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Filogeografia e sistemática molecular de répteis de alguns arquipélagos africanos do Atlântico oriental

Jesus, José Manuel Abreu de
Fonte: Universidade da Madeira Publicador: Universidade da Madeira
Tipo: Tese de Doutorado
Publicado em //2005 POR
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37.27%
Os répteis, nomeadamente os lagartos, lagartixas e osgas, constituem um dos grupos de vertebrados com maior sucesso de colonização das ilhas oceânicas. Juntamente com as aves, devem constituir o grupo que naturalmente melhor se disseminou pelas ilhas oceânicas. Os mamíferos e anfíbios que aí possam existir são na sua maioria de introdução antropogénica. Como são bons colonizadores constituem bons modelos para o estudo de fenómenos e padrões de colonização das ilhas sobretudo tendo em conta que possuem ainda baixa dispersão dentro de cada ilha. Neste trabalho utilizamos marcadores do DNA mitocondrial (12S rRNA, 16S rRNA, citocromo b), marcadores do DNA nuclear (c-mos e enolase) assim como marcadores enzimáticos, para estudar os padrões de colonização, as relações entre espécies, a detecção de espécies introduzidas, a importância dos dados moleculares em relação a outro tipo de dados, nos répteis terrestres dos Arquipélagos da Madeira, Selvagens e Cabo Verde, e ilhas do Golfo da Guiné (São Tomé, Príncipe e Annobon). As sequências de DNA quer mitocondrial quer nuclear permitiram revelar a existência de uma estrutura geográfica em Mabuya spp. de São Tomé (de natureza intraespecífica) e de Cabo Verde (interespecífica) bem como em Lacerta dugesii (intraespecífica) do Arquipélago da Madeira. Esta estrutura é mais evidente em Lacerta dugesii...

Catálogo dos sintáxones de Portugal continental, Açores e Madeira

Costa, J.C.; Neto, C.; Aguiar, Carlos; Capelo, J.; Espírito-Santo, M.D.; Honrado, João José; Lousã, Mário
Fonte: Instituto Politécnico de Bragança Publicador: Instituto Politécnico de Bragança
Tipo: Conferência ou Objeto de Conferência
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16.47%
Neste trabalho apresenta-se um catálogo de todos os sintaxa, de associação até classe presentes em Portugal continental, Madeira, Açores e Selvagens. Foram reconhecidas 755 associações, 236 alianças, 51 subalianças, 114 ordens, 2 subordens, 4 subclasses e 64 classes. As ilhas Desertas, Selvagens e o Arquipélago dos Açores são os territórios nacionais com menos informação, não havendo qualquer sintáxone descrito para as Desertas. Faz-se, também, uma breve descrição dos sintaxa superiores à subaliança inclusive, e são citados os taxa características de cada um deles. Um anexo sintaxonómico com propostas de novas associações, bem como algumas correcções nomenclatura is é publicado. Por fim apresenta-se um catálogo florístico em que se refere a posição sintaxonómica de cada táxone referido no documento.

Reproductive biology of an endangered seabird species, the Macaronesian shearwater Puffinus baroli baroli

Ramos, Urtelinda
Fonte: Universidade de Coimbra Publicador: Universidade de Coimbra
Tipo: Dissertação de Mestrado
ENG
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16.69%
Muitas aves marinhas estão globalmente ameaçadas por causa de impactos tanto no mar como nos seus locais de reprodução, e estão agora restritas a pequenos ilhéus. A protecção das populações de aves marinhas tem sido uma questão importante no desenvolvimento de políticas de conservação. Acções de gestão têm sido centradas em colónias de aves marinhas para reduzir os impactos como a exploração, a predação e perturbação. O pintainho Puffinus baroli é uma espécie pertencente à ordem Procellariiformes que faz os ninhos em buracos no solo, é endémica da Macaronésia e considerada uma espécie vulnerável que se pensa estar a ser afectada pelas ameaças anteriormente mencionadas. No mar, o pintainho está exposto aos potenciais impactos de sobre-pesca e à captura acidental por redes de pesca. No entanto, os pesquisadores acreditam que a principal ameaça para esta espécie provavelmente são alterações nas colónias de reprodução (visível no sucesso reprodutivo), tais como mamíferos exóticos e competição inter-específica por ninhos. Neste estudo, comparou-se a ecologia de reprodução de duas populações distintas de pintainho: na Selvagem Grande e Porto Santo. As seguintes variáveis foram medidas em 2011-2013 (algumas variáveis foram medidas apenas em um ou dois anos) e comparadas entre as duas colónias: características do ninho...

