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Perfeccionismo e depressão pós-parto

Maia, Berta Maria Marinho Rodrigues
Fonte: Universidade de Coimbra Publicador: Universidade de Coimbra
Tipo: Tese de Doutorado
POR
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96.69%
Introdução: São escassos os estudos que investigam a relação entre a depressão e as características de personalidade, nomeadamente o perfeccionismo. Objectivos: Avaliar o papel do perfeccionismo na depressão pós-parto. A prevalência de depressão em toda a vida e a prevalência e incidência de depressão perinatal foram igualmente estimadas. Métodos: 386 mulheres no terceiro trimestre de gravidez (idade média=30.08 anos; DP=4.205; variação=19-44) completaram a Multidimensional Perfectionism Scale na gravidez e o Beck Depression Inventory-II (BDI-II), a Postpartum Depression Screening Scale (PDSS) e o Profile of Mood States (POMS) e três questões adicionais para avaliar a ansiedade traço, o stresse e o apoio social na gravidez e no pós-parto. Os diagnósticos (CID-10 e DSM-IV) foram produzidos usando a versão portuguesa da Diagnostic Interview for Genetic Studies na gravidez e no pós-parto e o sistema OPCRIT. Para as análises estatísticas recorremos ao SPSS 15.0 e ao STATA. Resultados: A prevalência de depressão em toda a vida foi de 39.6%/CID-10 e de 35.0%/DSM-IV. A prevalência na gravidez foi de 2.3%/CID-10 e de 1.3%/DSM-IV; no pós-parto foi de 16.6% e de 11.7%, respectivamente. A incidência na gravidez foi de 0%/CID-10 e de .3%/DSM-IV e no pós-parto foi de 7.5%/CID-10 e de 4.9%/DSM-IV. A prevalência pontual na gravidez encontrada usando os pontos de corte do BDI-II variaram de 13.7% a 19.4% e usando a PDSS variaram de 14.2% a 17.9%. A prevalência pontual de depressão pós-parto usando BDI-II variou de .8% a 13.0% e usando a PDSS variou de 3.9% a 12.7%. O Perfeccionismo Auto-Orientado (PAO) apresentou correlações significativas com quase todas as dimensões do BDI-II...

Postpartum depression and child development in first year of life; Depressão pós-parto e desenvolvimento do bebê no primeiro ano de vida

MORAIS, Maria de Lima Salum e; LUCCI, Tania Kiehl; OTTA, Emma
Fonte: PPG em Psicologia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas; Campinas Publicador: PPG em Psicologia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas; Campinas
Tipo: Artigo de Revista Científica
ENG
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The aim of the study was to investigate the characteristics of infant development at four, eight and twelve months of age, as result of postpartum depression. The prevalence of Postpartum Depression - measured by the Edinburgh Postnatal Depression Scale - at four months after delivery was 30.3%; at eight months, 26.4%; and at 12 months, 25.0%. Chi-square tests were used to compare children of mothers with and without Postpartum Depression in relation to developmental milestones. It was found developmental delay in infants of mothers with Postpartum Depression in: two interactional indicators at four months, two motor indicators at eight months and one gross motor indicator at twelve months. However, children of mothers with Postpartum Depression showed better results in one fine motor and in two language items at 12 months. The results point to the necessity of considering external and internal factors of mother and infant in the study of the effects of maternal depression on child development.; O objetivo do estudo foi investigar características do desenvolvimento infantil aos 4, 8 e 12 meses de idade em função de depressão pós-parto. A porcentagem de mães com depressão pós-parto - medida pela Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo -...

