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Estado social e desigualdade : austeridade e crescimento económico nos países de periferia europeia

Cardoso, Marlene Oliveira
Fonte: FEUC Publicador: FEUC
Tipo: Dissertação de Mestrado
POR
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O trabalho de projeto que se segue tem como objetivo principal refletir sobre a existência de uma relação entre três dimensões, o Estado social, a desigualdade e o crescimento económico, discutindo possíveis efeitos de longo prazo das políticas de austeridade atualmente praticadas pelos países da periferia europeia por intermédio da sua influência sobre os níveis de desigualdade dada a redução do Estado social que parecem implicar. Em primeiro lugar, são identificados os conceitos chave que permitem desenvolver uma correta interpretação do estudo. Da revisão da literatura teórica, apresentam-se autores que afirmam que a desigualdade é prejudicial para o crescimento económico e autores que defendem que a desigualdade conduz a um maior crescimento económico. Para perceber esta relação são analisados os mecanismos de transmissão entre desigualdade e crescimento económico. A análise prossegue com a revisão de estudos empíricos que relacionam Estado social e desigualdade. A nível da análise de estatística descritiva são examinados três tipos de indicadores: macroeconómicos, despesas sociais públicas e indicadores da desigualdade de rendimento, no período de 1995-2013. Os resultados obtidos, através da análise do primeiro grupo de indicadores revelam que os países em estudo já apresentavam fragilidades económicas antes da crise financeira eclodir. Segundo...

Crescimento econômico e desigualdade de renda no estado de São Paulo: uma análise das disparidades regionais; Income Inequality in the state of Sao Paulo: an analysis of regional disparities

Pinto, Jeronymo Marcondes
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 13/12/2007 PT
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Esta pesquisa visa realizar uma radiografia da desigualdade de renda no estado de São Paulo a partir da base de dados disponibilizada pelos Censos de 1991 e 2000. Nesse sentido, avaliar-se-á qual o valor dos indicadores de desigualdade de renda para os diferentes níveis de agregação existentes no Estado disponibilizados pelo Censo. No caso, a metodologia aplicada é a mesma utilizada por Bourguignon e Morrisson em seu trabalho seminal "Inequality among world citizens: 1820 - 1992" (2002), que ressalta o fato de que os estudos sobre a desigualdade mundial são, em sua maioria, simplistas demais ao só considerarem a desigualdade de renda entre países, mas não levar em conta desigualdade dentro dos mesmos. Assim, baseados nos indicadores tratados em Bourguignon (1979), os autores estimam a desigualdade entre países e dentro dos países, dado que a soma de ambas seria igual à desigualdade de renda total. A presente pesquisa faz a mesma análise, mas tendo como foco o estado de São Paulo ao invés do mundo e utilizando-se da variável rendimento mensal domiciliar - dada pelo Censo - dividida pelo número de moradores por domicílio. A radiografia da desigualdade de renda no Estado é feita nos seguinte níveis de agregação: Mesorregiões...

Antropometria e biomecânica comparativa da locomoção de corredores com e sem desigualdade estrutural de comprimento de membros inferiores; Comparative anthropometry and biomechanics of locomotion in runners with and without structural leg length discrepancy

Pereira, Carla Sonsino
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 25/09/2006 PT
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Existe uma alta incidência de desigualdade de membros inferiores na população geral, podendo ser do tipo estrutural, onde existe diferença no comprimento de estruturas ósseas, ou funcional, como resultado de alterações mecânicas dos membros inferiores (MMII). A desigualdade pode ainda ser classificada quanto a sua magnitude, sendo discreta, moderada, ou grave. São muitos os métodos antropométricos utilizados para avaliar a desigualdade, entre os mais usados estão os métodos clínicos, como o uso de fita métrica para medir a distância entre duas saliências ósseas. Além destes, os métodos radiográficos também podem ser usados, porém com menor freqüência devido ao custo elevado e exposição à radiação. As desigualdades discretas têm sido associadas especificamente à fratura por estresse, dor lombar e osteoartrite. Quando uma desigualdade está presente em indivíduos cuja sobrecarga mecânica é acentuada pela sua prática profissional, diária ou recreativa, estas desordens podem se manifestar precoce e gravemente. O objetivo deste estudo foi comparar diversas medidas antropométricas de comprimento de MMII usadas na prática clínica com a escanometria em corredores, e estudar a Força Reação do Solo durante a marcha e a corrida de corredores com desigualdade estrutural discreta de membros inferiores. Observou-se que a presença de desigualdade de membros inferiores foi associada à maior incidência de sintomas nos quadris e joelhos nos corredores. As medidas clínicas EIAS/MM (R=0...

