Página 1 dos resultados de 718 itens digitais encontrados em 0.006 segundos

A ironia na teoria do romance: da exigência normativo-composicional do romance em Goethe ao viver a arte em Novalis; Irony in the theory of novel: from the normative-compositional requirement in Goethe to living art in Novalis

Silva Filho, Antonio Vieira da
Fonte: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia Publicador: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia
Tipo: Artigo de Revista Científica
POR
Relevância na Pesquisa
37.55%
O presente artigo busca explicitar o conceito de ironia na Teoria do romance. A explicitação do conceito de ironia se desdobrará num desenvolvimento duplo: como exigência normativo-composicional e como radicalização subjetiva que excede a normatividade. No primeiro sentido, a ironia configura subjetivamente uma totalidade na obra épica, partindo da sua fragmentação objetiva nas relações sociais modernas. Nessa acepção, a ironia se apresenta como uma manobra subjetiva a serviço da normatividade épica do romance, pois sua finalidade é harmonizar o ideal subjetivo com a objetividade histórica burguesa. Seu paradigma é representado, neste artigo, por Goethe. O outro sentido pelo qual a ironia romântica aparece é demarcado pela forma extremada da subjetividade. Esta, reconhecendo uma impossibilidade de realização de seu ideal harmônico na modernidade, porque o mundo moderno se lhe apresenta como uma efetividade oposta aos anseios subjetivos, refugia-se na própria interioridade e se distancia do mundo presente, buscando refúgio em tempos e lugares mais propícios à realização poética. Novalis é o modelo dessa ironia radicalizada. Essa forma irônica, ao contrário da "cadência irônica" de Goethe, aniquila a forma romance...

Do uso da ironia na neurose obsessiva: destrutividade e criação sublimatória; The use of irony in obsessional neurosis: destruction and sublimation creation

Souza, Ramon Jose Ayres
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 30/03/2012 PT
Relevância na Pesquisa
37.58%
Esta pesquisa parte de uma indicação de Freud, encontrada no caso do Homem dos Ratos, de que a ironia não estaria atrelada às forças compulsivas. Assim, com o objetivo de investigar o uso da ironia nesse tipo específico de neurose, destaca-se inicialmente a necessidade de percorrer as teorizações acerca da neurose obsessiva ao longo da obra freudiana. O percurso demonstra que a renúncia da destrutividade culmina nas defesas sintomáticas obsessivas. Com a segunda tópica, essas formações tornam-se consequências da submissão do Eu à severidade do Supereu. A regressão à fase sádico-anal também passa a ser atribuída à desfusão pulsional e à proeminência da pulsão de morte. De fato, percebe-se que os estudos sobre neurose obsessiva conduzem Freud a um maior entendimento da destrutividade, exigindo reorganizações teóricas nas esferas clínica, metapsicológica e cultural. Deste modo, diante do exposto na primeira parte, o estudo possibilita a tradução do modo de ser obsessivo em uma retórica própria, denominada de retórica anal da reatividade e da supermoralidade. Associa-se a esta retórica figuras de linguagem que visam atenuar, interromper, anular e corrigir desejos, tais como o eufemismo, as reticências...

Manuel Bandeira e Jules Laforgue: Dor, ironia; Manuel Bandeira and Jules Laforgue: Pain, irony

Lago, Flavia Togni do
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 10/08/2012 PT
Relevância na Pesquisa
37.61%
O presente trabalho consiste em apresentar uma leitura de poemas de Manuel Bandeira e Jules Laforgue com o objetivo de trazer a discussão a respeito da dor e da ironia nas duas obras. O estudo tem como objetivo principal ampliar a reflexão sobre a ironia bandeiriana, a partir de elementos relacionados com a obra de Jules Laforgue. Como pudemos comprovar, Bandeira foi um grande admirador e leitor do poeta francês, e embora haja diferenças visíveis entre as obras, estes mesmos pontos de afastamento nos ajudarão a compreender o processo criativo que resultará na construção da ironia em Bandeira. Tentamos recuperar poemas relacionados a um dos temas principais das obras: a morte. Aos poucos, para Manuel Bandeira, veremos que a dor da finitude se transforma em recolhimento e sabedoria, num processo de maturação crescente que acompanha a abertura para o modernismo. Sendo assim, a ironia de Laforgue pode ser considerada mais cruel, ou seja, ela é aparentemente utilizada como arma de defesa ou de libertação de seu desejo de morte presente desde os seus primeiros versos. Em Bandeira, a ironia se relaciona diretamente ao par morte/superação, ou seja, podemos dizer que a ironia banderiana é uma ironia residual, onde após a experiência da dor e do aprendizado para a morte...