Violência institucional na atenção obstétrica : proposta de modelo preditivo para depressão pós-parto

Souza, Karina Junqueira de
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
POR
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96.64%
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, 2014.; Introdução: A depressão tem etiologia multifatorial, atingindo um significativo número de mulheres no pós-parto com estimativas de prevalência entre 7,2% à 39,4%. Especialistas em saúde materna têm encontrado associação positiva dos distúrbios psiquiátricos do período puerperal, inclusive depressão, com experiências negativas associadas à atenção obstétrica. Várias categorias de violência na atenção obstétrica têm sido utilizadas para análise dessa condição, como aquelas da Organização Mundial da Saúde ou aquelas, recentemente, propostas pela Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos. No entanto, nenhuma dessas categorias contempla dimensões mais amplas da atenção obstétrica como às relacionadas ao Sistema de Saúde e aos Serviços de saúde. O presente estudo propõe uma nova categorização da violência institucional na atenção obstétrica e busca sua associação com depressão pós-parto. Métodos: Revisão da literatura científica a partir de uma pesquisa nos bancos de dados Scopus, análise de artigos que se encontravam nas referências bibliográficas das fontes indexadas e livros e teses sobre violência institucional na atenção obstétrica. Organizou-se os artigos em categorias...

Vinculação materna pré-natal, depressão pós-parto e percepção materna do comportamento do recém-nascido

Rodrigues, Susana Filipa Videira
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2011 POR
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Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde - Núcleo de Psicologia Clínica Dinâmica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2011; Os Anexos encontram-se no CD-ROM apenso à Tese em papel.; O estudo que aqui se apresenta visa averiguar as relações entre o padrão de vinculação materna pré-natal em grávidas no terceiro trimestre de gestação e o risco de incidência de depressão pós-parto, a percepção materna do comportamento do recém-nascido, assim como, a confiança materna para cuidar do bebé, em puérperas entre as 3 as 10 semanas do pós-parto. Este estudo orienta-se segundo seis hipóteses gerais: (1) a vinculação pré-natal de tipo seguro está associada ao planeamento da gravidez; (2) a vinculação pré-natal de tipo seguro está associada a uma menor probabilidade de desenvolvimento da depressão pós-parto; (3) a vinculação pré-natal de tipo seguro está relacionada com percepções maternas positivas acerca do comportamento do recém-nascido; (4) a vinculação pré-natal de tipo seguro está associada a uma percepção materna positiva acerca da confiança relativa aos cuidados a prestar ao bebé; (5) a depressão pós-parto está associada a percepções maternas mais negativas acerca do comportamento do recém-nascido; (6) a depressão pós-parto está associada a percepções maternas mais negativas acerca da confiança relativa aos cuidados a prestar ao bebé. A recolha de dados fez-se em dois momentos – pré e pós-parto. Recorreu-se à aplicação de três escalas: a Escala de Vinculação Materna Pré-Natal...

Depressão pós-parto : estudo de prevalência e deteção de fatores de risco

Sousa, Soraia Guerra
Fonte: Universidade da Beira Interior Publicador: Universidade da Beira Interior
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em /05/2012 POR
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Introdução. A prevalência da depressão nas mulheres é aproximadamente duas vezes superior à dos homens. Estima-se que a prevalência de depressão pós-parto em Portugal seja de 12.4% na semana que se segue ao parto e 13.7% nos três meses seguintes. Vários fatores de risco têm sido investigados com resultados contraditórios que se devem provavelmente à natureza complexa e multifatorial da perturbação. O objetivo deste estudo foi a avaliação da prevalência de sintomatologia depressiva e dos seus fatores de risco em puérperas do Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE. Metodologia. Foi aplicada a Escala de Depressão Pós-parto de Edinburgh em 168 mulheres durante as primeiras 72 horas pós-parto (EPDS1) no setor de internamento de Obstetrícia e novamente após 28 a 32 dias por entrevista telefónica (EPDS2). Junto com a EPDS1 as puérperas preencheram também um inquérito sociodemográfico, a escala de Graffar e a Escala de Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC). Resultados. A amostra foi constituída por mulheres com idades entre os 17 e os 42 anos (Média=30.18, SD=5.057). A prevalência de sintomatologia depressiva determinada pela positividade da escala (EPDS>13) foi de 7.1% e de 1.3% para a EPDS1 e EPDS2...

