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A ordem de palavras e o caráter nominativo/ergativo do português falado

Pezatti, Erotilde Goreti
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Artigo de Revista Científica
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O português falado do Brasil, contrariamente à afirmação de que é uma língua SVO (sujeito-verbo-objeto), apresenta duas ordens predominantes: SV(O) (sujeito-verbo-(objeto)) e VS (verbo- sujeito). Essas duas ordens, na verdade, representam dois padrões de construção sintática, o nominativo e o ergativo. Do ponto de vista paradigmático-identificacional, a ordem SV(O) corresponde ao padrão nominativo, e a VS, ao ergativo, uma vez que o Si (sujeito de verbo intransitivo) da estrutura VS apresenta a mesma matriz de traços do O (objeto) da estrutura SV(O), em contraposição ao St (sujeito de verbo transitivo). Há assim um alinhamento Si-O, característico das línguas ergativas, em construções existenciais/apresentativas (com verbo de um lugar existencial - V1e), mas um alinhamento St-Si, característico das línguas nominativas, em construções com verbos de dois lugares (V2) e de um lugar não-existencial (V1 ~e). O português apresenta, portanto, com as estruturas intransitivas, uma ergatividade cindida.

O timbira falado pelos Canela Apaniekra : uma contribuição aos estudos da morfossintaxe de uma lingua Je

Flavia de Castro Alves
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 26/11/2004 PT
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O objetivo deste trabalho é apresentar uma descrição de aspectos fundamentais da morfossintaxe da língua Timbira falada pelos Apãniekrá da Área Indígena Porquinhos, localizada no interior do estado do Maranhão. O trabalho compreende seis capítulos. O capítulo 1 apresenta informações gerais relacionadas aos povos Timbira (quem e quantos são, sua localização e um breve histórico da minha relação com eles (como lingüista e como assessora lingüística)); os trabalhos anteriores sobre a(s) língua(s) falada(s) por esses povos e sobre a minha proposta de classificação, baseada na comparação dos inventários fonêmicos, das categorias de tempo, aspecto e modo, da ordem dos constituintes e da ergatividade morfológica, de serem duas as línguas dos povos Timbira (a língua Timbira, falada pelos povos Timbira à direita do Rio Tocantins (Apãniekrá, Ramkokamekrá, Krahô, Gavião Pykobjê e Krikatí) e pelos Gavião do Pará, e a língua Apinajé, falada pelos Apinajé que estão à esquerda do mesmo rio). O capítulo 2 apresenta uma análise de aspectos da fonologia do Apãniekrá, resultado de uma revisão da minha dissertação de mestrado. Os capítulos 3 a 5 apresentam uma descrição de tópicos selecionados da morfossintaxe do Apãniekrá que contribuem para uma compreensão mais aprofundada do fenômeno da ergatividade em Timbira e nas línguas Jê: o capítulo 3 (classes de palavras) apresenta as características semânticas...

Pronomes, ordem e ergatividade em Mebengokre (Kayapo)

Maria Amelia Reis Silva
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 21/08/2001 PT
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Esta Dissertação descreve e analisa o fenômeno da ergatividade em Mebengokre, língua do ramo setentrional da família ,Te falada pela nações Kayapó e Xikrin nos estados do Pará e Mato Grosso. O objetivo deste trabalho é discutir a natureza da ergatividade cindida do Mebengokre. Minha hipótese sobre a ergatividade do Mebengokre, língua canonicamente SOV, é a de que há uma forte relação entre posição ocupada pelo verbo, suas propriedades verbais e o sistema de caso da língua. O capítulo 1 consistitui uma introdução geral sobre o povo Mebengokre, sua língua, as estapas do trabalho de campo, bem como a apresentação do fenômeno gramatical conhecido como ergatividade, com especial referência à línguas da família Jê .O capítulo 2 focaliza aspectos da morfossintaxe verbal. Nele discute-se a distinção entre nomes e verbos; categorias verbais, processos de mudança de valência. O capítulo 3 está dedicado à descrição do sistema pronominal. A principal questão a ser problematizada neste capítulo diz respeito ao estatuto dos prefixos de pessoa enquanto categoria sintática, isto é, se são pronomes ou concordância. Por fim, o capítulo 4 retoma a discussão sobre a manifestação da ergatividade cindida...