Institutions, inequality, and long-term development: a perspective from Brazilian regions; Instituições, desigualdade e desenvolvimento de longo prazo: uma perspectiva a partir de regiões brasileiras

Funari, Pedro Paulo Pereira
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 19/09/2014 EN
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In this paper, we present evidence on the relationship between inequality and long-term development using data on different Brazilian regions. A new framework of analysis is provided in the sense that our empirical approach is developed within a constant de jure institutional environment - Brazil - accounting for possible differences in the de facto institutional environments (Brazilian regions) rooted in distinct colonial experiences within the same national territory. New inequality indicators are constructed from scratch for Brazilian municipalities in 1920 (using the Census of 1920, which, surprisingly, had thus far been ignored for such purposes). We find no significant relationship between economic (land) inequality (proxied by the Land Gini) and political concentration (proxied by the percentage of eligible voters) for Brazilian municipalities in the early twentieth century. And although our econometric analysis indicates a positive robust relationship between economic inequality and long-term development indicators for Southeastern states (São Paulo, the center of coffee production in the nineteenth and twentieth centuries and a state with a large influx of European immigrants, which became the most dynamic Brazilian region; and Minas Gerais...

A democracia reduz a desigualdade econômica?; Does Democracy reduce the Economic Inequality?

Fernandes, Ivan Filipe de Almeida Lopes
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 04/09/2014 PT
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O objetivo primordial deste trabalho é analisar se a democracia é uma instituição política que produz resultados econômicos menos desiguais do que os regimes autoritários. A importância deste tema reside no fato que a própria promoção da democracia na agenda da política internacional tornou-se fundamental por inúmeras razões entre as quais sua suposta propensão em reduzir estas disparidades econômicas. Em primeiro lugar apresentamos no Capítulo 1 um balanço da discussão teórica e empírica a partir da qual constatamos que, a despeito do senso comum de que a democracia está relacionada a uma cidadania mais igualitária, os seus efeitos sobre a desigualdade ainda são discutíveis. Mesmo existindo um razoável consenso teórico de que os regimes democráticos devem, de alguma forma, produzir uma melhor distribuição de bens, os resultados empíricos são inconclusivos e contraditórios. Em seguida, diante de tal impasse empírico, propomos no Capítulo 2 uma reformulação da argumentação na qual entendemos que os efeitos da democracia sobre a desigualdade devem ser reinterpretados. A principal contribuição da tese reside na constatação, tanto teórica quanto empírica, de que estes efeitos são heterogêneos e interagem com o próprio nível de desigualdade...

Crescimento econômico e desigualdade : teorias e evidências para o Brasil

Risco, Guilherme Rosa de Martinez
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
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Este trabalho busca analisar a relação existente entre a distribuição de renda e o crescimento econômico no caso brasileiro desde 1985. Em um primeiro momento, a partir da visão mundial, é feita uma revisão das principais teorias relacionando a desigualdade de renda e o crescimento econômico. É realizada uma revisão das formas de mensuração de desigualdade de renda, e então são mostrados os resultados obtidos pela análise empírica da relação entre desigualdade e crescimento. Na seqüência há uma explanação sobre o histórico da desigualdade no Brasil e são realizados testes empíricos com base nas séries históricas brasileiras de desigualdade e crescimento. A análise será a nível nacional e estadual e compreenderá os testes de convergência Beta e Sigma, utilização de dados em painel com variáveis cointegradas, o cálculo da Fronteira de Possibilidade de Desigualdade e a Razão da Extração da Desigualdade. Por fim, observa-se que a diversidade de abordagens existentes sobre a desigualdade expõe que o tema ainda é de grande relevância e, levando-se em conta o contexto brasileiro de alto nível de desigualdade, essa importância aumenta ainda mais.; This paper aims to analyze the relationship between distribution of income and economic growth in Brazil since 1985. Firstly...

