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Dispersão de sementes por herbívoros silvestres: estratégias em espécies simpatricas

Hittorf, Melanie Raffaela; Cortez, José Paulo
Fonte: UEISSAFSV, INIAV Publicador: UEISSAFSV, INIAV
Tipo: Artigo de Revista Científica
POR
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96.25%
A endozoocoria é um mecanismo comum de dispersão de sementes, resultante da ingestão das frutificações e passagem pelo aparelho digestivo do animal. No Nordeste Transmontano várias espécies de herbívoros, como o veado, o corço, o coelho e a lebre coexistem em algumas áreas, sendo desconhecido o papel destas espécies na disseminação de sementes e na dinâmica da vegetação da região. Este trabalho teve como objetivos principais (1) verificar quais as espécies que mais contribuem com sementes no processo de dispersão; (2) identificar períodos importantes de disseminação a partir da quantidade de sementes detectadas nas deposições fecais; (3) caracterizar a viabilidade das sementes presentes nas deposições de cervídeos e lagomorfos Foi utilizado material fecal de cervídeos recolhido anteriormente numa área no vale do rio Onor, no norte do Parque Natural de Montesinho e material fecal recente para quatro espécies de herbívoros. Os resultados obtidos indicaram o veado como uma espécie com maior importância do que o corço na disseminação de sementes num ciclo anual, mas considerando simultaneamente as quatro espécies de herbívoros, o coelho destacou-se como a espécie que mais contribuiu para a disseminação de sementes...

Frugivory and seed dispersal of golden lion tamarin (Leontopithecus rosalia (Linnaeus, 1766)) in a forest fragment in the Atlantic Forest, Brazil; Frugivoria e dispersão de sementes por Micos-Leões-Dourados (Leontopithecus rosalia) em um fragmento florestal na Mata Atlântica, Brasil

LAPENTA, MJ.; PROCÓPIO-DE-OLIVEIRA, P.; KIERULFF, MCM.; MOTTA-JUNIOR, JC.
Fonte: Instituto Internacional de Ecologia Publicador: Instituto Internacional de Ecologia
Tipo: Artigo de Revista Científica
ENG
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116.14%
The influence of the golden lion tamarin (Leontopithecus rosalia) as a seed disperser was studied by monitoring two groups of tamarins from December 1998 to December 2000 (871.9 hours of observations) in a forest fragment in south-east Brazil. The tamarins consumed fruits of 57 species from at least 17 families. They ingested the seeds of 39 species, and 23 of these were put to germinate in the laboratory and/or in the field. L. rosalia is a legitimate seed disperser because the seeds of all species tested germinated after ingestion, albeit some in low percentages. These primates do not show a consistent effect in final seed germination, because they benefit some species while damaging others. Feces were examined for seeds that had been preyed upon or digested.; A influência do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) como dispersor de sementes foi estudada através do monitoramento de dois grupos de micos de dezembro de 1998 a dezembro de 2000 (871,9 horas de observações) em um fragmento florestal no Sudeste do Brasil. Os micos consumiram frutos de 57 espécies de pelo menos 17 famílias. Eles ingeriram sementes de 39 espécies, e 23 destas foram colocadas para germinar no laboratório e/ou no campo. L. rosalia é um dispersor de sementes legítimo porque sementes de todas as espécies testadas germinaram após a ingestão...

Frugivoria, Dispersão Primária e Secundária de Sementes Consumidas por Micos-Leões-Dourados (Leontopithecus rosalia) na Reserva Biológica União, RJ. ; Frugivory, Primary and Secondary Dispersal of seeds eaten by Golden Lion Tamarins (Leontopithecus rosalia) in the União Biological Reserve, RJ.