Machado de Assis e a ironia : estilo e visão de mundo

Perrot, Andrea Czarnobay
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
POR
Relevância na Pesquisa
37.64%
A partir do estudo da teoria da ironia e da ironia literária, em especial, este trabalho buscou identificar os elementos constitutivos da ironia machadiana através da análise de algumas crônicas e contos de Machado de Assis. Encontramos, após esta fase, uma identidade até então implícita na literatura desse escritor, qual seja, uma identidade romântica, percebida e configurada pela presença da ironia romântica na base estrutural, estilística e de conteúdo de suas obras. Sendo assim, este trabalho propõe, baseado principalmente na análise do texto machadiano, que sua ironia, tomada como característica principal da chamada fase “madura” do escritor Machado de Assis (ou fase realista) é, na verdade, herdada do movimento romântico europeu. Por isso, está presente em toda a obra machadiana, desde seus primeiros escritos, considerados por muitos como menores, pertencendo a sua fase “inicial”, classificada pejorativamente como sendo sua fase romântica. Além disso, após a realização do trabalho de análise de suas obras, chegamos a uma espécie de “mapa da ironia machadiana”, elencando as manifestações de tal ironia, ou seja, como se dá a realização textual do procedimento irônico literário especificamente nas obras machadianas. Tal “mapa da ironia machadiana” contempla...

Ironia verbal : teorias e considerações

Conz, Jaqueline
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: application/pdf
POR
Relevância na Pesquisa
37.5%
O presente estudo apresenta um levantamento do recurso linguístico da ironia verbal, sendo pesquisados trabalhos sobre o fenômeno em questão, disponíveis na literatura específica. Inicialmente, fez-se um levantamento de como a ironia foi estudada através da história. A seguir, pesquisas mais recentes foram apresentadas, tomando-as como base primária para a diferenciação de enunciados irônicos de não-irônicos. Para tal análise, as propostas avaliadas foram a de Grice (1982), com seus conceito de implicaturas convencionais e conversacionais, Sperber e Wilson (1981, 1986) e suas teorias da menção ecóica e da relevância, Kreuz e Glucksberg (1989) e a proposta do lembrete ecóico, Kumon-Nakamura et al. e a alusão pretensa de ironia (2007) e, finalmente, Utsumi (2000), com sua teoria da demonstração implícita de ambiente irônico. Por fim, foram analisadas as funções sociais da ironia e o impacto causado por seu uso.; The present essay introduces a study of the linguistic resource of verbal irony, having works about the studied phenomenon available in the specific literature as a parameter. At first, a survey of how irony has been studied through history was made. As for theoretical foundation, more recent researches were analyzed...

Ironia e subjetividade em Kierkegaard

Aun, Fernando Santos
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: 118 f.
POR
Relevância na Pesquisa
37.61%
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); Pós-graduação em Filosofia - FFC; Esta dissertação procura esclarecer a singularidade da concepção kierkegaardiana do conceito de ironia e a relação estabelecida entre este conceito e a questão da subjetividade. Com essa finalidade priorizamos a análise da obra O conceito de ironia constantemente referido a Sócrates, na qual podemos investigar as distinções que Kierkegaard estabelece entre a ironia socrática, a ironia no romantismo alemão e a concepção hegeliana de ironia. Valorizamos a análise da definição de ironia como “negatividade” e também a noção de “personalidade” apresentada pelo autor. Tendo em vista que, como figura de transição, o lugar ocupado pela ironia na obra de Kierkegaard é configurado sempre no intervalo e na passagem entre várias dualidades, tais como, real e ideal; finito e infinito; interior e exterior; vida e forma ou, ainda, entre uma subjetividade e outra, defendemos ao longo da dissertação que um estudo detido da tese kierkegaardiana sobre a ironia é essencial para compreendermos alguns dos principais aspectos de sua filosofia; This dissertation aims at clarifying the singularity of Kierkegaard´s concept of irony and its relation to the subjectivity. Thus...

