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Tempo de espera no acesso a consultas médicas : influência do gradiente socioeconómico

Henriques, Tânia Gonçalves Portugal
Fonte: FEUC Publicador: FEUC
Tipo: Dissertação de Mestrado
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16.58%
As políticas de saúde devem promover o acesso aos cuidados de forma independente da condição socioeconómica dos indivíduos, garantindo igual utilização dos serviços de saúde públicos para iguais necessidades clínicas, de acordo com os princípios da equidade e com o preconizado na legislação. Em Portugal, o sistema de saúde é essencialmente público, com um custo monetário relativamente baixo para acesso aos cuidados. O tempo de espera é uma das formas mais equitativas de moderação deste acesso porque não depende das condições socioeconómicas dos indivíduos. Contudo, alguns estudos revelam que estas condições podem ter influência no tempo de espera. Foi objetivo deste trabalho testar empiricamente a influência destas condições no tempo de espera para consultas médicas, de forma a verificar se existe equidade no acesso a cuidados de saúde públicos eletivos, em Portugal. Face aos objetivos apresentados e à natureza dos dados disponíveis, foi inicialmente utilizado um método estatístico descritivo para uma breve análise exploratória. De seguida, para verificar o efeito do gradiente socioeconómico nos tempos de espera para acesso a consultas, foi especificado e estimado um modelo de contagem (binomial negativo). Foram utilizados os dados do quarto inquérito nacional de saúde...

Condições socioeconômicas em saúde: discussão de dois paradigmas; Socioeconomic status and health: a discussion of two paradigms

ANTUNES, José Leopoldo Ferreira
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica
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26.18%
Condição socioeconômica e seu impacto em saúde são objeto de grande interesse para pesquisadores e gestores de saúde. O artigo discute dois paradigmas de aferição da condição socioeconômica e revisa estudos epidemiológicos em que eles foram aplicados. Um dos paradigmas é referenciado por medidas de prestígio e diferenciação positiva entre os estratos sociais, como classificações baseadas em capital social e no acesso a bens e serviços. O outro é referenciado por classificações envolvendo privação material e diferenciação negativa entre os estratos sociais, e envolve a proposta de reposição aos segmentos populacionais mais afetados pela privação pelo Estado. A reflexão sobre opções metodológicas para se aferir condição socioeconômica em estudos epidemiológicos pode contribuir para a promoção de saúde e justiça social.; Socioeconomic status and its impact on health are in the mainstream of public health thinking. This text discusses two paradigms utilized in assessing socioeconomic status in epidemiologic studies. One paradigm refers to prestige-based measurements and positive differentiation among social strata. This paradigm is characterized by classifications assessing social capital and the access to goods and services. The other paradigm refers to the classification of social deprivation and negative differentiation among social strata. The proposal of State-funded reposition to the mostly deprived social strata is acknowledged as characteristic of this paradigm. The contrast between these paradigms...

Mortalidade materna no município de São Paulo, 2000 a 2008; Maternal Mortality in the city of São Paulo, 2000 to 2008

Zacarias, Tatiane Sano Furukawa
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 21/02/2013 PT
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16.18%
Introdução: A mortalidade materna é um grande problema de Saúde Pública no Brasil e no mundo. Atinge muitas mulheres e representa um indicador de pobreza e iniquidade social. Objetivo: Analisar as mortes maternas ocorridas no município de São Paulo em uma série histórica de 2000 a 2008. Métodos: Estudo ecológico, que analisou os óbitos maternos ocorridos em residentes do município de São Paulo entre os anos de 2000 a 2008. Foram utilizados dados das Declarações de Óbito e dos relatórios do Comitê de Mortalidade Materna. O mapa de exclusão/inclusão social e as áreas homogêneas dos 96 distritos administrativos foram utilizados como unidades de análise. Foram calculadas as razões de mortalidade materna, o percentual de subnotificação de causas maternas declaradas e fator de correção. Foram analisadas as causas que ocultavam os óbitos maternos. A análise de tendência da mortalidade para o município foi realizada por meio de modelos de regressão polinomial e a para análise de correlação utilizou-se o teste de correlação de Pearson. Foi considerado o nível de significância de 5 por cento (p<0,05). Para análise do preenchimento das variáveis 43 e 44, as Declarações de óbito foram localizadas no arquivo morto da Prefeitura Municipal. Resultados: Ocorreram 877 óbitos. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) foi de 53...