Lapenta, Marina Janzantti
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 02/02/2007 PT
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96.38%
Os animais frugívoros podem influenciar padrões de distribuição espacial de plantas jovens e adultas, mas parte do recrutamento de uma população vegetal é perdida pela predação de sementes, sendo esta a principal força ecológica e evolutiva que afeta as comunidades vegetais. A maioria das sementes dispersadas por primatas na floresta é morta por predadores de sementes ou movida por dispersores secundários, alterando a sombra de sementes original. Pouco se sabe sobre as interações complexas entre a dispersão e predação de sementes, visto que poucos trabalhos foram realizados sobre a relação entre a dispersão de sementes por frugívoros, e a distribuição das plântulas das espécies consumidas. Para que Planos de Conservação possam ser desenvolvidos, as relações entre a fauna de frugívoros e a vegetação, e a estrutura das Florestas Tropicais devem ser bem entendidas. Na Reserva Biológica União dois grupos de micos-leões-dourados foram acompanhados mensalmente durante três dias cada um, de abril de 2003 a março de 2004 do momento em que deixaram o local de dormida, até o fim de suas atividades no final do dia. Outros grupos foram acompanhados esporadicamente entre agosto de 2004 e janeiro de 2005. Todas as árvores visitadas foram marcadas e amostras dos frutos foram coletadas para identificação e experimentos de germinação. As sementes retiradas dos frutos foram colocadas para germinar em comparação com sementes provenientes das fezes dos micos...

Frugivoria e dispersão de sementes por Tapirus terrestris (Linnaeus, 1758) na paisagem fragmentada do Pontal do Paranapanema, São Paulo; Frugivory and Seed Dispersal by Tapirus terrestris (Linnaeus, 1758) at patched landscape in the Pontal do Paranapanema region, São Paulo, Brazil

Tófoli, Cristina Farah de
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 28/03/2007 PT
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106.16%
Tapirus terrestris (Linnaeus, 1758), o maior frugívoro do Brasil, desempenha um papel importante na dinâmica dos ambientes e é muito suscetível à perda de habitats. Devido à Floresta Estacional Semidecidual ser o ecossistema mais fragmentado e ameaçado do Domínio Florestal Atlântico do Brasil e o Pontal do Paranapanema ser igualmente constituído apenas por remanescentes florestais, as populações de antas (T. terrestris) nessa região, sentindo os efeitos dessas mudanças ambientais, podem estar reduzidas a níveis insustentáveis ao longo do tempo, e conseqüentemente, todo ecossistema pode ser prejudicado. O conhecimento da ecologia alimentar é um dos fatores mais importantes para realização de ações que visem a conservação das espécies e as interações entre plantas e animais são fundamentais para manutenção da dinâmica florestal, assim, os objetivos desse estudo foram conhecer a composição de frutos consumidos pela anta e verificar se houve variação sazonal em sua dieta e sua ação potencial como dispersor de sementes. Diante da paisagem fragmentada da região onde o estudo foi conduzido e da possibilidade dessa alteração afetar a dieta de espécies, objetivou-se verificar se a fragmentação de habitats influencia o consumo de frutos pelas antas. Para isso...

Influência de frutos e sementes na abundância de pequenos mamíferos e a relação com a predação e dispersão de sementes de araucária (Araucaria angustifolia)

Iob, Graziela
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
POR
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96.34%
A predação de sementes, juntamente com a dispersão, é um dos principais fatores determinantes no recrutamento de novos indivíduos. Espécies de plantas que oscilam na produção de frutos e sementes podem influenciar os predadores e dispersores, alterando a resposta destes em anos de baixa ou alta oferta de recursos. A araucária (Araucaria angustifolia) é o principal elemento da Floresta Ombrófila Mista e as suas sementes, os pinhões, além de amplamente consumidas pela fauna, são uma importante fonte de renda para muitas famílias. Dentre os animais, os roedores são os principais predadores dessas sementes. O objetivo de nosso estudo foi avaliar a relação entre a abundância dos roedores, a disponibilidade de frutos zoocóricos e de sementes da araucária. Avaliamos também se a disponibilidade de sementes influencia nas taxas de remoção e dispersão da araucária. Realizamos o estudo em oito áreas (quatro nativas e quatro de plantação com araucária) na Floresta Nacional de São Francisco de Paula, nordeste do Rio Grande do Sul. Amostramos os roedores durante cinco noites consecutivas em cada estação do ano (abr/outono, jul/inverno, out/primavera e jan/verão). Para avaliar a produção, acompanhamos mensalmente...

