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Filosofia e retórica em David Hume; Philosophy and rethoric in David Hume

Falcão, Dircilene da Mota
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 19/09/2014 PT
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Uma comparação atenta entre o Tratado da natureza humana, obra de estreia de David Hume, e as Investigação sobre o entendimento humano e Investigação sobre os princípios da moral nas quais a primeira obra foi reeditada, revela uma diferença considerável na escrita do filósofo. Provavelmente levado por uma profunda decepção com sua obra inicial, Hume as reescreve adotando mudanças estilísticas e no foco de suas discussões para torná-las mais próximas de suas convicções filosóficas. Como instrumento nesse processo, Hume se utiliza conscientemente da retórica, optando nas duas investigações, pela adoção de evidentes recursos retóricos que variam desde alterações no foco e no objetivo final dessas obras, até a opção por um discurso conciso em detrimento daquele difuso utilizado na escrita do Tratado. Tais mudanças obedecem a padrões estéticos bem definidos, porém fundamentalmente tentam aproximar a escrita humiana dos preceitos filosóficos básicos do autor, representados por conceitos como os de crença e de imaginação. Assim, utilizando-se da retórica como uma tentativa de respeitar os fundamentos de sua própria filosofia, Hume desenvolve o que poderíamos chamar de uma espécie de filosofia da escrita; A close comparison between David Hume's first work A Treatise of Human Nature...

Hume, liberty and the object of moral evaluation

Klaudat, André Nilo
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: application/pdf
ENG
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O projeto de Hume em relação ao conflito entre liberdade e necessidade é “reconciliatório”. Mas qual é a natureza do projeto de Hume? Resolve ele um problema que diz respeito à metafísica somente? E quando Hume afirma que a disputa entre as doutrinas da liberdade e da necessidade é meramente verbal, quer ele dizer que não há nenhuma disputa metafísica genuína entre as doutrinas? No presente trabalho eu argumento a favor de (1) que há lugar para a liberdade na filosofia de Hume, e não somente porque a posição é pro forma compatibilista, mesmo que isto tenha importância para o reconhecimento de que a preocupação maior de Hume em relação ao assunto é com a prática; (2) que a posição não involve uma “subjetivização” de toda forma de necessidade: ela não é compatibilista porque cria um espaço para a afirmação de que as operações da vontade são não-problematicamente necessárias através de um enfraquecimento da noção de necessidade como ela se aplica aos objetos externos; (3) que Hume sustenta que o fenômeno ordinário da causação mental não torna impossível a atribuição de responsabilidade moral, o que se adapta perfeitamente bem a identificação de Hume do objeto da avaliação moral: o todo do caráter de uma pessoa...

A fundamenta??o da ci?ncia da natureza humana de David Hume: uma epistemologia experimental

CAMPELO, Wendel de Holanda Pereira
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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66.12%
A ci?ncia da natureza humana ? o projeto de Hume que concerne ? toda sua filosofia ?est?tica, ?tica, pol?tica, teoria do conhecimento, hist?ria, economia, filosofia da religi?o, etc. ? coisa de que jamais poder?amos dar conta, dado a natureza do trabalho de mestrado. Por isso, contentamo-nos em falar apenas da fundamenta??o da ci?ncia da natureza humana, referente ? investiga??o acerca da origem das ideias e opera??es do entendimento, ou da investiga??o sobre as causas e os poderes ocultos do entendimento humano, com base no m?todo experimental. A quest?o a que o nosso trabalho visa a lan?ar luz ? precisamente esta: o que ? uma ci?ncia da natureza humana baseada no m?todo experimental? Essa ser?, pois, a nossa tarefa adiante. Julgamos que, a partir de uma abordagem hol?stica e cient?fica da mente humana, Hume tenta explicar a natureza dos poderes ou faculdades intelectuais, sobretudo suas limita??es e sua fragilidade. Sendo, pois, a base da ci?ncia do homem o m?todo experimental, o qual, por sua vez, tem o seu fundamento s?lido na experi?ncia e na observa??o, ent?o ? preciso perguntar: como e em que medida o uso de tal m?todo tornou-se imprescind?vel ? filosofia moral ? isto ?, ?s quest?es filos?ficas de modo geral ? e que tangem ? ci?ncia da natureza humana? Compreender isso ? compreender a etapa inicial do projeto filos?fico humiano...

La crítica a la metafísica en el First Enquiry de Hume; religión

Velozo Farías, Raúl
Fonte: Universidad Andrés Bello (Chile) Publicador: Universidad Andrés Bello (Chile)
Tipo: Artículo de revista
ES
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La finalidad de este ensayo es resumir y analizar la crítica a la metafísica que Hume lleva a cabo en el Enquiry concerning Human Understanding. Su tesis fundamental es que Hume acentúa fuertemente su crítica a la religión después del Treatise y que la religión que tiene en vista para su crítica es la religión católica, considerada como una 'especie de filosofía' (aunque su blanco no es sólo ella). Abstract: The main purpose ofthis paper it is to surnmarize and analyse the critic of religion that Hume carries out in the first Enquiry. It's main contention it is that Hume laya grater stress on his critic of religion after the Treatise and that the religion that he criticized it is the catholic religion that he considered as a 'kind of'philosophy" (although this kind ofreligion it is his main target he does not spare his critics to other forms of religion).

