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Aspectos semânticos dos nomes classificados em Munduruku; Some semantic aspects of the language Munduruku (Tupi language of the Munduruku family)

Martines, George Verges
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 10/10/2007 PT
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37.29%
Este trabalho apresenta os estudos realizados de alguns aspectos semânticos da língua Munduruku (do tronco lingüístico Tupi), falada por mais de 7500 índios da nação conhecida pelo mesmo nome, que estão distribuídos por cerca de noventa aldeias no Pará, Amazonas e inclusive no Mato Grosso. Este trabalho circunscreveu-se ao grupo pertencente à aldeia Munduruku "Praia do Mangue", no oeste do Pará. Após uma sucinta apresentação do povo, parte-se para uma breve descrição morfossintática da língua, onde deparamos com o tema principal dessa dissertação: os classificadores nominais. Nesta língua, os substantivos são acrescidos de afixos nominais, que possuem a função de estabelecer uma relação associativa entre o nome e seu referente espacial. Neste trabalho busca-se provar que os classificadores geram significado através da carga semântica que possuem e, para poder chegar a esses resultados, revisamos as teorias da motivação ou arbitrariedade do signo lingüístico, a metáfora e suas peculiaridades, a metonímia com suas relações e a possível migração de uma estrutura metafórica existente para uma metonímica. O fundamento principal dessa dissertação é a propositura de Ullmann de que, em muitas línguas...

Penas de papel : um estudo comparativo da imagem indigena no Brasil e nos EUA; A comparative study of the image of the "indian" in Brazil and the United States

Sara Elizabeth Brandon
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 20/05/2005 PT
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26.4%
O projeto tem como proposta estudar a imagem e a construção da identidade de nativos norte-americanos e indígenas brasileiros na cultura popular e dominante. O povo indígena tem sido analisado sob diferentes olhares, tais como o olhar Antropológico, da mídia, da arte, bem como de projetos governamentais, todos eles documentando suas respectivas imagens. Este trabalho parte da compreensão de que tais imagens refletem um. É importante lembrar que as primeiras ilustrações seriam representadas sob a forma de xilogravuras. O processo é melhor observado no trabalho Grandes Viagens, de Theordore DeBry, embora, continuamente, no período épico dos primeiros pintores etnográficos, gravuras, pinturas e litografias tenham sido usadas. É claro que, mais tarde, as influências da visibilidade das pinturas não podem ser desprezadas, uma vez que tornaram um pouco mais acessíveis à massa, através de cópias impressas, reproduções, fotografias e acervos em museus contemporâneos. Nos Estados Unidos o ?Índio mau? era associado com o guerreiro com machado ou o rebelde selvagem do oeste. No Brasil é possível que os Munduruku fossem representados neste sentido. Pessoa descendente de branco e índio. Pessoa descendente de negro e índio. Palavra originalmente usada no Brasil ( por cientistas europeus) referindo-se à pessoa de sangue indígena puro que torna-se ?civilizada ou pacificada?. Porém...

Uma etnografia sobre a pluralidade de modelos de atenção à saúde entre os índios Munduruku na terra indígena Kwatá Laranjal, Borba, Amazonas

Scopel, Daniel
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: Tese de Doutorado Formato: 262 p.| il., tabs.
POR
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67.58%
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2013.; Esta tese visa analisar as relações e redes sociais de apoio mútuo e cuidados a partir das práticas indígenas de autoatenção à saúde e às enfermidades entre os Índios Munduruku do Rio Canumã. Na Terra Indígena Kwatá-Laranjal vivem 2500 índios Munduruku. O estudo é etnográfico e admitiu múltiplas técnicas de pesquisa (observação participante, entrevistas, acompanhamento de itinerários terapêuticos, etc.). Entende-se que as redes de relações sociais são decisivas nos processos de saúde/doença/atenção (MENÉNDEZ, E. L., 2009). Essa temática se insere entre os estudos antropológicos sobre saúde indígena no Brasil (LANGDON, 2004) e tem foco na relação entre diferentes saberes de atenção (MENÉNDEZ, E. L., 2009) por meio da compreensão de que os diversos atores sociais agem em um campo plural de intermedicalidade (FOLLÉR, 2004; GREENE, 1998; LANGDON, 2004). O recorte teórico-metodológico parte da autoatenção em sentido estrito (MENÉNDEZ, E. L., 2003) por meio das práticas e estratégias intencionais de atores ?leigos? na busca por prevenir...