Polinização e dispersão de sementes em Myrtaceae do Brasil

Gressler, Eliana; Pizo, Marco A.; Morellato, L. Patrícia C.
Fonte: Sociedade Botânica de São Paulo Publicador: Sociedade Botânica de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: 509-530
POR
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106.22%
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Myrtaceae é uma das famílias de plantas mais importantes em várias formações vegetais brasileiras, especialmente nas florestas. Suas flores hermafroditas, de cor geralmente clara e com numerosos estames e os frutos carnosos são procurados por diversas espécies de animais. Esta revisão teve como objetivo sumarizar o conhecimento da ecologia reprodutiva das mirtáceas brasileiras, reunindo informações sobre os polinizadores e os dispersores de sementes do maior número de espécies. Os dados foram levantados da literatura, complementados com dados não publicados dos autores e outros pesquisadores. A maioria dos estudos de polinização foi desenvolvida no cerrado e os de dispersão na floresta atlântica. As flores de Myrtaceae são visitadas principalmente por abelhas, que coletam pólen e são os polinizadores da maioria das espécies. O maior número de visitas é de abelhas das subfamílias Meliponinae e Bombinae (Apidae). Outros insetos como moscas e vespas também visitam as flores das mirtáceas, poucas vezes atuando como polinizadores. A polinização por aves foi relatada em Acca sellowiana (O. Berg) Burret e Myrrhinium atropurpureum Schott...

Frugivoria e dispersão de sementes pelo lagarto teiú Tupinambis merianae (Reptilia: Teiidae)

Castro, Everaldo Rodrigo de; Galetti, Mauro
Fonte: USP Publicador: USP
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: 91-97
POR
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106.18%
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Os lagartos teiús possuem uma dieta generalista, podendo agir como importantes dispersores de sementes em florestas semidecíduas do sudeste do Brasil. Foram estudadas a frugivoria e a dispersão de sementes de lagartos teiús usando animais em cativeiro, através da oferta de frutos de uma floresta semidecídua. Frutos de trinta espécies vegetais foram oferecidos aos lagartos em cativeiro, com diâmetro variando de 0,81 a 10,0 cm. Não foram encontradas diferenças estatísticas na germinação entre as sementes que passaram pelo trato digestivo do lagarto e as controle de Eugenia uniflora (chi²= 0.69, P>0.50), Genipa americana (chi²= 6.4, P>0.975), Cereus peruvianus (chi²= 0.018, P>0.10), e Solanum viarum (chi²= 6.23, P>0.975). O tempo de retenção da semente no tubo digestivo do teiú variou de 22 a 23 h para Solanum lycocarpum e 43 a 44 h para Syagrus romanzoffiana. Nossos resultados indicam que o lagarto teiú tem potencial para agir como um importante dispersor de sementes nos trópicos.; Tegu lizards have a generalist diet and may play an important role as seed dispersers in semideciduous forests in south-east Brazil. We studied the frugivory and seed dispersal of tegu lizards using captive animals and offering wild fruits from a semideciduous forest. Thirty fruit species were eaten by the lizards in captivity...