O mito da mãe exclusiva e seu impacto na depressão pós-parto

Azevedo,Kátia Rosa; Arrais,Alessandra da Rocha
Fonte: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2006 PT
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106.56%
Este artigo é resultado de um estudo qualitativo, baseado na Epistemologia Qualitativa, que visou promover reflexões acerca da depressão pós-parto, enfatizando os fatores psicossociais envolvidos. Trata-se de um estudo de caso sobre uma das participantes do grupo de apoio e orientação a mães com depressão pós-parto, desenvolvido na Universidade Católica de Brasília. Este grupo visou proporcionar um espaço de escuta emocional e apoio às puérperas, e foi campo para coleta de dados. Utilizou-se da técnica de completamento de frases, de técnicas projetivas, e de relatos apresentados nas sessões individuais e grupais para levantamento e construção de indicadores sobre a vivência da maternagem e da depressão pós-parto. O estudo deste caso forneceu-nos elementos para compreendermos o quão prejudicial pode ser o ideal de maternidade apresentado como natural e instintivo para mulheres que buscam satisfação absoluta na maternidade, configurando-se como um dos responsáveis pela instalação e manutenção da depressão pós-parto.

Depressão pós-parto: evidências a partir de dois casos clínicos

Frizzo,Giana Bitencourt; Prado,Luiz Carlos; Linares,Juan Luis; Piccinini,Cesar Augusto
Fonte: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2010 PT
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106.44%
O presente estudo examinou a conjugalidade em duas famílias em que a esposa apresentava depressão pós-parto, com base no Inventário Beck de Depressão e em uma entrevista diagnóstica. Os maridos não apresentavam depressão. Foi utilizado delineamento de estudo de casos para investigar como a conjugalidade era vivenciada nesse contexto. As entrevistas foram realizadas individualmente com ambos membros do casal, tendo sido gravadas e posteriormente transcritas. Os resultados revelaram que a conjugalidade estava sendo experienciadas com dificuldades em ambas as famílias, mas de maneira particular em cada caso, especialmente com relação à comunicação entre o casal e conseqüente estrutura da relação conjugal. Os resultados corroboraram a literatura, que associa a depressão com dificuldades na conjugalidade, mas indicam que há diferentes aspectos que podem ser afetados em cada família.

Representações acerca da maternidade no contexto da depressão pós-parto

Sousa,Daniela Delias de; Prado,Luiz Carlos; Piccinini,Cesar Augusto
Fonte: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Curso de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2011 PT
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O presente estudo investigou as representações acerca da maternidade no contexto da depressão pós-parto. Participaram do estudo duas mães encaminhadas para a realização de uma psicoterapia breve pais-bebê devido à presença de depressão no primeiro ano de vida de suas filhas. Entrevistas de avaliação realizadas antes da psicoterapia foram analisadas a partir dos quatro eixos interpretativos que constituem a constelação da maternidade, proposta por Stern (1997): vida-crescimento; relacionar-se primário; matriz de apoio; e reorganização da identidade. Nos relatos de ambas as mães apareceram representações acerca do sentimento de não ser capaz de cuidar do bebê logo após o nascimento, de ser pouco apoiada pelo companheiro, bem como uma reavaliação do relacionamento com suas próprias mães e com seus cônjuges. Verificou-se também que as representações de cada mãe apontaram para uma estreita associação entre seus conflitos pregressos e a interação atual com o marido e com o bebê.

O impacto da depressão pós-parto para a interação mãe-bebê

Schwengber,Daniela Delias de Sousa; Piccinini,Cesar Augusto
Fonte: Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Publicador: Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2003 PT
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106.53%
O presente artigo examina algumas questões teóricas e estudos empíricos a respeito do impacto da depressão pós-parto para a interação mãe-bebê. Analisam-se as características da depressão pós-parto e fatores de risco associados à sua ocorrência. Discutem-se, em particular, as repercussões do estado depressivo da mãe para a qualidade da interação com o bebê e, conseqüentemente, para o desenvolvimento posterior da criança. Os estudos revisados sugerem que a depressão pós-parto afeta a qualidade da interação mãe-bebê, especialmente no que se refere ao prejuízo na responsividade materna. Por outro lado, apontam que os efeitos da depressão da mãe na interação com o bebê dependem de uma série de fatores, o que não permite a realização de um prognóstico baseado em fatores isolados.

