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As críticas de Henri Bergson e de Maurice Merleau-Ponty aos enfoques materialistas do problema corpo-mente; Henri Bergson’s and Maurice Merleau-Ponty’s critique to the materialistic approaches to the mind-body problem; Les critiques de Henri Bergson et de Maurice Merleau-Ponty aux conceptions materialistes du problème corps-esprit; Las críticas de Henri Bergson y Maurice Merleau-Ponty a los enfoques materialistas del problema mente-cuerpo

VERISSIMO, Danilo Saretta; FURLAN, Reinaldo
Fonte: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo Publicador: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica
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57.47%
Neste artigo, apresentamos as críticas de Henri Bergson e de Maurice Merleau-Ponty aos enfoques materialistas do problema corpo-mente. Tais enfoques são intrinsecamente ligados às ambições científicas, inauguradas com a modernidade, de totalizar os fenômenos que nos circundam e de unificar a diversidade do mundo através de um único padrão explicativo. Bergson, em uma espécie de fenomenologia do ato perceptivo, buscou suplantar as teses materialistas da relação entre mente e cérebro. Atendo-se ao paralelismo psicofisiológico, mostrou que a percepção atende às necessidades do ser vivo. Além disso, abordou a relação entre memória e cérebro, combatendo a ideia de que as recordações possuam uma tal natureza que permita que elas sejam armazenadas na massa cerebral. Já Merleau-Ponty, n’A Estrutura do Comportamento, após realizar a crítica das concepções clássicas do funcionamento nervoso e depois de se apropriar dos resultados de pesquisas que apresentam o cérebro enquanto entidade coordenadora da estrutura do comportamento, apresenta uma visão do funcionamento nervoso apoiada no primado do mundo percebido a partir da noção de forma. Discutimos, ainda, as heranças filosóficas legadas por Bergson a Merleau-Ponty e algumas críticas deste à obra do seu antecessor.; In this paper we present Henri Bergson’s and Maurice Merleau-Ponty’s critique to the materialistic approaches to the mind-body problem. These approaches are intrinsically connected to the scientific aspirations...

"Subjetividade e imagem: a literatura como horizonte da filosofia em Henri Bergson" ; Subjectivity and Image: literature as the horizon of philosophy in Henri Bergson

Paiva, Rita de Cássia Souza
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 18/02/2003 PT
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47.25%
Esta tese toma o pensamento de Henri Bergson como objeto de reflexão. Ao mesmo tempo que situa o homem como tema central nesse universo teórico, pretende perscrutar a natureza da subjetividade que nele se delineia. Acompanha, assim, a crítica bergsoniana à psicologia, cujo intento de subsumir o humano à matéria condena ao fracasso sua pretensão de conhecê-lo. A superação da visão associacionista, tal como Bergson a desenha, evidenciará a natureza de uma subjetividade outra, obscurecida pelas instâncias mais superficiais, nas quais se configura a consciência que julgamos conhecer. O alcance dessa dimensão mais profunda do Eu impõe a inspeção acerca da inteligência racional, orientada por uma temporalidade ficitícia e pela linguagem, de modo que se esclareça a distância entre a superficialidade da consciência e a subjetividade livre e indômita, cuja natureza, aliás,é a do tempo, ou seja, a duração criadora que nos ultrapassa e nos vincula ao ser em geral. Ante os obstáculos apresentados pela consciência na persecução de nossa interioridade movente, recursos outros que não os conceituais, pertinentes ao pensamento analítico e científico, passam a figurar como alternativa para o conhecimento da interioridade humana...

Memória e justiça de transição: um estudo à luz da filosofia de Henri Bergson; Memory and transitional justice: a study on Henri Bergson's philosophy

Corrêa, Murilo Duarte Costa
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 16/12/2013 PT
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67.32%
O presente estudo tem por objeto investigar a gênese dos potenciais transformativos geralmente atribuídos à memória pelos modernos teóricos da Justiça de Transição. A partir de sua relação genética com o Direito Internacional dos Direitos Humanos, elucidaram-se os contornos do conceito de memória na Teoria da Justiça de Transição demonstrando-se tanto a centralidade da memória na efetuação das práticas transicionais como uma constante atribuição de potenciais transformativos à memória. Uma vez diagnosticada a lacunaridae dessa relação jamais explicada em sua dinâmica própria entre os teóricos da Justiça de Transição , formulou-se a hipótese de que um conceito ontológico, dinâmico e metaindividual de memória, tal como registrado pela filosofia de Henri Bergson, poderia abranger os heterogêneos conceitos de memória dos teóricos da Justiça de Transição com a vantagem analítica de permitir integrar a lacuna teórica encontrada, explicando-se como se podem atribuir potenciais transicionais à memória. Para tanto, foi necessário demonstrar que a filosofia bergsoniana da duração instaura um vínculo entre ontologia e política, duração real, memória e variação das formas de vida. Em seguida...