Dispersão de sementes de Hovenia dulcis Thunb. (Rhammnaceae) - uma espécie invasora em área de floresta estacional decidual

Lima, Raquel Elise Müller de
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: 79 p.| il., grafs., tabs.
POR
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106.35%
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Florianópolis, 2013.; A dispersão de sementes é um processo mutualístico que pode auxiliar e facilitar o processo de invasão de plantas exóticas. A introdução de uma espécie com frutos carnosos em uma formação vegetal pode fornecer à fauna nativa recursos alimentares adicionais, principalmente em períodos de escassez. Mamíferos e aves são considerados os agentes dispersores mais eficientes, devido à grande quantidade de frutos e sementes consumidos pelos mamíferos e pelas grandes distâncias que as aves podem dispersar. Hovenia dulcis é uma espécie exótica invasora em área de Floresta Estacional Decidual e este trabalho teve como objetivo avaliar as interações estabelecidas no processo de dispersão de suas sementes. Para isso, pretendeu-se identificar as espécies consumidoras dos frutos e dispersoras das sementes, analisar a oferta e remoção de frutos, a distância de dispersão, a viabilidade das sementes dispersas e a relação entre a fauna e a estrutura da vegetação. O estudo foi realizado no Parque Estadual Fritz Plaumann, Concórdia, SC, em área de Floresta Estacional Decidual. Em dez parcelas de 10x10m...

Interação morcego-fruto : estado da arte no Brasil e um estudo da chuva de sementes por aves e morcegos em uma área do Cerrado em Brasília

Sette, Isadora de Miranda e Souza
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
POR
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96.24%
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, 2012.; A proposta da presente dissertação é contribuir para o avanço do conhecimento sobre o serviço de dispersão de sementes realizado por aves e morcegos. Por meio de uma revisão da literatura avaliei o estado da arte da interação morcego-fruto no Brasil, e por meio de uma pesquisa de campo comparei a chuva de sementes produzida por aves e morcegos em uma área do Cerrado em Brasília. Por meio da revisão da literatura obtive 64 publicações relacionadas à interação morcego-fruto no Brasil. Analisei a evolução histórica dessas pesquisas, os biomas onde já foram realizadas e os métodos nelas utilizados. Obtive uma listagem de 33 espécies de morcegos dispersores de sementes e 90 espécies de plantas dispersadas por morcegos no Brasil. Concluí que embora o número de publicações tenha aumentado a cada década, o conhecimento ainda é incipiente. Além disso, as pesquisas sobre a interação morcego-fruto estão concentradas no eixo sul-sudeste do Brasil, fornecendo poucos dados para outras regiões do país. Embora existam diferentes métodos sendo utilizados nas pesquisas, a coleta de amostras fecais e estomacais é o mais utilizado. Espero que a listagem de espécies de morcegos dispersores e plantas dispersadas por morcegos que foi aqui construída possa ser uma ferramenta útil a ser utilizada...

Potencial de dispersão de sementes por mamíferos carnívoros e sua contribuição para a gestão de ecossistemas; Potential of carnivorous mammals for seed dispersal and their contribution to ecosystem management

Pereira, Lúcia Jacinta Matos
Fonte: Universidade de Aveiro Publicador: Universidade de Aveiro
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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106.29%
Os mamíferos carnívoros são potenciais dispersores de sementes, uma vez que espécies como a fuinha (Martes foina) e a raposa (Vulpes vulpes) ingerem frutos carnudos e são capazes de transportar sementes viáveis a longas distâncias, depositando-as em locais propícios à sua germinação, resultando este processo numa das principais interações entre a fauna e a flora. Com este estudo pretendeu avaliar-se o papel dispersor dos carnívoros na Mata Nacional do Buçaco, verificando se estes promovem a dispersão e germinação de sementes autóctones e exóticas, ou se pelo contrário impedem a sua germinação. Para tal, mensalmente ao longo de um ano, procedeu-se à recolha de frutos e de excrementos na Mata, estes últimos essencialmente de fuinha e raposa, à triagem das sementes presentes nos frutos e excrementos, à sua sementeira e à comparação da capacidade germinativa de ambas. De grosso modo, verificou-se que, conforme a espécie de planta, a digestão das sementes por fuinha pode aumentar a capacidade germinativa das sementes e em alguns casos promover a sua germinação antecipada, ou não ter qualquer efeito sobre a sua germinação. Em concreto, a digestão da fuinha aumentou a capacidade germinativa das sementes de duas espécies autóctones...