Aspectos da ironia em contos de A morte de D. J. em Paris, de Roberto Drummond

Golfetti, Janaína
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: 84 f. : il.
POR
Relevância na Pesquisa
37.58%
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Pós-graduação em Letras - IBILCE; Neste trabalho, estudamos a presença e as modalidades da ironia em alguns dos contos de A morte de D. J. em Paris (1975), livro de estréia do escritor Roberto Drummond. Valemo-nos, para tanto, de três estudos teóricos sobre a ironia: Ironia e irônico (1995), de Muecke, Teoria e política da ironia (2000), de Linda Hutcheon e Ironia em perspectiva polifônica (2008), de Beth Brait. Também foram utilizados os seguintes aportes teóricos sobre paródia e riso, Uma teoria da paródia (1995), de Linda Hutcheon, e O riso: ensaio sobre a significação do cômico (1987), Henri Bergson. Nos contos selecionados como objeto de estudo “Rosa, Rosa, Rosae”; “Um homem de cabelos cinza”; “Dôia na janela”; “Os sete palmos do paraíso”, identificamos uma utilização diferenciada da ironia, que, deste modo, vai do cômico ao dramático, passando, também, pelo absurdo na construção de uma perspectiva crítica instalada entre o texto literário e a realidade à qual ele remete; This work presents a study on irony’s presence and modalities in four short-stories of A morte de D. J. em Paris (1975), Roberto Drummond’s first published book. The research is based on three theories about irony: Muecke’s Irony and the Ironic (1995)...

A ironia e sua refrações: um estudo sobre a dissonância na paródia e no riso

Alavarce, Camila da Silva
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Tese de Doutorado Formato: 212 f. : il.
POR
Relevância na Pesquisa
37.5%
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Pós-graduação em Estudos Literários - FCLAR; O presente trabalho concentra-se no estudo dos discursos caracterizados pela dissonância, mais especificamente, a ironia, a paródia e o riso. Em primeiro lugar, foram estudadas as especificidades de cada uma dessas modalidades e chegou-se à conclusão de que tais discursos são sempre constituídos pela tensão, pelo embate de vozes dissonantes. Em relação à ironia, trata-se de uma categoria que, além de se originar a partir da sobreposição de vozes antagônicas, provoca sensações também contraditórias naqueles que a “experimentam”, a partir do momento em que ocorre. Embora também reproduza um choque e se configure como resultado de uma diferença de postura entre dois planos, a paródia distancia-se, no presente trabalho, da visão tradicional de “canto ridicularizador”, funcionando, ao contrário, como uma inscrição de continuidade histórico-literária e atuando na revisão crítica de discursos anteriores. Em relação ao riso, foram privilegiadas as teorias de Schopenhauer, Baudelaire e Jean Paul, já que são estudos que proporcionam uma aproximação estrutural e filosófica entre os fenômenos do riso e os discursos irônicos e paródicos. Desse modo...

O espírito da ironia na clínica psicológica; The spirit of irony in clinical psychology

Facioli, Adriano Machado
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Tese
POR
Relevância na Pesquisa
37.7%
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, 2003.; Esta pesquisa tem como objetivo a investigação da ocorrência da ironia no campo da clínica psicológica. Esta ocorrência pode dar-se basicamente de duas formas: como ironia instrumental e como ironia observável. Primeiramente é realizada uma análise do conceito de ironia, seus usos e sentidos. Posteriormente, alguns temas tais como o paradoxo, regra da abstinência e narcisismo surgem como pontos de correlação e do desenvolvimento de reflexões que competem à clínica, tanto no que se refere à técnica quanto à teoria. A ironia possui a virtude de gerar paradoxos. Existem determinadas técnicas, em clínica, que utilizam-se de paradoxos e elas são investigadas a partir das perspectivas e referenciais teóricos adotados, tanto para a investigação da ironia quanto para a aplicação destas mesmas técnicas. A regra da abstinência, tal como originariamente é formuladas pela Psicanálise, é analisada na perspectiva de sua relação com a ironia kierkegaardiana. A concepção de Kierkegaard acerca da ironia a aproxima do que pode ser definido como abstinência e revelou-se extremamente útil para a inspiração de novas práticas e aplicações referentes à esta técnica. Por outro lado...