Marcas pessoais, concordância de número e alinhamento em Xavánte

Santos, Juliana Pereira dos
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
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Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Classicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2008.; Nesta dissertação descrevemos aspectos da codificação de pessoa em Xavánte, língua pertencente ao sub-ramo central da família Jê, do tronco lingüístico Macro-Jê (Rodrigues 1999). Procuramos mostrar que uma descrição da codificação de pessoa em Xavánte inclui além das marcas pessoais – prefixos e pronomes – a combinação dessas marcas com partículas marcadoras de número, temas verbais simples e supletivos, tipos de predicados – ativos e estativos –, aspecto/modo de ação, e tipos de orações – dependentes e independentes. Mostramos que a marcação das distinções de número em Xavánte é decisiva na alternância de predicados ativos e estativos e, conseqüentemente, na manifestação de padrões distintos de alinhamento. Neste estudo reunimos evidências que fundamentam uma hipótese alternativa às já existentes sobre as diferentes formas morfossintáticas que tomam os predicados Xavánte, assim como as estruturas oracionais das quais são núcleos. A análise orientou-se pelos trabalhos de Dixon (1979, 1994)...

A Violação da Condição em Kadiwéu

SANDALO,Filomena
Fonte: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP Publicador: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2002 PT
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Apesar de o kadiwéu apresentar as mesmas características tipológicas das línguas analisadas por Baker (1995), este trabalho mostra que o parâmetro da polissíntese proposto por Baker, de acordo com o qual as línguas polissintéticas seriam línguas de argumentos pronominais, não se sustenta para esta língua. Este artigo oferece, então, uma análise alternativa à teoria dos argumentos pronominais para o kadiwéu sustentando que sintagmas nominais são argumentos verbais nesta língua polissintética, como em qualquer outra língua melhor conhecida. Nesta perspectiva, uma das característica principais das línguas polissintéticas, a suposta violação da Condição C (e.g. <>i quer que João i ame Maria, <>i quebrou a faca do João i), deriva de movimento sintático decorrente da natureza do sistema-v do kadiwéu. Este texto, assim, questiona a existência de um parâmetro da polissíntese e desenvolve um insight de Fukui & Speas (1996) que prevê que a sintaxe de uma dada língua decorre das categorias funcionais presentes no léxico desta língua.

Diversidade linguística brasileira, as línguas páno e suas características ergativas

Abreu, Paulo Sérgio Reis de
Fonte: Universidade Federal de Goiás; Brasil; UFG; Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL); Faculdade de Letras - FL (RG) Publicador: Universidade Federal de Goiás; Brasil; UFG; Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL); Faculdade de Letras - FL (RG)
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
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This work focuses on Brazilian linguistic diversity and, within it, the Páno family, from which was pointed out, under the grammatical point of view, the operation of the case systems. The study consists of an introduction, three chapters, a conclusion, bibliography and three appendices. Chapter 1 brings historical information on the linguistic diversity in Brazil at the time of the Portuguese incursion, the present situation of our languages, the methods for linguistic classification and its application on the Brazilian indigenous languages, and also aims at pointing out the importance of the descriptive linguistic studies of our autochthonous languages. Chapter 2 deals specifically with the Páno family, with the history of how the region where it is situated in South-West Amazonia was populated, with the various Páno people situated in Brazil, with classificatory efforts, with studies already carried out by Brazilian researchers, and also searches for establishing a vision of the genetic relationships between those different languages. The chapter 3 brings theoretical information on the study of ergativity, based on Dixon (1994), as well as an analysis of this grammatical phenomenon carried out by Lyons (1968). Afterwards...

