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A visão sociolinguística e antropológica das línguas em Luís Polanah

Rodrigues, José Luís Fontenla
Fonte: Edições Universitárias Lusófonas Publicador: Edições Universitárias Lusófonas
Tipo: Artigo de Revista Científica
POR
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56.69%
Neste artigo o autor homenageia Luís Polanah e a sua visão sociolinguística e antropológica em relação às línguas africanas, ao português e ao galego.

Contribuições da língua portuguesa e das línguas africanas quicongo e bini para a constituição do crioulo sãotomense; Contributions of portuguese and african languages Bini and Kongo and the formation of creole spoken in the Democratic Republic of São Tomé and Príncipe

Barretto, Marcus Vinicius Knupp
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 20/02/2009 PT
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57.04%
O objetivo desta dissertação é apresentar e discutir alguns processos fonológicos de adição e subtração de elementos (metaplasmos) na língua sãotomense. Neste trabalho, faremos uma comparação entre as contribuições das línguas portuguesa, quicongo e bini. Entre os séculos XV e XVI, diversas línguas nasceram do contato entre europeus e povos da África, Ásia e América. Chamadas de pidgins e crioulos, essas línguas contam com contribuições linguísticas da língua do povo dominador (língua de superstrato) e com contribuições da(s) língua(s) do(s) povo(s) dominado(s) (língua(s) de substrato). O sãotomense, língua falada atualmente na República de São Tomé e Príncipe, é uma dessas línguas, classificada como crioulo de base portuguesa, e conta com o português seiscentista como língua de superstrato e com línguas africanas, dentre elas o quicongo e o bini como línguas de substrato. Ao longo deste trabalho, analisaremos algumas das influências das línguas de substrato e superstrato na constituição do sãotomense. As contribuições das línguas de superstrato estão, majoritariamente, relacionadas à composição do léxico e as das línguas de substrato na fonologia, morfologia e sintaxe, embora também haja traços inovadores. No caso do sãotomense...

Línguas e linguagens nos candomblés de nação Angola

Barros, Elizabete Umbelino de
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 30/03/2007 PT
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Este trabalho apresenta as línguas e as linguagens utilizadas nos Candomblés de Nação Angola, por meio do estudo de textos orais registrados em duas comunidades particulares e específicas: o Inzó Inquice Mameto Dandaluna Quissimbi Quiamaze (Inzó Dandaluna) e o Centro Religioso e Cultural das Tradições Bantu Ilê Azongá Oni Xangô (Terreiro Loabá). O estudo visa a estabelecer ligações entre a linguagem e a vivência das práticas rituais. Nesse sentido, os textos coletados são situados no contexto de sua enunciação e analisados em sua expressão e conteúdo. Nesses textos foi possível identificar apenas um léxico de origem negro-africana.; This work presents languages used in the Candomblés of Angola nation by a study of oral texts recorded in two particular and specified communities: Inzó Inquice Mameto Dandaluna Quissimbi Quiamaze and Centro Religioso e Cultural das Tradições Bantu Ilê Azongá Oni Xangô. This study aims to establish a link between the language and the factual experience in the practice of these rituals. The collected texts are situated in the context of their statement and are analysed in their expression and their content. Finally, it was possible to identify only a vocabulary of Negro-African origin.

Fonologia segmental e supra-segmental do Quimbundo: variedades de Luanda, Bengo, Quanza Norte e Malange; Segmental and supra-segmental phonology of Kimbundu: Regiolects of Luanda, Bengo, Cuanza Norte and Malange