Paternidade no contexto da depressão pós-parto materna: revisando a literatura

Silva,Milena da Rosa; Piccinini,Cesar Augusto
Fonte: Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Publicador: Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2009 PT
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Esta revisão da literatura examina os achados de estudos recentes a respeito da paternidade no contexto da depressão pós-parto materna. Os estudos sobre este tema demonstram forte associação negativa entre depressão pós-parto materna e qualidade do relacionamento conjugal, apoio emocional oferecido pelo pai e seu envolvimento nos cuidados do bebê e no trabalho doméstico. Também têm mostrado que o pai pode diminuir o impacto da depressão materna sobre os filhos, caso mostre-se envolvido e mentalmente saudável, embora sejam raros os estudos descrevendo o modo como se dá a participação do pai nestas famílias. A literatura aponta, ainda, que os maridos de mulheres com depressão encontram-se em situação de risco para o desenvolvimento de psicopatologias, o que sugere que as intervenções clínicas neste contexto devem focalizar também as relações familiares.

Depressão pós-parto: fatores de risco e repercussões no desenvolvimento infantil

Schmidt,Eluisa Bordin; Piccoloto,Neri Maurício; Müller,Marisa Campio
Fonte: Universidade de São Francisco, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia Publicador: Universidade de São Francisco, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2005 PT
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A depressão pós-parto é uma condição que afeta 10% a 15% das mulheres no pós-parto. Este quadro tem seu início em algum momento durante o primeiro ano do pós-parto, havendo maior incidência entre a quarta e oitava semana após o parto. Geralmente se manifesta por um conjunto de sintomas como irritabilidade, choro freqüente, sentimentos de desamparo e desesperança, falta de energia e motivação, desinteresse sexual, transtornos alimentares e do sono, ansiedade, sentimentos de incapacidade de lidar com novas solicitações. O objetivo deste artigo é apresentar uma revisão bibliográfica acerca da depressão pós-parto. São abordados aspectos conceituais, epidemiológicos, fatores de risco associados a sua ocorrência e algumas repercussões da depressão pós-parto na relação materno-infantil e no desenvolvimento da criança. O conhecimento destes aspectos reveste-se de grande importância considerando as conseqüências prejudiciais às mães bem como ao desenvolvimento cognitivo, social e emocional de suas crianças.

A estrutura das representações sociais de mães puérperas acerca da depressão pós-parto

Saraiva,Evelyn Rúbia de Albuquerque; Coutinho,Maria da Penha de Lima
Fonte: Universidade de São Francisco, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia Publicador: Universidade de São Francisco, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2007 PT
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106.5%
Neste estudo, a depressão pós-parto foi abordada sob a ótica psicossociológica, objetivando apreender e descrever a estrutura central e periférica das representações sociais de mães puérperas. Foram aplicados a técnica de associação livre de palavras, um questionário biodemográfico e a Escala de Edinburg, em 84 participantes de baixa renda e usuárias de um serviço público de saúde. Observou-se uma incidência de 33% de mães puérperas com sintomatologia de depressão. Para o estímulo indutor "depressão", emergiram, no núcleo central, os elementos de tristeza e aperreio, e na zona periférica evidenciaram-se as representações sociais que se alternaram entre paraíso e padecimento. A condição de ser mãe e ter filho, de acordo com o núcleo central, causa contentamento, gera alegria e prazer e, simultaneamente, está associada ao sofrimento psíquico, à representação social da depressão pós-parto. A constatação desses elementos antagônicos presentes nas representações sociais sinaliza para a necessidade de estudos mais aprofundados.

