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Registro de Aedes albopictus em áreas epizoóticas de febre amarela das Regiões Sudeste e Sul do Brasil (Díptera:Culicidae); Aedes albopictus appearance in epizootic areas of jungle yellw fever in south-eastern and southern regions of Brazil (Diptera; Culicidae)

GOMES, Almério de Castro; TORRES, Maria Amélia Nascimento; GUTIERREZ, Márcia Fonseca de Castro; LEMOS, Francisco Leopoldo; LIMA, Mauro Lúcio Nascimento; MARTINS, Jaqueline Frasson; COSTA, Zouraide Guerra Antunes
Fonte: Brasília Publicador: Brasília
Tipo: Artigo de Revista Científica
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Durante estudo biológico e ecológico sobre mosquitos levado a cabo em área com registro de epidemia de febre amarela silvestre e epizootia em macacos, foram encontrados adultos de Aedes Albopictus. A tendência da espécie para invadir ambiente extradomiciliar potencializa a chance de infecção natural, ao tempo em que evolui para formar um elo entre focos naturais de vírus e o ambiente urbano. Esta Nota Técnica representa um alerta aos gestores dos três poderes públicos sobre perspectivas de mudanças no perfil epidemiológico atual da febre amarela no Brasil; During biological and ecological study on mosquitoes carried out on area with registers of epidemic of jungle yellow fever and monkey epizootic were found some adults of Aedes albopictus. The tendency of this species to invade the extra-domicile environment brings out the possibility of natural infection, and at the same time evolving to form a link between natural focus of the virus and the urban environment. This Technical Note represents an alert to the three government levels about the perspectives of changes in the actual epidemiological profile of yellow fever in Brazil

Epidemia midiática: produção de sentidos e configuração social da febre amarela na cobertura jornalística, 2007-2008; Media epidemics: sense production and social configuration of yellow fever in the journalistic coverage, 2007-2008

Malinverni, Claudia; Cuenca, Angela Maria Belloni; Brigagão, Jacqueline Isaac Machado
Fonte: IMS-UERJ; Rio de Janeiro Publicador: IMS-UERJ; Rio de Janeiro
Tipo: Artigo de Revista Científica
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O objetivo deste artigo, situado no campo da comunicação em saúde, é analisar os sentidos atribuídos discursivamente à febre amarela silvestre durante a cobertura jornalística da epizootia da doença, ocorrida no Brasil no verão 2007-2008. Utilizando o referencial teórico das práticas discursivas e da produção de sentidos no cotidiano e as hipóteses de agendamento (agenda-setting) e enquadramento (framing) da notícia, foram analisadas todas as matérias sobre febre amarela veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo, no período de 21 de dezembro de 2007 a 29 de fevereiro de 2008, e todos os documentos oficiais sobre a epizootia emitidos pela autoridade brasileira de saúde pública entre 3 de janeiro e 28 de fevereiro de 2008. Os achados indicam que as estratégias discursivas da cobertura jornalística relativizaram o discurso da autoridade de saúde pública; priorizaram a divulgação do número de casos; enfatizaram a vacinação como o limite entre a vida e a morte, omitindo riscos do uso indiscriminado do imunobiológico; e propagaram a iminência de uma epidemia de febre amarela de grandes proporções. Essas estratégias deram novos sentidos à doença, deslocando o evento de sua forma silvestre, espacialmente restrita e de gravidade limitada...

Epidemia midiática: um estudo sobre a construção de sentidos na cobertura da Folha de S.Paulo sobre a febre amarela, no verão 2007-2008; Mediagenic Epidemic: a Study about the Construction of Meanings by Folha de S.Paulo Press Coverage about Yellow Fever in 2007-2008 Summer

Malinverni, Claudia
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 03/10/2011 PT
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De natureza qualitativa, o presente estudo situa-se no campo da comunicação e saúde, tendo como objetivo analisar a construção de sentidos no noticiário veiculado pela Folha de S.Paulo durante a epizootia de febre amarela silvestre e a ocorrência de casos humanos, no verão 2007-2008. Utilizando o quadro referencial teórico das práticas discursivas e construção de sentidos no cotidiano e as hipóteses de agendamento (agenda-setting) e enquadramento (framing) da notícia, foram analisadas as matérias veiculadas pelo jornal e os documentos comunicativoinstitucionais emitidos pela autoridade de saúde pública brasileira sobre a doença, no período de 21 de dezembro de 2007 a 29 de fevereiro de 2008. Os achados indicam que a veiculação de repertórios interpretativos durante a cobertura jornalística conferiu novos sentidos à febre amarela, deslocando o evento de sua forma silvestre, espacialmente restrita e de gravidade delimitada, para a urbana, de caráter epidêmico e potencialmente mais grave. Secundariamente, a análise permitiu identificar os riscos a que a população foi exposta em função dos sentidos construídos pelo noticiário durante a cobertura jornalística sobre a doença; In a qualitative approach...

