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Avaliação da motivação dos enfermeiros para a prática de controlo de infecção numa unidade de cuidados intensivos neonatais

Antunes, Ana Rita; Silva, Ana Rita; Rodrigues, Camila; Duque, Mário; Mateus, Bárbara Aires
Fonte: Edições Universitárias Lusófonas Publicador: Edições Universitárias Lusófonas
Tipo: Artigo de Revista Científica
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O presente trabalho de investigação com o tema “Avaliação da Motivação do Enfermeiro para a prática de Controlo de Infecção numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais”, teve como objectivo avaliar a motivação dos enfermeiros para a prática do controlo de infecção. Para tal, foram inquiridos os enfermeiros que exercem funções em Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) de três Hospitais distintos da região de Lisboa. Verificámos ao longo do estudo que a lavagem das mãos é um importante factor de prevenção de infecções nosocomiais, encontrando-se a motivação na base de qualquer comportamento de controlo de infecção. Através dos resultados, constatámos que os enfermeiros se encontram motivados para o controlo de infecção, apresentando as Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais, condições adequadas que incitam a esta prática.

Mãos que cuidam

Grilo, Inês Sofia Noite
Fonte: Universidade Católica Portuguesa Publicador: Universidade Católica Portuguesa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em /12/2011 POR
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66.24%
A prevenção e controlo de infecção é um tema que gera alguma polémica pois, ainda nos dias de hoje, este problema ocorre em todo mundo afectando desde os países mais desenvolvidos aos mais carenciados de recursos. Para os enfermeiros, este assunto assume uma importância extrema, uma vez que o profissional de enfermagem se encontra ligado directa e indirectamente aos cuidados do utente e tudo o que o envolve. No entanto, prevenir e controlar a infecção associada aos cuidados de saúde, não passa apenas pelo profissional de enfermegem, é uma responsabilidade de todos! Desde o profissional de saúde ao utente que se encontre numa instituição de saúde. Segundo a Direcção Geral da Saúde, após a aplicação do Inquérito Nacional de Prevalencia, em Março de 2009, para determinar a prevalência de infecções associadas aos cuidados de saúde (IACS) e de infecções adquiridas na comunidade (IC), revela que a taxa bruta de prevalência de infecção nosocomial foi de 9,8%, sendo esta taxa semelhante às taxas apresentadas em estudos recentes realizados em países europeus, sendo no entanto das mais elevadas e acordo com o Plano Nacional de Prevenção e Controlo de Infecção Associada aos Cuidados de Saude (PNCI)...

Staphylococcus Aureus resistente à meticilina : percepção do risco e atitudes de enfermeiros de um centro hospitalar

Pedro, Ana Luisa Pimentel Rodrigues da Rosa
Fonte: Universidade Católica Portuguesa Publicador: Universidade Católica Portuguesa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2011 POR
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76.09%
A disseminação do Staphylococcus Aureus resistente à meticilina (MRSA) continua a ser um dos mais difíceis desafios para a prevenção, controlo e tratamento das infecções associadas aos cuidados de saúde. Em Portugal, quase metade (49%) dos isolamentos de Staphylococcus aureus, em hemoculturas e liquor, são resistentes à meticilina. O inquérito nacional de prevalência de infecção realizado em 2010, aponta o Staphylococcus aureus como o agente mais frequente de infecção hospitalar onde o MRSA representa 13,4% do total dos agentes isolados, com uma proporção de MRSA de 69,2% dos Staphylococcus aureus. Compreender o comportamento individual e a relação com a percepção do risco é um passo importante em termos do controlo efectivo das infecções. A adopção plena das recomendações de prevenção da transmissão cruzada depende da conjugação de vários factores: o conhecimento que os profissionais detêm das recomendações, o modo como as aplicam nas suas práticas diárias e ainda a sua percepção do risco. O presente estudo pretende avaliar a percepção dos enfermeiros em relação ao risco de transmissão do MRSA para o próprio, para os outros profissionais e para os doentes e de que modo essa percepção se reflecte na adopção das recomendações de prevenção da transmissão de infecção. Foram aplicados questionários a enfermeiros de 10 Unidades clínicas de um Centro Hospitalar e realizadas entrevistas a um enfermeiro de cada uma dessas Unidades. Concluímos que...