Cotidiano, saúde e política : uma etnografia dos profissionais da saúde índígena

Silva, Cristina Dias da
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Tese
POR
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27%
Tese (doutorado)-Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, 2010.; Esta tese versa sobre práticas de atenção à saúde entre profissionais da enfermagem no contexto dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, os DSEIs, implantados a partir de 1999 no Brasil. A pesquisa foi realizada na região do Alto Rio Tapajós (PA) e abordou o cotidiano da assistência básica de saúde prestada aos Munduruku que vivem nessa localidade. O principal objetivo deste trabalho foi lançar luz sobre a relação que se estabelecia nesse plano de assistência primária. A abordagem aos Munduruku por esses profissionais de saúde parecia adquirir um sentido particular, isto é, ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS) estivesse integrado à esfera distrital, era especificamente sobre os profissionais de saúde da Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) que se projetavam expectativas de produção de uma “atenção diferenciada”, principal mote da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. Assim, realizei uma etnografia que se orientou pela premência em desdobrar a dinâmica de relações desse grupo de profissionais, em sua maioria maciça oriundos do extenso campo da enfermagem...

Cotidiano, saúde e política : uma etnografia dos profissionais da saúde indígena

Silva, Cristina Dias da
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Tese
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Esta tese versa sobre práticas de atenção à saúde entre profissionais da enfermagem no contexto dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas1, os DSEIs, implantados a partir de 1999. A pesquisa foi realizada na região do Alto Rio Tapajós (PA) e abordou o cotidiano da assistência básica de saúde prestada aos Munduruku que vivem nessa localidade. Trata-se de uma população de cerca de oito mil pessoas distribuídas em mais de oitenta aldeias e “divididas” entre nove Pólos-Base no Distrito Sanitário. A cidade mais próxima abrigava a Casa de Saúde Indígena, um hospital municipal e a sede local da administração do DSEI Rio Tapajós. Em média, dois a três médicos atendiam no hospital, enquanto dezenas de enfermeiras e técnicas/auxiliares de enfermagem conformavam a Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena, a EMSI, no âmbito diário do atendimento. Profissionais da saúde como nutricionistas e farmacêuticos visitavam a cidade e as aldeias esporadicamente e residiam numa segunda cidade, Itaituba, localizada na região do Médio Tapajós e onde era possível também encontrar uma Casa de Saúde Indígena, que encaminhava os pacientes para Belém, capital paraense. Essa era a infraestrutura básica de assistência por onde circulavam os Munduruku no interior das instâncias de atendimento do Subsistema de Saúde Indígena (SSI). O principal objetivo deste trabalho foi lançar luz sobre a relação que se estabelecia nesse plano de assistência primária. A abordagem aos Munduruku por esses profissionais de saúde parecia adquirir um sentido particular...

Terminologia em língua indígena : a construção do dicionário escolar Português-Mundurukú na área do Magistério

Ferreira, Tânia Borges
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
POR
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37.42%
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2013.; Este estudo documenta e analisa os termos da área do Magistério encontrados no ensino médio Mundurukú, visando à elaboração do dicionário terminológico escolar Português-Mundurukú da área do Magistério. O objetivo desta pesquisa é contribuir para o uso da Terminologia como instrumento de preservação de línguas minoritárias sob uma perspectiva terminográfica, didática e bilíngue. Por ser uma obra terminográfica de cunho didático, apresentamos uma revisão sobre a Educação Escolar Indígena e sua prática nas comunidades Mundurukú. Pretende-se contribuir com a reflexão do papel da escola e o espaço que ela dá à língua Mundurukú e ao Português, em prol do desenvolvimento de políticas linguísticas que fortaleçam a preservação das línguas minoritárias brasileiras. A construção do dicionário é baseada na Teoria Comunicativa da Terminologia (TCT) e dialoga com a Socioterminologia e a Linguística de Texto. A metodologia segue os pressupostos da TCT e, no tocante ao trabalho de campo, priorizamos a pesquisa qualitativa...