Homicídios e desigualdades sociais no Município de São Paulo

Gawryszewski,Vilma Pinheiro; Costa,Luciana Scarlazzari
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2005 PT
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26.35%
OBJETIVO: A relação entre renda e mortalidade por violência vem sendo estudada nos últimos anos. A Síntese de Indicadores Sociais 2002, lançada pelo IBGE, refere que o traço mais marcante da sociedade brasileira é a desigualdade. O propósito do estudo é testar a associação entre as taxas de homicídios e alguns indicadores de saúde e socioeconômicos. MÉTODOS: Estudo ecológico, de corte transversal. Foram analisados dados do Município de São Paulo, ano 2000, quanto a coeficientes de homicídios e cinco indicadores: taxa de mortalidade infantil, renda média do chefe de família, percentual de adolescentes de 15 a 17 anos que não freqüentavam a escola, percentual de adolescentes grávidas de 14 a 17 anos e densidade demográfica. Para testar essas associações foram utilizados o coeficiente de correlação de Pearson e a regressão linear múltipla. RESULTADOS: O coeficiente de homicídios foi 57,3/100.000. A correlação entre taxas de homicídios e renda média foi negativa e forte (r=-0,65). Maiores coeficientes foram encontrados nos distritos com menor renda e menores naqueles com maiores rendas. Para o percentual de adolescentes que não freqüentavam a escola (r=0,68) e para o percentual de adolescentes grávidas (r=0...

Mortalidade por Aids e indicadores sociais no Município de São Paulo, 1994 a 2002

Farias,Norma; Cardoso,Maria Regina A
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2005 PT
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26.35%
OBJETIVO: Analisar as correlações entre os coeficientes de mortalidade por Aids e os índices de inclusão/exclusão social, em homens e mulheres de 25 a 49 anos. MÉTODOS: O estudo foi realizado em 96 distritos administrativos do Município de São Paulo, no período de 1994 a 2002. Foram utilizados dados de óbitos do programa de aprimoramento das informações de mortalidade do Município e estimativas populacionais dos censos de 1991 e 2000 da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Secretaria Municipal de Planejamento. Os índices foram obtidos do Mapa da Exclusão para a Cidade (1996 e 2000). Para a análise estatística foi utilizado o teste de correlação de Pearson (alfa=0,05). RESULTADOS: Entre os homens, observou-se correlação positiva significativa (p<0,05) entre a mortalidade por Aids e o índice de qualidade de vida dos distritos, de 1994 a 1998. Entre as mulheres, observou-se em todo o período correlação negativa significativa (p<0,05) entre a mortalidade por Aids e o índice de eqüidade, o qual mede a concentração de mulheres chefes de família/analfabetas. A partir de 2000, observou-se tendência à correlação negativa significativa (p<0,05) entre a mortalidade feminina por Aids e o índice global de exclusão social. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem o deslocamento da mortalidade por Aids para áreas de exclusão e apontam para a hipótese de relação entre essa mortalidade e fatores socioeconômicos. Outros estudos epidemiológicos e no campo das ciências sociais são necessários para aprofundar essa investigação.

Condições socioeconômicas em saúde: discussão de dois paradigmas

Antunes,José Leopoldo Ferreira
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2008 PT
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26.18%
Condição socioeconômica e seu impacto em saúde são objeto de grande interesse para pesquisadores e gestores de saúde. O artigo discute dois paradigmas de aferição da condição socioeconômica e revisa estudos epidemiológicos em que eles foram aplicados. Um dos paradigmas é referenciado por medidas de prestígio e diferenciação positiva entre os estratos sociais, como classificações baseadas em capital social e no acesso a bens e serviços. O outro é referenciado por classificações envolvendo privação material e diferenciação negativa entre os estratos sociais, e envolve a proposta de reposição aos segmentos populacionais mais afetados pela privação pelo Estado. A reflexão sobre opções metodológicas para se aferir condição socioeconômica em estudos epidemiológicos pode contribuir para a promoção de saúde e justiça social.