Ecologia trófica da Gaivota de patas-amarelas (Larus michahellis) e do Pintainho (Puffinus baroli) : uma abordagem isotópica em áreas costeiras e pelágicas

Fidalgo, Vera Alexandra Correia
Fonte: Universidade de Coimbra Publicador: Universidade de Coimbra
Tipo: Dissertação de Mestrado
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16.67%
The monitoring and management of marine ecosystems requires a thorough knowledge of the trophic ecology of top predators such as seabirds. Thus, this work was composed of three distinct objectives: evaluate the seasonality in the trophic ecology of the population of Yellow-legged gull (Larus michahellis) nesting on the island of Berlenga, ii) compare the trophic ecology of two separate colonies of Barolo shearwaters (Puffinus baroli), in the islands of Porto Santo and in the Selvagens, and iii) compare the inter-annual variation of the trophic ecology of the Barolo shearwaters in the colony in the island of Porto Santo in the years 2011 and 2012. We evaluated the isotopic ratios of δ13C and δ15N in blood and in three types of feathers (first primary feather (P1), eighth secondary feather (S8) and breast feathers) collected during the breeding season of the two seabird species. For the first objective, the isotopic signatures of δ15N and δ13C showed significant differences among the various tissues analyzed, indicating that the Yellow-legged gulls nesting on the island of Berlenga changed their trophic ecology throughout the year. For the second objective, there was an interpopulation difference in the trophic ecology between Barolo shearwaters breeding in colonies of Porto Santo and Selvagens. Finally...

Determinação da razão sexual de exemplares de Calonectris diomedea encontrados no Litoral do Rio Grande do Sul, Brasil através de técnicas moleculares

Pereira, Ana Carolina dos Santos
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: application/pdf
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16.47%
A espécie Calonectris diomedea é uma ave marinha pertencente à ordem Procellariiformes, família Procellariidae. É uma das três espécies do gênero, possuindo duas sub-espécies: C. diomedea borealis e C. diomedea diomedea. Apresenta colônias na costa de Portugal e nas ilhas Açores, Madeira, Selvagens (Grande e Pequena), Berlenga e Canárias que ficam no Mediterrâneo e Atlântico. É uma espécie migratória que, após o período de nidificação, migra para o hemisfério sul chegando até águas argentinas. No Brasil, exemplares desta espécie podem ser encontrados no litoral nos meses de dezembro a maio. O presente trabalho pretendeu demonstrar a proporção sexual dos indivíduos encontrados mortos em monitoramentos na costa do Rio Grande do Sul e de indivíduos recebidos pelo Centro de Reabilitação de Fauna Marinha e Silvestre (CERAM) entre os anos de 2009 e 2011. Sempre que possível, o sexo foi determinado visualmente através da necropsia. Quando o corpo encontrava-se em decomposição, foram coletadas amostras de tecido muscular do peito ou membrana interdigital para posterior determinação por meio de técnicas moleculares através da amplificação dos genes CHD-Z e CHD-W. Foram amostrados um total de 38 indivíduos...