A POSPOSIÇÃO DO SUJEITO E A ERGATIVIDADE CINDIDA NO PORTUGUÊS BRASILEIRO

Abraçado, Jussara; Vale, Hylea
Fonte: UFES Publicador: UFES
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 17/08/2014 POR
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A ordem verbo-sujeito do português do Brasil tem sido estudada sob diferentes perspectivas teóricas. Sabe-se, em função dos diversos estudos realizados até então, que, comparativamente à ordem sujeito-verbo, a ordem verbo-sujeito é bem menos frequente. Sabe-se, ainda, que as ocorrências da ordem verbo-sujeito estão preferencialmente atreladas a verbos monoargumentais e a sintagmas nominais geralmente não humanos e inanimados. Em relação às funções desempenhadas no discurso, os achados indicam que a ordem verbo-sujeito tende a ser empregada, introduzindo informações novas, sujeitas a se transformarem em tópico na sequência do discurso, e como participante de um esquema organizacional das narrativas, veiculando eventos e situações sem tópico, no plano de fundo, que, em geral, não são retomados na progressão discursiva. Neste trabalho, pautado teoricamente na Linguística Funcional e em dados extraídos da fala de 10 informantes, cujas entrevistas integram a Amostra Censo (Projeto Censo da Variação Linguística no Rio de Janeiro, PEUL/UFRJ), demonstramos que se observa no português brasileiro uma tendência a relacionar o sujeito de construções monoargumentais pouco transitivas ao objeto de construções com mais de um argumento e com alto grau de transitividade...

Natureza do caso ergativo e dativo em línguas Jê e suas consequências para a Teoria de Ca so

Duarte, Fábio Bonfim; Silva, Isadora Barcelos
Fonte: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais Publicador: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Avaliado pelos pares Formato: application/pdf
Publicado em 30/06/2010 POR
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Este artigo mostra que há forte conexão entre valoração de Caso eatribuição dos papéis theta [AGENTE] e [EXPERIENCIADOR] a argumentosexternos de verbos transitivos e inergativos em línguas como Apinajé,Apãniekra, Parkatêjê, Xavante e Maxacali. Adicionalmente,averiguamos se os Casos ergativo e dativo nessas línguascorrespondem, ao final de contas, a Caso inerente ou a Casoestrutural. Assumimos que esses Casos são estruturalmente valoradospelas posposições funcionais [te] e [mã] no domínio vP. A forteevidência a favor desta hipótese surge do fato de que o núcleofuncional To não entra na derivação com Caso abstrato a valorar.Ademais, a distribuição das partículas [mã] e [te] claramentedemonstra que elas se comportam como adposições, pois podemcoocorrer com os prefixos pronominais e podem vir enclíticas asintagmas oblíquos que figuram nas construções passivas.

Ergatividade cindida, papel temático e causativização na língua Ka’apor

Duarte, Fábio Bonfim; Garcia, Mário Alexandre
Fonte: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais Publicador: Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Avaliado pelos pares Formato: application/pdf
Publicado em 31/12/2006 POR
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This paper examines the Case and theta role assignment to DPs in theKa’apor language. Our hypothesis is that Ka’apor manifests a split Casesystem, which may be triggered either by the semantic nature of stativepredicates or by the DPs that receive the theta role “paciente/theme”.In addition to this, we propose that the enclitic particle [.ke] may bedescribed as the (absolutive) Case and thematic role assignment toobject and to subject of unaccusative verbs. We also postulate that thecausative prefix {mu- ~ m-}, which occurs in ergative predicates, is themorphological manifestation of the light verb. Finally, we propose toextend the obligatory Case parameter in order to explain the split Casesystem of the Ka’apor. Thus, we suggest that Spec-TP is activated forassigning the (nominative-absolutive) structural Case to the subjectsof active transitive, unergative and unaccusative verbs and Spec-vP isactivated for assigning the absolutive Case to the object and to the subjectof stative verbs.

Fernanda Beatriz Caricari de Morais

Morais, Fernanda Beatriz Caricari de; Pontifícia Universidade Católica – PUC/SP
Fonte: Thesaurus Editora Publicador: Thesaurus Editora
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 10/11/2013 POR
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Este artigo analisa as construções médias utilizadas em artigos científicos da área de Linguística, coletados aleatoriamente da plataforma Scielo. Com base na perspectiva da ergatividade (Halliday 1985, 1994) e Halliday & Matthiessen (2004), as construções encontradas são analisadas, procurando descrevê-las com base nas escolhas dos Meios e no contexto em que ocorrem nos artigos. As ocorrências foram obtidas através do uso de ferramentas computacionais que possibilitam o trabalho com grande número de textos. A análise revela que essas construções são utilizadas em diferentes seções para se apagar a identidade do autor ou de outros autores citados nos textos.