Xavier, Francisco da Silva
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 16/08/2010 PT
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46.82%
Desde os primeiros trabalhos lingüísticos efetuados sobre o quimbundo, língua banta H20 na classificação de Guthrie (1948), nota-se uma ausência de informações detalhadas e confiáveis a respeito de elementos sua estrutura prosódica e de sua fonologia como um todo. Essa lacuna me instigou a realizar, seguindo o quadro de pesquisas sobre as línguas africanas estabelecido pelo Departamento de Lingüística da Universidade de São Paulo, um estudo descritivo da fonologia segmental e supra-segmental do quimbundo, cujos resultados se organizam nesta tese de doutorado. O presente trabalho, tomando como base de investigação quatro variedades regionais representadas por cinco falantes nativos do quimbundo, abrange, no bojo da descrição lingüística, fenômenos verificáveis na estrutura segmental e prosódica da língua, tais como a harmonia vocálica, alterações de natureza fonética na configuração da estrutura silábica, casos de mudança de timbre vocálico, apagamento de segmentos, direção e extensão do espraiamento de traços consonantais e de tons fonológicos. Finalmente, a observação e a análise do fenômeno de sândi ao nível dos suprasegmentos permitem afirmar que o quimbundo utiliza variações de altura com valor distintivo apenas numa perspectiva paradigmática...

Morfologia verbal do Lembaama; Morphology of lembaama verbal system

Okoudowa, Bruno
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 17/08/2010 PT
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Este trabalho propõe a análise da morfologia verbal do lembaama, que é uma língua do subgrupo banto (da floresta), B.62 (Guthrie, 1971), do grupo Benuê-Congo, do tronco Nigero-congolês. Como esta língua não apresenta nenhum estudo deste gênero, espera-se que esta primeira análise possibilite estudos posteriores neste e em outros campos linguísticos. A análise morfológica dos verbos revelou, primeiramente, que a estrutura verbal dessa língua é composta dos seguintes elementos: sujeito, índice do sujeito, negação1, marca de Tempo, raiz do verbo, extensão, vogal final ou marca de Aspecto, objeto(s) ou índice do objeto, negação2 que se seguem numa ordem fixa na oração. Constatamos que o índice do objeto, que é geralmente anteposto à raiz do verbo na maioria das línguas bantas, é posposto ao verbo em lembaama. A negação, por sua vez, é representada pelo morfema descontínuo composto por dois elementos: ka- (negação1) e -ní (negação2). Sendo que na estrutura verbal, ka- aparece depois do índice do sujeito (à esquerda da raiz do verbo) e -ni aparece depois do índice do objeto (à direita da raiz do verbo), é o último elemento da estrutura do verbo. Ao estudar a derivação verbal em lembaama, constatamos que a estrutura das extensões desta língua difere daquela encontrada nas outras línguas bantas pelo fato do lembaama ter acrescentado à estrutura -VC- preexistente no protobanto...

Domínios conceituais das construções locativas, existenciais, comitativas e possessivas em línguas bantas; Conceptual domains of locative, existential, comitative and possessive constructions in Bantu languages

Araújo, Paulo Jeferson Pilar
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 18/06/2013 PT
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Esta tese se concentra sobre os debates referentes à relação entre as construções locativas, existenciais e possessivas nas línguas do mundo, dando especial atenção para o caso particular das línguas bantas, para as quais o entendimento mais completo da relação entre aquelas construções só se dá se o domínio conceitual do comitativo for levado em conta. A tese se desenvolve na linha de três grandes questionamentos, que constituem três partes. A primeira se ocupa de questões referentes ao trabalho de campo ou o campo da pesquisa, o da descrição de línguas africanas no Brasil, nesse caso, o de uma linguística africana na Diáspora. São apresentados os principais aspectos gramaticais das línguas do estudo, com ênfase das línguas bantas das zonas H, K e R, englobando assim todo o território de Angola. A segunda parte trata das questões teóricas, apresentando as diversas propostas que almejaram analisar as construções possessivas e outras a elas relacionadas, sendo classificadas em duas: (i) as propostas localistas, para as quais o domínio de possessivos e existenciais são em última instância locativos; e (ii) as propostas não localistas, que buscaram identificar outros fatores na relação de possessivos e as demais construções. Apresentam-se também os questionamentos epistemológicos seguindo as reflexões de um anarquismo epistemológico em linguística. Partindo dos pressupostos da Gramática Cognitiva...