Aplicação tópica do mel no controlo da infeção em feridas crónicas : uma revisão sistemática

Figueira, Patrícia Margarida Pedro
Fonte: Universidade Católica Portuguesa Publicador: Universidade Católica Portuguesa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em 09/09/2014 POR
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66.09%
INTRODUÇÃO: O estudo da aplicação tópica do mel em feridas tem vindo a obter um reconhecimento no campo do controlo da infecção. Considerado um apósito de fácil manuseamento, ao qual se identificam e se consagram propriedades distintas de poder anti-inflamatório e antibacteriano local, com atividade fúngica relatada e com resultados benéficos na redução do odor, da dor e do edema, o mel tem vindo a ser utilizado cada vez mais no tratamento de feridas das mais diversas etiologias. METODOLOGIA: Revisão sistemática da literatura cujo principal objetivo é avaliar o efeito da aplicação tópica do mel no controlo da infeção em feridas crónicas. A pesquisa efetuada em bases de dados eletrónicas e por busca manual decorreu entre os meses de Fevereiro a Agosto de 2013, revelando uma amostra final de 8 artigos. O controlo da infeção na ferida crónica foi o principal alvo a analisar nos estudos seleccionados e incluídos. A colheita e extracção de dados foram realizadas pela autora e posteriormente verificados, de forma independente, por um colega revisor. RESULTADOS: Foi possível verificar uma ação positiva do uso do mel no controlo da infeção em feridas crónicas, nomeadamente em úlceras de perna...

Estudos de infecção canina por Leishmania no Alto Douro

Cardoso, Luís Miguel Martins
Fonte: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Publicador: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Tipo: Tese de Doutorado
POR
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Tese de Doutoramento em Ciências Veterinárias; A leishmaniose visceral causada por Leishmania infantum é uma zoonose endémica nos países do sul da Europa. O cão é o reservatório principal do parasita, que tem comovectores insectos flebotomíneos. A leishmaniose canina (LCan) representa um importante problema médico-veterinário. Simultaneamente, a informação sobre a epidemiologia da infecção por L. infantum nos cães é essencial para a definição de medidas eficazes de controlo da leishmaniose zoonótica. A investigação apresentada nesta tese tem como objectivo fundamental a aquisição de conhecimento actualizado sobre aspectos epidemiológicos da infecção canina por Leishmania, na região endémica do Alto Douro, e também a validação de meios de diagnóstico simples, rápidos e sensíveis. Com este propósito, foram empreendidos diversos trabalhos, descritos nos capítulos seguintes: Capítulo 1 – Introdução geral. Revisão da literatura científica sobre Leishmania, leishmanioses humanas, a LCan no sul da Europa, o diagnóstico, o controlo e a situação da leishmaniose em Portugal. Capítulo 2 – Rastreio serológico de infecção por Leishmania em cães do concelho de Peso da Régua (Alto Douro, Portugal) com o teste de aglutinação directa (DAT) e o teste rápido de aglutinação directa (FAST). Pretendeu-se definir níveis de seroprevalência actualizados e utilizar...

Epidemiological Importance of Rodents as Reservoirs of Leptospira in Maronesa Cattle Farms in Trás-os-Montes Region

Cardoso, Maria das Neves Mitelo Morão de Paiva
Fonte: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Publicador: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Tipo: Tese de Doutorado
ENG
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66.09%
Tese de Doutoramento em Ciências Veterinárias; Leptospirosis is a zoonosis caused by pathogenic spirochetes of genus Leptospira, maintained in nature by numerous reservoirs, free-living and domestic animals, constituting a potential source of infection for humans, and other susceptible hosts (Turner, 1967; Little, 1986). Leptospirosis is considered by O.I.E. (2008) as a disease of importance to international trade, and it is included in the list of “Multiple species diseases.” Leptospirosis is also regarded as a re-emerging zoonosis (Higgins, 2004). The emergence of several zoonoses seems related to a combination of factors namely: the global warming, expanding human populations, globalisation of trade, intensification of wildlife farming, and microorganisms associated to wildlife incoming intensive livestock production systems (Bengis et al., 2004). Indeed, leptospirosis causes a decrease in the income of cattle farms, mainly due to its impact on the reproduction programs. Financial damages of considerable economic loss, through reproductive wastage due to chronic infection with Hardjo serovar (Sejroe serogroup), result mainly from infertility, abortion in the last months of gestation, premature births, death of calves of 15-60 days...