Os debates médicos sobre as epidemias de febre amarela em Campinas (1889-1890); Medical debates about epidemics of yellow fever in Campinas (1889-1890)

Silva, Felipe Nascimento da
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 05/10/2012 PT
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Durante os anos de 1889 e 1890 uma forte epidemia se abateu sobre Campinas. Alguns médicos diziam ser a temida febre amarela, outros, no entanto, não concordavam com o diagnóstico e supunham ser alguma outra das tantas febres que reinavam na cidade. E a doença voltaria a se manifestar em 1890, colocando na pauta do dia antigas discussões. Mesmo considerando que as epidemias que se abateram em Campinas foram realmente de febre amarela, as discórdias entre os médicos evidenciavam o quanto alguns aspectos da doença ainda eram desconhecidos da comunidade médica; essas desavenças sugerem também que, ao contrário do que indica a bibliografia sobre a história da cidade de Campinas, nem sempre a classe médica daquela cidade superou suas discórdias particulares em favor da erradicação da doença na cidade. O tema da febre amarela em Campinas é pouco comentado na bibliografia sobre a história daquela cidade, e, em tais exceções, a perspectiva das narrações sempre recaia sobre os esforços de médicos e sanitaristas em vencer a doença e livrar Campinas dos infortúnios da febre amarela, prevalecendo sempre a figura de determinados personagens. Dessa maneira, ao invés de seguir essa linha costumeira e considerar apenas os esforços considerados efetivamente válidos no combate à febre amarela...

Estudo sorológico em população de área endêmica de febre amarela no estado de Goiás, Brasil

Wolff, Vanessa Lucena
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
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Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical, 2012.; Endêmica em regiões tropicais da África e das Américas e potencialmente epidêmica, a febre amarela (FA) é uma doença infecciosa aguda, produzida por um arbovírus. É uma zoonose de importante morbidade e letalidade nos locais de ocorrência. Não há tratamento específico e a medida preventiva mais eficaz é a vacinação. Mas a cobertura vacinal, por mais expressiva que seja, não tem impedido o aparecimento de novos surtos. Os objetivos desse trabalho foram avaliar o nível atual de proteção imunológica contra a FA de uma população exposta na área rural do município de Luziânia - GO, por meio de inquérito sorológico, comparar os resultados obtidos com aqueles de um inquérito realizado em 1972/73, e avaliar o impacto das variáveis de dados pessoais, de residência, ocupação, antecedentes epidemiológicos e patológicos, na imunidade contra o vírus da FA (VFA). A pesquisa de campo em 1972/73 abrangeu 19 municípios aglomerados em torno do Distrito Federal. Foram estudadas 812 pessoas em cuja família acontecera algum caso suspeito ou confirmado da doença. Todos os participantes do estudo responderam um questionário e amostras de sangue foram coletadas dos indivíduos não vacinados para a realização de provas sorológicas. O estudo em 2010 foi realizado na área rural do município de Luziânia (Goiás)...

Charges e discurso: o epis??dio da febre amarela

Dominguez, Bruno Camarinha
Fonte: Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Dissertação
PT_BR
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Entre dezembro de 2007 e abril de 2008, a febre amarela praticamente dominou o notici??rio nacional, ocupando posi????o de destaque ??? em notas e reportagens, mas tamb??m em editoriais e charges. Em meio ?? atualiza????o dos n??meros de casos suspeitos e de mortes de macacos, as publica????es alardearam a ocorr??ncia de uma epidemia de febre amarela e a volta do seu tipo urbano ao pa??s, n??o registrado desde 1942. De forma geral, havia segundo os jornais uma amea??a p??blica, uma ???epidemia???. Entendemos que os discursos midi??ticos t??m papel fundamental na reprodu????o, manuten????o ou transforma????o das representa????es sociais na atualidade. Pertencente ao universo midi??tico, a charge tamb??m ?? vista como modo de produ????o e ressignifica????o de sentidos que interfere na produ????o e compreens??o dos fatos, processos e rela????es. Nesse sentido, o presente trabalho objetiva analisar de que forma as charges publicadas na imprensa nacional constru??ram discursivamente o epis??dio da febre amarela e descrever os modos de mostrar das charges sobre febre amarela e suas condi????es de produ????o.