Aspectos da fonologia do Mundurukú do Madeira (AM)

Santos, Cássia Alessandra Braga dos
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
POR
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47.31%
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2013.; O contato dos mundurukú do Madeira com os não-indígenas se deu largamente ao longo do processo histórico desse povo. Por meio desta trajetória é importante observar que, a etnia Mundurukú, desde sua separação em territórios diferentes, passa por modificações que justificam a diferença em seus falares, em seus hábitos, em sua cultura e em sua identidade. Esta dissertação apresenta um estudo sobre aspectos da fonologia do Mundurukú do Madeira (AM). A metodologia utilizada para o desenvolvimento da pesquisa apresentou abordagem etnográfica de acordo com Lakatos e Marconi (2001), McGree e Warms (2003) e Flick (2009). A análise fonêmica dos segmentos consonantais presente neste trabalho pautou-se nas técnicas de identificação de fonemas propostas por Pike (1971), Kindell (1997) e Silva (2010). Com o intuito de ampliar a discussão acerca das consoantes pré-oralizadas e dos modelos silábicos, apresentamos estes segmentos sob a perspectiva da geometria de traços de Clements e Hume (1995). Um dos objetivos iniciais era apresentar subsídios para a revitalização da língua Mundurukú do Amazonas. No entanto...

Do trabalho missionário para se salvar uma nação: um estudo dos sucessos missionários

Collevatti,Jayne
Fonte: Instituto de Estudos da Religião Publicador: Instituto de Estudos da Religião
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2009 PT
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36.72%
Se em seu artigo Calávia afirma que fracassos missionários precisam ser qualificados (Saez 1999), o mesmo ocorre, quando se trata de seus sucessos. Analiso, neste artigo, o trabalho de catequese e civilização realizado pelos missionários da Missão de São Francisco, entre os índios Munduruku. Para tal, tomo o discurso missionário em sua positividade, a fim de investigar as categorias franciscanas utilizadas para descrever seu trabalho, marcado não pela inconstância selvagem frente ao aparelho missionário, mas sim por uma adesão que, para os missionários, marcava o sucesso da relação construída com a população indígena. Neste sentido, retomo a proposta de Calávia a fim de entender a civilização menos como um evento histórico, e mais como uma categoria variável nas mãos das agências missionárias.

Níveis de mercúrio em peixes consumidos pela comunidade indígena de Sai Cinza na Reserva Munduruku, Município de Jacareacanga, Estado do Pará, Brasil

Brabo,Edilson da Silva; Santos,Elisabeth de Oliveira; Jesus,Iracina Maura de; Mascarenhas,Artur Fernando; Faial,Kleber Freitas
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/1999 PT
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36.72%
O estudo consiste em avaliar os níveis de mercúrio no pescado consumido pela comunidade indígena de Sai Cinza (Reserva Munduruku) no Estado do Pará, e associá-los com os hábitos de consumo da população. Um total de oitenta espécimes de peixes foram capturados. As determinações de Hg foram realizadas por absorção atômica. A concentração média de Hg nas espécies carnívoras foi de 0,293 µg/g (DP = 0,104) enquanto nas não carnívoras foi de 0,112 µg/g (DP = 0,036). As espécies referidas como de maior consumo ente os 330 indivíduos entrevistados foram: tucunaré, pacu, jaraqui, traíra, aracu, matrinchã e caratinga. As espécies com concentrações mais elevadas de Hg foram tucunaré e traíra, que estão entre os peixes mais consumidos. A freqüência de consumo constitui-se num fator importante na avaliação de risco de contaminação por mercúrio em comunidades que não têm outras alternativas de alimentação.

A cosmopolítica da gestação, parto e pós-parto

Scopel, Raquel Paiva Dias
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: Tese de Doutorado Formato: 211 p.| il., tabs.
POR
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47.48%
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2014.; Esta tese é uma etnografia das práticas de autoatenção relativas à gestação, ao parto e ao pós-parto entre os índios Munduruku da Terra Indígena Kwatá-Laranjal, Município de Borba, Amazonas, Brasil. A observação participante foi o eixo central na condução da pesquisa. Procurou-se destacar as especificidades dos saberes Munduruku em um contexto de pluralidade de formas de atenção à saúde. Ao abordar as práticas de autoatenção na gestação, parto e pós-parto, verificou-se que as mulheres Munduruku articularam os saberes indígenas com práticas biomédicas de atenção à saúde, por exemplo, no acompanhamento do pré-natal e em exames junto às equipes de saúde biomédicas, como também respeitando prescrições indígenas relativas às dietas alimentares, banhos, pegar barriga, puxar a mãe do corpo, resguardo, entre outras práticas que interferem diretamente na produção do corpo e da pessoa Munduruku. A etnografia aponta para a construção social do corpo do bebê no interior de relações afetivas inerentes ao grupo primário, como as que se observam no grupo familiar...