Toxicodependentes Internados numa Enfermaria de Medicina Interna: Relato de uma Experiência

Pereira, JG; Bentes de Jesus, M
Fonte: Sociedade Portuguesa de Medicina Interna Publicador: Sociedade Portuguesa de Medicina Interna
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em //2004 POR
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66.09%
Contexto: Nos últimos anos tem-se verificado um aumento da patologia médica associada à toxicodependência, em particular infecciosa, condicionando internamento hospitalar. O próprio internamento, por seu lado, é muitas vezes complicado por problemas directamente associados ao estado de dependência física e psíquica, nomeadamente síndrome de abstinência, comportamento indisciplinado e alta precoce por abandono. Os autores pretenderam caracterizar o impacto desta população numa enfermaria de Medicina Interna durante um ano (1998). Métodos: Foram revistos todos os processos dos doentes internados durante o ano de 1998 numa enfermaria de Medicina Interna. Foram identificados dois grupos: o primeiro constituído por todos os toxicodependentes (definido como doentes com consumo activo de substâncias ilícitas na altura da admissão hospitalar - grupo TD); o segundo pela restante população internada (grupo controlo). Foram identificados para todos os doentes: motivos do internamento, duração do mesmo, e mortalidade; dados demográficos (sexo e idade); todos os episódios infecciosos (na admissão e nosocomiais) e serologias positivas para os vírus da imunodeficiência humana, hepatite B e hepatite C. No grupo TD foram ainda caracterizados os hábitos de consumo e as complicações do mesmo em internamento (em particular síndrome de privação). Resultados: Foram identificados 80 toxicodependentes(5...

A Evolução do Controlo de Infecção em Portugal

Neto, MT
Fonte: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE Publicador: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE
Tipo: Aula
Publicado em //2011 POR
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106.25%
A primeira referência a controlo de infecção em Portugal remonta a 1930 mas é só em 1979 que é publicada a primeira circular informativa da Direcção-Geral dos Hospitais a qual divulgava a Resolução 31 do Conselho da Europa sobre a institucionalização das Comissões de Controlo de Infecção. Em 1986 é recomendado a todas as unidades de saúde o controlo de infecção, também pela DGH e, novamente, seguindo uma disposição do Conselho da Europa. Em 1993 aquela Direcção Geral decide pela necessidade de institucionalização das CCIH mas é só em 1996 que são criadas as CCIH em todas as unidades hospitalares públicas e privadas com definição, afectação de recursos humanos, físicos e financeiros e definida a composição e as atribuições. Três anos depois nasce o Programa Nacional de Controlo de Infecção com o objectivo de divulgar a verdadeira dimensão do problema e promover as medidas necessárias para a prevenção da infecção. O PNCI foi criado na DGS em 1996, transferido para o INS Dr. Ricardo Jorge em 1999, tendo regressado à DGS em 2006. No ano seguinte foi aprovado pelo Sr. Ministro da Saúde Dr. Correia de Campos e publicado em DR o Programa Nacional de Controlo de Infecção Associada aos Cuidados de Saúde. No mesmo ano é determinada pela DGS a reestruturação das CCI em todas as unidades de saúde...

Infecção Relacionada com o CVC

Neto, MT; Queiroz, G; Serelha, M
Fonte: Unidade Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE Publicador: Unidade Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE
Tipo: Aula
Publicado em //2011 POR
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66.17%
Introdução: Os dispositivos invasivos nomeadamente cateteres venosos centrais (CVC) são uma fonte comum de infecção sistémica. Em cuidados intensivos neonatais a taxa de infecção associada ao CVC pode ser muito elevada. A vigilância epidemiológica constitui a base do controlo de infecção associada a estes dispositivos. Objectivo: Analisar a evolução da infecção associada aos CVC numa UCIN. Tipo de estudo: Vigilância epidemiológica. Origem dos dados: Registo Nacional das IACS em UCIN do PNCI/DGS. Período em análise: 2008-2010. Resultados: O número de doentes admitidos foi semelhante nos 3 anos assim como a percentagem de doentes com necessidade de cuidados intensivos e o tempo de internamento nesse nível de cuidados. Pelo contrário verificou-se uma percentagem mais elevada de RNMBP, doentes operados, ventilados e de dias de ventilação. O número de RN com CVC, dias de CVC e taxa de utilização de CVC também foram semelhantes. O número de episódios de infecção por mil dias de internamento foi semelhante mas as sépsis em RN com CVC /1000 dias de CVC ligeiramente superiores (13,9/1000 dias de CVC no último ano) com valores crescentes ao longo dos 3 anos. Pelo contrário a septicémia com origem no CVC tem valores muito baixos (0...