A crença na existência do mundo exterior e o ceticismo mitigado em Hume; The belief in the external world and the mitigated scepticism in Hume

Laila Thaís Correa e Silva
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 07/08/2012 PT
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46.13%
David Hume, no Tratado da Natureza Humana, livro 1, parte 4, seção 2, "Do ceticismo quanto aos sentidos", pretende explicar a causa de nossa crença na existência do mundo exterior, isto é, a crença em existências contínuas e distintas da mente e da percepção. Ele inicia a seção com a seguinte afirmação: devemos dar nosso assentimento ao princípio referente à existência dos corpos, embora não possamos ter a pretensão de sustentar a sua veracidade por meio de argumentos filosóficos (T 1.4.2.1). Mas, ao final da seção, sua postura diante da crença na existência do mundo exterior muda totalmente, como Hume mesmo diz, em T 1.4.2.56, penúltimo parágrafo: "iniciei este tema com a premissa de que deveria ter uma fé implícita em nossos sentidos, e que essa é a conclusão que extrairia da totalidade de meu raciocínio", contudo, argumenta ele, "sinto-me neste momento possuído pelo sentimento contrário", ou seja, Hume não deposita mais nenhuma confiança nos sentidos, ou antes, imaginação. Por que Hume chega a tal conclusão? Hume argumenta que essas existências contínuas e distintas são ficções da imaginação e, como tais, não merecem nosso assentimento e confiança. Essa situação embaraçosa conduz Hume a um ceticismo radical que...

Quase-verdade, probabilidade pragmática e indução

Lima, Adriano Luiz de Souza
Fonte: Florianópolis, SC Publicador: Florianópolis, SC
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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36.01%
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofia; Hume sustentou em suas investigações que não estamos autorizados pela razão a fazer infe-rências indutivas e muitos foram os que tentaram refutar esta posição (SALMON, 1979; BLACK, 1975). Não pretendemos neste trabalho oferecer uma resposta ao problema posto por Hume, mas tentar mostrar que, apesar de não serem inferências válidas, as induções nos trazem conclusões plausíveis quando partimos de premissas também plausíveis e obedecemos certas condições. Inicialmente, faremos uso da caracterização de da Costa que nos diz que uma lógica é "qualquer classe de cânones de inferência baseada num sistema de categorias" (DA COSTA, 1993, p.12), para tentar mostrar em que sentido é possível falarmos de lógicas indutivas. Para tanto, usaremos a caracterização desse autor para o conceito de indução como sendo uma inferência (relativa a uma dada lógica L ) que não é válida do ponto de vista de L .1 Como, em geral, não há como garantir a veracidade de conclusões obtidas indutivamente, mesmo sendo todas as premissas da inferência comprovadamente verdadeiras, associaremos as sentenças envolvidas no argumento indutivo com um tipo de probabilidade subjetiva...

Hume, liberty and the object of moral evaluation

Klaudat,André
Fonte: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG Publicador: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2003 EN
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56%
Hume's project concerning the conflict between liberty and necessity is ";reconciliatory";. But what is the nature of Hume's project? Does he solve a problem in metaphysics only? And when Hume says that the dispute between the doctrines of liberty and necessity is merely verbal, does he mean that there is no genuine metaphysical dispute between the doctrines? In the present essay I argue for: (1) there is room for liberty in Hume's philosophy, and not only because the position is pro forma compatibilist, even though this has importance for the recognition that Hume's main concern when discussing the matter is with practice; (2) the position does not involve a ";subjectivization"; of every form of necessity: it is not compatibilist because it creates a space for the claim that the operations of the will are non-problematically necessary through a weakning of the notion of necessity as it applies to external objects; (3) Hume holds that the ordinary phenomena of mental causation do not preempt the atribuition of moral responsibility, which combines perfectly with his identification of the object of moral evaluation: the whole of the character of a person, in relation to which there is, nonetheless, liberty. I intend to support my assertions by a close reading of what Hume states in section 8 of the first Enquiry.

The relation between the general maxim of causality and the principle of uniformity in hume's theory of knowledge

Marques,José Oscar de Almeida
Fonte: UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência Publicador: UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2012 EN
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46.11%
ABSTRACT When Hume, in the Treatise on Human Nature, began his examination of the relation of cause and effect, in particular, of the idea of necessary connection which is its essential constituent, he identified two preliminary questions that should guide his research: (1) For what reason we pronounce it necessary that every thing whose existence has a beginning should also have a cause and (2) Why we conclude that such particular causes must necessarily have such particular effects? (1.3.2, 14-15) Hume observes that our belief in these principles can result neither from an intuitive grasp of their truth nor from a reasoning that could establish them by demonstrative means. In particular, with respect to the first, Hume examines and rejects some arguments with which Locke, Hobbes and Clarke tried to demonstrate it, and suggests, by exclusion, that the belief that we place on it can only come from experience. Somewhat surprisingly, however, Hume does not proceed to show how that derivation of experience could be made, but proposes instead to move directly to an examination of the second principle, saying that, "perhaps, be found in the end, that the same answer will serve for both questions" (1.3.3, 9). Hume's answer to the second question is well known...