A evolução criadora de Bergson : fundamentos da abordagem processual das organizações?

Horbach, Gustavo Bastide
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
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57.2%
O presente estudo tem como objetivo analisar as abordagens interpretativa e processual dos Estudos Organizacionais, expressas nas obras de seus principais autores – Karl Weick e Robert Cooper, discutindo sua relação com a filosofia do processo de Henri Bergson. Esta análise é executada no intuito de que, em se verificando uma aproximação entre estas abordagens e a filosofia bergsoniana – seus conceitos pilares e o método intuitivo – seja possível vislumbrar uma teoria do conhecimento em base processual, uma “epistemologia do processo”. A motivação para realização deste estudo deu-se por duas principais razões. A primeira é decorrente do meu próprio estranhamento e interesse, seguido de questionamentos que me levaram ao aprofundamento nas propostas destas abordagens e nas leituras dos seus principais autores. A segunda é que, em executando esta aproximação com a filosofia de Bergson e vislumbrando uma teoria do conhecimento em base processual, a negligência com que estas abordagens são tratadas dentro da área dos Estudos Organizacionais dominantes (mainstream) seja diminuída. A referência utilizada para a execução do trabalho dirigiu-se, em função da sua própria natureza, para a hermenêutica – mais especificamente para a hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer...

Caminar y crear entre rocas: el arte de Richard Long: afinidades con el pensamiento filosófico de Henri Bergson

Amorós, Ruth Aparicio
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2013 SPA
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57.22%
Tese de mestrado, Filosofia, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2014; El presente trabajo pretende confrontar el arte de Richad Long con el pensamiento del filósofo Henri Bergson, analizando y profundizando en las afinidades que existen entre ellos. Se hará una introducción al movimiento artístico del Land Art, al cual pertenece Richard Long y además se verá las influencias de este movimiento artístico: el Arte de la Prehistoria, el Romanticismo y el Budismo Zen. Seguidamente se estudiarán diversas formas de crear de Richard Long: las esculturas al aire libre (outdoor), el caminar y las obras en las galerías de arte (indoor). Entenderemos con esto la importancia de la relación entre el hombre y la naturaleza, como caminando al aire libre puede hacerse una obra de arte y el motivo de que Richard Long deje la mayoría de sus obras en la propia naturaleza, en el lugar en el que se realizó. A continuación, desde el estudio del pensamiento filosófico de Henri Bergson iremos comparando este con la obra anteriormente descrita de Richard Long. Principalmente analizaremos el tiempo, el movimiento, el cuerpo y el entorno, el concepto de naturaleza y la critica que ambos hacen al mecanicismo.; Abstract: This work aims at confronting the art of Richard Long at the thought of Henri Bergson...

Delfim Santos e Henri Bergson: proximidade e divergências

Costa Carvalho, Magda
Fonte: Edições Colibri / Centro e Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Publicador: Edições Colibri / Centro e Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em //2007 POR
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67.18%
Delfim Santos foi um dos mais destacados discípulos de Leonardo Coimbra e, nesse contexto, teve ao seu dispor um ambiente especulativo propício ao contacto precoce com a filosofia de Henri Bergson. Na sequência do encontro que teve com o filósofo francês, em Paris no ano de 1935, Delfim Santos contribuiu de forma decisiva para a aproximação de uma determinada facção do pensamento português da época à filosofia de Bergson. Ainda que tenha posteriormente construído a sua própria perspectiva filosófica em estreita ligação com o pensamento alemão contemporâneo, em especial sob a influência de nomes como Heidegger ou Hartmann, os primeiros escritos de Delfim Santos deixam bem clara uma aproximação especulativa a determinadas orientações bergsonianas. Contudo, já no final da sua vida – abruptamente interrompida –, as referências a Bergson surgem a propósito da filosofia de Leonardo Coimbra e visam fundamentalmente acentuar o que para Delfim Santos constituía o antibergsonismo do antigo Mestre português.; RÉSUMÈ: Delfim Santos a été l’un des plus renommés disciples de Leonardo Coimbra et, dans ce contexte, il a eu à sa disposition une ambiance spéculative favorable au contact précoce avec la philosophie d’Henri Bergson. À la suite du rendez-vous qu’il a eu avec le philosophe français...