Auto-avaliação de saúde bucal em idosos: análise com base em modelo multidimensional

Martins,Andréa Maria Eleutério de Barros Lima; Barreto,Sandhi Maria; Pordeus,Isabela Almeida
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/02/2009 PT
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16.35%
Propôs-se investigar fatores associados à auto-avaliação negativa da saúde bucal. Idosos, participantes do inquérito de saúde bucal do Ministério da Saúde, 2002-2003, que auto-avaliaram sua saúde bucal como ruim/péssima foram comparados aos que a auto-avaliaram como ótima/boa/regular usando-se razões de prevalências (RP) com base na regressão de Poisson. A minoria (870 - 17%) auto-avaliou sua saúde bucal negativamente. A auto-avaliação negativa foi menor entre aqueles com 1-9 dentes e edentados, maior entre pardos/negros/índios, que nunca usaram serviços, que apresentavam alterações de tecidos moles, que relataram pouca e média/muita dor, que auto-avaliaram sua aparência e mastigação como regular ou ruim/péssima, entre os que relataram seus relacionamentos sociais pouco ou muito afetados pelas condições bucais e entre os que avaliavam necessitar de tratamento bucal. Apesar das precárias condições bucais, a maioria auto-avaliou positivamente sua saúde bucal. Condições subjetivas estiveram mais fortemente associadas do que as objetivas. Os resultados sugerem iniqüidade e permitem orientar políticas públicas que objetivem saúde bucal e qualidade de vida.

Desigualdades sociais na mortalidade cardiovascular precoce em um município de médio porte no Brasil

Nogueira,Mário Círio; Ribeiro,Luiz Cláudio; Cruz,Oswaldo Gonçalves
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/11/2009 PT
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26.18%
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em muitos países. No Brasil, a mortalidade por doenças cardiovasculares ocorre prematuramente em maior proporção do que em países ricos. Este estudo objetivou analisar a relação entre a mortalidade cardiovascular precoce e as condições sócio-econômicas no espaço urbano. Realizou-se um estudo ecológico, e as unidades de análise foram as regiões urbanas de um município da região sudeste de Minas Gerais. A relação entre a razão de mortalidade padronizada por doenças cardiovasculares e o Índice de Desenvolvimento Social (IDS) foi estudada por modelo linear generalizado com distribuição binomial negativa. Os bairros com melhores condições sócio-econômicas tiveram mortalidade por doenças cardiovasculares significantemente menor. A redução das desigualdades sócio-econômicas em cidades de médio porte pode contribuir para a redução das iniqüidades em saúde.

Relação das condições socioeconômicas com as condições de saúde bucal em capitais brasileiras

Silva, Janmille Valdivino da
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva; Saúde Pública Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva; Saúde Pública
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
POR
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26.35%
Despite the improvement of Brazilian s living conditions in recent decades, this improvement occurred in a polarized way between groups of better social position. Then, there is still a health inequity´s panorama in Brazil which encompasses the oral health state. This panorama instigated the attainment of this ecological study that aimed to evaluate the relationship of socioeconomic conditions, and public health policies with oral health status in Brazilian capitals. Thus, we performed factor analysis and linear regression using oral health indicators collected from SB Brasil 2010, of socioeconomic conditions from Brazilian Census 2010 and related to water´s supply fluoridation from SISAGUA. Factor analysis with indicators of living conditions revealed two common factors, economic deprivation and socio-sanitary condition. Economic deprivation showed statistically significant positive correlation with DMFT 12 years (p= 0,03) and mean missing teeth (p = 0,002) and negative correlation with caries-free population (p=0,012). Socio-sanitary negatively correlated with DMFT (p <0,0001) and a positive correlation with caries-free population (p = 0.002). Fluoridated water had a significant association with DMFT (p <0,0001), mean missing teeth (p <0...