A ironia na teoria do romance: da exigência normativo-composicional do romance em Goethe ao viver a arte em Novalis

Silva Filho,Antonio Vieira da
Fonte: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia Publicador: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2012 PT
Relevância na Pesquisa
37.55%
O presente artigo busca explicitar o conceito de ironia na Teoria do romance. A explicitação do conceito de ironia se desdobrará num desenvolvimento duplo: como exigência normativo-composicional e como radicalização subjetiva que excede a normatividade. No primeiro sentido, a ironia configura subjetivamente uma totalidade na obra épica, partindo da sua fragmentação objetiva nas relações sociais modernas. Nessa acepção, a ironia se apresenta como uma manobra subjetiva a serviço da normatividade épica do romance, pois sua finalidade é harmonizar o ideal subjetivo com a objetividade histórica burguesa. Seu paradigma é representado, neste artigo, por Goethe. O outro sentido pelo qual a ironia romântica aparece é demarcado pela forma extremada da subjetividade. Esta, reconhecendo uma impossibilidade de realização de seu ideal harmônico na modernidade, porque o mundo moderno se lhe apresenta como uma efetividade oposta aos anseios subjetivos, refugia-se na própria interioridade e se distancia do mundo presente, buscando refúgio em tempos e lugares mais propícios à realização poética. Novalis é o modelo dessa ironia radicalizada. Essa forma irônica, ao contrário da "cadência irônica" de Goethe, aniquila a forma romance...

Construção e usos da ironia em propagandas e romances

Felix Valença Cintra, Liliane; Saito Monteiro de Barros, Kazue (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
Relevância na Pesquisa
37.5%
Este estudo teve como objetivos caracterizar e definir a ironia, investigando suas diferentes estratégias de construção. Baseamo-nos em estudos de Tannen e Wallat (2008), que afirmam que todo tipo de interação é construída sobre estruturas de expectativa, isto é, noções do que seria comum ocorrer em determinadas situações comunicativas. Nosso corpus compõe-se de propagandas veiculadas em outdoors e dos romances A Caverna e A Jangada de Pedra, ambos de José Saramago. Uma definição comum de ironia a apresenta como modo de dizer algo, mas significar o seu contrário. (Muecke, 1970) Defendemos que a ironia não aparece apenas como um meio de expressar o contrário do que é dito, mas como modo de significar algo diferente o contrário, às vezes, mas, não sempre do enunciado. Essa diferença entre o que é dito e o que se quer dizer gera uma quebra nas estruturas de expectativa, o que ocasiona um efeito cômico, o qual, somado à crítica, produz a sensação de ironia. O fenômeno pode revelar-se sob três aspectos: (1) de forma predominantemente verbal, através de ditados populares, repetições e demais recursos linguísticos capazes de possibilitar uma interpretação dialética; (2) por meio da multimodalidade...

Jornalismo e ironia: produção de sentido em jornais impressos no Brasil

Silva dos Anjos Seixas, Netília; Antonio Marcuschi, Luiz (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
Relevância na Pesquisa
37.58%
Este estudo se propôs a observar como a ironia se configura nos jornais impressos brasileiros, assim como a apontar pistas de seu uso por jornalistas no desempenho profissional, considerando a importância dos meios noticiosos na sociedade contemporânea como produtores/proponentes de sentido e a insistente afirmação de objetividade do discurso jornalístico, embora essa seja uma questão antiga e já superada no meio acadêmico. O estudo tentou identificar o que é motivo de ironia para a enunciação jornalística impressa, de que maneira ela é constituída e proposta, além de discutir qual o principal papel que desempenha e se há relações de sua ocorrência com os gêneros e modalidades jornalísticas. A análise incluiu jornais de cada região do país, complementada por contribuições de alguns jornalistas atuantes no jornal O Liberal, de Belém (PA). Integraram o corpus de análise os jornais Folha de S. Paulo (SP), O Globo (RJ), Zero Hora (RS), Jornal do Commercio (PE) e O Liberal (PA), publicados no mês de novembro de 2002, dos quais foram lidas 10 edições de cada um, totalizando 50 exemplares. A parte complementar envolveu a aplicação de formulário a trinta e dois jornalistas de O Liberal. A análise e a apresentação dos dados obedeceram a um ordenamento estatístico...