África Banta na região diamantina: uma proposta de análise etimológica; Bantu Africa in the diamond-mining region: a proposal for etymological study

Simões, Everton Machado
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 10/03/2014 PT
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47.05%
Este trabalho constitui uma pesquisa sobre o léxico de origem africana presente em falares da região diamantina de Minas Gerais. Estão aqui reunidos os léxicos de diferentes pesquisas sobre a região, além dos resultados recentes de nossa investigação, realizada em quatro comunidades remanescentes de quilombo: Ausente e Baú, no distrito de Milho Verde, Serro; Espinho, no município de Gouveia; e, Quartel do Indaiá, no distrito de São João da Chapada, Diamantina. O objetivo principal deste estudo é apresentar uma investigação etimológica dos itens lexicais coletados, procurando fazer um estudo histórico e linguístico da realidade observada. A partir de orientações para o trabalho etimológico de Viaro (2011), procuramos consultar as fontes de registro mais antigas de línguas africanas que pudessem estar relacionadas ao léxico da região. Esses registros são constituídos, principalmente, de dicionários de línguas africanas e alguns estudos históricos e linguísticos sobre as comunidades mineiras investigadas. O estudo realizado permite afirmar que o sistema de escravidão na região diamantina, o tráfico mais recente partindo do porto de Benguela e a proximidade lexical das línguas do grupo banto preservaram por um período uma língua africana de características bantas. Não se pode identificar com certeza qual seria essa língua...

Línguas africanas e português brasileiro: análise historiográfica de fontes e métodos de estudo no Brasil (sec. XIX-XXI); African languages and Brazilian Portuguese: a historiographical analysis of sources and study methods in Brazil (19th-21st centuries)

Borges, Patricia de Souza
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 09/03/2015 PT
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As relações entre as línguas africanas e o português brasileiro é tema recorrente nos estudos linguísticos produzidos no Brasil, desde o século XIX (cf., por exemplo, Macedo Soares 1942[1874/1891]) e parece estar em evidência no panorama contemporâneo, como o demonstra o número de trabalhos recentemente publicados. Ao analisar a história desta produção linguística, Bonvini (2009) propõe que os trabalhos produzidos podem ser distinguidos em duas tendências: influência e crioulização. Segundo ele, ambas as hipóteses sobre essas relações apresentam deficiências, especialmente quanto a dois aspectos: o tratamento das fontes e a metodologia de estudos empregada. Quanto às fontes, os trabalhos teriam sido formulados sem apoio em dados linguísticos precisos e identificados. Quanto à metodologia, as análises estariam centradas em aspectos léxico-semânticos ou morfossintáticos, níveis que Bonvini julga inadequados para tratar a questão. A partir dessas críticas, cumpre indagar: quais foram as fontes usadas nos trabalhos sobre as relações entre as línguas africanas e o português brasileiro? Toda a produção sobre o tema desenvolveu-se a partir dos mesmos princípios metodológicos? Houve mudanças no tratamento do tema: da hipótese da influência à crioulização? Nosso projeto teve como objetivos mapear e analisar a produção que investigou as relações entre o português brasileiro e as línguas africanas no Brasil e discutir a periodização para a história dessa produção. Tal análise foi baseada no conceito de programa de investigação...