A problemática moral na filosofia da natureza de Henri Bergson

Costa Carvalho, Magda
Fonte: Edições Húmus, Universidade do Minho – Centro de Estudos Humanísticos Publicador: Edições Húmus, Universidade do Minho – Centro de Estudos Humanísticos
Tipo: Parte de Livro
Publicado em /10/2011 POR
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67.03%
A questão moral ocupou um lugar importante no percurso filosófico de Henri Bergson. Após o sucesso de L’évolution créatrice, obra publicada em 1907, o filósofo revelou em diversa correspondência a preparação de uma obra dedicada à acção humana. Problemas estruturais como a onda anti-semítica europeia do início do século XX preocupavam o autor, para quem a filosofia se deveria assumir como guia de uma actuação conscienciosa. Les deux sources de la morale et de la religion, obra publicada em 1932, tornou-se alvo das mais díspares interpretações, trazendo ao bergsonismo, como novos horizontes de problematização explícita, não apenas a questão religiosa, mas também o tratamento do tema da moralidade. Sem se desvincular do capital filosófico construído até então, Bergson colmata nesta obra o seu evolucionismo de matriz biológica com uma abordagem espiritual. E, simultaneamente, acrescenta à sua filosofia da natureza uma clarificação conceptual que lhe permite evitar a identificação quer com um biologismo estrito, quer com o descrédito científico-filosófico em que haviam caído os vitalismos dos séculos XVIII e XIX.

Natureza criadora: o projecto bio-filosófico de Henri Bergson

Costa Carvalho, Magda
Fonte: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa Publicador: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
Tipo: Livro
Publicado em //2012 POR
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66.94%
Prefácio de Maria do Céu Patrão Neves.; Este estudo consiste na revisão de parte da nossa dissertação de doutoramento acerca da ideia de natureza no pensamento de Henri Bergson (1859-1941), apresentada em 2009 à Universidade dos Açores. O corpus bergsoniano nunca se propôs como uma filosofia da natureza tout court, tendo sido, sobretudo, um centro de problematização aberto aos vários domínios filosóficos e até a outros campos do saber, como se de ventos de diferentes quadrantes se tratassem, acolhidos pelo autor enquanto impulsos necessários ao movimento da grande roda da verdade. Por este motivo, a filosofia da natureza que eventualmente possamos reconstruir a partir das suas reflexões dialoga permanentemente com temáticas que extrapolam os limites mais estreitos que se possam atribuir a esta área, estendendo-se a questões como a interioridade psíquica do sujeito ou a concepção de temporalidade.

Como cada momento do mundo é mais rico e complexo do que o anterior: Agostinho da Silva e Henri Bergson

Costa Carvalho, Magda
Fonte: Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro Publicador: Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em //2007 POR
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67.03%
O artigo pretende relacionar o pensamento de Agostinho da Silva com a filosofia de Henri Bergson, tendo em conta que a obra do autor francês consistiu numa das mais lidas por Leonardo Coimbra e pela geração dos seus discípulos. Agostinho da Silva não foi propriamente um discípulo do ideário leonardino e, consequentemente, é certo que as suas reflexões não foram tão permeáveis às teses bergsonianas como aconteceu com outros nomes da filosofia portuguesa contemporânea. Porém, tendo estudado em Paris no início dos anos 30, Agostinho teve com certeza um contacto directo com a grande repercussão filosófica da obra do pensador francês. Ainda que defenda um modelo essencialmente físico de leitura do real - ao contrário da orientação biológica de Bergson -, é possível encontrar algumas afinidades entre os dois, nomeadamente no desenvolvimento de alguns dos principais conceitos que orientam as suas obras.

Antero de Quental e Henri Bergson: notas para uma aproximação

Costa Carvalho, Magda
Fonte: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa Publicador: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
Tipo: Parte de Livro
Publicado em //2013 POR
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66.94%
Não é inusitada a ideia de aproximar Antero de Quental e Henri Bergson, sobretudo para quem se encontre familiarizado com o pensamento de ambos. Ainda que seja sobejamente conhecida a predileção do primeiro pela filosofia alemã, a presença de autores como Boutroux entre o espólio bibliográfico do poeta-filósofo açoriano anunciam uma sintonia com algumas das preocupações especulativas a que o pensamento francês do século XIX dera voz. Assim, apesar de não ser estruturante no modo de pensar anteriano, a aproximação à filosofia francesa não deixa de se evidenciar ao longo de diversos momentos dos seus textos, "enriquecendo perspetivas, acentuando contornos, forçando orientações".