Entendendo nas entrelinhas : como as crianças compreendem ironia em discursos argumentativos

Souza Alves, Cristhiane; Leitão Santos, Selma (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
Relevância na Pesquisa
37.5%
Dentre os recursos que podem ser empregados na defesa de um ponto de vista, ou mesmo na produção de contra-argumentos, enfoca-se, neste trabalho, a utilização da estratégia enunciativo-discursiva da ironia, que se caracteriza pela implicitação de sentidos diferentes daqueles que comumente seriam entendidos no enunciado ou discurso em questão. Considerando que é possível compreender ironia, segundo alguns estudos, em torno dos primeiros anos escolares, este trabalho se propôs a observar como a compreensão da ironia, a partir da perspectiva enunciativa dialógica, poderia afetar o reconhecimento dos elementos básicos de uma argumentação (argumento, justificativa, contra-argumento, resposta) por crianças que tivessem entre cinco e oito anos de idade. Esta investigação assume a perspectiva dialógica bakhtiniana de linguagem, que é vista como atividade social interativa, na qual sujeitos históricos interagem verbalmente produzindo e recebendo enunciados, que terão seus sentidos constituídos a partir da interação de diversos contextos, pontos de vista e falas sociais. Consequentemente, a compreensão aqui é entendida como um processo ativo, no qual existe uma orientação em relação à enunciação do outro...

A metáfora do direito e a retórica da ironia no pensamento jurídico

Lima, Pedro Parini Marques de; Castro Jr, Torquato da Silva (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Tese de Doutorado
BR
Relevância na Pesquisa
37.55%
A tese defende que, para se lidar com a noção de direito, são necessárias habilidade poética e criatividade literária. É preciso construir metáforas, manipulá-las e interpretá-las astuta ou ironicamente. Analisando-se retoricamente estratégias jurídicas, percebe-se que a ironia é fundamental no pensamento jurídico. Conclui-se que o vocabulário final, e os discursos acerca de fenômenos considerados jurídicos são metaforicamente estruturados, ao mesmo tempo em que são apresentados como conceituais ou literais. A literalidade é tomada pela dogmática jurídica tradicional como dado inquestionável, que ora é corroborado, ora combatido. Entretanto é na extraliteralidade proporcionada pela metáfora e pela ironia que opera o pensamento jurídico. Constata-se que, além de possuírem origem metafórica, expressões fundamentais da retórica material dos juristas são ironicamente invertidas: nota-se o emprego de “justiça” significando “vingança”, de “saber” no lugar de “querer”, de “racionalidade” ao invés de “regularidade”. Paradoxos e contradições que se formam no pensamento jurídico dissolvem-se diante de alguma forma de compreensão irônica. A ironia está em diferentes âmbitos da retórica jurídica: como ironia de evento...

Acercamientos a la retórica de la ironía en el discurso verbal de Les Luthiers

Caro Lopera, Miguel Angel
Fonte: Universidad Tecnológica de Pereira; Facultad Ciencias de la Educación Publicador: Universidad Tecnológica de Pereira; Facultad Ciencias de la Educación
Formato: PDF
Relevância na Pesquisa
37.58%
Este trabajo busca explicar el funcionamiento de la retórica de la ironía en el discurso verbal del grupo humorístico Les Luthiers, fundamentalmente desde la propuesta teórica de Schoentjes (2003) y Ducrot (1988). En un primer capítulo da cuenta de una mirada al grupo argentino y formula precisiones sobre los conceptos de humor y de ironía con él relacionados. En el segundo, aborda la ironía en los primeros niveles del texto (fonología y fonética); en el tercero trata de la ironía en los fueros de la Pragmática; en el cuarto busca analizar la ironía en las superestructuras textuales y en el quinto recoge las conclusiones más importantes. En cuanto a lo metodológico, procede con mirada cualitativa y hermenéutica sobre el análisis de una muestra de grabaciones del grupo recogidas en diversos videodiscos digitales. Terminado dicho recorrido, concluye el trabajo que la retórica de la ironía en el discurso verbal de Les Luthiers funciona como infortunio pragmático con réplicas en todos niveles del texto y el discurso. Este infortunio (al que incluso se le podría llamar ¿por su fuerza argumentativa¿ retórico) consigue la adhesión de una comunidad discursiva, de suyo extensa, gracias a la carnavalización de los lenguajes y visiones de mundo que allí se comprometen.