Precauções em Controlo de Infecção

Neto, MT
Fonte: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE Publicador: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE
Tipo: Aula
Publicado em //2011 POR
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106.05%
Em controlo de infecção é importante definir os tipos de precauções. Elas podem ser universais ou baseadas nas vias de transmissão. As precauções universais devem ser aplicadas a todos os doentes em todas as unidades de saúde e baseiam-se no princípio de que todos os doentes podem ter eventualmente doenças potencialmente transmissíveis desconhecidas do prestador de cuidados. São exemplo deste tipo de precaução o uso de luvas para manipulação de fluidos orgânicos. As precauções baseadas na via de transmissão pressupõem o conhecimento da via de transmissão dos agentes microbiológicos que provocam determinada doença. – via aérea, por gotículas ou por contacto. Cada uma destas vias implica cuidados, condições físicas e arquitectónicas diferentes. A transmissão por contacto é a mais frequente e, digamos também a mais fácil de cumprir. Define-se como o uso de luvas e bata no contacto com o doente. Um doente colonizado com uma bactéria multirresistente deve ser colocado em isolamento de contacto. Se possível este deve ser colocado em quarto privado. Se não for possível, doentes colonizados ou com doença provocada pelo mesmo agente devem estar no mesmo quarto. A precaução de transmissão por via aérea ocorre por disseminação de pequenas partículas residuais ou de pó contendo agentes infecciosos ou esporos. São exemplo desta via de transmissão a tuberculose...

Vigilância Epidemiológica da Infecção

Neto, MT
Fonte: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hopitalar de Lisboa Central, EPE Publicador: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hopitalar de Lisboa Central, EPE
Tipo: Aula
Publicado em //2011 POR
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66.13%
Em controlo de infecção os conceitos de epidemiologia e vigilância são de importância fundamental tal como definir o Plano de Vigilância de um Programa de Controlo de Infecção. Do mesmo modo é importante delinear objectivos e decidir a população alvo, definir que eventos irão ser englobados na vigilância e decidir que taxas irão ser determinadas. Os objectivos devem ser claros e realizáveis e o plano de vigilância deve estar acoplado a uma estratégia de prevenção. O objectivo primário deve ser conhecer a taxa de infecção endémica. A vigilância pode ser baseada numa ocorrência sentinela ou baseado na população. Os instrumentos epidemiológicos podem ser estudos de prevalência, estudos de prevalência caso-controlo ou estudos de incidência. Para determinação das taxas tem que ser conhecido o denominador. Os marcadores de vigilância epidemiológica estão bem definidos e é possível encontrar dados na bibliografia para comparar resultados. Contudo deve ser sempre tido em consideração que deve ser feito um ajuste para a gravidade da doença. O sistema de vigilância epidemiológica deve ser sujeito a avaliação no que respeita a rigor, efectividade e impacto económico. Em conclusão um sistema de vigilância epidemiológica deve ter objectivos claros e ser programado face à realidade da unidade de saúde onde vai ser implantado. Apesar do seu principal objectivo ser reduzir o risco...

Toxicodependentes Internados numa Enfermaria de Medicina Interna: Relato de uma Experiência