Religião e ciência: diferença e repetição - uma investigação a partir da concepção moral e religiosa de Henri Bergson

Galeffi,Dante Augusto
Fonte: Universidade Federal da Bahia - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - Centro de Recursos Humanos Publicador: Universidade Federal da Bahia - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - Centro de Recursos Humanos
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2013 PT
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67.03%
O foco do artigo é a investigação da relação entre religião e ciência, tomando como horizonte de partida a concepção moral e religiosa do filósofo Henri Bergson. Inicialmente localiza-se o campo histórico da investigação por meio de traços da vida e das principais obras desse autor, considerando essa localização como importante para informar sobre os limites históricos de toda concepção de mundo e de valor. Em seguida, apresenta-se o plano geral da concepção moral e religiosa em Bergson e, a partir dessa concepção de fundo, procura-se compreender e descrever o plano criador de sua concepção de religião na evolução histórica da espécie humana. Tomando o vasto acervo bergsoniano como pano de fundo para uma compreensão da moral, da religião e da ciência hoje, destaca-se a relação entre as formas estáticas e as formas dinâmicas, fechadas e abertas, dessas realizações do ser humano. Interpela-se a Mecânica e a Mística na sociedade do conhecimento e da informação em suas diferenças e repetições, em suas novas, surpreendentes e contraditórias expressões sociais mecânicas e místicas, pois a mecânica da sociedade do conhecimento e da informação global enseja também novas místicas e novas formas de comoção coletiva e engajamento social.

As críticas de Henri Bergson e de Maurice Merleau-Ponty aos enfoques materialistas do problema corpo-mente

Verissimo,Danilo Saretta; Furlan,Reinaldo
Fonte: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo Publicador: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2009 PT
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57.08%
Neste artigo, apresentamos as críticas de Henri Bergson e de Maurice Merleau-Ponty aos enfoques materialistas do problema corpo-mente. Tais enfoques são intrinsecamente ligados às ambições científicas, inauguradas com a modernidade, de totalizar os fenômenos que nos circundam e de unificar a diversidade do mundo através de um único padrão explicativo. Bergson, em uma espécie de fenomenologia do ato perceptivo, buscou suplantar as teses materialistas da relação entre mente e cérebro. Atendo-se ao paralelismo psicofisiológico, mostrou que a percepção atende às necessidades do ser vivo. Além disso, abordou a relação entre memória e cérebro, combatendo a ideia de que as recordações possuam uma tal natureza que permita que elas sejam armazenadas na massa cerebral. Já Merleau-Ponty, n’A Estrutura do Comportamento, após realizar a crítica das concepções clássicas do funcionamento nervoso e depois de se apropriar dos resultados de pesquisas que apresentam o cérebro enquanto entidade coordenadora da estrutura do comportamento, apresenta uma visão do funcionamento nervoso apoiada no primado do mundo percebido a partir da noção de forma. Discutimos, ainda, as heranças filosóficas legadas por Bergson a Merleau-Ponty e algumas críticas deste à obra do seu antecessor.

O problema do tempo no pensamento de Agostinho de Hipona e de Henri Bergson

Jose Barbosa Correia, Fabio; Skwara, Witold (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
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56.92%
O estudo do tempo tem revelado duas situações de natureza antagônicas. A primeira é a simplicidade que envolve o tema. Sabemos sobre o tempo, sentimos o tempo. Quem não seria capaz de entender uma conversa que envolvesse tal assunto? Até mesmo as crianças falam do tempo com certa naturalidade. O tempo faz parte de nossa realidade e com ele convivemos bem, até que nos peçam para explicá-lo; até que se nos perguntem: o que é o tempo? De fato, essa pergunta tem sido o limite entre o conhecimento total e o desconhecimento total do tempo. A segunda situação, decorrente do estudo do tempo, trata da complexidade que envolve esse tema. O tempo é, certamente, um dos enigmas mais antigos da humanidade. O problema ocupa posição de destaque na ciência, mas é no campo da investigação filosófica que alcança o ápice de sua complexidade. Desde os pré-socráticos, perpassando pela antiguidade clássica, pela filosofia medieval, moderna e, finalmente, na contemporânea, o tempo tem sido tema de destaque nas produções filosóficas. Esse problema tem sido historicamente discutido em duas direções: sob o ponto de vista ontológico e sob o ponto de vista epistemológico. É o tempo um ser objetivo, isto é, existente independentemente do homem ou...