Aproximación a la identificación de un rasgo, humor negro o ironía narrativa en el estilo del escritor Risaraldense Rigoberto Gil Montoya en su novela "Plop"

Londoño Noreña, Erika; Mesa Ruiz, Huver
Fonte: Universidad Tecnológica de Pereira; Facultad Ciencias de la Educación Publicador: Universidad Tecnológica de Pereira; Facultad Ciencias de la Educación
Tipo: Tese de Doutorado Formato: PDF
ES
Relevância na Pesquisa
37.61%
Mediante el análisis de la novela ¡Plop! del autor risaraldense Rigoberto Gil Montoya, pretendemos revelar un aspecto del estilo que hace de la producción estética de éste escritor, una nueva opción literaria. Éste autor ha sido distinguido por su calidad literaria y cada uno de sus trabajos cuenta con el respaldo de una experiencia académica muy bien sustentada. El tópico elegido para abordar la obra de Rigoberto Gil ha sido la Ironía narrativa como rasgo particular en su estilo , ya que ésta se presenta en sus textos de una manera constante y atraviesa la mayoría de sus escritos, ya sea de forma implícita o explícita dándole un matiz de verosimilitud a la narración; además, sugiere un compromiso social e histórico del escritor con los conflictos de la región, el eje cafetero y a su vez con el pueblo colombiano, en la medida en que, dicha problemática toca y ha tocado a nuestro país por varias décadas. Teniendo en cuenta que ¿La Ironía tiene un valor como instrumento crítico respecto a la novela¿ y se aborda como una presencia fundamental en la ficción y particularmente en la narrativa hispanoamericana¿,(Tittler 1984) a través de ésta se pueden desvelar otras intenciones de la narrativa. Por otro lado los propósitos de la ironía son tan variados como sus practicantes...

Ironía y actos de habla: análisis pragmático de la ironía verbal como recurso humorístico en un corpus de historietas en lengua española

Saavedra Pinto, Loreto
Fonte: Universidad de Chile Publicador: Universidad de Chile
Tipo: Tesis
ES
Relevância na Pesquisa
37.58%
Tesis para optar al grado de Magíster en Lingüística mención Lengua Española; El presente trabajo tiene como objetivo describir las funciones discursivo-pragmáticas de la ironía como recurso humorístico en un corpus de tiras cómicas en lengua española en relación con los distintos tipos de actos de habla planteados por Searle (2001). Dentro del marco conceptual se desarrollarán algunos conceptos de ironía que van desde la consideración de dicho recurso como un tropo que consiste en ‘decir una cosa queriendo decir lo contrario’ (Haverkate, 1983) hasta nociones que permiten ampliar el análisis de la ironía relacionándola con elementos contextuales (Sperber y Wilson, 1981). La metodología de trabajo consistió en la recolección de un corpus de 50 viñetas en las cuales se presentó el uso de la ironía, las cuales fueron analizadas de manera individual en función de las implicaturas, de su intención comunicativa y del acto de habla a través del cual se manifestó el uso de la ironía. Posteriormente, se realizó un análisis individual y general, tanto cuantitativo como cualitativo, que permitió la verificación de las hipótesis de trabajo planteadas en el estudio. Los resultados muestran que las funciones discursivo-pragmáticas de la ironía corresponden a generar humor y a realizar una crítica. Estas funciones se realizan por medio de actos de habla asertivos...

A ironia do narrador e o drama de caracteres em a mão e a luva, de machado de Assis.