Globalização e desigualdade interna de renda : avaliação para o período de 1980 a 2007 a partir da elaboração e aplicação de um modelo causal para 95 países

Tarragó, Eduardo
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
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A presente dissertação se propôs a avaliar por meio da elaboração de um modelo causal, com a utilização de análise de regressão múltipla, a relação entre globalização e desigualdade interna de renda em 95 países a partir de dados secundários referentes aos anos de 1980 e 2007. As variáveis independentes envolvidas são a variação no Índice de Globalização KOF, nas dimensões econômica, social e política, a variação no PIB per capita, a variação no Consumo de Energia per capita e Coeficiente de Gini no momento inicial. A variável dependente é a variação da desigualdade de renda no mesmo período. O universo da pesquisa compreende, em sua maioria, países com PIB acima de 10 bilhões de dólares (2007) e população acima de 2 milhões de pessoas (2007). O estudo problematiza a relação entre globalização e desigualdade interna de renda por meio de contribuições teóricas de Karl Marx, Zygmunt Bauman e Immanuel Wallerstein. A partir de pesquisas empíricas recentes sobre o tema, foi elaborado o modelo que serviu de instrumento de avaliação desta relação com os dados disponíveis, aplicado aos países em grupos de acordo com o PIB em 2007 (periféricos semiperiféricos e centrais). O modelo apresentou-se aplicável para um intervalo de 39% a 55% das variações observadas pelo conjunto das variáveis. Foi possível concluir que a variação da globalização...

Desigualdade em qualidade do emprego

Cercas, Andreia Magano
Fonte: Instituto Universitário de Lisboa Publicador: Instituto Universitário de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2012 POR
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Mestrado em Economia da Empresa e da Concorrência/ C51, J21, J28, J29, J81; O presente trabalho introduz uma nova metodologia de análise da desigualdade na qualidade do emprego, alicerçada num indicador de desigualdade construído a partir da comparação bilateral entre indivíduos. Esta abordagem permite identificar quais os principais determinantes deste fenómeno. Com base nos dados do Fourth European Working Conditions Survey foram construídas duas amostras. A primeira integrando quatro países do Norte da Europa (Dinamarca, Finlândia, Suécia e Noruega) e a segunda composta por três países do Sul da Europa (Espanha, Grécia e Portugal). Estes dois grupos exibem um grau significativo de diferenciação, sendo por isso relevante avaliar como se distinguem em termos de desigualdade em qualidade do emprego. A análise dos determinantes da desigualdade em qualidade do emprego nestas amostras permite quatro conclusões: (i) heterogeneidade nos principais determinantes da desigualdade, com a excepção do sector de actividade que é muito relevante na generalidade dos países analisados; (ii) tanto as variáveis relacionadas com o trabalhador como as variáveis relacionadas com a empresa em que ele se insere são importantes determinantes desta desigualdade; (iii) a desigualdade é mais elevada nos países do Sul do que nos países do Norte da Europa; (iv) as diferentes dimensões de qualidade de emprego são importantes para explicar a desigualdade observada em qualidade do emprego...

Nível e evolução da desigualdade dos gastos familiares no Brasil: uma análise para as regiões metropolitanas no período 1996 a 2003

Silveira Neto,Raul da Mota; Menezes,Tatiane Almeida de
Fonte: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - FIPE Publicador: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - FIPE
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2010 PT
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A partir da utilização dos microdados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) dos biênios 1995-96 e 2002-03, o trabalho fornece evidências a respeito dos níveis e da evolução da desigualdade da distribuição dos gastos familiares per capita e da desigualdade da distribuição do consumo familiar per capita no Brasil metropolitano e a respeito da importância dos diferentes tipos de gastos familiares nas dinâmicas observadas. Os resultados, obtidos a partir de indicadores tradicionais de desigualdade e de análises de Dominância de Lorenz, apontam para importantes movimentos em termos de diminuição da desigualdade em ambos os tipos de gastos. Medida a desigualdade pelo índice de Gini, observa-se que a redução deste índice é afetada de forma significativa pelas dinâmicas dos gastos com Habitação, Higiene e Cuidados Pessoais e Vestuário, favoráveis à diminuição da desigualdade, e pelas as dinâmicas dos gastos com Educação, Saúde e Alimentação, favoráveis à desigualdade. Diferenças regionais são apontadas a partir das regiões metropolitanas de Recife e São Paulo.