Crescimento individual da osga-das-Selvagens (Tarentola bischoffi) : influências das variações sazonais na disponibilidade alimentar

Gil, Cátia Vanessa Figueiredo, 1987-
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2011 POR
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46.76%
Tese de mestrado. Biologia (Biologia da Conservação). Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2011; Em répteis, o tamanho corporal e as taxas de crescimento são muito variáveis, reflectindo a repartição dos recursos tempo-energia disponíveis para funções como o crescimento e a reprodução. Uma das causas que pode influenciar as taxas de crescimento é a disponibilidade alimentar. A osga-das-Selvagens (Tarentola bischoffi) está sujeita a uma sazonalidade marcada, com Verões bastante áridos na Selvagem Grande, Arquipélago das Selvagens. Esta população foi monitorizada em diferentes épocas do ano (através do método de captura-recaptura) para avaliar como as variações sazonais, através do seu efeito na disponibilidade alimentar, influenciam o crescimento individual. Foi também testado se a gravidez e a perda da cauda por autotomia afectam de algum modo o crescimento. Ao contrário do verificado por muitos autores, não foi encontrada uma relação entre o clima e a disponibilidade alimentar, nem entre esta e a dieta, possivelmente em resultado de uma amostragem deficiente. A dieta de T. bischoffi consistiu exclusivamente de artrópodes. Na Primavera a dieta foi mais rica e variada do que no início do Outono...

Ecologia alimentar de duas aves pelágicas das Ilhas Selvagens

Carvalho, Ana Teresa Loureiro Baptista da Cunha, 1981-
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2012 POR
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56.81%
Tese de mestrado. Biologia (Biologia da Conservação). Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2012; Estudar a ecologia alimentar de predadores marinhos de topo, como as aves pelágicas, é importante para compreender o seu nicho trófico. Neste trabalho, investigou-se a ecologia alimentar de dois Procellariformes nificantes na Selvagem Grande, Atlântico Norte. Na cagarra Calonectris diomedea, a utilização de GPS-loggers combinada com a análise de conteúdos estomacais permitiu associar as presas capturadas em viagens de alimentação individuais com os locais marinhos explorados. Registou-se uma dieta composta principalmente por peixes, sendo os cefalópodes também uma presa importante. Nos peixes, foram detectados 3 taxa que ainda não tinham sido descritos na dieta desta espécie. As presas foram capturadas essencialmente em três domínios marinhos: as águas pelágicas em redor da colónia, o agregado de montes submarinos a norte das Ilhas Canárias e a costa africana. Registaram-se diferenças entre as espécies capturadas nestes locais, sendo que, junto à colónia, as principais presas foram Naucrates ductor e cefalópodes e nos montes submarinos observou-se uma predominância de Scomber sp./colias e a presença de Trachurus sp. Na costa africana...

Status and conservation of Madeiran Storm-petrel Oceanodroma castro in Farilhão Grande, Berlengas, Portugal: relevance to the management plan of this protected area

Mendes, Ana Rita Neto, 1987-
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2013 ENG
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Tese de mestrado. Biologia (Ecologia e Gestão Ambiental). Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2013; A ordem Procellariiformes é uma das mais diversas das aves marinhas do mundo, podendo variar entre os grandes albatrozes, que podem atingir os 11kg, e os pequenos paínhos, que podem chegar a pesar 20g. Estas aves são geralmente cosmopolitas e sociais, e apresentam-se distribuídas por todos os oceanos do mundo. Taxonomicamente, a ordem Procellariiformes está num estado de fluxo, com novas e enigmáticas espécies a surgir dentro de populações de taxa conhecidos. Muitas das espécies de Procellariiformes são migradoras de longa distância, e algumas delas estão entre as mais numerosas do planeta. Algumas espécies desta ordem estão entre as espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Existem atualmente 125 espécies de Procellariifomes reconhecidas, e quase metade dessas espécies apresentam estatuto de conservação Crítico, Em perigo ou Vulnerável, de acordo com os critérios da International Union for Conservation of Nature (IUCN). Entre as ameaças existentes está a perturbação humana e risco de introdução de espécies predadoras nas colónias, a poluição luminosa, a captura acidental por redes de pesca e...

