeada pela dificuldade no aprendizado de marcas gramaticais específicas do português.