Hume: três problemas centrais

Monteiro, João Paulo
Fonte: UFPR Publicador: UFPR
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 16/05/2005 POR
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36.13%
O objetivo deste artigo é discutir três problemas centrais na filosofia de David Hume. O primeiro é o do papel da associação de idéias: no Tratado há dois conceitos distintos dessa associação, falha corrigida na primeira Investigação, em que é eliminado o conceito de “associação costumeira” e não se atribui à associação qualquer papel na formação de inferências causais. O segundo diz respeito ao verdadeiro papel da indução. A filosofia humeana trata da descoberta dos poderes causais dos objetos, sem nunca se ocupar de generalizações acerca de qualidades sensíveis. Hume descobriu o problema da “indução causal”, mas apenas como conseqüência de sua análise da inferência causal. O último de nossos problemas é o do exato conceito humeano daquele instinto que ele chama de “costume ou hábito”. O princípio de Hume mostra ser apenas uma sensibilidade à repetição de conjunções, sendo relevante apenas o elemento “repetição”, sem haver qualquer influência significativa da passagem do tempo, o que impede a interpretação desse princípio como “habituação” ou algo equivalente. Hume: three majors problems Abstract This article aims to discuss three central problems in David Hume’s philosophy. A first central problem in Hume’s philosophy concerns the role of the association of ideas: there are in the Treatise two distinct concepts of this association...

Hume e as bases científicas da tese de que não há acaso no mundo; Hume e as bases científicas da tese de que não há acaso no mundo

Chibeni, Silvio Seno; Departamento de Filosofia, Unicamp BRASIL chibeni@unicamp.br www.unicamp.br/_chibeni
Fonte: Federal University of Santa Catarina – UFSC Publicador: Federal University of Santa Catarina – UFSC
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 18/02/2013 POR
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http://dx.doi.org/10.5007/1808-1711.2012v16n2p229 Tanto no Tratado da Natureza Humana como na Investigação sobre o Entendimento Humano, Hume mostra-se convencido de que “não há acaso no mundo”, e que “aquilo que o vulgo chama de acaso não passa de uma causa secreta e escondida”. Essa tese desempenha papel crucial em sua análise do livre-arbítrio e, conseguintemente, da responsabilidade moral; é também um elemento importante em sua discussão sobre os milagres. No entanto, o próprio Hume ofereceu, no Tratado, um argumento convincente para mostrar que o princípio de causalidade, segundo o qual tudo o que começa a existir tem uma causa, não pode ser conhecido a priori, por intuição ou demonstração. Logo, essa “opinião tem necessariamente de provir da observação e experiência”. O presente trabalho examina essa tese, mostrando, inicialmente, qual era a proposta de Hume para fundar na experiência o princípio de causalidade, e depois qual, de fato, teria sido o mais robusto fundamento para esse princípio: a mecânica newtoniana. Explica-se, por fim, como esse fundamento empírico indireto e o próprio argumento de Hume foram solapados pela física quântica, no século XX.; http://dx.doi.org/10.5007/1808-1711.2012v16n2p229 Both in the Treatise of Human Nature and in the Enquiry concerning Human Understanding...

THE RELATION BETWEEN THE GENERAL MAXIM OF CAUSALITY AND THE PRINCIPLE OF UNIFORMITY IN HUME’S THEORY OF KNOWLEDGE

Marques, José Oscar de Almeida
Fonte: UNICAMP-CLE-Publicações Publicador: UNICAMP-CLE-Publicações
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares; Formato: application/pdf
Publicado em 29/11/2015 POR
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When Hume, in the Treatise on Human Nature, began his examination of the relation of cause and effect, in particular, of the idea of necessary connection which is its essential constituent, he identified two preliminary questions that should guide his research: (1) For what reason we pronounce it necessary that every thing whose existence has a beginning should also have a cause and (2) Why we conclude that such particular causes must necessarily have such particular effects? (1.3.2, 14-15) Hume observes that our belief in these principles can result neither from an intuitive grasp of their truth nor from a reasoning that could establish them by demonstrative means. In particular, with respect to the first, Hume examines and rejects some arguments with which Locke, Hobbes and Clarke tried to demonstrate it, and suggests, by exclusion, that the belief that we place on it can only come from experience. Somewhat surprisingly, however, Hume does not proceed to show how that derivation of experience could be made, but proposes instead to move directly to an examination of the second principle, saying that, “perhaps, be found in the end, that the same answer will serve for both questions” (1.3.3, 9). Hume's answer to the second question is well known...