O morfema ɛ do Guató: De uma possível marca de ergatividade à marca de concordância.

Martins, Andérbio Márcio Silva; Universidade Federal da Grande Dourados (MS)
Fonte: Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas Publicador: Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Peer-reviewed Article; Avaliado por Pares Formato: application/pdf
Publicado em 25/10/2013 POR
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O presente trabalho tem como objetivo apresentar e discutir as informações disponíveis em Palácio (1984) que nos levam a pressupor que o Guató era uma língua de padrão ergativo; entretanto, por causa dos rearranjos estruturais sofridos ao longo do tempo, apenas alguns indícios desse alinhamento foram mantidos. Cogitamos, portanto, que uma possível marca de ergatividade que se combinava com agentes tenha desaparecido por conta das mudanças ocorridas na língua, mas sugerimos que a marca atual de terceira pessoa singular de verbo transitivo pode ter sido, no passado, o morfema que marcava o agente em construções transitivas. Para tanto, consideramos que esse morfema teria sobrevivido apenas na terceira pessoa que, por sua vez, possivelmente não possuía forma fonológica, propiciando uma suposta reanálise do marcador de agente como uma marca de terceira pessoa. Por fim, desenvolvemos também a hipótese de que o atual morfema de concordância de terceira pessoa de verbos transitivos do Guató seria cognato do morfema de ergatividade presente em Timbíra, Maxakalí, Mebengokré, Panará e Xavánte.

Correferencialidade sintática e alinhamento em Xikrín do Cateté

Costa, Lucivaldo Silva da; Universidade Federal do Pará; Xikrín, Bep Nhõrõ-Ti; Escola Indígena Bepkaroti Xikrín; Cabral, Ana Suelly Arruda Câmara; Universidade de Brasília
Fonte: Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas Publicador: Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Peer-reviewed Article; Avaliado por Pares Formato: application/pdf
Publicado em 18/04/2013 POR
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Neste artigo descrevemos as principais estratégias usadas por falantes Xikrín para expressar referência compartilhada ou disjunta através de fronteiras de orações unidas por parataxe ou por hipotaxe. Xikrín do Cateté é uma variedade de uma das línguas Jê falada no estado do Pará. Outras variedades dessa língua são o Kayapó e o Me)bengokre. Nós tratamos também de mostrar padrões congruentes de alinhamentos internos à oração e alinhamentos através de orações. Nossa análise beneficiou-se das contribuições de Foley e Van Valin (1984) e Dixon (1994) quanto a switch-reference e functional reference através de diferentes línguas, assim como do estudo sobre ergatividade em Xokléng de autoria de Urban (1985).

PRONOMINALIZAÇÃO EM ORO WARAM (ORO WARI’ NORTE, PACAAS NOVAS, TXAPAKURA): FORMAS CONDICIONADAS PELO TAM

Selmo Azevedo Apontes; Universidade Federal do Acre
Fonte: REVISTA ELETRÔNICA LÍNGUA VIVA Publicador: REVISTA ELETRÔNICA LÍNGUA VIVA
Tipo: Artigo Avaliado por Pares Formato: application/pdf
Publicado em 22/08/2014 PT
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Este trabalho tem por objetivo lançar algumas reflexões sobre os marcadores pronominais e suas diversas expressões a partir do condicionante TAM (tempo, modo e aspecto) nos dados do Oro Waram, variante do Oro Wari (Pacaás Novos), família isolada Txapakura, cujo trabalho encontra-se em fase de descrição. A variante Oro Waram possui uma estrutura analítica. A ordem dos constituintes oracionais é VOS. Entre o V e o O aparecem as formas pronominais, indicando a noção gramatical de número (singular, plural, inclusivo e exclusivo), pessoa (1ª., 2ª. e 3ª.) e gênero (m., f. e n.). Por tratar-se de língua com estrutura analítica, será nas palavras gramaticais que ocorrerá uma fusão de número-pessoa-gênero. Nas formalizações pronominais, nem sempre a marca do pronome será a mesma para as 3s. pessoas, e isso será condicionada pelo TAM (Tempo, Aspecto e Modo). Por exemplo: o marcador de 1ª. pessoa pronominal com função de sujeito de uma oração principal (presente ou passado) é ‘ʔna’; na forma de futuro será ‘taʔ’. Apesar de não ser uma língua ergativa...