Epidemia de febre clássica de dengue causada pelo sorotipo 2 em Araguaiana, Tocantins, Brasil

Vasconcelos,Pedro Fernando da Costa; Travassos da Rosa,Elizabeth Salbé; Travassos da Rosa,Jorge Fernando Soares; Freitas,Ronaldo Barros de; Dégallier,Nicolas; Rodrigues,Sueli Guerreiro; Travassos da Rosa,Amélia Paes de Andrade
Fonte: Instituto de Medicina Tropical Publicador: Instituto de Medicina Tropical
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/1993 PT
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Registramos a ocorrência de epidemia de dengue causada pelo sorotipo 2 (DEN 2) na cidade de Araguaina, estado do Tocantins (TO) situado no Brasil central. Quatrocentos indíviduos de 74 famílias, residentes nos bairros S. João, Araguaina Sul e Neblina foram entrevistados e sangrados, independentemente de terem adoecido ou não. Os soros tanto de adultos quanto de crianças de ambos os sexos foram usados para pesquisa de anticorpos inibidores da hemaglutinação (IH) e IgM através de ensaio imunoenzimático (MAC ELISA). Nas casas onde haviam doentes no momento do inquérito, sangue total também foi colhido para tentativa de isolamento de vírus. O quadro clínico apresentado pelos pacientes foi caracterizado por febre, cefaléia, mialgias, artralgias e exantema do tipo máculo-papular não pruriginoso. A infecção foi mais frequente em mulheres (33.9%) do que nos homens (23.8%), ocorrendo em todas as faixas etárias, inclusive em crianças com menos de um ano de idade, bem como em maiores de 70 anos. Um total de 1105 mosquitos (56 fêmeas e 45 machos de Culex quinquefasciatus e 567 fêmeas e 437 machos de Aedes aegypti) foram obtidos a partir de larvas coletadas em Araguaina. As fêmeas de Ae. aegypti obtidas das larvas fizeram repasto sangüíneo em 8 pacientes febris. O diagnóstico laboratorial foi feito por isolamento de vírus (cultura de células de Aedes albopictus...

Epidemia midiática: produção de sentidos e configuração social da febre amarela na cobertura jornalística, 2007-2008

Malinverni,Cláudia; Cuenca,Angela Maria Belloni; Brigagão,Jacqueline Isaac Machado
Fonte: IMS-UERJ Publicador: IMS-UERJ
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2012 PT
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O objetivo deste artigo, situado no campo da comunicação em saúde, é analisar os sentidos atribuídos discursivamente à febre amarela silvestre durante a cobertura jornalística da epizootia da doença, ocorrida no Brasil no verão 2007-2008. Utilizando o referencial teórico das práticas discursivas e da produção de sentidos no cotidiano e as hipóteses de agendamento (agenda-setting) e enquadramento (framing) da notícia, foram analisadas todas as matérias sobre febre amarela veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo, no período de 21 de dezembro de 2007 a 29 de fevereiro de 2008, e todos os documentos oficiais sobre a epizootia emitidos pela autoridade brasileira de saúde pública entre 3 de janeiro e 28 de fevereiro de 2008. Os achados indicam que as estratégias discursivas da cobertura jornalística relativizaram o discurso da autoridade de saúde pública; priorizaram a divulgação do número de casos; enfatizaram a vacinação como o limite entre a vida e a morte, omitindo riscos do uso indiscriminado do imunobiológico; e propagaram a iminência de uma epidemia de febre amarela de grandes proporções. Essas estratégias deram novos sentidos à doença, deslocando o evento de sua forma silvestre, espacialmente restrita e de gravidade limitada...

A cidade e a morte: a febre amarela e seu impacto sobre os costumes fúnebres no Rio de Janeiro (1849-50)

Rodrigues,Cláudia
Fonte: Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/1999 PT
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O objetivo deste artigo é analisar o impacto da epidemia de febre amarela ocorrida no verão de 1849-50, na cidade do Rio de Janeiro, sobre os costumes fúnebres. Procura-se estudar em que sentido o alto índice de mortalidade, causado pelo surto, tornou-se o elemento catalisador de transformações nas atitudes da população em relação à morte e aos mortos. A hipótese central é a de que a epidemia teria representado o argumento final de que os médicos precisavam para convencer o governo imperial e a população da necessidade da implementação de seu projeto medicalizador da morte, cujo objetivo era normatizar os costumes fúnebres.