Brooding behaviour and influence of moon cycle on chick provisioning in a pelagic seabird, the Bulwer’s petrel (Bulweria bulwerii)

Pinto, Maria Gomes Ribeiro Teixeira, 1989-
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2013 ENG
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26.23%
Tese de mestrado. Biologia (Ecologia Marinha). Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2013; Muito pouco se sabe sobre a ecologia reprodutora da ave marinha Alma-Negra (Bulweria bulwerii), principalmente sobre o seu comportamento e sobre os fatores e mecanismos responsáveis pelo seu sucesso reprodutor. Neste estudo foram investigados dois aspectos da ecologia reprodutora das Almas-Negras da colónia da Ilha Selvagem Grande, pertencente ao arquipélago da Madeira: a influência do ciclo lunar na alimentação das crias e o comportamento de permanência dos progenitores no ninho durante os primeiros dias após a eclosão das crias – comportamento de guarda do ninho. A colónia da Ilha Selvagem Grande é um dos principais núcleos reprodutores desta espécie no Atlântico. A compreensão dos fatores que podem influenciar o seu sucesso reprodutor e o seu comportamento irá permitir, para além de obtenção de nova informação sobre a ecologia destes predadores de topo, determinar como estas aves marinhas se adaptam a diferentes condições, através da comparação com outras colónias e espécies. O trabalho de campo na Selvagem Grande foi realizado durante a época de reprodução da Alma-Negra, em 2009 e 2012. Estes ninhos foram monitorizados diariamente...

Terrestrial and freshwater biodiversity of the Madeira and Selvagens archipelagos

Borges, Paulo A. V.; Abreu, Cristina; Aguiar, António F.; Carvalho, Palmira; Fontinha, Susana; Jardim, Roberto; Melo, Ireneia; Oliveira, Paulo; Sequeira, Miguel M.; Sérgio, Cecília; Serrano, Artur R. M.; Sim-Sim, Manuela; Vieira, Paulo
Fonte: Direcção Regional do Ambiente da Madeira / Universidade dos Açores Publicador: Direcção Regional do Ambiente da Madeira / Universidade dos Açores
Tipo: Parte de Livro
Publicado em //2008 ENG
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27.2%
As ilhas atlânticas dos Açores, Madeira, Selvagens, Canárias e Cabo Verde constituem uma das regiões da Europa mais ricas em diversidade de fungos, plantas e animais. Desde 2004 que a inventariação detalhada da diversidade destas ilhas tem sido um dos principais objectivos dos projectos ATLÂNTICO e BIONATURA (incluídos no projecto EU INTERREG IIIB). Este livro é a mais recente contribuição destes projectos, apresentando uma lista de todos os fungos, flora e fauna terrestre conhecida, incluindo a dulçaquícola, para dois arquipélagos atlânticos (Madeira e Selvagens). A lista abrange o arquipélago da Madeira, constituído por duas ilhas de maiores dimensões (Madeira e Porto Santo) e três pequenas, cujo conjunto constitui as Desertas (Ilhéu Chão, Deserta Grande e Bugio), e ainda o arquipélago das Selvagens, formado por duas pequenas ilhas (Selvagem Grande e Selvagem Pequena) e um ilhéu (Ilhéu de Fora).; ABSTRACT: The Azores, Madeira, Selvagens, Canary Islands and Cape Verde are among the richest regions in Fungi, plant and animal diversity in Europe. The main objectives of the EU INTERREG IIIB projects ATLÂNTICO and BIONATURA have been, since 2004, to carry out a detailed inventory of the terrestrial Fungi, Flora and Fauna of these archipelagos. This book...