Da desigualdade de classe à desigualdade de conhecimento

Stehr,Nico
Fonte: Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais - ANPOCS Publicador: Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais - ANPOCS
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/02/2000 PT
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O artigo aborda o tema do conhecimento como fonte de desigualdade social. Na primeira parte o autor apresenta o contexto teórico geral em que vai situar a discussão da desigualdade social e do conhecimento, isto é, o de uma teoria da sociedade moderna como uma sociedade baseada no conhecimento. Em seguida, discute algumas características da pesquisa sociológica contemporânea sobre esse fenômeno, indicando que a maior parte das teorias e dos estudos empíricos sobre a estrutura da desigualdade está vinculada à concepção da sociedade moderna como uma sociedade industrial. Na terceira parte do artigo o autor vai mostrar por que razão o conhecimento, como uma capacidade para a ação, pode substituir o que durante séculos muitos observadores viram e continuam a ver, na teoria ou na prática, como sendo os fundamentos injustos da desigualdade na sociedade industrial. Utilizando dados econômicos agregados, ele sugere que as transformações no bem-estar material de grande número de indivíduos e famílias contribuem para desfazer os laços de dependência que antes os ligavam tão estreitamente ao mercado de trabalho. As mudanças materiais forjam novas formas de desigualdade social, mais especificamente, novas estruturas de desigualdade baseadas no conhecimento. Na seção final são sugeridos alguns dos usos do conhecimento no sentido de criar...

Uma análise da evolução e da dinâmica da desigualdade de renda nas principais regiões metropolitanas brasileiras (1998-2008)

Assis, Rodrigo Salvato de
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Dissertação de Mestrado
PORTUGUêS
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37.22%
O objetivo geral desse estudo é analisar a dinâmica e a evolução da desigualdade de renda nas principais regiões metropolitanas do Brasil, do ano de 1998 a 2008. Para cumprir este objetivo serão utilizados os principais Índices de Desigualdade da literatura: Índices de Gini, Theil, Bourguignon e Hirschmann-Herfindhal. Em complemento, serão utilizadas as decomposições por grupos destes índices para identificar mais profundamente a dinâmica da desigualdade nas regiões metropolitanas em estudo. Os grupos utilizados para a análise de desigualdade serão os níveis de escolaridade, permitindo, além da análise da evolução da desigualdade de renda ao longo dos anos, uma forma mais aprofundada de identificar como o capital humano dos indivíduos está relacionado com a desigualdade de renda no Brasil. Para isto, serão utilizados os microdados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) de 2008, que fornece dados dos indivíduos para seis Regiões Metropolitanas brasileiras, construído pelo DIEESE. O período brasileiro estudado tem como característica um crescimento constante da renda, controle da inflação e redução dos índices de pobreza. Este contexto jamais foi vivido na história brasileira, se tornando relevante analisar como a desigualdade de renda tem se comportado neste período...

Os efeitos das desigualdades regionais sobre a desigualdade interpessoal de renda no Brasil, nos Estados Unidos e no México; Texto para Discussão (TD) 1897: Os efeitos das desigualdades regionais sobre a desigualdade interpessoal de renda no Brasil, nos Estados Unidos e no México; The effect of regional inequalities on interpersonal income inequality in Brazil, the United States and Mexico

