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Existência de Deus, natureza divina e a experiência do mal nos Diálogos de Hume; Gods Existence, Nature of Divine, and Evils Experience in the Dialogues by Hume

Ferraz, Marília Côrtes de
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 27/04/2012 PT
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Podemos afirmar que o tratamento dado por Hume à relação entre a Divindade e o mal moral no final da seção 8 da Investigação sobre o Entendimento Humano (EHU) tem seu desenvolvimento mais profundo e sofisticado nos Diálogos sobre a Religião Natural. Embora Hume também trate desse tópico na seção 11 da EHU, a ampla e profunda crítica feita às pretensões levantadas pelo argumento do desígnio nos Diálogos oferece um efetivo desdobramento da questão abordada por Hume em EHU 8. O abandono em EHU 8 de uma inquirição mais detalhada do problema acerca da relação entre o mal e a Divindade é compreensível. Com efeito, Hume pretendia ali, entre outras coisas, argumentar em favor de uma instância de destinação dos juízos de responsabilidade moral, a saber, o caráter. Daí ser aceitável a sua afirmação de que não é possível explicar precisamente como a Divindade pode ser a causa mediata de todas as ações dos homens sem ser a autora do pecado e da torpeza moral. Esses são mistérios que a simples razão natural e desassistida não está nem um pouco preparada para enfrentar, e seja qual for o sistema que ela adote, encontrar-se-á envolvida em inextrincáveis dificuldades (EHU 8 § 36). Certamente Hume não resolveu cabalmente essas dificuldades nos Diálogos...

Filosofia e retórica em David Hume; Philosophy and rethoric in David Hume

Falcão, Dircilene da Mota
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 19/09/2014 PT
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Uma comparação atenta entre o Tratado da natureza humana, obra de estreia de David Hume, e as Investigação sobre o entendimento humano e Investigação sobre os princípios da moral nas quais a primeira obra foi reeditada, revela uma diferença considerável na escrita do filósofo. Provavelmente levado por uma profunda decepção com sua obra inicial, Hume as reescreve adotando mudanças estilísticas e no foco de suas discussões para torná-las mais próximas de suas convicções filosóficas. Como instrumento nesse processo, Hume se utiliza conscientemente da retórica, optando nas duas investigações, pela adoção de evidentes recursos retóricos que variam desde alterações no foco e no objetivo final dessas obras, até a opção por um discurso conciso em detrimento daquele difuso utilizado na escrita do Tratado. Tais mudanças obedecem a padrões estéticos bem definidos, porém fundamentalmente tentam aproximar a escrita humiana dos preceitos filosóficos básicos do autor, representados por conceitos como os de crença e de imaginação. Assim, utilizando-se da retórica como uma tentativa de respeitar os fundamentos de sua própria filosofia, Hume desenvolve o que poderíamos chamar de uma espécie de filosofia da escrita; A close comparison between David Hume's first work A Treatise of Human Nature...

Liberdade e imputabilidade moral em Hume

Marilia Cortes de Ferraz
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 25/04/2006 PT
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A dissertação examina a análise de Hume dos conceitos de liberdade e imputabilidade moral. O texto de referência para a pesquisa é a seção VIII da Investigação sobre o entendimento humano. Mostro, a partir do estudo dessa seção, em que sentido os conceitos de liberdade e necessidade são compatíveis para Hume. Para tanto, analiso o compatibilismo humeano enfatizando a unidade explicativa que o autor esposa claramente na obra citada. De fato, Hume, em seu exame das noções de liberdade e necessidade anuncia introduzir novidades que prometem ao menos algum resultado na decisão da controvérsia entre a doutrina da necessidade e a doutrina da liberdade (da vontade). Ele propõe um ?projeto de reconciliação? (reconciling project) que consiste em mostrar que liberdade e necessidade são perfeitamente compatíveis entre si, e que afirmar que as ações humanas são livres não é afirmar que estejam fora do âmbito da necessidade, mas apenas que se realizaram sem constrangimento. Em seguida, esclareço as razões que conduzem à crença na vontade livre, crença esta infundada, segundo Hume. Por fim, procuro estabelecer as conseqüências que o compatibilismo humeano traz para a noção de responsabilidade moral. Hume entende que não só é perfeitamente possível explicar os juízos morais pelo seu compatibilismo...

