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De Severa à Amália: o estereótipo feminino no fado: mudanças e permanências

Resende, Fabiana Viana Moutinho
Fonte: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Publicador: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Tipo: Dissertação de Mestrado
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Dissertação de Mestrado em Ciências da Cultura; O fado, expressão musical fortemente ligada à identidade cultural portuguesa, tem a sua origem envolta em grandes discussões; existem algumas teses que ganharam maior difusão como a árabe, trovadoresca, marítima e afro-brasileira. A hipótese mais aceita demarca a sua origem em terras brasileiras; nasce como dança, mas ganha suas características de identificação nos bairros da raia miúda da Lisboa oitocentista aonde o fado era parte do lazer e do convívio. Este gênero musical manifestava-se de forma espontânea tanto nas casas de prostituição, nos cafés de camareiras, nas esperas dos touros ou simplesmente nas ruas e vielas da cidade. Suas temáticas estão ligadas ao contexto da marginalidade e da transgressão, seus personagens eram as prostitutas, marujos, boleeiros e marialvas. Surge neste contexto social o mito fundador, a história de Maria Severa Onofriana a belíssima e jovem prostituta que cantava e batia o fado com perfeição e encantava a todos e o Conde Vimioso (D. Francisco de Paula Portugal e Castro) um grande amador do fado, marcando a permeação do estilo dos menos abastados na aristocracia, dando ao fado novas características. Este envolvimento entre a meretriz e o aristocrata é uma das temáticas mais exploradas no universo fadista que permeou as várias facetas da arte...