Souza, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
PT-BR
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O objetivo deste texto é investigar os efeitos das desigualdades regionais sobre a desigualdade interpessoal de renda domiciliar per capita no Brasil e comparar os resultados com os encontrados nos Estados Unidos e no México. Cinco hipóteses são testadas a partir de decomposições aninhadas do índice de desigualdade GE(0) para diversos recortes geográficos. Os dados são provenientes dos censos demográficos dos três países. Os resultados sugerem que a maior parte da desigualdade de renda no Brasil, assim como nos Estados Unidos e no México, é local, entre vizinhos, não sendo captada nem mesmo por decomposições espaciais submunicipais. Dessa maneira, ainda que todos os municípios do Brasil tivessem exatamente a mesma renda per capita, a desigualdade total brasileira continuaria superior à observada nos Estados Unidos. No entanto, as desigualdades regionais não devem ser ignoradas, até porque são muito mais elevadas no Brasil e no México. A principal diferença entre estes países e os Estados Unidos está na existência de grandes regiões que possuem simultaneamente rendas médias muito inferiores e desigualdades internas muito superiores às demais regiões de cada país. A magnitude desses dois efeitos é semelhante...

Fronteira de desigualdade regional: Brasil (1872-2000); Texto para Discussão (TD) 1504: Fronteira de desigualdade regional: Brasil (1872-2000); Inequality regional's border: Brazil (1872-2000)

Monasterio, Leonardo M.
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
PT-BR
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37.16%
Milanovic, Lindert e Williamson (2007) criaram o conceito de fronteira de possibilidade de desigualdade (inequality possibility frontier – IPF). Eles constataram que sociedades muito pobres não podem exibir elevados índices de Gini de desigualdade de renda porque o excedente econômico e pequeno demais para ser apropriado pelos estratos superiores. A IPF, por sua vez, e o nível máximo de desigualdade que pode ser atingido a cada nível de renda. Este estudo estende tais conceitos para tratar da dimensão regional. Países com níveis de renda próximos da subsistência tem que apresentar baixos níveis de desigualdade regional de renda per capita. Os conceitos de fronteira de desigualdade regional (FDR) e razão de desigualdade regional (RDR) são apresentados no texto, o qual e ilustrado com a experiencia brasileira entre 1872 e 2000.; 18 p. : il.

Determinantes imediatos da queda da desigualdade de renda brasileira; Texto para Discussão (TD) 1253: Determinantes imediatos da queda da desigualdade de renda brasileira; Immediate determinants of the fall in income inequality in Brazil

Barros, Ricardo Paes de; Carvalho, Mirela de; Franco, Samuel; Mendonça, Rosane
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
PT-BR
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Entre 2001 e 2005, o grau de desigualdade de renda no Brasil declinou de forma acentuada e contínua, atingindo, em 2005, o nível mais baixo dos últimos 30 anos. O coeficiente de Gini declinou quase 5%, e a razão entre a renda dos 20% mais ricos e a dos 20% mais pobres, mais de 20%. Essa redução na desigualdade contribuiu para diminuir substancialmente a pobreza e melhorar as condições de vida da população mais pobre, mesmo em um período de relativa estagnação da renda per capita. Apesar desse declínio, a desigualdade no país continua extremamente elevada. Portanto, é imprescindível que medidas que favoreçam a queda na desigualdade tenham continuidade. Para isso, é fundamental investigar os determinantes dessa atual queda e, assim, poder formular políticas e intervenções reforçadas, logo, mais efetivas. Neste trabalho, identificamos e quantificamos, com base em uma série de simulações contrafactuais, a contribuição dos determinantes mais próximos responsáveis pela recente queda da desigualdade no Brasil. Entre os resultados encontrados, devemos destacar que cerca de 50% do declínio da desigualdade resultou da evolução da renda não derivada do trabalho, apesar de ela representar menos de 1/4 da renda total. Mudanças na distribuição da renda do trabalho explicam cerca de 1/3 da queda observada na desigualdade...

A queda recente da desigualdade de renda no Brasil; Texto para Discussão (TD) 1258: A queda recente da desigualdade de renda no Brasil; The recent fall in Brazilian income inequality