A fundamenta??o da ci?ncia da natureza humana de David Hume: uma epistemologia experimental

CAMPELO, Wendel de Holanda Pereira
Fonte: Universidade Federal do Pará Publicador: Universidade Federal do Pará
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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A ci?ncia da natureza humana ? o projeto de Hume que concerne ? toda sua filosofia ?est?tica, ?tica, pol?tica, teoria do conhecimento, hist?ria, economia, filosofia da religi?o, etc. ? coisa de que jamais poder?amos dar conta, dado a natureza do trabalho de mestrado. Por isso, contentamo-nos em falar apenas da fundamenta??o da ci?ncia da natureza humana, referente ? investiga??o acerca da origem das ideias e opera??es do entendimento, ou da investiga??o sobre as causas e os poderes ocultos do entendimento humano, com base no m?todo experimental. A quest?o a que o nosso trabalho visa a lan?ar luz ? precisamente esta: o que ? uma ci?ncia da natureza humana baseada no m?todo experimental? Essa ser?, pois, a nossa tarefa adiante. Julgamos que, a partir de uma abordagem hol?stica e cient?fica da mente humana, Hume tenta explicar a natureza dos poderes ou faculdades intelectuais, sobretudo suas limita??es e sua fragilidade. Sendo, pois, a base da ci?ncia do homem o m?todo experimental, o qual, por sua vez, tem o seu fundamento s?lido na experi?ncia e na observa??o, ent?o ? preciso perguntar: como e em que medida o uso de tal m?todo tornou-se imprescind?vel ? filosofia moral ? isto ?, ?s quest?es filos?ficas de modo geral ? e que tangem ? ci?ncia da natureza humana? Compreender isso ? compreender a etapa inicial do projeto filos?fico humiano...

La crítica a la metafísica en el First Enquiry de Hume; religión

Velozo Farías, Raúl
Fonte: Universidad Andrés Bello (Chile) Publicador: Universidad Andrés Bello (Chile)
Tipo: Artículo de revista
ES
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La finalidad de este ensayo es resumir y analizar la crítica a la metafísica que Hume lleva a cabo en el Enquiry concerning Human Understanding. Su tesis fundamental es que Hume acentúa fuertemente su crítica a la religión después del Treatise y que la religión que tiene en vista para su crítica es la religión católica, considerada como una 'especie de filosofía' (aunque su blanco no es sólo ella). Abstract: The main purpose ofthis paper it is to surnmarize and analyse the critic of religion that Hume carries out in the first Enquiry. It's main contention it is that Hume laya grater stress on his critic of religion after the Treatise and that the religion that he criticized it is the catholic religion that he considered as a 'kind of'philosophy" (although this kind ofreligion it is his main target he does not spare his critics to other forms of religion).

A crença na existência do mundo exterior e o ceticismo mitigado em Hume; The belief in the external world and the mitigated scepticism in Hume

Laila Thaís Correa e Silva
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 07/08/2012 PT
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David Hume, no Tratado da Natureza Humana, livro 1, parte 4, seção 2, "Do ceticismo quanto aos sentidos", pretende explicar a causa de nossa crença na existência do mundo exterior, isto é, a crença em existências contínuas e distintas da mente e da percepção. Ele inicia a seção com a seguinte afirmação: devemos dar nosso assentimento ao princípio referente à existência dos corpos, embora não possamos ter a pretensão de sustentar a sua veracidade por meio de argumentos filosóficos (T 1.4.2.1). Mas, ao final da seção, sua postura diante da crença na existência do mundo exterior muda totalmente, como Hume mesmo diz, em T 1.4.2.56, penúltimo parágrafo: "iniciei este tema com a premissa de que deveria ter uma fé implícita em nossos sentidos, e que essa é a conclusão que extrairia da totalidade de meu raciocínio", contudo, argumenta ele, "sinto-me neste momento possuído pelo sentimento contrário", ou seja, Hume não deposita mais nenhuma confiança nos sentidos, ou antes, imaginação. Por que Hume chega a tal conclusão? Hume argumenta que essas existências contínuas e distintas são ficções da imaginação e, como tais, não merecem nosso assentimento e confiança. Essa situação embaraçosa conduz Hume a um ceticismo radical que...