A perspectiva Macaronésica

Martín, José L.; Arechavaleta, Manuel; Borges, Paulo A. V.; Faria, Bernardo F.
Fonte: Consejería de Medio Ambiente y Ordenación Territorial, Gobierno de Canarias Publicador: Consejería de Medio Ambiente y Ordenación Territorial, Gobierno de Canarias
Tipo: Parte de Livro
Publicado em //2008 POR
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16.47%
"As 100 espécies seleccionadas como prioritárias para a gestão na Macaronésia europeia (i.e., Açores, Madeira, Selvagens e Canárias) são maioritariamente das Canárias (51 taxa), em segundo lugar do arquipélago da Madeira (26 taxa) e em terceiro lugar do arquipélago dos Açores (23 taxa). Esta distribuição é apenas mais ou menos concordante com a riqueza relativa das três regiões, já que estão registadas apenas 420 espécies endémicas para os Açores (Borges et al., 2005, 2008a), 1284 espécies endémicas para os arquipélagos da Madeira e Selvagens (Borges et al., 2008b) e 3572 espécies endémicas para as ilhas Canárias (Martín et al., 2005). A lista "Top 100" inclui taxa da flora e da fauna dos três arquipélagos macaronésicos acima referidos. O grupo dominante, ao nível do filo ou da divisão, é o das fanerogâmicas ou plantas com flor, no qual se incluem 66 taxa, seguido dos artrópodes, representados por 17 taxa. A distribuição por arquipélagos é desigual, e embora este padrão global se repita entre as espécies da Madeira e das Canárias, no caso dos Açores isso não sucede: o grupo mais numeroso é de longe o dos artrópodes, que compreende 12 dos 23 taxa selecionados".

Ilhas Oceânicas

Borges, Paulo A. V.; Azevedo, Eduardo B.; Borba, Alfredo Emílio Silveira de; Dinis, Francisco; Gabriel, Rosalina; Silva, Emiliana
Fonte: Escolar Editora Publicador: Escolar Editora
Tipo: Parte de Livro
Publicado em //2009 POR
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26.64%
Os arquipélagos dos Açores e Madeira constituem as duas zonas insulares portuguesas. Localizados no Oceano Atlântico, estes dois arquipélagos possuem uma importância estratégica em termos de zona económica exclusiva e em termos militares (e.g., Base Americana das Lajes na ilha Terceira). Na sua qualidade de ilhas oceânicas isoladas possuem igualmente ecossistemas singulares (e.g., a floresta de Laurissilva da Madeira foi recentemente nomeada como Património da UNESCO) e uma elevada diversidade de espécies únicas (ver as listas recentes da fauna e flora dos Açores e da Madeira e Selvagens; Borges et al., 2005a, 2008a). Apesar de cada um destes arquipélagos possuir características exclusivas, os Açores funcionam como um excelente modelo de ecossistema insular, neste caso com nove ilhas de origem vulcânica e isoladas no meio do oceano. Assim, optámos por focar este capítulo essencialmente no arquipélago dos Açores, fazendo no entanto uma análise da diversidade faunística e florística do arquipélago da Madeira. Muitos dos processos sócio-ecológicos poderão, no entanto, ser extrapoláveis para a Madeira já que estas ilhas se encontram sensivelmente à mesma latitude. Diga-se ainda que optámos por limitar a nossa análise essencialmente aos ecossistemas terrestres. (da Introdução)

Estratégias de muda de plumagem e ciclos de afluência à colónia em Cagarras Calonectris diomedea borealis