Pereira, JG; Bentes de Jesus, M
Fonte: Sociedade Portuguesa de Medicina Interna Publicador: Sociedade Portuguesa de Medicina Interna
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em //2004 POR
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66.09%
Contexto: Nos últimos anos tem-se verificado um aumento da patologia médica associada à toxicodependência, em particular infecciosa, condicionando internamento hospitalar. O próprio internamento, por seu lado, é muitas vezes complicado por problemas directamente associados ao estado de dependência física e psíquica, nomeadamente síndrome de abstinência, comportamento indisciplinado e alta precoce por abandono. Os autores pretenderam caracterizar o impacto desta população numa enfermaria de Medicina Interna durante um ano (1998). Métodos: Foram revistos todos os processos dos doentes internados durante o ano de 1998 numa enfermaria de Medicina Interna. Foram identificados dois grupos: o primeiro constituído por todos os toxicodependentes (definido como doentes com consumo activo de substâncias ilícitas na altura da admissão hospitalar - grupo TD); o segundo pela restante população internada (grupo controlo). Foram identificados para todos os doentes: motivos do internamento, duração do mesmo, e mortalidade; dados demográficos (sexo e idade); todos os episódios infecciosos (na admissão e nosocomiais) e serologias positivas para os vírus da imunodeficiência humana, hepatite B e hepatite C. No grupo TD foram ainda caracterizados os hábitos de consumo e as complicações do mesmo em internamento (em particular síndrome de privação). Resultados: Foram identificados 80 toxicodependentes(5...

A Evolução do Controlo de Infecção em Portugal

Neto, MT
Fonte: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE Publicador: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE
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Publicado em //2011 POR
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A primeira referência a controlo de infecção em Portugal remonta a 1930 mas é só em 1979 que é publicada a primeira circular informativa da Direcção-Geral dos Hospitais a qual divulgava a Resolução 31 do Conselho da Europa sobre a institucionalização das Comissões de Controlo de Infecção. Em 1986 é recomendado a todas as unidades de saúde o controlo de infecção, também pela DGH e, novamente, seguindo uma disposição do Conselho da Europa. Em 1993 aquela Direcção Geral decide pela necessidade de institucionalização das CCIH mas é só em 1996 que são criadas as CCIH em todas as unidades hospitalares públicas e privadas com definição, afectação de recursos humanos, físicos e financeiros e definida a composição e as atribuições. Três anos depois nasce o Programa Nacional de Controlo de Infecção com o objectivo de divulgar a verdadeira dimensão do problema e promover as medidas necessárias para a prevenção da infecção. O PNCI foi criado na DGS em 1996, transferido para o INS Dr. Ricardo Jorge em 1999, tendo regressado à DGS em 2006. No ano seguinte foi aprovado pelo Sr. Ministro da Saúde Dr. Correia de Campos e publicado em DR o Programa Nacional de Controlo de Infecção Associada aos Cuidados de Saúde. No mesmo ano é determinada pela DGS a reestruturação das CCI em todas as unidades de saúde...

Infecção Relacionada com o CVC

Neto, MT; Queiroz, G; Serelha, M
Fonte: Unidade Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE Publicador: Unidade Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE
Tipo: Aula
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Introdução: Os dispositivos invasivos nomeadamente cateteres venosos centrais (CVC) são uma fonte comum de infecção sistémica. Em cuidados intensivos neonatais a taxa de infecção associada ao CVC pode ser muito elevada. A vigilância epidemiológica constitui a base do controlo de infecção associada a estes dispositivos. Objectivo: Analisar a evolução da infecção associada aos CVC numa UCIN. Tipo de estudo: Vigilância epidemiológica. Origem dos dados: Registo Nacional das IACS em UCIN do PNCI/DGS. Período em análise: 2008-2010. Resultados: O número de doentes admitidos foi semelhante nos 3 anos assim como a percentagem de doentes com necessidade de cuidados intensivos e o tempo de internamento nesse nível de cuidados. Pelo contrário verificou-se uma percentagem mais elevada de RNMBP, doentes operados, ventilados e de dias de ventilação. O número de RN com CVC, dias de CVC e taxa de utilização de CVC também foram semelhantes. O número de episódios de infecção por mil dias de internamento foi semelhante mas as sépsis em RN com CVC /1000 dias de CVC ligeiramente superiores (13,9/1000 dias de CVC no último ano) com valores crescentes ao longo dos 3 anos. Pelo contrário a septicémia com origem no CVC tem valores muito baixos (0...