Depressão pós-parto:pensamentos disfuncionais e comorbidade com transtornos ansiosos

Cantilino da Silva Junior, Amaury; Botelho Sougey, Everton (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
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96.7%
Introdução: Apesar da depressão pós-parto ser bastante pesquisada, algumas lacunas importantes no conhecimento desse transtorno ainda existem. No Brasil, por exemplo, não existem estudos de prevalência que tenham utilizado entrevistas clínicas estruturadas para o seu diagnóstico. Além disso, também no nosso meio, não se conhece a prevalência dos transtornos de ansiedade no puerpério e a sua comorbidade com depressão. Outro aspecto relevante é que embora programas de tratamento de depressão pós-parto com psicoterapia cognitivocomportamental sejam realizados e pesquisados, estudos que comparem a freqüência de pensamentos disfuncionais entre puérperas deprimidas e puérperas sem depressão não têm sido encontrados na literatura. Tanto pesquisas que estudem comorbidade entre depressão pós-parto e transtornos de ansiedade quanto aquelas que possam avaliar quais pensamentos disfuncionais estão mais presentes nessas puérperas podem dar subsídios para a construção de programas de terapia cognitiva baseados em evidências. Objetivos: O estudo teve três eixos centrais: 1) Estimar a prevalência de depressão pós-parto em Recife-PE utilizando a Structured Clinical Interview for DSM-IV Axis I Disorders (SCID-I); 2) Avaliar quais pensamentos disfuncionais de acordo com o Postnatal Negative Thoughts Questionnaire (PNTQ) estavam mais presentes em mulheres com depressão pós-parto quando comparadas às puérperas sem depressão; 3) Estimar a prevalência de transtornos de ansiedade no puerpério e avaliar a freqüência de comorbidade com depressão. Método: Uma amostra de conveniência de 400 puérperas foi selecionada em ambulatórios públicos e em um consultório privado de puericultura enquanto aguardavam consultas para seus bebês. Essas mulheres foram entrevistadas com o uso da SCID-I para depressão e com o Mini International Neuropsychiatric Interview para transtornos de ansiedade. Além disso...

Prevalência e fatores de risco associados à depressão pós-parto em um serviço de referência na cidade de João Pessoa - Paraíba

Lígia Vieira Correia, Andreia; Velloso Meira Lima, Ivanor (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
PT_BR
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96.65%
Depressão pós-parto (DPP) é uma das complicações mais comuns do período puerperal, afetando aproximadamente 10-20% das mulheres. Este transtorno representa um problema de saúde pública considerável que traz conseqüências para as mães e seus familiares. A finalidade deste trabalho foi investigar a prevalência da depressão pós-parto e identificar, entre as puérperas de um serviço de referência na cidade de João Pessoa, fatores de risco relacionados ao surgimento deste transtorno. Um questionário contendo informações sobre variáveis sócio-demográficas, psiquiátricas, obstétricas, sociais e eventos estressantes de vida foi utilizado dentro do primeiro ano após o parto. Duzentas e duas mulheres foram incluídas neste estudo. O humor foi avaliado através da Escala de Depressão Pós-parto de Edinburgh (EPDS). O teste de Qui-quadrado foi utilizado na comparação das variáveis citadas acima. Quarenta e três mulheres foram identificadas como tendo depressão pós-parto com escore acima de 11 no instrumento EPDS. A prevalência encontrada de depressão pós-parto foi de 21,6%. De acordo com os resultados encontrados, variáveis como depressão na gestação, gravidez não planejada, história familiar de depressão...