Alonso, Hany Rafael de Drummond Ludovice Garcia
Fonte: Instituto Superior de Psicologia Aplicada Publicador: Instituto Superior de Psicologia Aplicada
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2007 POR
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Dissertação de Mestrado em Etologia; A muda das penas é um processo vital mas dispendioso em termos energéticos para as aves. A ocorrência de outros eventos desgastantes no ciclo anual das aves, como a reprodução e a migração, pressupõe uma calendarização que optimize os custos e benefícios dos vários processos. A cagarra, uma ave marinha que possui uma época reprodutora que ocupa parte considerável do ciclo anual, apresenta uma sobreposição parcial da sua muda das primárias com a época reprodutora, fenómeno pouco usual entre as aves pelágicas. Nas Selvagens, o timing do início da muda das primárias (8,6% das aves estava em muda activa em Setembro) está atrasado em relação à Berlenga, onde 43,7% das aves já se encontrava a mudar as primárias. Estas diferenças dever-se-ão a uma menor disponibilidade alimentar na área envolvente às Selvagens em relação às Berlengas. Este facto é corroborado pelas baixas afluências de indivíduos reprodutores falhados à colónia da Selvagem, ao contrário do que acontece na Berlenga. As aves que falham a reprodução deverão ficar com uma maior disponibilidade temporal e energética para o exercício de outras actividades. Tanto nas Selvagens como nas Berlengas...

Contribuição para o desenvolvimento de um modelo de gestão integrada de AMPs da região autónoma da Madeira casos de estudo: reserva natural parcial do Garajau e reserva natural integral das ilhas Selvagens

Marques, Ana Sofia Malheiro Gonçalves
Fonte: FCT - UNL Publicador: FCT - UNL
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2009 POR
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46.69%
Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para a obtenção do grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, perfil Gestão e Sistemas Ambientais.; O sistema marinho é um elemento essencial do património natural e cultural do mundo. Pela sua situação de fronteira entre o ambiente terrestre e oceânico e dada a constante interacção de processos físicos, químicos e biológicos que aqui se verificam e que determinam permanentes trocas entre os vários compartimentos do sistema, as zonas litorais constituem ambientes de extrema complexidade. Torna-se então necessário, criar novas ferramentas, medidas e atitudes, de forma a salvaguardar a integridade funcional destas zonas e todos os benefícios socioeconómicos e culturais que estes sistemas prestam ao Homem. Nos últimos anos, tem-se registado uma crescente preocupação com a gestão sustentável dos oceanos, aparecendo um vasto conjunto de instrumentos legais internacionais e europeus, bem como documentos políticos que recomendam a criação de Áreas Marinhas Protegidas – AMPs. As AMPs são consideradas como ferramentas na gestão sustentável dos oceanos e gestão integrada de zonas costeira, mas é necessário ter em conta toda a sua envolvente...

O “Regime das Ilhas” na Convenção de Montego Bay

Melo, Pedro
Fonte: IESM Publicador: IESM
Tipo: Outros
Publicado em //2012 POR
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57.2%
É comummente propalado e aceite que os mares são fonte de inesgotáveis recursos, e que a sua posse sempre constituiu uma fonte de conflitualidade entre os povos. Um dos aspetos contemporâneo desta disputa prende-se com a aplicação do “regime das ilhas” ínsito na Convenção de Montego Bay, onde a ambiguidade e subjetividade que lhe subjaz encontra diferentes perspetivas de aplicação em ordem aos superiores interesses dos Estados costeiros na procura de maiores zonas de soberania e da exploração de recursos. Assim, duas ou mais perspetivas de aplicação do Direito do Mar por parte dos Estados costeiros resultam em linhas de interesses concorrentes, as quais encontram pontos de tangência que poderão representar fontes de eventuais conflitos, os quais pretendemos analisar e determinar qual a extensão de conflitualidade que encerram no seu âmago. Ancorado no que precede, usamos o percurso metodológico proposto por Quivy & Campenhoudt (2008), recorrendo essencialmente a documentos oficiais, trabalhos e estudos de autores de referência sobre a temática em apreço, com a aplicação do nosso modelo de análise que versa na trilogia entre a caraterização histórica e geográfica, a soberania territorial e recursos naturais e a aplicação das normas de direito. Em complemento...