A presença das línguas ameríndias e das línguas africanas no espanhol e no português falado no continente latino americano

Ortíz Alvarez, Maria Luisa
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Artigo de Revista Científica
PT_BR
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O Espanhol e o Português trazidos do Sul da Europa para ambientes tão distantes e tão diferentes dos originários foram colocados sob a influência de uma multiplicidade de fatores começando pelo contato com as línguas indígenas autóctones e mais tarde com as línguas africanas dos negros escravos trazidos para as Américas e para o Caribe. O rigor das análises sobre as variantes americanas da língua espanhola e da língua portuguesa falada no Brasil trouxe resultados que evidenciam o importante papel das línguas indígenas e africanas na composição, principalmente do léxico, da língua espanhola e da língua portuguesa faladas na América Latina. Tanto as pesquisas em Lingüística Aplicada, como os estudos de dialetologia e sociolingüística deram uma enorme contribuição neste sentido. No intuito de descobrir algumas das razões históricas que levaram essas duas línguas a um encontro na Península, primeiro, e além do mar, na América Latina depois, nos dedicamos a pesquisar sobre a história da evolução de ambas, trazendo essa análise até o nosso trabalho para refletir acerca de como tudo isso teve influência no Espanhol e no Português falado nessa região.

Sobre a natureza, expressão formal e escopo da classificação lingüística das entidades na concepção do mundo dos Baníwa; Maye ta Baníwa ita ta museruka ta nheenga rupi maã aikwewa ta ruaki rupi

Melgueiro, Edilson Martins
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
POR
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Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Classicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2009.; Nesta dissertação apresentam-se os resultados de uma investigação lingüística dos classificadores nominais da língua Baníwa do Içana, com o objetivo de contribuir, embora de forma modesta, para o aprofundamento do conhecimento lingüístico desse importante aspecto da gramática dessa língua Aruák. A dissertação fundamentou-se em estudos tipológicos e funcionais desenvolvidos sobre classificadores em línguas de duas regiões do mundo, a África e a Amazônia (Allan 1977; Dixon 1986; Derbyshire e Payne 1990, Grinevald 1999, 2000; Grinevald e Seifart 2005), assim como em línguas específicas da Amazônia (Barnes 1990; Gomez-Imbert 1996, 2006, Stenzel 2004, Chacon 2007, 2008, entre outros). Um dos principais resultados da investigação foi fundamentar, por meio de dados de segunda e de primeira mão, que o sistema de classificação semântico-funcional presente na cultura Baníwa/Kuripáko é um sistema único (e não “misto” ou “múltiplo”), que se manifesta lingüisticamente por meio de morfemas derivacionais, cuja grande maioria é de origem lexical conhecida...

Língua e desenvolvimento: o caso da Guiné-Bissau

Barbosa, José Augusto
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2015 POR
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36.75%
A questão do ensino da língua portuguesa como língua oficial e língua segunda em África tem merecido críticas, ao mesmo tempo que tem sido objeto de estudo, mesas redondas e colóquios em áreas diversas, em especial no âmbito do ensino/aprendizagem de LE/L2 e da sua repercussão na política linguística e na política educativa aí desenvolvida nas últimas décadas. A língua portuguesa na Guiné-Bissau é a única com estatuto de língua oficial, idioma de escolarização e da administração pública. Na verdade, é nessa língua que se processa todo o ensino, desde o ensino básico até ao ensino superior. Sabemos que a educação é um dos eixos estratégicos do desenvolvimento, à qual deve ser atribuído um papel de grande importância. O papel da língua materna na aprendizagem de outras línguas é um dos aspetos que julgo ser particularmente relevante no caso da Guiné-Bissau, tendo em conta a diversidade linguística existente no território. A inexistência de uma política educativa que alie de forma construtiva a presença das línguas maternas africanas e do crioulo com a língua portuguesa, aliada à situação de diglossia reinante na Guiné-Bissau, são fatores inibidores do processo de desenvolvimento da qualidade e do sucesso do sistema de ensino...