Uma filosofia para as Alforrecas : Sérgio crítico de Bergson

Costa Carvalho, Magda
Fonte: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa Publicador: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
Tipo: Parte de Livro
Publicado em //2015 POR
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56.98%
A leitura das reflexões que António Sérgio dedicou à obra de Henri Bergson constitui, porventura, um dos maiores desafios que se apresentam aos intérpretes do autor francês. O tom irreverente das críticas contrasta com a profundidade das reflexões apresentadas e consideramos que, sendo o crítico mais veemente de Bergson em língua portuguesa, Sérgio foi o autor luso que o leu com maior minúcia exegética. A nossa reflexão centrar-se-á numa sistematização dos principais aspectos da posição do pensador português perante o legado de Bergson, evidenciando o que nos parecem ser o alcance e os limites da sua análise. Ressalvamos que não pretendemos esgotar o teor das críticas de Sérgio, pelo que encaramos a nossa contribuição como um convite para que os textos e temas que iremos abordar sejam revisitados.

Henri Bergson e a simbiose cognitivo-psíquica na relação subjetividade & trabalho

Bouyer,Gilbert Cardoso
Fonte: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia Publicador: Universidade Estadual Paulista, Departamento de Filosofia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2014 EN
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56.8%
The main purpose of this paper is to amplify the current theoretical scenario of "Mental Health and Work" area, according to the Henri Bergson's philosophy and his concepts of perception, cognition, duration, psychic life, time and subjectivity. This theoretical-philosophical article aims to shed new light on the relations between philosophy of mind and present-day efforts toward a scientific theory of cognition, with its complex structure of theories, hypotheses and disciplines. There is in this paper a new approach to understand the contemporary cognitive sciences in a kind of phenomenological investigation initiated by Husserl's phenomenology. The methods employed were the systematic review and adaptation of Bergson's concepts, and its naturalization in the actual context of epistemological and ontological principles of cognitive sciences, to phenomenological analysis of "work-mental health" links. The current contributions of the Husserl's Phenomenology were used to understand the relations between mental health and work. There are also references to philosophy applied in contemporary cognitive sciences based on Bergson's theoretic-philosophical proposal.

Tiempo y experiencia — el complejo duración-materia en el pensamiento de Henri Bergson

Ruiz Stull, Miguel
Fonte: Universidad de Chile; CyberDocs Publicador: Universidad de Chile; CyberDocs
Tipo: Tesis
ES
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57.08%
La presente tesis se propone indagar sobre aspectos específicos de la filosofía de Henri Bergson. La serie de conceptos que caracterizan este pensamiento, a saber, duración, memoria y élan vital se encuentran en nuestra hipótesis íntimamente ligadas con las nociones de tiempo y experiencia. En este sentido, esta investigación se centrará en analizar las condiciones de emergencia y desarrollo de estos conceptos en la medida en que son expresiones o productos de una configuración temporal de la experiencia, estructura esencial que tiene por nombre, en el contexto de la obra de Bergson, de intuición. De esta forma, esa serie de conceptos tienen por condición de producción la existencia de esta singular experiencia acreditada por el despliegue de la intuición como método, i.e., la presentación en un acto simple de una complejidad subyacente y heterogénea dada en lo real. Este acto, sostenemos, es de naturaleza temporal, lo que permite pensar bajo otras condiciones la diversidad de articulaciones con que se compone cada vez la realidad. De este modo lo que denominamos como complejo duraciónmateria, lugar donde se traman estas articulaciones, se presenta como una clave eficiente de lectura, la cual provee un entendimiento más preciso de las distintas presentaciones del problema planteado por Bergson...

Delfim Santos : cartas inéditas a Henri Bergson

Costa Carvalho, Magda
Fonte: Letras Lavadas Publicador: Letras Lavadas
Tipo: Parte de Livro
Publicado em //2015 POR
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66.94%
Na presente reflexão, que integra o volume de estudos dedicado ao Professor Doutor José Luís Brandão da Luz, ocupar-nos-emos da apresentação e publicação integral de duas cartas inéditas que Delfim Santos endereçou a Henri Bergson por ocasião dessa visita, que tivemos a grata honra de descobrir no espólio do filósofo francês, depositado na Bibliothèque Littéraire Jacques Doucet, em Paris. Sendo o Professor Doutor José Luís Brandão da Luz um profundo conhecedor do pensamento filosófico em língua portuguesa, mormente da obra de Delfim Santos, consideramos que seria a melhor homenagem que lhe poderíamos prestar.