Alterações na dispersão de sementes por carnívoros causadas por alterações no habitat

Teixeira, Isa Sofia de Sá, 1990-
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2014 POR
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116.35%
Tese de mestrado. Biologia (Ecologia e Gestão Ambiental). Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2014; A dispersão de sementes é um processo de ecossistema fundamental que determina a distribuição espacial, a expansão e a manutenção das populações e comunidades vegetais. Diversos grupos taxonómicos cumprem o papel de dispersores de sementes, entre os quais os mamíferos carnívoros, particularmente importantes em ecossistemas mediterrâneos. O montado é um sistema agro-florestal, inteiramente desenvolvido pelo Homem, que caracteriza a região sul da Península Ibérica. Durante seculos, a actividade humana tem sido uma constante, no entanto, mais recentemente, tem-se verificado uma intensificação de algumas das práticas agrícolas. Estas levam a alterações muito rápidas e severas na maioria dos habitats, reduzindo a capacidade de adaptação e resiliência das espécies. Apesar da relevância ecológica e económica deste tipo de habitat, pouco se sabe acerca do funcionamento dos processos de dispersão de sementes, especialmente quando mediados por carnívoros. Nesta experiência são explorados os efeitos de distúrbios no habitat na dispersão de sementes por carnívoros. Para isso, foram selecionadas duas áreas de estudo nas proximidades de Évora: um montado continuo e denso e outro com uma cobertura florestal muito agregada e dispersa. Durante quatro meses foram fornecidos frutos experimentais com missangas coloridas no interior...

Frugivoria e dispersão de sementes pelo lagarto teiú Tupinambis merianae (Reptilia: Teiidae)

Castro,Everaldo Rodrigo de; Galetti,Mauro
Fonte: Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo Publicador: Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2004 PT
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116.18%
Os lagartos teiús possuem uma dieta generalista, podendo agir como importantes dispersores de sementes em florestas semidecíduas do sudeste do Brasil. Foram estudadas a frugivoria e a dispersão de sementes de lagartos teiús usando animais em cativeiro, através da oferta de frutos de uma floresta semidecídua. Frutos de trinta espécies vegetais foram oferecidos aos lagartos em cativeiro, com diâmetro variando de 0,81 a 10,0 cm. Não foram encontradas diferenças estatísticas na germinação entre as sementes que passaram pelo trato digestivo do lagarto e as controle de Eugenia uniflora (chi²= 0.69, P>0.50), Genipa americana (chi²= 6.4, P>0.975), Cereus peruvianus (chi²= 0.018, P>0.10), e Solanum viarum (chi²= 6.23, P>0.975). O tempo de retenção da semente no tubo digestivo do teiú variou de 22 a 23 h para Solanum lycocarpum e 43 a 44 h para Syagrus romanzoffiana. Nossos resultados indicam que o lagarto teiú tem potencial para agir como um importante dispersor de sementes nos trópicos.

Dispersão de sementes de uruvalheira (Platypodium elegans vog.) (Fabaceae) em um cerradão, Uberlândia-MG

Lopes,Sérgio de Faria; Oliveira,Ana Paula de; Neves,Sharon Borges; Schiavini,Ivan
Fonte: Sociedade de Investigações Florestais Publicador: Sociedade de Investigações Florestais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/10/2010 PT
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96.25%
Estudou-se a dispersão de sementes de cinco árvores-matriz de Platypodium elegans Vog. (Fabaceae) em área de cerradão, na Estação Ecológica do Panga (EEP). As amostragens foram feitas em parcelas de 0,25 m2, posicionadas em linhas partindo da base da matriz em direção aos quatro pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste), marcadas a cada metro. No laboratório, os frutos foram abertos para análise da qualidade das sementes. Foram amostradas 1.131 sementes, das quais 18,4% estavam intactas e 81,6%, danificadas e provavelmente inviáveis para germinação. A dispersão das sementes sofreu influência da topografia do local das matrizes, das respostas fisiológicas e genéticas à pré-dispersão, bem como do possível direcionamento favorável do vento. Dessa forma, a atuação conjunta desses fatores funcionaria como facilitadores relevantes na formação do banco de sementes e moldaria a probabilidade de estabelecimento de novos indivíduos, tanto na área estudada quanto nas fisionomias adjacentes..