Perceptions of inequity and its influence on the reservation wage; Perceções de iniquidade e a sua influência no salário de reserva

Oliveira, Daniel Faria Gomes de
Fonte: Universidade do Minho Publicador: Universidade do Minho
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
Publicado em //2015 ENG
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57.02%
Dissertação de mestrado integrado em Psicologia; We know that the reservation wage, a variable well studied on unemployed individuals, stands for the minimum amount of money that we are willing to accept for our work. However, we don’t have much information about the possible changes in our reservation wage while we are employed or performing a task. Our objective is to verify if these changes exist when we perceive inequity in our salary, in comparison with others. Our hypotheses predict a behavioral and cognitive change in order to restore equity, as stated in the theory of inequity. We modified a task used in Ariely and colleagues’ study, with two experimental groups: in one condition the subjects perceived positive inequity, by being told that they were earning more money for the task, and in the other, subjects perceived negative inequity, by being told that they were earning less money for the same task, and one control group whose subjects didn’t perceive any inequity. Contrary to predictions, subjects from the first group showed a lower reservation wage while subjects from the second group seem to restore equity by other means. Future research suggestions were given to confirm possible explanations for the results.; Sabemos que o salário de reserva corresponde à menor quantia de dinheiro que estamos dispostos a receber pelo nosso trabalho...

Condições socioeconômicas em saúde: discussão de dois paradigmas; Socioeconomic status and health: a discussion of two paradigms

Antunes, José Leopoldo Ferreira
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; Formato: application/pdf; application/pdf
Publicado em 01/06/2008 POR; ENG
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26.18%
Condição socioeconômica e seu impacto em saúde são objeto de grande interesse para pesquisadores e gestores de saúde. O artigo discute dois paradigmas de aferição da condição socioeconômica e revisa estudos epidemiológicos em que eles foram aplicados. Um dos paradigmas é referenciado por medidas de prestígio e diferenciação positiva entre os estratos sociais, como classificações baseadas em capital social e no acesso a bens e serviços. O outro é referenciado por classificações envolvendo privação material e diferenciação negativa entre os estratos sociais, e envolve a proposta de reposição aos segmentos populacionais mais afetados pela privação pelo Estado. A reflexão sobre opções metodológicas para se aferir condição socioeconômica em estudos epidemiológicos pode contribuir para a promoção de saúde e justiça social.; Socioeconomic status and its impact on health are in the mainstream of public health thinking. This text discusses two paradigms utilized in assessing socioeconomic status in epidemiologic studies. One paradigm refers to prestige-based measurements and positive differentiation among social strata. This paradigm is characterized by classifications assessing social capital and the access to goods and services. The other paradigm refers to the classification of social deprivation and negative differentiation among social strata. The proposal of State-funded reposition to the mostly deprived social strata is acknowledged as characteristic of this paradigm. The contrast between these paradigms...

Homicídio e impunidade: análise ecológica em nível de estado no Brasil; Homicidio e impunidad: análisis ecológico a nivel de estado en Brasil; Homicide and impunity: an ecological analysis at state level in Brazil

Nadanovsky, Paulo; Celeste, Roger Keller; Wilson, Margo; Daly, Martin
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/10/2009 ENG
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26.5%
OBJETIVO: Avaliar um novo índice de impunidade e variáveis que predizem variação em taxas de homicídio em outros níveis geográficos como preditivos das taxas de homicídio no nível de estados no Brasil. MÉTODOS: Estudo ecológico transversal. Foram analisados dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade referentes aos 27 estados brasileiros no período de 1996 a 2005. Foram consideradas variáveis de desfecho taxas de vitimização por homicídio em 2005 para a população inteira e para homens de 20-29 anos. Foram analisados como preditores medidas de desenvolvimento econômico e social, desigualdade econômica, estrutura demográfica e expectativa de vida. Foi construído um índice de impunidade calculado pelo número total de homicídios entre 1996-2005 dividido pelo número de pessoas na prisão em 2007. Os dados foram analisados empregando-se regressão linear simples e regressão binomial negativa. RESULTADOS: Em 2005, taxas brutas de homicídio em nível de estado variaram de 11 a 51 por 100.000 e aquelas para homens jovens de 39 a 241. O índice de impunidade variou entre 0,4 e 3,5, sendo o preditor mais importante dessa variabilidade. Na regressão binomial negativa, estimou-se aumento de 50% na taxa de homicídio em homens jovens para cada aumento de um ponto nessa razão. CONCLUSÕES: Preditores clássicos não estavam associados com a variação nas taxas de homicídio nessa análise em nível estadual no Brasil. Entretanto...