Comparação fonológica do kuruáya com o mundurukú

Mendes Júnior, Djalma Gomes
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
PT_BR
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37.16%
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Classicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2007.; No presente trabalho, seguindo o método histórico-comparativo, desenvolveu-se um estudo comparativo da fonologia das línguas Kuruáya e Mundurukú, constituintes da família lingüística Mundurukú, tronco Tupí. São apresentados dados mais sistemáticos para a consolidação da família Mundurukú, incluindo dados inéditos da língua Kuruáya. São comparados, sistematicamente, consoantes, vogais e padrões silábicos, considerando os fatores que condicionam algumas mudanças. _______________________________________________________________________________ ABSTRACT; In this study, using de historical-comparative method, we developed a comparative study about the phonology of Kuruaya and Munduruku languages, belong to Munduruku family, Tupí stock. We are show a lot of systematic words to consolidate the Munduruku family, including inedited words of the Kuruaya language. Consonants, vowels and syllable types are studies in this thesis.

Estudo morfológico e sintático da língua mundurukú (tupí)

Gomes, Dioney Moreira
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Tese
PT_BR
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37.21%
Tese(doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Classicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2006.; Esta tese aborda aspectos da morfologia e da sintaxe da língua Mundurukú (Tupí). No capítulo 1, apresentamos os marcadores pessoais e os prefixos relacionais, os primeiros de natureza clítica e os segundos sem caráter pessoal. O entendimento desses dois fenômenos é importante para compreender o restante das análises aqui feitas, uma vez que há tanto classes de palavras que ocorrem com eles (verbos, nomes e posposições), quanto classes que não os tomam (pronomes, advérbios, palavras interrogativas, conjunções e partículas). O capítulo 2 é dedicado ao verbo e mostra suas principais características morfossintáticas a partir da distinção de suas subclasses e da análise de sua morfologia flexional e derivacional. O capítulo 3 é reservado aos nomes e posposições, duas classes que compartilham marcação pessoal e flexão relacional. As demais classes e sua morfossintaxe são apresentadas no capítulo 4, que traz os pronomes, os advérbios, as palavras interrogativas, as conjunções e as partículas. Os pronomes foram divididos em três subclasses: os pessoais...

Aguerra implacável dos Munduruku: elementos culturais e genéticos na caça aos inimigos. En: Avá, nº 11

Savio Leopoldi, José
Fonte: Universidad Nacional de Misiones. Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales. Secretaría de Investigación y postgrado. Programa de Postgrado de Antropología Social. Publicador: Universidad Nacional de Misiones. Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales. Secretaría de Investigación y postgrado. Programa de Postgrado de Antropología Social.
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:ar-repo/semantics/artículo; info:eu-repo/semantics/publishedVersion Formato: application/pdf
Publicado em /12/2007 POR
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37.07%
As verdadeiras razões das guerras no mundo primitivo constituem uma questão que merece maior atenção dos estudiosos. Um motivo óbvio dessas guerras no mundo primitivo era a disputa pela exploração do meio ambiente, mas isso geralmente não ocorria entre os indígenas brasileiros, devido à vasta extensão territorial do país. Mesmo no caso dos guerreiros Munduruku, a “razão beligerante” da tribo permanece pouco explorada. O que mais se encontra são descrições dos ataques aos inimigos, do valor social atribuído aos guerreiros, do objetivo imediato da guerra - a caça às cabeças – e das festas em que essas peças eram enfeitadas tornando-se os mais valiosos troféus. Sua importância se devia ao fato de que, de acordo com as crenças indiígenas, elas propiciavam sucesso às atividades de caça, coleta e agricultura, tornando-se então necessárias ao bem estar da tribo. Nossa proposta é considerar a guerra como o elemento central da vida Munduruku, ou seja, a razão mesma de sua existência. Nessa atividade se ancoravam os valores culturais por excelência do grupo, bem como os elementos básicos da sua organização social. Independentemente de vinganças, de disputas ou de qualquer outro motivo “justo”...