Polinização e dispersão de sementes em Myrtaceae do Brasil

Gressler,Eliana; Pizo,Marco A.; Morellato,L. Patrícia C.
Fonte: Sociedade Botânica de São Paulo Publicador: Sociedade Botânica de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2006 PT
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106.22%
Myrtaceae é uma das famílias de plantas mais importantes em várias formações vegetais brasileiras, especialmente nas florestas. Suas flores hermafroditas, de cor geralmente clara e com numerosos estames e os frutos carnosos são procurados por diversas espécies de animais. Esta revisão teve como objetivo sumarizar o conhecimento da ecologia reprodutiva das mirtáceas brasileiras, reunindo informações sobre os polinizadores e os dispersores de sementes do maior número de espécies. Os dados foram levantados da literatura, complementados com dados não publicados dos autores e outros pesquisadores. A maioria dos estudos de polinização foi desenvolvida no cerrado e os de dispersão na floresta atlântica. As flores de Myrtaceae são visitadas principalmente por abelhas, que coletam pólen e são os polinizadores da maioria das espécies. O maior número de visitas é de abelhas das subfamílias Meliponinae e Bombinae (Apidae). Outros insetos como moscas e vespas também visitam as flores das mirtáceas, poucas vezes atuando como polinizadores. A polinização por aves foi relatada em Acca sellowiana (O. Berg) Burret e Myrrhinium atropurpureum Schott, cujo recurso floral principal são as pétalas carnosas e doces. As aves e os macacos são os principais dispersores de sementes das mirtáceas brasileiras...

Predação pós-dispersão de sementes do angico Anadenanthera falcata (Benth.) Speg. (Leguminosae-Mimosoideae) em mata de galeria em Barra do Garças, MT

Bartimachi,Alessandra; Neves,Jorge; Pedroni,Fernando
Fonte: Sociedade Botânica de São Paulo Publicador: Sociedade Botânica de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2008 PT
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96.26%
A predação de sementes é um gargalo para regeneração de espécies arbóreas nos trópicos. A influência da predação pós-dispersão de sementes de A. falcata sobre o estabelecimento de plântulas foi estudada em mata de galeria no Parque Estadual da Serra Azul (PESA), Barra do Garças, MT. Variações temporais e de microhabitats (clareiras, troncos caídos e próximo a margem de riacho), cobertura de serapilheira no solo, influência de animais vertebrados e invertebrados na mortalidade de sementes e efeito da distância em relação à planta mãe na predação pós-dispersão de sementes de A. falcata foram avaliados em experimentos de campo realizados no início, pico e final da estação de frutificação. Formigas Solenopsis (Diplorhoptrum) sp. foram os principais predadores de sementes no PESA. A predação pós-dispersão variou temporalmente durante a estação de frutificação. Durante o pico da estação, a sobrevivência de sementes até plântulas foi maior do que no início ou final da estação. A sobrevivência das sementes não foi influenciada pelo sítio de deposição e foi independente da cobertura de serapilheira e distância dos adultos reprodutivos. A predação por formigas pode limitar o recrutamento de A. falcata na mata de galeria do PESA. A ocorrência de chuvas estimula a germinação...