Social inequality and homicide rates in Sao Paulo City, Brazil; Homicídios e desigualdades sociais no Município de São Paulo

Gawryszewski, Vilma Pinheiro; Costa, Luciana Scarlazzari
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; Formato: application/pdf; application/pdf
Publicado em 01/04/2005 POR; ENG
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26.18%
OBJETIVO: A relação entre renda e mortalidade por violência vem sendo estudada nos últimos anos. A Síntese de Indicadores Sociais 2002, lançada pelo IBGE, refere que o traço mais marcante da sociedade brasileira é a desigualdade. O propósito do estudo é testar a associação entre as taxas de homicídios e alguns indicadores de saúde e socioeconômicos. MÉTODOS: Estudo ecológico, de corte transversal. Foram analisados dados do Município de São Paulo, ano 2000, quanto a coeficientes de homicídios e cinco indicadores: taxa de mortalidade infantil, renda média do chefe de família, percentual de adolescentes de 15 a 17 anos que não freqüentavam a escola, percentual de adolescentes grávidas de 14 a 17 anos e densidade demográfica. Para testar essas associações foram utilizados o coeficiente de correlação de Pearson e a regressão linear múltipla. RESULTADOS: O coeficiente de homicídios foi 57,3/100.000. A correlação entre taxas de homicídios e renda média foi negativa e forte (r=-0,65). Maiores coeficientes foram encontrados nos distritos com menor renda e menores naqueles com maiores rendas. Para o percentual de adolescentes que não freqüentavam a escola (r=0,68) e para o percentual de adolescentes grávidas (r=0...

Estado de saúde percebido em idosos: desigualdades regionais e sociodemográficas na Espanha; Estado de salud percibido en ancianos: disparidades regionales y sociodemográficas en España; Self-perceived health status in older adults: regional and sociodemographic inequalities in Spain

Fernandez-Martinez, Beatriz; Prieto-Flores, Maria-Eugenia; Forjaz, Maria João; Fernández-Mayoralas, Gloria; Rojo-Pérez, Fermina; Martínez-Martín, Pablo
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/04/2012 ENG
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26.35%
OBJETIVO: Analisar as diferenças regionais e sociodemográficas no estado de saúde percebido por adultos mais velhos. MÉTODOS: Realizou-se um inquérito de qualidade de vida mediante entrevista pessoal com amostra representativa da população espanhola de 1.106 pessoas com 60 e mais anos não institucionalizadas, em 2008. Aplicaram-se modelos de regressão logística para explicar a saúde percebida segundo a escala visual analógica do EuroQol Group (EQ-VAS). As variáveis independentes incluíram características sociodemográficas e de saúde, assim como unidades territoriais estatísticas de nível 1 (grupo de comunidades autônomas) e nível 2 (comunidades autônomas). RESULTADOS: Os participantes dos grupos mais jovens e os que tinham uma melhor situação econômica mostraram maior probabilidade de ter uma percepção positiva da sua saúde. A ausência de problemas crônicos de saúde, a independência para realizar atividades da vida diária e menor nível de depressão também se associaram positivamente à saúde percebida como boa. Os idosos que viviam no sul mostraram uma percepção mais negativa da saúde do que as que vivem noutras regiões. CONCLUSÕES: Os resultados indicam uma desigualdade relativa no estado de saúde dos adultos mais velhos de níveis socioeconômicos inferiores e dos habitantes do sul do país. A análise por unidades territoriais estatísticas permite estabelecer comparações entre regiões em nível internacional.; OBJETIVO: Analizar las diferencias regionales y sociodemográficas en el estado de salud percibido por ancianos. MÉTODOS: Se realizó una encuesta de calidad de vida mediante entrevista personal en una muestra representativa de la población española de 1.106 personas con 60 y más años no institucionalizadas en 2008. Se aplicaron modelos de regresión logística para explicar la salud percibida de acuerdo con la escala visual analógica del EuroQol Group (EQ-VAS). Las variables independientes incluyeron características sociodemográficas y de salud...