Combates sanitários e embates científicos: Emílio Ribas e a febre amarela em São Paulo

Almeida,Marta de
Fonte: Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/02/2000 PT
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Este artigo analisa o combate à febre amarela, capitaneado por Emílio Ribas, dirigente do Serviço Sanitário de São Paulo no período de 1898 a 1917. Determinado a controlar a epidemia em todos os seus aspectos, Ribas aderiu convictamente, desde o início, à concepção microbiológica. A análise das experiências relacionadas à febre amarela, feitas no Hospital de Isolamento de São Paulo, em 1902-03, sob a direção de Emílio Ribas, revela a existência de um ambiente instável e tenso envolvendo os cientistas e profissionais vinculados ao Serviço Sanitário de São Paulo. O artigo destaca a importância das experiências para a afirmação das novas concepções e práticas médico-sanitárias. A análise dos trabalhos publicados sobre a febre amarela permite apreender aspectos da transformação dos significados do mal amarílico, bem como suas implicações para a história da saúde pública em São Paulo.

Antiescravismo e epidemia: "O tráfico dos negros considerado como a causa da febre amarela", de Mathieu François Maxime Audouard, e o Rio de Janeiro em 1850

Kodama,Kaori
Fonte: Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2009 PT
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O artigo "O tráfico dos negros considerado como a causa da febre amarela", de Mathieu François Maxime Audouard (1776-1856), foi publicado em 1850 no jornal O Philantropo, periódico de propaganda contra o tráfico que circulou no Rio de Janeiro entre 1849 e 1852, e contava com diversos médicos entre seus membros. O texto, traduzido do original do médico francês e publicado no contexto da epidemia de febre amarela na cidade, oferece elementos para refletir sobre a atuação dos médicos brasileiros na questão da escravidão, no momento em que era promulgada a cessação do tráfico no país.

Cidade-laboratório: Campinas e a febre amarela na aurora republicana

Martins,Valter
Fonte: Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2015 PT
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No final do século XIX ocorreram epidemias de febre amarela em Campinas. Considerada doença litorânea, a febre assustou leigos e médicos. O debate científico sobre a etiologia da doença deixou revistas e correspondências médicas para orientar ações políticas e sanitárias. Visando combater a enfermidade, a cidade ganhou contornos de laboratório e vivenciou sua "era do saneamento e das demolições", com vitórias sobre o achaque e transtornos à população. A Comissão Sanitária Estadual comandada por Emílio Ribas, ciente da teoria culicidiana de Finlay, ensaiou em Campinas o que ocorreria no Rio de Janeiro de Oswaldo Cruz e Pereira Passos. A novidade do combate aos mosquitos conviveu com antigas práticas caras à teoria miasmática, como as desinfecções.

O doutor Audouard em Barcelona (1821) e a repercussão de sua tese sobre a febre amarela no Brasil

Kodama,Kaori
Fonte: Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental Publicador: Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2008 PT
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O artigo pretende analisar parte dos trabalhos do médico militar francês Mathieu François Maxime Audouard, que observara a epidemia de febre amarela em Barcelona em 1821. Audouard passaria a acusar o tráfico negreiro como principal causa da doença. Embora suas idéias fossem controversas e nem sempre aceitas pelos médicos de diferentes partes do mundo, elas apresentaram repercussão entre aqueles engajados no fim do tráfico e no movimento contra a escravidão da primeira metade do século XIX. Um caso de particular interesse para análise é a recepção de seus trabalhos no Brasil, frente ao momento de fim do tráfico negreiro no país, e a concomitância com a chegada da grande epidemia de febre amarela.

Sorocaba entre epidemias: a experiência de Álvaro Soares na febre amarela e na gripe espanhola (1897-1918); Sorocaba between epidemics: Alvaro Soares experience in yellow fever and Spanish flu (1897-1918)