Cortisol salivar e depressão pós-parto

Montenegro, Ana Carla; Sougey, Everton Botelho (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Tese de Doutorado
BR
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96.65%
A associação de alterações do eixo neuroendócrino (hipotalâmico-pituitário-adrenal) com transtornos psiquiátricos é conhecida, entretanto há poucos relatos na literatura a respeito das mudanças no eixo HPA no período puerperal e depressão pós-parto. O puerpério é caracterizado pelo aumento na vulnerabilidade de transtornos psiquiátricos (depressão e transtornos de ansiedade), entretanto, não se sabe exatamente qual a participação das variações hormonais neuroendócrinas, e como se comportam estes hormônios na depressão pós-parto. Estima-se que a depressão pós-parto (DPP) afete entre 10-15% das mulheres no puerpério A DPP é muitas vezes associada com intenso sofrimento emocional e pode representar conseqüência negativa para mãe e recém nascido. Há inúmeros fatores de risco para DPP, entre eles, destacam-se história pessoal e familiar de transtornos psiquiátricos, fatores socioeconômicos, relação familiar conturbada e também fatores relacionados com o parto, puerpério precoce, fatores biológicos, genéticos e hormonais. A gestação humana influencia de forma importante o eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA). O cortisol parece ser um bom marcador biológico da atividade do HPA. As mudanças que ocorrem na gestação e no puerpério alteram os parâmetros utilizados pelas técnicas laboratoriais que medem o cortisol. A persistência da globulina carreadora de cortisol (GCG) no pós-parto altera a medida do cortisol plasmático. A utilização do cortisol salivar para avaliação do eixo HPA tem sido muito estudada...

Distorções cognitivas e conflito conjugal na depressão pós-parto paterna

Koch, Sabrina
Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre Publicador: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Porto Alegre
Tipo: Dissertação de Mestrado
PORTUGUêS
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96.65%
A depressão é uma condição médica geral com prevalência variando entre 4% e 10% da população mundial. A depressão pós-parto é uma das formas de manifestação da doença, atingindo tanto mulheres como homens. Entretanto, faltam estudos que abordem a questão da depressão pós-parto paterna. Nesse contexto, o objetivo do estudo foi verificar o efeito da depressão pós-parto paterna na interação pai-bebê, investigando potenciais mediadores (processamento de faces, conflito conjugal e atenção). Para isso, foram realizados dois estudos, um teórico e outro empírico. O estudo teórico realiza uma revisão sistemática sobre a prevalência da depressão pós-parto nos pais e o impacto para o desenvolvimento infantil. Foram encontrados poucos estudos que incluíam os fatores investigados, especialmente para as variáveis interação pai-bebê e as implicações da DPP-P no desenvolvimento infantil. As taxas de prevalência sobre a DPP-P variaram entre 1,2% e 25,5%. O estudo empírico, por sua vez, examinou o efeito da depressão pós-parto paterna na interação pai-bebê. Para isso foi realizada uma pesquisa quantitativa com delineamento transversal entre um grupo clínico e outro controle. Foram investigadas 61 díades pai-bebê...

Fatores psicossociais e sociodemográficos associados à depressão pós-parto: Um estudo em hospitais público e privado da cidade de São Paulo, Brasil

Morais,Maria de Lima Salum e; Fonseca,Luiz Augusto Marcondes; David,Vinicius Frayze; Viegas,Lia Matos; Otta,Emma
Fonte: Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Publicador: Programa de Pós-graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2015 PT
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106.5%
ResumoO estudo avaliou a prevalência de depressão pós-parto (DPP) e fatores associados em mulheres que deram à luz em dois hospitais da cidade de São Paulo: um público e outro privado. Foram aplicados questionários padronizados, a Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo (EDPE) e a Escala de Apoio Social de MOS (EAS) a 462 mulheres: 205, no hospital público e 257, no privado. Foram obtidos dados sociodemográficos, psicossociais, obstétricos e do recém-nascido (RN). Consideraram-se deprimidas mulheres com 12 ou mais pontos na EDPE, aplicada no 3º ou 4º mês após o parto. No hospital público, a prevalência de DPP foi de 26% e, no privado, de 9%. Características dos RN foram semelhantes nas duas amostras; idade, escolaridade, número de visitas de pré-natal e de cesarianas das mães foram maiores no hospital privado. Análise de regressão envolvendo características psicossociais das participantes revelou associação positiva de DPP com depressão anterior e com frequência de conflitos com o parceiro e relação negativa com anos de escolaridade e escore de apoio social.