A ERGATIVIDADE KUIKÚRO (KARÍBE): ALGUMAS PROPOSTAS DE ANÁLISE

Franchetto, Bruna
Fonte: Cadernos de Estudos Lingüísticos Publicador: Cadernos de Estudos Lingüísticos
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 04/11/2012 POR
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Ergatividade em Matsés (Pano)

Fleck, David W.
Fonte: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas Publicador: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 13/03/2012 POR
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Este texto explora diferentes padrões de alinhamento dos argumentos na gramática da línguaMatsés da família Pano, com ênfase especial na forma como a morfologia da língua aparentemente estátornando-se mais ergativa. O Matsés apresenta um forte padrão de marcação de caso do tipo ergativo/absolutivo,mas o alinhamento ergativo/absolutivo restringe-se ao sistema de caso e a alguns padrões morfológicos menores.A concordância de pessoa marcada no verbo é feita com os argumentos nominativos (S/A). A sintaxe ou mostrapadrões nominativo/acusativos triviais, ou, mais freqüentemente, não mostra nenhum alinhamento dos argumentos.Além dessa cisão entre a morfologia e a sintaxe, o Matsés não apresenta sistemas de ergatividade cindidaimportantes. As duas maneiras mais importantes pelas quais o Matsés está se tornando mais ergativo são o usoinovador do marcador de caso ergativo para tirar a ambigüidade das orações duplo-absolutivas, e a extensão dopadrão ergativo de marcação de caso de frases ativas simples para construções negativas reanalisadas. Uma dasabordagens sobre teoria da ergatividade assume que ela surge como um acidente histórico através de reanálises, e os sistemas ergativos são destinados a desgastar-se gradualmente...

Manifestações da ergatividade em caxinauá (pano)

Camargo, Eliane
Fonte: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas Publicador: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 13/03/2012 POR
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Trata-se de um estudo sobre a sintaxe de ergatividade cindida em caxinauá (pano) queapresenta um padrão ergativo com os argumentos nominais, um padrão acusativo com os argumentospronominais e um padrão neutro, marcado unicamente pela 3a. pessoa do singular. Este texto mostra osdiferentes padrões de alinhamento e suas características morfológicas e sintáticas. As marcações de casodas construções antipassiva e passiva também são apresentadas.

Codificação de argumentos e ergatividade (cindida) em Tenetehára

Duarte, Fábio Bonfim
Fonte: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas Publicador: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 13/03/2012 POR
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Este texto examina as propriedades morfossintáticas dos prefixos {Ø- ~ r-} e {i- ~ h-} nomecanismo de codificação dos argumentos. Nossa hipótese é que esses afixos apontam para a relaçãogramatical de adjacência e não-adjacência entre complementos e núcleos nos sintagmas genitivos, nossintagmas posposicionais e nas orações independentes e dependentes. Em construções de foco de objeto(CFO), o prefixo {i- ~ h} pode marcar o movimento do objeto ou do sujeito para a posição de Spec-FocP.Além disso, o sufixo {-n ~ -Ø} que co-ocorre com o prefixo {i- ~ h-} no Indicativo II e nas CFOs sinalizao deslocamento de sintagmas XPs para posições A-barra, no domínio do CP.

Notas sobre Ergatividade em Xikrín

Cabral, Ana Suelly A. C.; Rodrigues, Aryon Dall’Igna; Costa, Lucivaldo S. da
Fonte: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas Publicador: LIAMES: Línguas Indígenas Americanas
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 14/03/2012 POR
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Após breve apresentação das classes de temas verbais, dos prefixos relacionais e dos marcadores de pessoaem Xikrín, é descrita uma cisão entre alinhamentos nominativo-absolutivo e ergativo-absolutivocondicionada pela modificação circunstancial dos predicados.