Las críticas de Henri Bergson y Maurice Merleau-Ponty a los enfoques materialistas del problema mente-cuerpo; Henri Bergson’s and Maurice Merleau-Ponty’s critique to the materialistic approaches to the mind-body problem; As críticas de Henri Bergson e de Maurice Merleau-Ponty aos enfoques materialistas do problema corpo-mente; Les critiques de Henri Bergson et de Maurice Merleau-Ponty aux conceptions materialistes du problème corps-esprit

Verissimo, Danilo Saretta; Furlan, Reinaldo
Fonte: Universidade de São Paulo. Instituto de Psicologia Publicador: Universidade de São Paulo. Instituto de Psicologia
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/06/2009 POR
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57.53%
En este artículo se presentan las críticas de Henri Bergson y Maurice Merleau-Ponty a los enfoques materialistas del problema mente-cuerpo. Tales enfoques están intrínsecamente vinculados a las ambiciones científicas, inauguradas con la modernidad, de totalizar los fenómenos que nos rodean y de unificar la diversidad del mundo por un solo patrón explicativo. Bergson, en una especie de fenomenología del acto perceptivo, intentó superar las teorías materialistas de la relación mente y cerebro. Acercándose del paralelismo psicofisiológico, mostró que la percepción se ocupa de las necesidades del ser vivo. Por otra parte, abordó la relación entre memoria y cerebro, rechazando la idea de que los recuerdos son de tal naturaleza que les permite ser almacenados en la masa cerebral. A su vez, Merleau-Ponty, en La Estructura del Comportamiento, después de hacer la crítica de conceptos clásicos del funcionamiento nervioso y utilizando los resultados de investigaciones que presentan el cerebro como entidad coordinadora de la estructura del comportamiento, presenta una visión del funcionamiento nervioso apoyado en la primacía del mundo percibido a través de la noción de forma. Discutimos además las herencias filosóficas legadas por Bergson a Merleau-Ponty y algunas críticas de este último al trabajo de su antecesor.; In this paper we present Henri Bergson’s and Maurice Merleau-Ponty’s critique to the materialistic approaches to the mind-body problem. These approaches are intrinsically connected to the scientific aspirations...

Relações entre o agir, o sentir e o pensar no ato criativo: uma análise bergsoniana; Relations betweem doing, feeling and thinking during the creational experiences: an analysis based on Bergson

Baltazar, Márcia Cristina
Fonte: Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes Publicador: Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 20/12/2014 POR
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57.15%
Considerando o fazer artístico como uma relação entre ação e percepção, questiono: Como analisar as relações entre o agir, o sentir e o pensar nos momentos de criação do ator-dançarino? Ofereço uma análise dessas relações a partir da filosofia de Henri Bergson, resumindo e sistematizando seu pensamento sobre a representação e a invenção.; The act of doing art is a relation between action and awareness, so: How to analyze the relations between doing, feeling and thinking during the creational experiences of the performer? We present an analysis based on the philosophy of Henri Bergson, a summary and an organization of his concepts of representation, awareness, memory, intuition and invention.

Tempo e espaço, mudança e movimento, percepção-sensação e lembrança em Henri Bergson

Modenesi, Jean Calmon
Fonte: Departamento e Programa de Pos-Graduação em Geografia da UFES Publicador: Departamento e Programa de Pos-Graduação em Geografia da UFES
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Avaliado pelos pares; Formato: application/pdf
Publicado em 05/10/2011 POR
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Trata-se de uma análise sobre os conceitos de tempo e espaço, mudança e movimento, percepção/sensação e lembrança no âmbito do pensamento de Henri Bergson. Tal análise deseja mostrar que, por um lado, Bergson re-descobre o Tempo ao modo do passado, mas, por outro, o re-encobre, ao pensá-lo como qualidade, isto é, como um tempo qualitativo, ao invés de pensá-lo já enquanto intensidade, ou seja, enquanto um tempo intensivo.  Time and space, change and movement, perception/sensation and memory in Henri BergsoAbstractThis paper is  an analysis of the concepts of time and space,  change and movement, perception/ sensation and memory in the thought of Henri Bergson. Such analysis wants to show that, on the one hand, Bergson re-discovers time in the ways of the past, but on the other, re-covers it, when thinking of it as a quality, that is, as a quality time,instead of already thinking of it as intensity, in other words, as a intensive time.DOI: 10.7147/GEO9.1393