A depressão pós-parto influencia o cuidado à saúde infantil?

Santos, Wallace dos
Fonte: Universidade de Brasília Publicador: Universidade de Brasília
Tipo: Dissertação
POR
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96.64%
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, 2013.; A mortalidade infantil, sobretudo no período neonatal, ainda tem apresentado valores globais expressivos. O Fundo das Nações Unidas para a Infância propôs um modelo conceitual para avaliar a capacidade e a habilidade do cuidador e da família em prestar cuidado à criança. O cuidado à saúde infantil depende, prioritariamente, da capacidade materna de cuidar, que, por sua vez, pode ser comprometida pela depressão pós-parto. Não se dispõe de estimativas nacionais sobre este tipo de depressão, mas há estudos pontuais no Brasil que encontraram prevalências variando de 10,8% a 39,4%, o que pode indicar um problema de saúde pública. Este estudo objetivou analisar a relação entre o cuidado à saúde infantil e seus preditores, enfatizando a depressão pós-parto, bem como identificar a concordância entre duas versões da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo usadas no Brasil. Utilizaram-se dados secundários do inquérito “Chamada Neonatal”, que estudou, dentre outros fatores, a depressão em mães de menores de três meses de idade...

A percepção materna das competências parentais e do ambiente familiar : possíveis influências da depressão pós-parto, satisfação conjugal e suporte social

Torcato, Sónia Margarida Gomes
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2015 POR
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96.62%
Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicologia Clínica Dinâmica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2015; Objetivos: O objetivo deste estudo é investigar a influência da depressão pós-parto na perceção materna das competências parentais e do ambiente familiar. Em particular, pretende-se investigar se a depressão pós-parto, a satisfação conjugal e a existência de suporte social têm influência no modo como as mães percecionam as suas competências parentais e o seu ambiente familiar. Amostra: A amostra é constituída por 40 mulheres, que foram mães no último ano (idades entre os 19 e os 42). As participantes da investigação foram todas recrutadas na Consulta de Saúde Infantil, do Centro de Saúde de Caldas da Rainha. Instrumentos: Foi entregue a Folha de Informação à Participante, após a sua leitura obteve-se o Consentimento Informado. Depois deste procedimento a investigadora realizou, com a participante, o preenchimento do Questionário Sociodemográfico e Clínico. Individualmente, as mães, preencheram os seguintes questionários: Escala da Depressão Pós-parto (EPDS); Escala de Sentimento de Competência Parental (ESCP); Escala de Ambiente Familiar (FES); Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC) e...

Depressão pós-parto : estudo de prevalência e deteção de fatores de risco

Sousa, Soraia Guerra
Fonte: Universidade da Beira Interior Publicador: Universidade da Beira Interior
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em /05/2012 POR
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96.64%
Introdução. A prevalência da depressão nas mulheres é aproximadamente duas vezes superior à dos homens. Estima-se que a prevalência de depressão pós-parto em Portugal seja de 12.4% na semana que se segue ao parto e 13.7% nos três meses seguintes. Vários fatores de risco têm sido investigados com resultados contraditórios que se devem provavelmente à natureza complexa e multifatorial da perturbação. O objetivo deste estudo foi a avaliação da prevalência de sintomatologia depressiva e dos seus fatores de risco em puérperas do Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE. Metodologia. Foi aplicada a Escala de Depressão Pós-parto de Edinburgh em 168 mulheres durante as primeiras 72 horas pós-parto (EPDS1) no setor de internamento de Obstetrícia e novamente após 28 a 32 dias por entrevista telefónica (EPDS2). Junto com a EPDS1 as puérperas preencheram também um inquérito sociodemográfico, a escala de Graffar e a Escala de Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC). Resultados. A amostra foi constituída por mulheres com idades entre os 17 e os 42 anos (Média=30.18, SD=5.057). A prevalência de sintomatologia depressiva determinada pela positividade da escala (EPDS>13) foi de 7.1% e de 1.3% para a EPDS1 e EPDS2...