The relation between the general maxim of causality and the principle of uniformity in hume's theory of knowledge

Marques,José Oscar de Almeida
Fonte: UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência Publicador: UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2012 EN
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ABSTRACT When Hume, in the Treatise on Human Nature, began his examination of the relation of cause and effect, in particular, of the idea of necessary connection which is its essential constituent, he identified two preliminary questions that should guide his research: (1) For what reason we pronounce it necessary that every thing whose existence has a beginning should also have a cause and (2) Why we conclude that such particular causes must necessarily have such particular effects? (1.3.2, 14-15) Hume observes that our belief in these principles can result neither from an intuitive grasp of their truth nor from a reasoning that could establish them by demonstrative means. In particular, with respect to the first, Hume examines and rejects some arguments with which Locke, Hobbes and Clarke tried to demonstrate it, and suggests, by exclusion, that the belief that we place on it can only come from experience. Somewhat surprisingly, however, Hume does not proceed to show how that derivation of experience could be made, but proposes instead to move directly to an examination of the second principle, saying that, "perhaps, be found in the end, that the same answer will serve for both questions" (1.3.3, 9). Hume's answer to the second question is well known...

Hume e as bases científicas da tese de que não há acaso no mundo; Hume e as bases científicas da tese de que não há acaso no mundo

Chibeni, Silvio Seno; Departamento de Filosofia, Unicamp BRASIL chibeni@unicamp.br www.unicamp.br/_chibeni
Fonte: Federal University of Santa Catarina – UFSC Publicador: Federal University of Santa Catarina – UFSC
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 18/02/2013 POR
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http://dx.doi.org/10.5007/1808-1711.2012v16n2p229 Tanto no Tratado da Natureza Humana como na Investigação sobre o Entendimento Humano, Hume mostra-se convencido de que “não há acaso no mundo”, e que “aquilo que o vulgo chama de acaso não passa de uma causa secreta e escondida”. Essa tese desempenha papel crucial em sua análise do livre-arbítrio e, conseguintemente, da responsabilidade moral; é também um elemento importante em sua discussão sobre os milagres. No entanto, o próprio Hume ofereceu, no Tratado, um argumento convincente para mostrar que o princípio de causalidade, segundo o qual tudo o que começa a existir tem uma causa, não pode ser conhecido a priori, por intuição ou demonstração. Logo, essa “opinião tem necessariamente de provir da observação e experiência”. O presente trabalho examina essa tese, mostrando, inicialmente, qual era a proposta de Hume para fundar na experiência o princípio de causalidade, e depois qual, de fato, teria sido o mais robusto fundamento para esse princípio: a mecânica newtoniana. Explica-se, por fim, como esse fundamento empírico indireto e o próprio argumento de Hume foram solapados pela física quântica, no século XX.; http://dx.doi.org/10.5007/1808-1711.2012v16n2p229 Both in the Treatise of Human Nature and in the Enquiry concerning Human Understanding...

THE RELATION BETWEEN THE GENERAL MAXIM OF CAUSALITY AND THE PRINCIPLE OF UNIFORMITY IN HUME’S THEORY OF KNOWLEDGE

Marques, José Oscar de Almeida
Fonte: UNICAMP-CLE-Publicações Publicador: UNICAMP-CLE-Publicações
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares; Formato: application/pdf
Publicado em 29/11/2015 POR
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When Hume, in the Treatise on Human Nature, began his examination of the relation of cause and effect, in particular, of the idea of necessary connection which is its essential constituent, he identified two preliminary questions that should guide his research: (1) For what reason we pronounce it necessary that every thing whose existence has a beginning should also have a cause and (2) Why we conclude that such particular causes must necessarily have such particular effects? (1.3.2, 14-15) Hume observes that our belief in these principles can result neither from an intuitive grasp of their truth nor from a reasoning that could establish them by demonstrative means. In particular, with respect to the first, Hume examines and rejects some arguments with which Locke, Hobbes and Clarke tried to demonstrate it, and suggests, by exclusion, that the belief that we place on it can only come from experience. Somewhat surprisingly, however, Hume does not proceed to show how that derivation of experience could be made, but proposes instead to move directly to an examination of the second principle, saying that, “perhaps, be found in the end, that the same answer will serve for both questions” (1.3.3, 9). Hume's answer to the second question is well known...