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Biocombustíveis, alimentos e petróleo: uma análise retrospectiva da experiência brasileira; Biofuels, Food and Oil: A Retrospective Analysis of Brazilian Experience.

Rico, Julieta Andrea Puerto
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 18/07/2013 PT
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Os biocombustíveis são produzidos de acordo a conjunturas do mercado de petróleo e das commodities agrícolas, e são inseridos na esfera produtiva dos derivados de petróleo através de incentivos governamentais. O objetivo do trabalho foi analisar a relação entre os setores de biocombustíveis, alimentos e petróleo recorrendo ao referencial teórico sobre renda dos recursos naturais e ao método histórico. Na primeira etapa foram identificados vasos comunicantes entre os preços do petróleo e de algumas commodities agrícolas, observando que o excedente criado com o petróleo influencia os preços das commodities agrícolas e, a partir do processo de financeirização desta esfera, os comercializadores oligopsônicos de alimentos podem extrair um excedente dos proprietários da terra. Na segunda etapa foram analisados os programas brasileiros. Foi observado que no caso do biodiesel a criação de rendas diferenciais a partir da produção de matérias primas da agricultura familiar fica restringida. A obtenção deste tipo de rendas depende do preço de mercado dos óleos vegetais provenientes da agricultura capitalista e de acordo aos incentivos formulados para o PNPB ainda não se configura um mercado de referência que permita escolher o mercado de energia sendo preferível auferir a renda da terra no mercado de óleos vegetais para alimentação. Análise comparativa revelou com significância estatística que os preços dos óleos vegetais tendem a ser superiores aos dos fósseis equivalentes. Os resultados da pesquisa permitem concluir que as tentativas de viabilizar o biodiesel: a) na década de 1970 careceram de articulações políticas para superar as dificuldades impostas pelas condições de mercado...

Financeirização, poder corporativo e expansão da soja no estabelecimento do regime alimentar corporativo no Brasil e na Argentina: o caso da Cargill; Financierización, poder corporativo y expansión de la soja el en establecimiento del Regimen Alimentar Corporativo en Brasil y Argentina: el caso de la Cargill

Goldfarb, Yamila
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 28/02/2014 PT
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Este trabalho tem o objetivo de elucidar algumas das transformações ocorridas no campo do Brasil e da Argentina a partir da década de 1970, por meio da análise do estabelecimento do que chamamos regime alimentar corporativo, mais especificamente no que se refere ao segmento de grãos e óleos, e seus impactos no desenvolvimento geográfico desigual do capitalismo em ambos países. Fizemos isso focandonas estratégias de territorialização da Cargill, empresa com forte presença em ambos os países, e buscamos ver o que elas nos revelam acerca da estruturação do regime alimentar corporativo e suas possíveis relações com o advento de uma economia financeirizada. A hipótese geral averiguada foi a de que com o advento do neoliberalismo houve, por um lado, a consolidação e aprofundamento da hegemonia das corporações do setor agroalimentar. Por outro, a forte expansão da soja como um importante determinante das configurações espaciais do campo e, por último, a financeirização da agricultura capitalista, expressa tanto na importância de adquire o mercado de commodities, como nos mecanismos de financiamento de safras. Essas três expressões da consolidação do regime alimentar corporativo se aprofundam a partir da década de 2000...

O colono que virou suco: terra, trabalho, Estado e capital na modernização da citricultura paulista; . The settler who turned into juice: land, work, state and capital in the modernization of São Paulo citrus production

Boechat, Cássio Arruda
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 14/03/2014 PT
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Esta tese discorre sobre o processo de constituição da citricultura paulista e sua modernização a partir dos anos 1960, articulando essa constituição com a expansão da cafeicultura pelo interior de São Paulo e com as suas crises. Procuramos, na análise desses processos, enfatizar o sistema de trabalho do colonato para a cafeicultura, debatendo suas contradições bem como suas interpretações na literatura. O fim do colonato, por sua vez, foi estudado a partir das particularidades encontradas em trabalho de campo, culminando em formas precarizadas de trabalho agrícola. O papel da educação e dos institutos de pesquisa foi outro tema debatido, como elemento fundamental para a modernização da agricultura. Quanto a esta, circundamos as transformações nas formas de ser do Estado e em como este conduziu políticas visando à diversificação de produções agropecuárias, entre as quais a citricultura. Mais do que diversificar, encontramos no desdobrar dessa modernização uma transformação radical no modo de se produzir laranjas, na forma de se explorar o trabalho e na destinação dessas mercadorias como matéria-prima de uma indústria processadora, instalada no interior paulista a partir dos anos 1960. A crise da citricultura e o papel do associativismo e da política como mediação de conflitos foram tratados ao final...

A AGRICULTURA A PARTIR DO NEOLIBERALISMO: FINANCEIRIZAÇÃO, PODER CORPORATIVO E AS AMEAÇAS À SOBERANIA ALIMENTAR

Goldfarb, Yamila
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 27/11/2015 POR
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O presente artigo foi elaborado a partir da fala realizada na mesa redonda “Soberania Alimentar, Biotecnologia e Monopólio” do seminário Terra, Alimento e Liberdade: o que você alimenta quando se alimenta?, realizado no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo em junho de 2013. O que busco expor neste artigo é um olhar sobre o momento atual em que vivemos a partir da noção de Regime Alimentar. Essa noção deve ser entendida como a forma em que se dão a produção, a circulação, a comercialização e o consumo dos alimentos no mundo. O objetivo é contribuir na elucidação de algumas das transformações ocorridas no campo do Brasil a partir da década de 1970, por meio da análise do estabelecimento do que chamamos Regime Alimentar Corporativo. Uma das hipóteses averiguadas foi a de que com o advento do neoliberalismo houve a consolidação e o aprofundamento da hegemonia das corporações do setor agroalimentar, bem como uma transformação no padrão alimentar, o que acarretou maior ameaça à soberania alimentar. 

De Leo Waibel a Schultz e à transgenia: uma reflexão sobre a agricultura nos cerrados

Ribeiro, Dinalva D.; UFGO; Binzstok, Jacob; UFF
Fonte: Editora da UFSC Publicador: Editora da UFSC
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 01/01/2004 POR
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The agriculturists explorations in hedged areas are becoming more and more complexes, considering the growing incorporation of new elements, agents and factors of production in this practice.The financialization of the agriculture e the resources of biotechnology express the contemporaneousness on the act of producing in areas of hedges.Before this, the diverse types of determinisms elaborated to justify and to lead the agriculturist practice on the hedges, throughout the years, have become obsolete, since theorical elaborations about the production environment are less and less necessary, acknowledging the command dictated by the financial and laboratorial centers.; As explorações agrícolas em áreas de cerrado têm se tornado cada vez mais complexas, tendo em vista a incorporação crescente de novos elementos, agentes e fatores de produção à sua prática.A financeirização da agricultura e os recursos da biotecnologia expressam a contemporaneidade no produzir em áreas de cerrado.Diante disso, os diversos tipos de determinismos elaborados a fim de justificar e direcionar a prática agrícola nos cerrados, ao longo dos anos, se tornam obsoletos...