Efeito de borda sobre a fenologia, as síndromes de polinização e a dispersão de sementes de uma comunidade arbórea na Floresta Atlântica ao norte do Rio São Francisco

Araújo de Abreu Cara, Patrícia; Cristina Sobreira Machado, Isabel (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
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116.27%
Uma séria ameaça às comunidades vegetais, resultante da fragmentação de habitats, é a criação de bordas em remanescentes florestais. As alterações sofridas nestes ambientes são conhecidas como efeito de borda, e podem causar a perda de espécies e a ruptura de interações planta-animal, como a polinização e a dispersão. O principal objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da criação de bordas em alguns processos ecológicos como a fenologia, a polinização e a dispersão de sementes de uma comunidade arbórea, no maior remanescente de floresta Atlântica ao norte do Rio São Francisco (3375ha), no Centro de Endemismo Pernambuco. Para isto foi estudada a comunidade de árvores (DAP≥10cm) (N=600 indivíduos) em ambientes de borda, topo e vale do fragmento, avaliando durante dois anos (maio/03-abril/05) os seguintes fatores: (1) o padrão fenológico da comunidade arbórea no interior do fragmento Coimbra; (2) o efeito de borda sobre a fenologia desta comunidade no maior fragmento de floresta Atlântica nordestino; (3) o efeito de borda sobre a guilda de polinizadores e os sistemas sexuais das árvores desta comunidade; (4) as síndromes de dispersão em borda e interior (topo e vale) do fragmento estudado. Para os padrões fenológicos...

Poleiros artificiais como núcleos de dispersão de sementes e fatores que influenciam este processo em área de cerrado sensu stricto no Triângulo Mineiro; Artificial perches as nuclei for seed dispersal and factors that influence this process in cerrado sensu stricto in Triangulo Mineiro

Ferreira, Giancarlo Ângelo
Fonte: Universidade Federal de Uberlândia Publicador: Universidade Federal de Uberlândia
Tipo: Dissertação
POR
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106.29%
Estruturas artificiais dispostas verticalmente podem atrair e funcionar como poleiros artificiais, incrementando a chuva de sementes em determinada áreas. Tais poleiros podem ser utilizados como um método de baixo custo para a restauração de uma área por apresentar alta eficiência ambiental e permitir uma restauração direcionada ao invés de aleatória, como ocorre em processos naturais. O objetivo deste trabalho foi verificar a eficiência de diferentes tipos de poleiros artificiais como núcleos de dispersão de sementes e os fatores que influenciam este processo. O estudo foi realizado em uma área de cerrado sensu stricto em processo de regeneração natural pertencente à empresa Duratex S.A no Triângulo Mineiro, Brasil. Foram instalados três tipos de poleiros artificiais (X, 3X e Fio) e estes foram monitorados ao longo de um ano em relação às espécies de aves que os utilizam e espécies de plantas presentes na chuva de sementes através de amostras de fezes depositadas abaixo dos poleiros. Foi testada a influência da temperatura, pluviosidade e sazonalidade nestes processos. Foi realizada fenologia de frutificação da área. A eficiência destes poleiros foi medida através da comparação da chuva de sementes com poleiros naturais (controle). Foram registrados 760 indivíduos de 24 espécies de aves empoleiradas nos poleiros artificiais em 200 horas de observação. Foram coletadas 607 amostras de fezes...

Frugivoria e dispersão de sementes pelo lagarto teiú Tupinambis merianae (Reptilia: Teiidae); Frugivory and seed dispersal by the tegu lizard Tupinambis merianae Reptilia: Teiidae