Movimentos e actividade migratória de uma ave pelágica: a alma-negra (Bulweria bulwerii)

Alho, Maria Saldanha
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2014 POR
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26.59%
Tese de mestrado. Biologia (Biologia da Conservação). Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2014; As aves marinhas pertencentes à ordem dos Procellariiformes são predadores abundantes em várias áreas oceânicas um pouco por todo o mundo. Muitas destas espécies, em particular as de pequena dimensão, são predadores nocturnos que desempenham um papel importante em muitas teias tróficas marinhas como consumidores de presas mesopelágicas. No entanto, a ecologia espacial e o comportamento no mar da grande maioria destas espécies permanecem em grande parte desconhecidos. A Alma-negra Bulweria bulwerii é um destes pequenos Procellariiformes, e é extremamente abundante no Arquipélago da Madeira, em particular nas ilhas Desertas e Selvagens. Aproveitando os desenvolvimentos tecnológicos recentes nas técnicas de seguimento de aves (geolocators), estudou-se o comportamento migratório desta espécie, em particular a sua distribuição e actividade no mar, ao longo de dois ciclos anuais (2012/2013 e 2013/2014), na colónia da ilha Selvagem Grande. Após a época de reprodução as Almas-negras migraram para o Atlântico tropical para passar o inverno em águas profundas (profundidade média de 4652 m em 2012/2013; 4359 m em 2013/2014)...

Prevalência e análise filogenética de herpesvirus em cetáceos arrojados na costa Portuguesa e da Galiza

Canha, Ricardo Jorge dos Santos
Fonte: Universidade de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária Publicador: Universidade de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em 16/10/2015 POR
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Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária; Os cetáceos são mamíferos carismáticos da megafauna marinha sujeitos às pressões exercidas sobre o seu habitat, que se refletem no seu estado hígido, sendo por isso sentinelas das alterações do meio marinho. As doenças virais têm elevado impacto na dinâmica das populações selvagens de cetáceos, podendo ser responsáveis por inúmeras mortes. A infeção por herpesvirus, podendo causar doença severa, ou mesmo a morte, em animais debilitados, justifica o seu estudo na avaliação do estatuto sanitário em cetáceos selvagens. Para determinar a prevalência de herpesvirus e a diversidade viral em cetáceos arrojados na costa Portuguesa, foi efetuado um rastreio molecular a 92 animais, utilizando um sistema de pesquisa de panherpesvirus por PCR, tendo sido detetados dez animais positivos (10,87%). A análise estatística efetuada revelou que os cadáveres em bom estado de conservação revelaram maior probabilidade de serem positivos. A prevalência, neste grupo (21,1%), foi semelhante à encontrada noutras espécies animais. A análise filogenética revelou a presença de três alfaherpesvirus e dois gamaherpesvirus geneticamente distintos em circulação nas águas do Atlântico Norte. Um dos grupos dos gamaherpesvirus exibe um padrão específico de distribuição geográfica. A deteção de gamaherpesvirus em rim...

Flora marina de las islas Salvajes : resultados preliminares de la campaña "Macaronesia 2000".

Parente, Manuela I.; Gil-Rodríguez, María C.; Haroun, Ricardo J.; Neto, Ana I.; De Smedt, G.; Hernández-González, C. L.; Berecibar Zugasti, Estibaliz
Fonte: Academia Canaria de las Ciencias Publicador: Academia Canaria de las Ciencias
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em /07/2001 ENG
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Copyright © 2001 Academia Canaria de las Ciencias.; Se relacionan las macroalgas (173 táxones) identificadas hasta el momento, como resultado de las recolecciones realizadas durante la expeditión científica MACARONESIA 2000 en el intermareal y submareal de las Ilhas Selvagens (mayo de 1999). Se citan por vez primera para estas costas 66 táxones, de ellos 53 corresponden a especies y 13 géneros. Desde el punto de vista ficogeográfico se amplía el rango de distribución de numeorsas especies. Las nuevas citas contribuyen principalmente a incrementar el número de táxones con patrones de distribución macaronésica y anfiatlántica. En este sentido, se confirma lo expuesto por Prud'homme van Reine & van den Hoek (1990) para sustentar y considerar la flora marina bentónica de los archipiélagos de Salvages, Madeira y Canarias, con características similares, desinándolos por ello como un grupo de archipiélagos que conforman la Macaronesia s.s.; ABSTRACT: A total of 173 taxa of seaweeds have been identified from the Selvagens Isles as result of a recent Research Expedition (MACARONESIA 2000, May 1999), with samples from intertidal and subtidal habitats. 66 taxa (53 species + 13 génera) are new records for lhe islands. Ficogeographically...