A invenção (franciscana) da cultura munduruku: sobre a produção escrita dos missionários da Província de Santo Antônio

Collevatti, Jayne Hunger
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/01/2009 POR
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47.16%
In 1911, German Franciscans who had recently arrived in Brasil, and, more specifically, in the State of Pará, founded a religious mission named Missão de São Francisco do rio Cururu, in the middle of the Munduruku territory. The Franciscans left behind not only a missionary equipment that tried to fulfill the missionary program of civilization for indians, but also a religious documentation, formed by diaries, chronicles and essays allegedly ethnological, that allowed the construction of a variety of religious speeches about the indigenous culture. And when these discourses were published, they invented a Munduruku society.; Em 1911, franciscanos alemães recém-chegados ao Brasil, e, mais especificamente, ao Pará, fundaram a assim chamada Missão de São Francisco do rio Cururú, em meio ao território dos índios Munduruku. Juntamente com um equipamento missionário que procurava atender ao programa de civilização dos "selvícolas", os franciscanos também deixaram de herança uma documentação religiosa formada por diários, crônicas e ensaios pretensamente etnológicos, que permitiu que a construção de uma variedade de discursos religiosos que procuravam analisar a cultura indígena. E estes discursos, ao serem publicados...

“AVALIAÇÃO ESCOLAR”: TERMO, CONCEITO E VISÃO DE MUNDO EM PORTUGUÊS E EM MUNDURUKÚ (TUPÍ); “School evaluation”: term, concept, world view in Portuguese and Munduruku - Tupian language

Gomes, Dioney M.; Universidade de Brasília – UnB; Ferreira, Tânia Borges; Universidade de Brasília – UnB
Fonte: Thesaurus Editora Publicador: Thesaurus Editora
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 03/07/2012 POR
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37.47%
O presente artigo traz uma reflexão sobre o termo avaliação escolar no contexto de educação bilíngue e ensino de Português como segunda língua entre índios/as brasileiros/as da etnia Mundurukú (Pará). Partimos de um panorama histórico da avaliação educacional brasileira para entender as crenças criadas acerca do termo e suas transformações no decorrer do tempo. Assim, foi possível identificar quais linhas teóricas estão na base das definições de avaliação nos dicionários gerais e especializados da atualidade. Após isso, apresentamos o conceito e a visão de mundo relativo ao processo de avaliação escolar entre os/as índios/as Mundurukú. O nosso objetivo maior é justificar as escolhas que fizemos ao propor um verbete bilíngue ao termo avaliação escolar no Dicionário Terminológico Escolar Português - Mundurukú/ Mundurukú - Português, que ora escrevemos. A construção do dicionário está baseada na Teoria Comunicativa da Terminologia (TCT), na Linguística Textual e na Linguística de Corpus (Bevilacqua (1998), Boulanger (1995), Cabré (1998; 1999a, b, c), Carvalho (2005), Gemar (1991), Hoffmann (1998), Kokourek (1991), L'Homme (2004), Sardinha (2004) e outros).; This paper is about the technical term "school evaluation" in the context of bilingualism education and the learning of Portuguese second language by the Brazilian native people Munduruku (Pará). We start with a historical panorama about the school evaluation in Brazil to understand the comprehension about the term and its changes in time. Thus...

Representations of children in indigenous literature; Representações da criança na literatura de autoria indígena

Bonin, Iara Tatiana; Universidade Luterana do Brasil
Fonte: Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea; Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea; Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea Publicador: Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea; Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea; Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/07/2015 POR
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Well-known since the nineties in the core of a wider differences-oriented movement, Brazilian indigenous literature is shaped as a space for the production of hybrid, multimodal and intercultural narratives. Works by authors of different ethnic groups are a favoured record of the contact among people – identity marks are inscribed in them and sometimes monolithic visions and stereotyped representations of indigenous people are challenged. In this paper, the aim is to analyse stereotyped representations of indigenous people in seven works by indigenous writers Daniel Munduruku, Olívio Jekupé, Yaguerê Yamã and Wasiry Guará. The analysis shows the recurrence of three representational strategies: the characters’ ethnic belonging, the idea of children as active subjects, and the affirmation of the memory and social place of the elder in children’s learning.; A literatura indígena brasileira, que adquire notoriedade a partir dos anos 1990 no bojo de um movimento mais amplo de valorização das diferenças, configura-se como espaço de produção de narrativas híbridas, multimodais e interculturais. As obras escritas por autores de diferentes etnias são um registro privilegiado do contato entre povos, nelas se inscrevem marcas identitárias e se procede...