Dall'Ava, João Paulo
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 30/07/2015 PT
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A presente pesquisa investiga as epidemias de febre amarela - em 1897 e 1900 - e de gripe espanhola - em 1918 - ocorridas em Sorocaba e a atuação do médico Álvaro César da Cunha Soares no seu combate, a fim de revelar as condições sanitárias de uma cidade que passava por grandes transformações, como o crescimento urbano e a industrialização, em um contexto de consolidação da medicina oficial e de acirrados debates em torno das questões relacionadas à saúde pública. Para tanto, traça-se um panorama das condições sanitárias e de saúde pública de Sorocaba entre o final do século XIX e o início do século XX, apontando o agravamento dos problemas sociais e o aumento do número de casos de determinadas enfermidades. Desse modo, pretende-se demonstrar como a condição de vida da população pobre sorocabana foi se deteriorando cada vez mais enquanto a cidade apresentava um relativo crescimento urbano e industrial. As epidemias de febre amarela são reconstituídas, abordando-se questões políticas, sociais e científicas que se desenrolaram no decorrer dos surtos epidêmicos, em um contexto de disputa entre o poder estadual, representado pelo Serviço Sanitário do Estado de São Paulo, e os poderes locais, representados por médicos e autoridades públicas municipais...

Limites das convicções científicas : as epidemias no Rio de Janeiro e em Socorro e o desencadeamento da crise nos estudos da febre amarela (1927-1948); Limits of scientific convictions : epidemics in Rio de Janeiro and Socorro, and the appearance of the crisis in studies on yellow fever (1927-1948)

Aleidys Hernandez Tasco
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 27/02/2013 PT
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Em 1927 a luta contra a febre amarela parecia finalizada no continente americano. A Fundação Rockefeller, instituição filantrópica estadunidense que tinha como principal objetivo o combate da febre amarela na primeira metade do século XX, assegurava que a doença estava quase erradicada. No entanto, a ocorrência das epidemias de febre amarela no Rio de Janeiro em 1928 (Brasil) e em Socorro em 1929 (Colômbia), colocou em dúvida as medidas profiláticas recomendadas e aplicadas tanto pelos órgãos nacionais de Saúde Pública como os da Fundação Rockefeller que participou da luta contra essa doença em ambos os países. Ao mesmo tempo em que ocorriam as epidemias, uma controvérsia instalou-se em torno à descoberta de Stokes, Bauer e Hudson na África, em 1927, que demonstrou que a febre amarela era facilmente inoculável no Macacus Rhesus. Tal descoberta acabou por rejeitar a concepção etiológica estabelecida em 1919 por Noguchi. A nova descoberta dos pesquisadores, as epidemias e a rejeição da teoria de Noguchi geraram uma enorme desconfiança na época, dando a sensação de que nada era seguro em assuntos relacionados à febre amarela, despertando uma crise nos estudos da doença. Esta pesquisa assume a responsabilidade de fazer um estudo comparativo a partir da ciência...

“Epidemia Reinante”: o surto de Febre Amarela na província do Maranhão (1850)

Pereira, Joyce Oliveira; Graduada em História Licenciatura pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Fonte: Cadernos de História Publicador: Cadernos de História
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em 29/07/2013 POR
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As epidemias foram constantes no Brasil Imperial tornando a imagem do país associada a tumbeiros de estrangeiros. Em 1850, uma terrível epidemia de febre amarela grassou pelo país chegando a Província do Maranhão. O responsável pela contenção da epidemia no Maranhão foi o médico José da Silva Maia que usou seus conhecimentos adquiridos na França em prol da higienização da capital da Província do Maranhão.

Algumas provas de imunização e neutralização cruzadas entrre o virus neurotrópico de febre amarela clássica e o virus isolado de doentes de febre amarela silvestre na epidemia de 1936-1937, no Estado de São Paulo; Algumas provas de imunização e neutralização cruzadas entrre o virus neurotrópico de febre amarela clássica e o virus isolado de doentes de febre amarela silvestre na epidemia de 1936-1937, no Estado de São Paulo

Assumpção, Lucas de
Fonte: Instituto de Higiene de São Paulo Publicador: Instituto de Higiene de São Paulo
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 16/01/2015 POR
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Existe imunização cruzada entre as amostras ou fontes de virus por nós isoladas de doentes de febre amarela silvestre. Entre essas amostras de virus e o virus neurotrópico da febre amarela clássica, também existe imunização cruzada.As provas de neutralização cruzada também foram positivas entre as amostras isoladas dos doentes de febre amarela silvestre. Há neutralização entre as fontes de virus isoladas desses doentes e o virus neurotrópico da febre amarela clássica. Portanto, há identidade imunológica entre o vírus por nós isolado de doentes de febre amarela silvestre - na epidemia ocorrida no Estado de São Paulo em 1936-1937 e o vírus de febre amarela clássica.; A cross immunization exists between the samples of virus isolated by us from eases of jungle yellow fever. There also exists a cross immunization between these samples of virus and the neurotropical virus of classical yellow fever.Cross neutralization tests were also positive between the samples of virus isolated from eases of jungle yellow fever. There is cross neutralization between the viruses isolated from cases of jungle fever and the neurotropical virus of classical yellow fever.  Therefore, the virus isolated from cases of jungle, yellow fever during the 1936-1937 epidemie in the State of São Paulo and the classical yellow fever virus are immunologically identical.