Precauções em Controlo de Infecção

Neto, MT
Fonte: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE Publicador: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE
Tipo: Aula
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Em controlo de infecção é importante definir os tipos de precauções. Elas podem ser universais ou baseadas nas vias de transmissão. As precauções universais devem ser aplicadas a todos os doentes em todas as unidades de saúde e baseiam-se no princípio de que todos os doentes podem ter eventualmente doenças potencialmente transmissíveis desconhecidas do prestador de cuidados. São exemplo deste tipo de precaução o uso de luvas para manipulação de fluidos orgânicos. As precauções baseadas na via de transmissão pressupõem o conhecimento da via de transmissão dos agentes microbiológicos que provocam determinada doença. – via aérea, por gotículas ou por contacto. Cada uma destas vias implica cuidados, condições físicas e arquitectónicas diferentes. A transmissão por contacto é a mais frequente e, digamos também a mais fácil de cumprir. Define-se como o uso de luvas e bata no contacto com o doente. Um doente colonizado com uma bactéria multirresistente deve ser colocado em isolamento de contacto. Se possível este deve ser colocado em quarto privado. Se não for possível, doentes colonizados ou com doença provocada pelo mesmo agente devem estar no mesmo quarto. A precaução de transmissão por via aérea ocorre por disseminação de pequenas partículas residuais ou de pó contendo agentes infecciosos ou esporos. São exemplo desta via de transmissão a tuberculose...

Vigilância Epidemiológica da Infecção

Neto, MT
Fonte: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hopitalar de Lisboa Central, EPE Publicador: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, Hospital de Dona Estefânia, Centro Hopitalar de Lisboa Central, EPE
Tipo: Aula
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66.13%
Em controlo de infecção os conceitos de epidemiologia e vigilância são de importância fundamental tal como definir o Plano de Vigilância de um Programa de Controlo de Infecção. Do mesmo modo é importante delinear objectivos e decidir a população alvo, definir que eventos irão ser englobados na vigilância e decidir que taxas irão ser determinadas. Os objectivos devem ser claros e realizáveis e o plano de vigilância deve estar acoplado a uma estratégia de prevenção. O objectivo primário deve ser conhecer a taxa de infecção endémica. A vigilância pode ser baseada numa ocorrência sentinela ou baseado na população. Os instrumentos epidemiológicos podem ser estudos de prevalência, estudos de prevalência caso-controlo ou estudos de incidência. Para determinação das taxas tem que ser conhecido o denominador. Os marcadores de vigilância epidemiológica estão bem definidos e é possível encontrar dados na bibliografia para comparar resultados. Contudo deve ser sempre tido em consideração que deve ser feito um ajuste para a gravidade da doença. O sistema de vigilância epidemiológica deve ser sujeito a avaliação no que respeita a rigor, efectividade e impacto económico. Em conclusão um sistema de vigilância epidemiológica deve ter objectivos claros e ser programado face à realidade da unidade de saúde onde vai ser implantado. Apesar do seu principal objectivo ser reduzir o risco...

Prevenção e Controlo de Infecção na Prática dos Enfermeiros: Contributos da Formação

Gonçalves, Susana Maria Filipe
Fonte: Escola Superior de Enfermagem de Coimbra Publicador: Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 06/02/2014 POR
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116.19%
Nem todas as infecções associadas aos cuidados de saúde são evitáveis, todavia, uma proporção significativa pode ser prevenida se conseguirmos envolver os profissionais de saúde na adopção de boas práticas no contexto da prevenção e controlo de infecção, nomeadamente as precauções padrão. Não obstante, reconhece-se que ainda permanece como um desafio a identificação de mecanismos promotores da adesão dos profissionais às práticas recomendadas, apesar da evidência científica. Considerando a importância da adesão dos enfermeiros às boas práticas em prevenção e controlo de infecção pretendeu-se identificar o estado da arte numa unidade de saúde, os factores que a influenciam e em que medida se adequa às necessidades e expectativas dos profissionais a formação desenvolvida. Este estudo qualitativo, desenvolvido sob o método da investigação-acção privilegiou a presença do investigador no contexto. Na colheita de dados recorremos à observação participante, sendo o público-alvo os enfermeiros dos serviços de internamento o que possibilitou o registo de 96 notas de observação e, a entrevista semi-estruturada dirigida a informantes-chave ?práticos? e ?peritos?, num total de oito. Podemos concluir que a adesão dos enfermeiros às precauções padrão é satisfatória...