O poder da comunicação por meio do aprendizado de PSL pelos índios Mundurukú (PA)

Santos, Cássia Alessandra Braga dos; Moura, Natália Gouveia
Fonte: Revista Intercâmbio dos Congressos de Humanidades Publicador: Revista Intercâmbio dos Congressos de Humanidades
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion;
Publicado em 19/02/2015 PT
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O povo Mundurukú está situado em três estados brasileiros e somam 11.630 pessoas. O foco deste trabalho são as aldeias do estado do Pará, onde há escolas de ensino fundamental e ensino médio integrado ao profissional. Nessas escolas, os indígenas aprendem o Português como Segunda Língua (PSL) e a sua língua materna, o Mundurukú. Além disso, formam seu pensamento ético-cidadão, crítico e pluralista. O aprendizado de PSL pelos índios Mundurukú possui uma função bem específica: sendo brasileiros, precisam aprender a língua oficial do país para lutarem por seus direitos e terem voz em uma sociedade onde são minoria, e com a qual possuem anos de relações. Portanto, a comunicação em Português para eles é dotada de um poder: possibilita a inclusão social, econômica e política na sociedade nacional. E ao se apropriarem desse poder, eles manifestam uma identidade; sendo possível realizar mudanças sociais e divulgar suas ideias, pensamentos e ideologias. O presente trabalho analisará o poder do uso de PSL pelos índios Mundurukú e a identidade manifestada por eles em cartas argumentativas. Nestas eles manifestam sua competência comunicativa (ou seja, as aplicações estruturais da língua adequadas a uma intenção e cultura) e usam da argumentação para expressarem sua visão de mundo.

Aguerra implacável dos Munduruku: elementos culturais e genéticos na caça aos inimigos

Leopoldi,José Sávio
Fonte: Avá Publicador: Avá
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/07/2007 PT
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As verdadeiras razões das guerras no mundo primitivo constituem uma questão que merece maior atenção dos estudiosos. Um motivo óbvio dessas guerras no mundo primitivo era a disputa pela exploração do meio ambiente, mas isso geralmente não ocorria entre os indígenas brasileiros, devido à vasta extensão territorial do país. Mesmo no caso dos guerreiros Munduruku, a "razão beligerante" da tribo permanece pouco explorada. O que mais se encontra são descrições dos ataques aos inimigos, do valor social atribuído aos guerreiros, do objetivo imediato da guerra - a caça às cabeças - e das festas em que essas peças eram enfeitadas tornando-se os mais valiosos troféus. Sua importância se devia ao fato de que, de acordo com as crenças indiígenas, elas propiciavam sucesso às atividades de caça, coleta e agricultura, tornando-se então necessárias ao bem estar da tribo. Nossa proposta é considerar a guerra como o elemento central da vida Munduruku, ou seja, a razão mesma de sua existência. Nessa atividade se ancoravam os valores culturais por excelência do grupo, bem como os elementos básicos da sua organização social. Independentemente de vinganças, de disputas ou de qualquer outro motivo "justo", a guerra tinha que acontecer para os Munduruku: a vida da tribo dependia da morte dos inimigos e de suas valorizadas cabeças. Nossa hipótese é que uma explicação de base genética pode explicar mais coerentemente essa radical "necessidade" da guerra perpetrada pelos Munduruku.

Níveis de mercúrio em peixes consumidos pela comunidade indígena de Sai Cinza na Reserva Munduruku, Município de Jacareacanga, Estado do Pará, Brasil

Brabo,Edilson da Silva; Santos,Elisabeth de Oliveira; Jesus,Iracina Maura de; Mascarenhas,Artur Fernando; Faial,Kleber Freitas
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/1999 PT
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36.72%
O estudo consiste em avaliar os níveis de mercúrio no pescado consumido pela comunidade indígena de Sai Cinza (Reserva Munduruku) no Estado do Pará, e associá-los com os hábitos de consumo da população. Um total de oitenta espécimes de peixes foram capturados. As determinações de Hg foram realizadas por absorção atômica. A concentração média de Hg nas espécies carnívoras foi de 0,293 µg/g (DP = 0,104) enquanto nas não carnívoras foi de 0,112 µg/g (DP = 0,036). As espécies referidas como de maior consumo ente os 330 indivíduos entrevistados foram: tucunaré, pacu, jaraqui, traíra, aracu, matrinchã e caratinga. As espécies com concentrações mais elevadas de Hg foram tucunaré e traíra, que estão entre os peixes mais consumidos. A freqüência de consumo constitui-se num fator importante na avaliação de risco de contaminação por mercúrio em comunidades que não têm outras alternativas de alimentação.