Desigualdades sociais na mortalidade cardiovascular precoce em um município de médio porte no Brasil

Nogueira,Mário Círio; Ribeiro,Luiz Cláudio; Cruz,Oswaldo Gonçalves
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/11/2009 PT
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26.18%
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em muitos países. No Brasil, a mortalidade por doenças cardiovasculares ocorre prematuramente em maior proporção do que em países ricos. Este estudo objetivou analisar a relação entre a mortalidade cardiovascular precoce e as condições sócio-econômicas no espaço urbano. Realizou-se um estudo ecológico, e as unidades de análise foram as regiões urbanas de um município da região sudeste de Minas Gerais. A relação entre a razão de mortalidade padronizada por doenças cardiovasculares e o Índice de Desenvolvimento Social (IDS) foi estudada por modelo linear generalizado com distribuição binomial negativa. Os bairros com melhores condições sócio-econômicas tiveram mortalidade por doenças cardiovasculares significantemente menor. A redução das desigualdades sócio-econômicas em cidades de médio porte pode contribuir para a redução das iniqüidades em saúde.

Condições socioeconômicas em saúde: discussão de dois paradigmas

Antunes,José Leopoldo Ferreira
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2008 PT
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26.18%
Condição socioeconômica e seu impacto em saúde são objeto de grande interesse para pesquisadores e gestores de saúde. O artigo discute dois paradigmas de aferição da condição socioeconômica e revisa estudos epidemiológicos em que eles foram aplicados. Um dos paradigmas é referenciado por medidas de prestígio e diferenciação positiva entre os estratos sociais, como classificações baseadas em capital social e no acesso a bens e serviços. O outro é referenciado por classificações envolvendo privação material e diferenciação negativa entre os estratos sociais, e envolve a proposta de reposição aos segmentos populacionais mais afetados pela privação pelo Estado. A reflexão sobre opções metodológicas para se aferir condição socioeconômica em estudos epidemiológicos pode contribuir para a promoção de saúde e justiça social.

Auto-avaliação de saúde bucal em idosos: análise com base em modelo multidimensional

Martins,Andréa Maria Eleutério de Barros Lima; Barreto,Sandhi Maria; Pordeus,Isabela Almeida
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/02/2009 PT
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Propôs-se investigar fatores associados à auto-avaliação negativa da saúde bucal. Idosos, participantes do inquérito de saúde bucal do Ministério da Saúde, 2002-2003, que auto-avaliaram sua saúde bucal como ruim/péssima foram comparados aos que a auto-avaliaram como ótima/boa/regular usando-se razões de prevalências (RP) com base na regressão de Poisson. A minoria (870 - 17%) auto-avaliou sua saúde bucal negativamente. A auto-avaliação negativa foi menor entre aqueles com 1-9 dentes e edentados, maior entre pardos/negros/índios, que nunca usaram serviços, que apresentavam alterações de tecidos moles, que relataram pouca e média/muita dor, que auto-avaliaram sua aparência e mastigação como regular ou ruim/péssima, entre os que relataram seus relacionamentos sociais pouco ou muito afetados pelas condições bucais e entre os que avaliavam necessitar de tratamento bucal. Apesar das precárias condições bucais, a maioria auto-avaliou positivamente sua saúde bucal. Condições subjetivas estiveram mais fortemente associadas do que as objetivas. Os resultados sugerem iniqüidade e permitem orientar políticas públicas que objetivem saúde bucal e qualidade de vida.