Carta enviada por J. J. Revy para o conselheiro João Alfredo Correia de Oliveira

Revy, J. J.
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Correspondencia Formato: 1 p.
PORTUGUêS
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Informa que o primeiro diagrama feito de uma grande epidemia de Febre Amarela no Rio de Janeiro está pronto, pede para apresentá-lo.

Epidemia de febre clássica de dengue causada pelo sorotipo 2 em Araguaiana, Tocantins, Brasil; Dengue epidemic, serotype 2, in Araguaina, Tocantins, Brazil

Vasconcelos, Pedro Fernando da Costa; Travassos da Rosa, Elizabeth Salbé; Travassos da Rosa, Jorge Fernando Soares; Freitas, Ronaldo Barros de; Dégallier, Nicolas; Rodrigues, Sueli Guerreiro; Travassos da Rosa, Amélia Paes de Andrade
Fonte: Universidade de São Paulo. Instituto de Medicina Tropical de São Paulo Publicador: Universidade de São Paulo. Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/04/1993 POR
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Registramos a ocorrência de epidemia de dengue causada pelo sorotipo 2 (DEN 2) na cidade de Araguaina, estado do Tocantins (TO) situado no Brasil central. Quatrocentos indíviduos de 74 famílias, residentes nos bairros S. João, Araguaina Sul e Neblina foram entrevistados e sangrados, independentemente de terem adoecido ou não. Os soros tanto de adultos quanto de crianças de ambos os sexos foram usados para pesquisa de anticorpos inibidores da hemaglutinação (IH) e IgM através de ensaio imunoenzimático (MAC ELISA). Nas casas onde haviam doentes no momento do inquérito, sangue total também foi colhido para tentativa de isolamento de vírus. O quadro clínico apresentado pelos pacientes foi caracterizado por febre, cefaléia, mialgias, artralgias e exantema do tipo máculo-papular não pruriginoso. A infecção foi mais frequente em mulheres (33.9%) do que nos homens (23.8%), ocorrendo em todas as faixas etárias, inclusive em crianças com menos de um ano de idade, bem como em maiores de 70 anos. Um total de 1105 mosquitos (56 fêmeas e 45 machos de Culex quinquefasciatus e 567 fêmeas e 437 machos de Aedes aegypti) foram obtidos a partir de larvas coletadas em Araguaina. As fêmeas de Ae. aegypti obtidas das larvas fizeram repasto sangüíneo em 8 pacientes febris. O diagnóstico laboratorial foi feito por isolamento de vírus (cultura de células de Aedes albopictus...

.; Plantas medicinais brasileiras usadas pelo Dr. João Ferreyra da Rosa na “Constituição Pestilencial de Pernambuco” no fi nal do século XVII

Almeida, Argus Vasconcelos de; Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Biologia da UFRPE; Câmara, Cláudio Augusto Gomes da; Universidade Federal Rural de Pernambuco. Departamento de Química da UFRPE; Marques, Érika Alves Tavares; Universid
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 01/01/2008 POR
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Brazilian medicinal plants used by the Dr. João Ferreyra da Rosa according to his “Treatise on Pestilence in Pernambuco” at the end of the 17th century. João Ferreyra da Rosa’s “Treatise on Pestilencein Pernambuco”, published in 1694 was the fi rst document on yellow fever, its symptoms and treatment, and it described the phytomedicines used at the time. Rosa described a hundred medicinal plants used to treat the epidemic; most of them came already prepared from Europe, since the majority of Portuguese physicians rejected the indigenous therapeutic knowledge. However, later, due to the lenght and adverse conditions of maritime trevel, leading to losses in the effectiveness of the active ingredients of such phytotherapeutic products, doctors were obliged to employ native medicinal plants in their treatments. The Brazilian medicinal plants used in the treatment of the fi rst epidemic of yellow fever in Brazil (17th century) had been brought up to date from the taxonomic point of view, and were comparable with those used in popular medicine today. As part of the phytotherapeutic treatment of yellow fever at the end of the 17th century, Rose made use of thefollowing medicinal plants: copaíba, macela, maracujá-mirim, red aroeira...