Tradição e mudança nas literaturas africanas de língua portuguesa

Martinho, Ana Maria Mão-de-Ferro
Fonte: Colibri Publicador: Colibri
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em //1996 POR
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pp. 345-352; Pelo facto de o continente africano se encontrar numa fase de mudança e de revisão política, ao mesmo tempo que a Europa repensa as suas culturas e fronteiras econômicas, vivemos um momento privilegiado para discutirmos a criação literária, a sua relação com a crítica, o ensino da literatura e o lugar da história literária neste contexto. Aparentemente, a actividade literária mais recente na África lusófona não revela ansiedade em relação a processos de mudança. Tem, de facto, pautado a sua progressão por meio de uma revisão de paradigmas que incorporam moderadamente as tradições literárias (africana e ocidental) para que remetem. Tal evolução vem-se apresentando de diversos modos: ou pela recuperação de gêneros literários menos usados (sob formas híbridas, nomeadamente), como a crônica, a prosa memorial, a narrativa de inspiração histórica; ou pela ampliação das virtualidades lingüísticas do Portiiguês, na sua associação às línguas africanas ou a sistemas marcados lexical e semanticamente pelos mundos africanos.

Descrição fonológica do crioulo Guineense

Costa, Paula Mendes; Lima, Stella Virgínia Telles de Araújo Pereira (Orientadora)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Dissertação
BR
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36.82%
O presente trabalho objetiva realizar uma descrição sincrônica da fonologia segmental do crioulo da Guiné-Bissau (Kriyol). Para a sua realização, foram levados em consideração trabalhos anteriores acerca da fonologia do Crioulo da Guiné-Bissau (CGB), como os de Mbodj (1979), Scantamburlo (1981), Kihm (1986), Rougé (1988) e Couto (1994). Há, também, trabalhos que apresentam análises fonológicas de outras línguas africanas, os quais contribuíram para a elucidação de questões pertinentes ao presente estudo (Moura (2007), Couto e Souza (2004), Quint (2006), Rodrigues (2007), Lang (2007)). O CGB integra a família linguística dos crioulos de base lexical portuguesa da Alta Guiné (CAG), da qual também fazem parte o Crioulo Kabuverdianu e o crioulo de Casamansa. O CGB é uma língua que resulta do contato entre o português (língua de superstrato) e as diversas línguas africanas (línguas de substrato) faladas na Guiné-Bissau, todas pertencentes à família Níger-Congo (grupos Mande e Atlântico), havendo no país um total de 22 línguas. Para a realização desse estudo, foram coletados dados com cinco estudantes guineenses vinculados à UFPE através de programas e convênios de intercâmbio de estudantes. Finalmente...

Proposta de um dicionário virtual do português de Angola como ferramenta de análise vocabulário de textos literários angolanos

Black, Carla Marisa Faria
Fonte: Universidade Aberta de Portugal Publicador: Universidade Aberta de Portugal
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2014 POR
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36.51%
Dissertação de Mestrado em Português Língua Não Materna apresentada à Universidade Aberta; A língua portuguesa partilha a sua posição com as demais línguas faladas em Angola. Embora ocupe uma posição dominante nas mais diversas situações linguísticas, principalmente no trabalho, na política, na administração e na imprensa, ela sofre também a influência das diversas línguas utilizadas pelos falantes angolanos, que na sua maioria são bilingues, propiciando-se, desta forma, as condições para a criação de uma variedade do português, designado português de Angola. No presente trabalho pretendemos propor uma ferramenta que auxilie os estudantes do Ensino Secundário no estudo do léxico do português de Angola. Assim como os manuais didáticos, o dicionário é também uma ferramenta importante para o processo de ensino e aprendizagem, sobretudo o dicionário eletrónico que permite a qualquer momento a sua atualização e desta forma responder pontualmente as necessidades dos seus utilizadores, não só pela sua constante atualização, mas também pelo volume de informação que oferece e também pela facilidade de acesso em termos financeiros. Assim, o objetivo do presente trabalho é apresentar uma proposta de um dicionário eletrónico do português de Angola que ajudará os estudantes do Ensino Secundário a fazer a análise vocabular de textos literários angolanos. Neste sentido...