Barros, Ricardo Paes de; Carvalho, Mirela de; Franco, Samuel; Mendonça, Rosane
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
PT-BR
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37.19%
Neste trabalho documentamos a evolução recente da desigualdade de renda no Brasil, que, a partir de 2001, começou a declinar de forma acentuada e contínua. O coeficiente de Gini, uma das medidas de desigualdade mais utilizadas, declinou 4,6%, passando de 0,594, em 2001, para 0,566 em 2005. Mas, a despeito dessa queda importante na desigualdade, o país ainda permanece ocupando posição negativa de destaque no cenário internacional, como um dos países com maior grau de desigualdade de renda no mundo. Mesmo no ritmo acelerado com que vem reduzindo a desigualdade, o país ultrapassou apenas 5% dos países no ranking de desigualdade. Além disso, ainda seriam necessários mais de 20 anos para que o Brasil atingisse um nível similar ao da média dos países com maior grau de desenvolvimento. Portanto, é preciso persistir. A má notícia é que existem evidências, com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de que a queda da desigualdade pode ter se atenuado significativamente em 2006. Mostramos que as estimativas obtidas sobre a queda recente da desigualdade de renda independem da medida de desigualdade, da existência de economias de escala ou de necessidades diferenciadas de crianças...

A Evolução das desigualdade de renda e de consumo ao longo do ciclo da vida

Firpo, Sergio
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) - Artigos
PT-BR
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37.16%
Com relação à desigualdade de renda, a desigualdade de consumo tende a ser um indicador bem mais fiel da disparidade permanente de recursos disponíveis e de bem-estar entre famílias. Ademais, em teoria, pode-se prever o padrão de evolução temporal da desigualdade para uma mesma coorte. Segundo a hipótese da renda permanente, espera-se que a desigualdade de consumo para uma mesma coorte cresça com o tempo. Caso haja impedimentos à validade dessa hipótese, tais como consumidores prudentes ou restrição de crédito, a desigualdade de consumo passa a depender da evolução da distribuição de renda e de rendimentos do trabalho, podendo, então, crescer ou não com o tempo. Este trabalho apresenta, a partir dos microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, como evoluíram entre os biênios 1987/1988 e 1995/1996 as desigualdades de renda e de consumo entre famílias no Brasil.Aanálise é feita dividindo-se as famílias segundo a década de nascimento e o grau de instrução do chefe. Os resultados revelam o aumento das desigualdades de renda, da renda do trabalho e de consumo entre os dois períodos observados. Deve-se notar que a evolução da dispersão do consumo tende a ser mais independente da evolução da desigualdade de renda entre coortes mais jovens e com maior nível de capital humano. Tal fato é explicado por uma possível menor restrição a crédito com a qual essas famílias se deparam...

A desigualdade de renda no Brasil encontra-se subestimada?: Uma análise comparativa com base na PNAD, na POF e nas contas nacionais; Texto para Discussão (TD) 1263: A desigualdade de renda no Brasil encontra-se subestimada?: Uma análise comparativa com base na PNAD, na POF e nas contas nacionais; Income inequality in Brazil is underestimated?: A comparative analysis based on the National Household Survey, HBS and national accounts

Barros, Ricardo Paes de; Cury, Samir; Ulyssea, Gabriel
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
PT-BR
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37.13%
O objetivo deste artigo é investigar a magnitude da subestimação da renda das famílias obtida a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e seu potencial impacto sobre a aferição do nível e da evolução da desigualdade de renda brasileira. Para tanto, é feita uma análise comparativa das informações da Pnad com as da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) e do Sistema de Contas Nacionais (SCN). A análise é feita em três etapas. Primeiro, avaliamos o grau de subestimação da renda total das famílias por parte da Pnad. Segundo, simulamos os impactos dessa subestimação sobre a aferição do grau de desigualdade de renda. Por fim, analisamos em que medida a subestimação do nível de desigualdade afeta a estimação da variação no grau de desigualdade entre 2001 e 2003. Entre os resultados obtidos, temos que, embora o grau de subestimação da renda das famílias na Pnad seja significativo, o grau de subestimação da desigualdade é bastante reduzido. Além disso, não encontramos evidências de que a subestimação da renda familiar por parte da Pnad tenha levado a uma superestimação da recente queda na desigualdade no país.; 36 p. : il.