Castro, Everaldo Rodrigo de; Galetti, Mauro
Fonte: Universidade de São Paulo. Museu de Zoologia Publicador: Universidade de São Paulo. Museu de Zoologia
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 01/01/2004 POR
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116.18%
Os lagartos teiús possuem uma dieta generalista, podendo agir como importantes dispersores de sementes em florestas semidecíduas do sudeste do Brasil. Foram estudadas a frugivoria e a dispersão de sementes de lagartos teiús usando animais em cativeiro, através da oferta de frutos de uma floresta semidecídua. Frutos de trinta espécies vegetais foram oferecidos aos lagartos em cativeiro, com diâmetro variando de 0,81 a 10,0 cm. Não foram encontradas diferenças estatísticas na germinação entre as sementes que passaram pelo trato digestivo do lagarto e as controle de Eugenia uniflora (chi²= 0.69, P>;0.50), Genipa americana (chi²= 6.4, P>;0.975), Cereus peruvianus (chi²= 0.018, P>;0.10), e Solanum viarum (chi²= 6.23, P>;0.975). O tempo de retenção da semente no tubo digestivo do teiú variou de 22 a 23 h para Solanum lycocarpum e 43 a 44 h para Syagrus romanzoffiana. Nossos resultados indicam que o lagarto teiú tem potencial para agir como um importante dispersor de sementes nos trópicos.; Tegu lizards have a generalist diet and may play an important role as seed dispersers in semideciduous forests in south-east Brazil. We studied the frugivory and seed dispersal of tegu lizards using captive animals and offering wild fruits from a semideciduous forest. Thirty fruit species were eaten by the lizards in captivity...

Dispersão de Sementes por Herbívoros Silvestres: Estratégias em Espécies Simpátricas

Hittorf,M.; Cortez,J.P.
Fonte: Unidade de Silvicultura e Produtos Florestais Publicador: Unidade de Silvicultura e Produtos Florestais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2013 PT
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106.25%
A endozoocoria é um mecanismo comum de dispersão de sementes, resultante da ingestão das frutificações e passagem pelo aparelho digestivo do animal. No Nordeste Transmontano várias espécies de herbívoros, como o veado, o corço, o coelho e a lebre coexistem em algumas áreas, sendo desconhecido o papel destas espécies na disseminação de sementes e na dinâmica da vegetação da região. Este trabalho teve como objetivos principais (1) verificar quais as espécies que mais contribuem com sementes no processo de dispersão; (2) identificar períodos importantes de disseminação a partir da quantidade de sementes detectadas nas deposições fecais; (3) caracterizar a viabilidade das sementes presentes nas deposições de cervídeos e lagomorfos Foi utilizado material fecal de cervídeos recolhido anteriormente numa área no vale do rio Onor, no norte do Parque Natural de Montesinho e material fecal recente para quatro espécies de herbívoros. Os resultados obtidos indicaram o veado como uma espécie com maior importância do que o corço na disseminação de sementes num ciclo anual, mas considerando simultaneamente as quatro espécies de herbívoros, o coelho destacou-se como a espécie que mais contribuiu para a disseminação de sementes...

Composição florística de Solanaceae e Suas síndromes de Polinização e Dispersão de sementes em florestas Mesófilas Neotropicais

Albuquerque,Lidiamar B; Velázquez,Alejandro; Vasconcellos-Neto,João
Fonte: ASOCIACIÓN INTERCIENCIA Publicador: ASOCIACIÓN INTERCIENCIA
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/11/2006 PT
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Em geral, os processos de polinização e dispersão de sementes são fundamentais para entender a colonização e a regeneração dos ecossistemas. Neste trabalho, analisou-se a composição florística e suas síndromes de polinização e dispersão de sementes da família Solanaceae nas florestas mesófilas das regiões equivalentes do México e do Brasil. Partiu-se da premissa que se as florestas são fisionômicamente semelhantes e estão distribuídas em regiões equivalentes, deveriam ter processos funcionais similares. Os resultados mostram as diferenças na composição florística, mas ambas as florestas compartem um número similar de espécies de Solanaceae (México 25 e Brasil 26). No México, verificou-se que a distribuição e a abundância das espécies de Solanaceae estão primeiramente associadas às condições de perturbação e umidade, enquanto que no Brasil, as análises sugerem a altitude ao nível do mar e a umidade. Nas dois regiões constatou-se que a síndrome de polinização dominante é a melitofilia. Entretanto, ao comparar as síndromes de dispersão de sementes, verificou-se que existem diferenças significativas entre essas regiões. Para o México prevalece a ornitocoria, enquanto para o Brasil a quiropterocoria. Isto coincide com os centros de diversificação das aves na América Central e dos quirópteros na América do Sul...