Contribuições das línguas africanas para o português do Brasil

Moreira, Katiane Quintiliano
Fonte: Universidade Católica de Brasília Publicador: Universidade Católica de Brasília
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: Texto
PT_BR
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A língua portuguesa do Brasil na época da sua formação manteve, até certo período da história, relação direta com várias línguas, entre elas indígenas, africanas e as línguas dos imigrantes. Uma das interações mais profundas se deu com as línguas africanas, trazidas ao país por meio do tráfico negreiro, para trabalho braçal, realizado pelos portugueses ao colonizar o Brasil. Ao chegar aqui houve, então, uma confluência de raças e línguas. Dessa mistura podemos perceber, até os dias de hoje, as contribuições e as marcas deixadas pelos negros com mais intensidade na nossa cultura do que na língua falada pelos brasileiros. Acreditava-se até certo momento da história, que as línguas dos negros haviam interferido na estrutura linguística do português do Brasil, contudo, não há provas concretas o bastante para comprovar estes fatos. Podemos perceber, por intermédio de várias pesquisas e estudos, a presença de alguns vocábulos ou termos africanos que contribuíram para enriquecer o léxico da língua portuguesa brasileira.; The Portuguese language of Brazil at the time of its formation remained, until certain period of history, a direct relationship with several languages, including indigenous, African and languages of immigrants. One of the most profound interactions occurred with African languages...

LANGUAGE, COLONIZATION AND REVOLUTION: POLITICAL DISCOURSE OVER MOZAMBICAN LANGUAGES; LÍNGUA, COLONIZAÇÃO E REVOLUÇÃO: DISCURSO POLÍTICO SOBRE AS LÍNGUAS EM MOÇAMBIQUE

Mariani, Bethania; UFF
Fonte: NEPA/UFF Publicador: NEPA/UFF
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Peer-reviewed Article; Artigo avaliado por pares Formato: application/pdf
Publicado em 19/11/2011 POR
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This article was written to address the important issue of languages in the historical revolutionary process in Mozambique. In order to accomplish that, based on theoretical and methodological approach of Discourse Analysis and on the reflections of the project History of linguistic ideas: ethics and politics of languages, we have established a comparison between colonial discourse, which, as presented in the paper, instituted language politics that produced ideological submission to the Portuguese language, and revolutionary discourse, which, in turn, established language politics aimed at building a new man in a new unified Mozambican society, and, for that purpose, without discrediting the indigenous languages, establi­shed Portuguese as the official language.; Neste artigo discute-se o importante tema das línguas no histórico pro­cesso revolucionário moçambicano. Para tanto, e com base no aporte teórico-metodológico da Análise do Discurso e nas reflexões do projeto História das ideias linguísticas: ética e política das línguas, estabelecemos uma comparação entre o discurso colonizador, que, como se verá ao longo do artigo, estabeleceu políticas de línguas que produziram uma submissão ideológica à língua portuguesa e o discurso revolucionário...

Desambiguadores empleados para indicar la pluralidad nominal en el español no estándar de la región suroriental cubana: influencia africana y haitiana

Arencibia, Vicente Jesús Figueroa
Fonte: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais Publicador: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Avaliado pelos pares Formato: application/pdf
Publicado em 30/06/2004 POR
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Este trabalho visa analisar desambiguadores utilizados para aindicação de pluralidade nominal no espanhol não padrão de quatropovoados da região sudeste cubana, na qual predomina a populaçãonegra. Os resultados são comparados com outras modalidades doespanhol, sobretudo com as modalidades meridionais peninsularese as caribenhas, com diversas falas afro-hispânicas atestadas emtextos do século XIX, bem como com línguas africanas, línguascrioulas e o kreyol do Haiti. Objetiva-se demonstrar a influênciadas línguas africanas, da fala boçal e do kreyol haitiano na formaçãodo espanhol não padrão dessa região cubana.