Dias, Noêmia Salão Pinto
Fonte: Universidade Católica de Brasília Publicador: Universidade Católica de Brasília
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: Texto
PT_BR
Relevância na Pesquisa
37.5%
O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre os principais aspectos da poética narrativa de Machado de Assis, com vistas a compreender a revolução que o escritor realiza na prosa de ficção brasileira desde os seus primeiros escritos. Para tal estudo, escolhemos analisar A Mão e a Luva, segundo romance de Machado de Assis. A partir do conceito de ironia do Romantismo alemão – em especial o proposto por Friedrich Schlegel -, buscamos evidenciar a estrutura irônica dessa obra, ressaltando o caráter reflexivo, crítico, de seu narrador, o caráter dramático, contraditório, de seus personagens e o papel, também crítico, do leitor requerido pelo narrador machadiano. Ao se compreender a desconstrução do romanesco que o projeto poético, ético e pedagógico de Machado de Assis instaurou pode-se demonstrar o quão obsoleta se torna a necessidade que a crítica tradicional tem de enquadrá-lo, a qualquer custo e servindo-se de critérios meramente biográficos, imitativos, deterministas ou positivistas, como escritor romântico e/ou realista. Esses rótulos não cabem ao escritor que revoluciona a prosa de ficção no Brasil e no mundo. É o que será apresentado nesse estudo, dividido em dois capítulos: “Ironia e desconstrução do estatuto tradicional do romance” e “A ironia do narrador machadiano e o drama de caracteres em A Mão e a Luva”.; The work herein presented has the objective of reflecting on the main aspects of the poetic narrative by Machado de Assis...

A ironia situacional na poesia de Emily Dickinson

Daghlian, Carlos; UNESP
Fonte: UFPR Publicador: UFPR
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 27/09/2010 POR
Relevância na Pesquisa
37.5%
3 The poetry of Emily Dickinson (1830-1886) contemplates several kinds of irony: self-irony in the poems aimed at herself; ironical world vision, when she deals with some external aspects of existence (human knowledge, system of beliefs, nature, society, and situation), metaphysical irony when she reflects on the mysteries of the cosmos and of her cultural universe. With varying degrees of emphasis, her fundamental themes (love, faith, death, suffering) are present in all kinds of irony, either as an intention or as a device designed to produce an ironical effect. This is thus an attempt to make one of the possible selections from her work, namely, to tackle the situational irony present in many of her poems like the ones hereby analyzed,; 3 A poesia de Emily Dickinson (1830-1886) contempla vários tipos de ironia: a auto-ironia, quando a poeta se volta para si mesma; a visão irônica do mundo, quando trata de alguns aspectos externos da existência (saber humano, sistema de crenças, natureza, sociedade e situação); ironia metafísica, quando, ao mesmo tempo, reflete sobre os mistérios do cosmos e do seu universo cultural. Com maior ou menor ênfase...

A auto-ironia na poesia de Emily Dickinson

Daghlian, Carlos; UNESP
Fonte: Editora da UFSC Publicador: Editora da UFSC
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 15/12/2008 POR
Relevância na Pesquisa
37.5%
Emily Dickinson ironizes herself in different ways and for differentreasons. Self-irony affects her condition as a woman, undervalued in a predominantly patriarchal society, as an incredulous and fearful person, who recognizes the deficiencies and smallness of human beings, and as a poet in face of the precariousness of the linguistic instrument. In this last situation, romantic irony is most evident. Dealing with the great themes she always tackled, such as life, death, faith, and salvation, the self-ironical poems, often of a biographical nature, lead us to an ironical vision of the world based on self-irony.; Emily Dickinson ironiza-se de diversas maneiras e por vários motivos. A auto-ironia atinge a sua condição de mulher, inferiorizada numa sociedade eminentemente patriarcal, de pessoa incrédula e medrosa, que sente as deficiências e a pequenez dos seres humanos, e de poeta, às voltas com a precariedade do instrumento lingüístico, quando mais se evidencia sua ironia romântica. Por tratarem dos grandes temas que ela sempre abordou, como a vida, a morte, a fé e a salvação, os poemas auto-irônicos, muitas vezes de fundo biográfico, conduzem-nos à visão irônica do mundo...