Prevenção e Controlo de Infeção na Prática dos Enfermeiros:Contributos da Formação

Castilho, Amélia Filomena de Oliveira Mendes
Fonte: ESENFC Publicador: ESENFC
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em 01/09/2010 POR
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96.21%
Nem todas as infecções associadas aos cuidados de saúde são evitáveis, todavia, uma proporção significativa pode ser prevenida se conseguirmos envolver os profissionais de saúde na adopção de boas práticas no contexto da prevenção e controlo de infecção, nomeadamente as precauções padrão. Não obstante, reconhece-se que ainda permanece como um desafio a identificação de mecanismos promotores da adesão dos profissionais às práticas recomendadas, apesar da evidência científica. Considerando a importância da adesão dos enfermeiros às boas práticas em prevenção e controlo de infecção pretendeu-se identificar o estado da arte numa unidade de saúde, que factores a influenciam e em que medida a formação desenvolvida se adequa às necessidades e expectativas dos profissionais. Este estudo qualitativo, desenvolvido sob o método da investigação-acção privilegiou a presença do investigador no contexto. Na colheita de dados recorremos à observação participante, tendo como público-alvo os enfermeiros dos serviços de internamento, e a entrevistas semi-estruturadas dirigidas informantes-chave "práticos" e "peritos". Podemos concluir que a adesão dos enfermeiros às precauções padrão é satisfatória...

Evaluation of the knowledge and attitudes to the standard precautions for infection control of the healthcare workers of a Portuguese central and university hospital.; Avaliação dos conhecimentos e atitudes sobre precauções padrão controlo de infecção dos profissionais de saúde de um hospital central e universitário Português.

Aires, Sofia; Comissão de Controlo de Infecção, Hospital Geral de Santo António, Porto.; Carvalho, Alice; Aires, Ernestina; Calado, Elsa; Aragão, Irene; Oliveira, Júlio; Polónia, António; Vasconcelos, Carlos
Fonte: Ordem dos Médicos Publicador: Ordem dos Médicos
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; article; article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion Formato: application/pdf
Publicado em 14/04/2010 POR
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75.92%
The Standard Precautions are measures to prevent healthcare workers' exposure to infectious agents, like HIV, HBV and HCV, through the routine use of techniques and appropriate barriers that reduce the exposure probability. These measures intend to prevent contact with blood and other fluids, potentially infected, contributing to the reduction of nosocomial infection.To evaluate the knowledge, attitudes and adherence to the standard precautions for infection control among the healthcare workers of the Hospital Geral de Santo António, through the application of a questionnaire. To identify the gaps of each professional group and clinical departments, in order to better define the needs to planning future education.Of the total of 172 questionnaires, 7% did not know about the standard precautions, the majority from medical staff. Importantly 21% affirm recapping needles. Globally, a low level knowledge about the ways HIV, HBV and HCV is transmitted was verified, mostly regarding the possibility of transmission from dishes and other material necessary to give food to the patients. About 95% considered it important to wash the hands in several different situations but 21% are unaware of alternative alcoholic solutions.There is a precarious knowledge of these measures...

Infecção relacionada com a prestação de cuidados de saúde: infecções da corrente sanguínea (septicemia)

Pina,Elaine; Silva,Maria Goreti; Silva,Eduardo Gomes da; Uva,António de Sousa
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2010 PT
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76.07%
As infecções associadas aos cuidados de saúde constituem um importante problema de saúde pública ainda que, no nosso país, a prioridade que se lhes atribui não se pode considerar muito elevada. O presente estudo pretende descrever e quantificar a infecção hospitalar e mais especificamente as infecções nosocomiais da corrente sanguínea (septicémia) e a correspondente morbi-mortalidade através da informação obtida em estudos de prevalência e incidência promovidas pelo Projecto Controlo de Infecção/Programa Nacional de Controlo de Infecção. Da análise da informação obtida observa-se um aumento das taxas de infecção da corrente sanguínea associadas a um aumento no uso de dispositivos invasivos. O desenho dos estudos analisados não permite uma identificação dos factores de risco específicos nem a análise das estruturas e práticas utilizadas na prevenção da infecção. Embora a comparação dos dados nacionais com os outros países europeus não apresente diferenças significativas, estudos recentes indicam a possibilidade de se obter taxas de 0% nas infecções da corrente sanguínea associadas a cateter. Daí justificar-se estudos de investigação que abordem o problema com maior profundidade a fim de se dar passos seguros para intervenções fundamentadas que objectivem essas taxas de 0% descritas nalgumas unidades de saúde.