Em busca de uma história linguística

Negrão, Esmeralda Vailati; Viotti, Evani
Fonte: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais Publicador: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Avaliado pelos pares Formato: application/pdf
Publicado em 31/12/2012 POR
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A Linguística Histórica brasileira tem obtido grande sucesso noentendimento das mudanças pelas quais o português vempassando, desde os tempos coloniais até os dias de hoje. De maneirageral, os estudos da área enfatizam a história interna da variante aque chamamos de português brasileiro. Neste trabalho, sugerimosque é chegada a hora de abrir mais espaço para o estudo da históriasocial de nossa língua, fazendo uma história linguística. Oportuguês brasileiro emergiu como um vernáculo colonial, emuma situação de extremo multilinguismo, caracterizada pelasinterações de falantes de línguas europeias (majoritariamente –mas não apenas – o português), línguas indígenas, línguas africanas,em toda a riqueza de suas variedades dialetais. A HistóriaLinguística que aqui propomos deve buscar subsídios parareconstruir o tipo de ecologia de contato que se criou entre osfalantes dessas diferentes línguas e o conjunto de traços linguísticosformado a partir desse contato. Desse modo, poderemos elaborarhipóteses a respeito da emergência das características do portuguêsbrasileiro que o diferem do português europeu, dando valor àcontribuição das línguas indígenas e das línguas africanas naconfiguração de sua gramática.

On the settling of Brazilian portuguese; Sobre el settling del portugués brasileño; Sobre o settling do português brasileiro

Queriquelli, Luiz Henrique Milani; UFSC
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Linguística - UFSC Publicador: Programa de Pós-Graduação em Linguística - UFSC
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; avaliado por pares; pesquisa histórica; pesquisa documental; revisão de literatura Formato: application/pdf
Publicado em 09/12/2013 POR
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Nowadays, the debate on Brazilian Portuguese (PB) formation is divided between two hypotheses that it can be defined as externalist hypothesis (creolist) and internalist hypothesis (drift). The externalist hypothesis suggests that the distinctive aspects of PB result from a process of creolization motivated by the massive contact with African languages in the slavery period. The internalist hypothesis, though it doesn’t ignore the languages contact in the formation of PB, states that such contact wasn’t determinant to develop its distinctive features and suggests that these features refer to structural possibilities inscribed in its drift. This essay presents a brief analysis of the linguistic facts usually invoked by externalist hypothesis and presents a new argument to the internalist hypothesis from the concept of settling, proposed by Seuren (2013). This new argument points to the consequences of the general language formed in the early colonization of Brazil, from the merger of different dialects spoken by Portuguese immigrants, and binds this general language to the fact that PB is at the same time highly conservative and innovative.; Actualmente, el debate acerca de la formación del portugués brasileño (PB) se encuentra dividido entre dos hipótesis que pueden ser definidas como hipótesis externalista (criollista) e hipótesis internalista (derivista). La hipótesis externalista sugiere que los aspectos distintivos del PB resultan de un proceso de criollización previo motivado por el contacto masivo con lenguas africanas en el período de la esclavitud. La hipótesis internalista...

O PAPEL DAS LÍNGUAS AFRICANAS NA EMERGÊNCIA DA GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO[1]

Avelar,Juanito; Galves,Charlotte
Fonte: Lingüística Publicador: Lingüística
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2014 PT
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56.79%
Este artigo traz argumentos favoráveis à hipótese de que as línguas africanas faladas pelos escravos introduzidos no Brasil desempenharam um papel significativo na emergência da gramática do português brasileiro. Explorando um viés teórico mentalista, o estudo se ocupa de paralelismos morfossintáticos entre o português brasileiro e o português africano, bem como entre essas variedades e as línguas bantas, para propor que a aquisição do português como segunda língua pelos africanos produziu mudanças em duas direções: (i) transferência de propriedades sintáticas das suas línguas maternas para o português em formação no Brasil e (ii) reestruturação desencadeada pela dificuldade no aprendizado de marcas gramaticais específicas do português.