Homicídios e desigualdades sociais no Município de São Paulo

Gawryszewski,Vilma Pinheiro; Costa,Luciana Scarlazzari
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2005 PT
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OBJETIVO: A relação entre renda e mortalidade por violência vem sendo estudada nos últimos anos. A Síntese de Indicadores Sociais 2002, lançada pelo IBGE, refere que o traço mais marcante da sociedade brasileira é a desigualdade. O propósito do estudo é testar a associação entre as taxas de homicídios e alguns indicadores de saúde e socioeconômicos. MÉTODOS: Estudo ecológico, de corte transversal. Foram analisados dados do Município de São Paulo, ano 2000, quanto a coeficientes de homicídios e cinco indicadores: taxa de mortalidade infantil, renda média do chefe de família, percentual de adolescentes de 15 a 17 anos que não freqüentavam a escola, percentual de adolescentes grávidas de 14 a 17 anos e densidade demográfica. Para testar essas associações foram utilizados o coeficiente de correlação de Pearson e a regressão linear múltipla. RESULTADOS: O coeficiente de homicídios foi 57,3/100.000. A correlação entre taxas de homicídios e renda média foi negativa e forte (r=-0,65). Maiores coeficientes foram encontrados nos distritos com menor renda e menores naqueles com maiores rendas. Para o percentual de adolescentes que não freqüentavam a escola (r=0,68) e para o percentual de adolescentes grávidas (r=0...

Mortalidade por Aids e indicadores sociais no Município de São Paulo, 1994 a 2002

Farias,Norma; Cardoso,Maria Regina A
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2005 PT
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OBJETIVO: Analisar as correlações entre os coeficientes de mortalidade por Aids e os índices de inclusão/exclusão social, em homens e mulheres de 25 a 49 anos. MÉTODOS: O estudo foi realizado em 96 distritos administrativos do Município de São Paulo, no período de 1994 a 2002. Foram utilizados dados de óbitos do programa de aprimoramento das informações de mortalidade do Município e estimativas populacionais dos censos de 1991 e 2000 da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Secretaria Municipal de Planejamento. Os índices foram obtidos do Mapa da Exclusão para a Cidade (1996 e 2000). Para a análise estatística foi utilizado o teste de correlação de Pearson (alfa=0,05). RESULTADOS: Entre os homens, observou-se correlação positiva significativa (p<0,05) entre a mortalidade por Aids e o índice de qualidade de vida dos distritos, de 1994 a 1998. Entre as mulheres, observou-se em todo o período correlação negativa significativa (p<0,05) entre a mortalidade por Aids e o índice de eqüidade, o qual mede a concentração de mulheres chefes de família/analfabetas. A partir de 2000, observou-se tendência à correlação negativa significativa (p<0,05) entre a mortalidade feminina por Aids e o índice global de exclusão social. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem o deslocamento da mortalidade por Aids para áreas de exclusão e apontam para a hipótese de relação entre essa mortalidade e fatores socioeconômicos. Outros estudos epidemiológicos e no campo das ciências sociais são necessários para aprofundar essa investigação.

Homicídios, desenvolvimento socioeconômico e violência policial no Município de São Paulo, Brasil

Peres,Maria Fernanda Tourinho; Cardia,Nancy; Mesquita Neto,Paulo de; Santos,Patrícia Carla dos; Adorno,Sérgio
Fonte: Organización Panamericana de la Salud Publicador: Organización Panamericana de la Salud
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2008 PT
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OBJETIVO: Analisar a associação entre violência policial e coeficientes de mortalidade por homicídio, considerando o efeito de variáveis contextuais. MÉTODOS: Estudo ecológico de corte transversal considerando os 96 distritos censitários do Município de São Paulo. A associação entre as variáveis foi determinada através de correlação de Spearman e de análise de regressão linear simples e múltipla. RESULTADOS: Nas análises univariadas, encontramos associação forte e significativa entre os coeficientes de mortalidade por homicídio e todos os indicadores de desenvolvimento socioeconômico e violência policial. Após controle dos potenciais confundidores, a associação entre a violência policial e os coeficientes de mortalidade por homicídio manteve-se forte e significativa. Apenas com o controle para o tamanho da população residente a associação perdeu a significância estatística. CONCLUSÃO: Os resultados indicam que uma ação policial centrada na violação de direitos humanos básicos não parece ser a resposta correta para o enfrentamento da violência urbana. A combinação de homicídios que resultam de violência interpessoal com mortes por violência policial representa uma situação de socialização negativa...