Ocorrência de plásticos no tubo digestivo do Calca-mar (pelagodroma marina hypoleuca) das Ilhas Selvagens : Potencialidades para a monitorização da poluição no mar português?

Graça , Ricardo Miranda Furtado
Fonte: Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida Publicador: Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2015 POR
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46.82%
Dissertação de Mestrado apresentada ao ISPA - Instituto Universitário; A poluição marinha por plástico, é um dos maiores problemas ambientais que afeta os ecossistemas marinhos, na atualidade. Esta investigação teve como objetivos avaliar a prevalência de plástico e caracterizar o conteúdo plástico ingerido por uma ave pelágica, o Calca-mar, durante o período de 2012- 2014. Foram analisadas 313 plumadas que continham Calca-mares, das Ilhas Selvagens. O presente estudo documenta uma incidência de 70% de plásticos em Calca-mares, provenientes de plumadas de Gaivotas-de-Patas-Amarelas (Larus michahellis). Foram recolhidos 1061 pedaços de plástico, com um peso total de 4,701g. No total, 91,5% das partículas analisadas mediam entre 0,46 e 5,0 milímetros. O tipo de plástico mais abundante foi o plástico de utilizador (83,6 %). Em termos de cores, a análise revelou que os plásticos de cor clara (68,0 %) foram predominantes, seguidos dos de cores intermédias (16,0 %) e escuras (16,0%). O tipo de polímero mais ingerido foi o HDPE (70,0%). Procurou analisar-se se a probabilidade de ingestão de plásticos variava, entre indivíduos, em função das características do seu nicho trófico e isotópico. Assim, comparou-se a composição em isótopos estáveis de carbono e azoto das unhas de Calca-mares que haviam ingerido plástico com outros que não tinham ingerido. Foi constatado que não existem diferenças: indivíduos com plástico (N: 10...

Biotoxinas emergentes em águas europeias e novos riscos para a saúde pública

Vale,Paulo
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2011 PT
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26.64%
Na Europa os problemas de saúde pública relacionados com biotoxinas marinhas têm estado largamente associados ao consumo de bivalves contaminados por microalgas tóxicas, à semelhança de outras zonas temperadas do planeta. No entanto, nos países mediterrâneos novos riscos para a saúde pública têm vindo a tornar-se recorrentes desde o início do século xxi. As alterações climáticas parecem estar a favorecer a ocorrência de biotoxinas que habitualmente apenas afectavam zonas tropicais, em latitudes progressivamente superiores. Nesta revisão pretende-se resumir os principais problemas de biotoxinas emergentes que tem estado a afectar progressivamente o sul da Europa, em que estão envolvidas as palitoxinas, as tetrodotoxinas e as ciguatoxinas. A presença de palitoxinas levou à inclusão da via respiratória na transferência de biotoxinas para o Homen. Até recentemente apenas a via alimentar era conhecida na Europa. Já ocorreram diversos episódios graves do foro respiratório em Itália e Espanha. As biotoxinas envolvidas são produzidas pela microalga Ostreopsis ovata. Estes problemas surgiram em baías abrigadas, modificadas artificialmente, em períodos do verão em que se atingiram temperaturas elevadas da água do mar...