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Corpos, culturas e alteridade em fronteiras: educação escolar e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e da Aids entre indígenas da Reserva Kadiwéu, Mato Grosso do Sul - Brasil; Bodies, cultures and otherness in frontiers: school education and prevention of Aids and sexually transmitted diseases among Indians from Reserva Kadiwéu, Mato Grosso do Sul Brasil

Maciel, Léia Teixeira Lacerda
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 05/03/2009 PT
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A presente pesquisa tem por finalidade apresentar uma análise acerca dos pressupostos filosóficos, educacionais, psicológicos e históricos contidos no projeto "Viver nas aldeias com saúde: conhecer e prevenir Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids". Essa iniciativa foi realizada com os discentes do Curso de Formação de Professores Kadiwéu e Kinikinau de Mato Grosso do Sul, no período de novembro de 2003 a fevereiro de 2004, na Reserva Indígena Kadiwéu oferecido pela Escola Municipal Indígena "Ejiwajegi" Pólo e Extensões, vinculada à Prefeitura Municipal de Porto Murtinho. A participação nesse projeto, bem como as reflexões dele decorrentes, possibilitou-me conhecer as concepções dessas sociedades indígenas a respeito de corpo e sexualidade; saúde e doença; prevenção, tratamento e comunidade; contribuindo, dessa forma, para o aprimoramento das políticas públicas destinadas a essa população. Para aprofundar as bases do projeto mencionado, tive de retornar ao início do século XX, pois foi a partir da criação do Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPILTN, posteriormente Serviço de Proteção aos Índios SPI), em 1910, que se iniciaram as experiências sistemáticas de escolarização dos grupos indígenas do país. Nesse exercício de sistematização...

Sustentabilidade e processos de reconstrução identitária entre o povo indígena Kinikinau (Koinukunôen) em Mato Grosso do Sul

Souza, Rosaldo de Albuquerque
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
POR
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Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, 2012.; O povo indígena Kinikinau, do tronco linguístico Aruak, tem os primeiros registros históricos de sua existência no Chaco paraguaio. Por causa de perseguições por parte daqueles que os consideravam “selvagens”, migraram para o atual território brasileiro ainda na segunda metade do século XVII. O primeiro local a se instalarem foi nas proximidades do município sul mato-grossense de Miranda e, em seguida, se deslocaram até chegarem à reserva Indígena Kadiwéu, onde vivem atualmente. O grupo chegou a ser considerado “extinto” por alguns pesquisadores e tal ideia foi aceita, inclusive, pela FUNAI. Apesar de viverem por longos anos de forma oculta, sem declarar ao público sua identidade étnica, preservaram grande parte de raízes identitárias, como a arte, as manifestações culturais e a alimentação tradicional. Um sinal diacrítico muito importante, mas que, infelizmente, ficou nos rastros do tempo, foi a língua Kinikinau. No início do século XXI, a escola inseriu, no seu currículo, aulas de Língua Indígena, mas sabe-se que é muito difícil sensibilizar as crianças a aprenderem o idioma original. Um produto muito apreciado e produzido pelos Kinikinau (autodenominados Koinukunôen) é o mel. Os apicultores indígenas são excelentes conhecedores dos efeitos medicinais desse alimento e também conhecem...

O discurso indígena sobre as questões ambientais

Carvalho, Jandercy Penha da Silva
Fonte: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Publicador: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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Resultante de pesquisa de caráter exploratório e empírico, a partir de uma proposta transdisciplinar e do método arqueogenealógico de Foucault, essa dissertação tem como objetivo geral estudar o processo identitário do indígena e sua relação com o meio ambiente por meio do discurso do povo Kinikinau, tendo como aporte teórico a Análise do Discurso de linha francesa. Como objetivo específico elegeu-se encontrar, com base em regularidades enunciativas e dispersões do discurso, as diferentes formações discursivas, os interdiscursos e os efeitos de sentido possíveis que perpassam a memória discursiva dos Kinikinau e as representações de terra = mãe/provedora e terra = nação/ origem nos discursos dos sujeitos Kinikinau, via materialidade linguística. Para alcançar tais objetivos realizaram-se três visitas à Aldeia São João com o intuito de nos aproximarmos dos sujeitos e conquistar a “confiança”. Nessas visitas, por meio de conversas informais, coletamos dados referentes à história do povo que foram registrados em “Diário de Campo”. Após a familiarização dos sujeitos, realizamos entrevistas com dois professores Kinikinau, em forma de narrativa, que constituem o corpus dessa pesquisa. A pesquisa foi desenvolvida na Aldeia São João...

Koenukunoe emo'u : a lingua dos indios Kinikinau; Koenukunoe emo'u : the language of the Kinikinau indians

Ilda de Souza
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 26/02/2008 PT
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O objetivo deste trabalho é apresentar uma descrição da língua kinikinau, pertencente à família Aruak, falada por um reduzido número de índios da mesma denominação. Nesta descrição, apresento um capítulo com dados históricos e etnográficos sobre esse pequeno grupo indígena, pelo fato de ser pouco conhecido e de estarem povo e língua em vias de extinção. Apresento aspectos da fonologia, da morfologia de nomes e verbos, bem como da estrutura sintática. Os Kinikinau vivem na aldeia São João, região da Serra da Bodoquena, próximo à cidade de Bonito, MS, região Centro Oeste do Brasil. A terra pertence aos índios Kadiwéu, com quem os Kinikinau se relacionam em situação de vassalagem desde os mais remotos documentos históricos, quando viviam no Chaco paraguaio. Devido ao contato prolongado, havia hipótese sobre a língua, que possivelmente teria sido substituída pela língua do dominador. Outra hipótese é que a língua, em contato com as línguas kadiwéu, terena e portuguesa, teria crioulizado. E, ainda, uma terceira hipótese, que a língua falada pelos Kinikinau seria a língua terena. Esta língua não foi anteriormente descrita, porque foi dada como uma língua extinta desde o Handbook of South American Indians (1946). O resultado desta pesquisa refuta as três hipóteses e vem afirmar que existe uma língua kinikinau...

De Chané-Guaná a Kinikinau : da construção da etnia ao embate ente o desaparecimento e a persistência; From Chané-Guaná to Kinikinau : from the ethnic construction to the struggle between disapperance and persistence

Iára Quelho de Castro
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 20/05/2011 PT
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Este trabalho apresenta como objeto de estudo o grupo indígena Guaná-Aruák, denominado Kinikinau, que hoje vive na Aldeia de São João, em Mato Grosso do Sul, e que não obstante ter sido considerado extinto na primeira metade do século XX prossegue com a sua existência. Defende a tese de que essa persistência se deve à existência de uma estrutura geral de tendências e disposições apresentadas pelos povos Chané-Guaná, a que pertencem, materializadas nas situações sócio-históricas do contato, que concorreu para a sua continuidade ao longo do tempo e para a sua inserção na historia do extremo-oeste brasileiro, dada a forma como conceberam e construíram suas relações com o seu entorno. Pretende, também, demonstrar que o "desaparecimento" do grupo constituiu-se como um produto histórico e teórico que se esfacelou frente à presença viva do grupo na sociedade brasileira que invalidou todos os prognósticos pessimistas quanto à sua permanência, revelando uma maneira de se ser índio nestes dias propícios, embora difíceis, as reafirmações dos povos indígenas no Brasil. Trata-se, especificamente, de se historiar a constituição dos Kinikinau enquanto uma formação sócio-indígena, identificando-se os lugares e espaços a partir dos quais se deu aquele processo...