Discriminação e segmentação no mercado de trabalho e desigualdade de renda no Brasil; Texto para Discussão (TD) 1288: Discriminação e segmentação no mercado de trabalho e desigualdade de renda no Brasil; Discrimination and segmentation in the labor market and income inequality in Brazil

Barros, Ricardo Paes de; Franco, Samuel; Mendonça, Rosane
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
PT-BR
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37.13%
Neste trabalho avaliamos a contribuição de duas formas de discriminação (por gênero e cor) e três tipos de segmentação (espacial, setorial e entre os segmentos formal e informal) no mercado de trabalho para a redução do grau de desigualdade em remuneração do trabalho e em renda per capita. Com exceção da segmentação entre os segmentos formal e informal, todas as demais formas de discriminação e de segmentação declinaram ao longo da década e, em particular, ao longo do último quadriênio. Essa redução nas imperfeições do mercado de trabalho, com sua crescente integração, teve papel fundamental para explicar a queda da desigualdade de rendimentos do trabalho e da renda per capita. As quedas no grau de segmentação geográfica (em particular, a segmentação entre capitais e municípios do interior) e setorial foram os fatores que mais contribuíram para a redução recente dessa desigualdade. De fato, a redução no grau de segmentação geográfica contribuiu para explicar 11% a 22% da queda recente no grau de desigualdade em renda per capita e em remuneração do trabalho, respectivamente. A redução no grau de segmentação entre setores de atividade contribuiu para explicar 10% a 18% dessa queda recente no grau de desigualdade em renda per capita e em remuneração do trabalho...

Desemprego e desigualdade no Brasil metropolitano; Comunicados do Ipea 76 : Desemprego e desigualdade no Brasil metropolitano

Brasil. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Comunicados do Ipea
PT-BR
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37.13%
O presente Comunicado do Ipea trata da problemática da desigualdade no desemprego no conjunto das seis principais regiões metropolitanas do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife). Não obstante os sinais positivos no comportamento do mercado de trabalho, favoráveis à ampliação da ocupação e, por consequência, à redução sensível do desemprego, constata-se, a seguir, a presença de importante desigualdade entre aqueles que seguem sem uma ocupação. Por conta disso, este Comunicado se constitui de quatro partes, a saber: 1. Queda do desemprego e impacto no rendimento dos ocupados; 2. Desigualdade do desemprego segundo a distribuição pessoal dos rendimentos; 3. Desigualdade do desemprego segundo a condição do trabalhador pobre e não pobre: e 4. Tempo de procura por trabalho. Os dados primários do IBGE (Pesquisa Mensal de Emprego - PME) foram sistematizados com o objetivo de melhor permitir o entendimento acerca da evolução da desigualdade entre os desempregados. Com isso, espera-se poder contribuir com uma melhor consideração a respeito das políticas públicas de atenção à pobreza e à desigualdade de renda no Brasil.; 11 p. : il.

Análise do impacto do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada na redução da desigualdade nos estados brasileiros - 2004 a 2006; Texto para Discussão (TD) 1435: Análise do impacto do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada na redução da desigualdade nos estados brasileiros - 2004 a 2006; Analysis of the impact of Bolsa Família Program and Continued Benefit in reducing inequality in the Brazilian states - 2004-2006

Sátyro, Natália; Soares, Sergei
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
PT-BR
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37.13%
Este texto visa analisar as mudanças na desigualdade da renda domiciliar per capita nos estados brasileiros entre 2004 e 2006 e estimar quanto desta mudança pode ser atribuída às transferências de renda não-contributivas por parte do governo federal: o Programa Bolsa Família (PBF) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A metodologia usada é a decomposição fatorial do coeficiente de Gini – ou seja, a decomposição por fontes de renda. Decompõe-se o coeficiente de Gini em uma soma ponderada dos coeficientes de concentração de cada fonte de renda onde os pesos de ponderação são a parcela da renda total atribuível àquela fonte de renda. Nossos resultados mostram que entre 2004 e 2006 houve queda de um ponto (x100) no coeficiente de Gini para o Brasil. Esta tendência nacional foi observada em quase todos os estados brasileiros, salvo em sete deles, e são especialmente preocupantes os grandes aumentos na desigualdade em Alagoas e no Maranhão. Quanto às causas, nossos resultados revelam um padrão regional. Nos estados do Norte e do Nordeste as transferências de renda, principalmente o PBF, são, sem dúvida, a principal causa da redução da desigualdade. A média não ponderada da relevância das transferências de renda nestes estados foi de quase metade da queda da desigualdade. No Nordeste...