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"Esquerdisticamente afinados" : os intelectuais, os livros e as revistas das editoras Civilização Brasileira e Paz e Terra : (1964-1969)

Rosa, Michele Rossoni
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
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A instauração do regime militar, em março de 1964, teve implicações decisivas sobre o funcionamento de espaços e grupos intelectuais de esquerda no Brasil, impondo novos rumos à ampla mobilização estabelecida desde a década de 1950, que passou a orientar-se pela ideia fundamental de retorno à democracia. Esta tese aborda a oposição ao autoritarismo estabelecida por meio das editoras Civilização Brasileira e Paz e Terra e de suas revistas, a Civilização Brasileira, a Política Externa Independente e a Paz e Terra, editadas no Rio de Janeiro, entre os anos de 1965 e 1969. Busca evidenciar, através da revisão e análise dos grupos envolvidos nas publicações e de suas características e estratégias editoriais, a posição privilegiada ocupada pelas iniciativas e pelas empresas, que conseguiram reunir e manter ativos intelectuais de variadas matrizes teórico-políticas e institucionais, nos anos iniciais da ditadura, e mesmo ampliar suas atividades e seu público leitor. Reconstitui, também, o amplo conjunto de medidas judiciais, policiais e extralegais utilizadas pelo governo e pelos órgãos de informação e segurança contra as duas editoras, seus livros, periódicos e seus responsáveis, que acabaram por inviabilizar muitas das atividades até 1969.; The establishment of the military regimen...

Intelectuais e exílios : confronto de resistências em revistas culturais Encontros com a Civilização Brasileira, Cuadernos de Marcha e Controversia (1978-1984)

Couto, Cristiano Pinheiro de Paula
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
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Atento ao impacto que o exílio provocou nas nervuras ideológicas e nas estratégias de resistência e de intervenção política e cultural da intelligentsia contestatária latinoamericana, busco analisar, comparativamente, no corpus textual de Encontos com a Civilização Brasileira (1978-1982), da segunda época dos Cuadernos de Marcha (1979- 1984) e de Controversia (1979-1981), alguns dos temas que inflamaram as polêmicas no interior do meio intelectual crítico da América Latina entre os anos de 1978 e de 1984, marcos de fundação e fechamento das revistas que conformam o objeto desta tese. Anos, no contexto latino-americano, de reajustes, de redefinições e de encruzilhadas, definidos pela transição de um ambiente sociocultural cerceado e conduzido por um Estado autoritário para uma circunstância em que se deveria constituir um Estado de Direito com novas relações, fundadas em “regras compartilhadas”, com a emergente sociedade civil. Anos em que se fragmentaram estratégias de resitência política e cultural, tornadas gradualmente mais tensionadas.; The second half of the Seventies was notoriously a time of acute political and cultural transformations not only in the international arena, but also in the context of Latin American transition to democracy. During the Seventies...

O processo de civilização do jogo

Santos, Gisele Franco de Lima
Fonte: Universidade Estadual Paulista (UNESP) Publicador: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo: Tese de Doutorado Formato: 245 f. il.
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Pós-graduação em Educação - FFC; É muito comum que as pessoas, de uma forma geral, acreditem que o jogo da maneira que é concebido hoje seja fruto das relações produzidas em um curto espaço de tempo ou um privilégio das gerações mais recentes cujos conhecimentos científicos e tecnológicos são considerados, pela falta de conhecimento sobre o processo histórico ao qual pertencemos, como originais e inovadores. Outro aspecto sobre o jogo se refere a conotação que normalmente lhe é dada, no senso comum: o jogo é fútil e não sério; o jogo é coisa de criança. Após anos de experiência com o jogo, tanto na Educação Básica, quanto na formação inicial, nos deparamos com algumas questões que nos inquietavam: em que períodos da história, os jogos tradicionais que conhecemos já existiam? Qual era função do jogo em cada período? Quais mudanças ocorreram no jogo em si ou na forma de jogar? Por que estas mudanças aconteceram? Como a transformação do jogo refletiu o processo de civilização. Nesse sentido, objetivamos com este estudo, analisar a transformação do jogo, em grandes períodos de tempo, sob a ótica da teoria dos processos de civilização proposta por Norbert Elias (1897-1990). Nesta teoria...

Eros em propagação : a proposta marcuseana de uma civilização não-repressiva e a questão da tecnica e da ciencia

Tomas Gustavo Pedro
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 22/06/2005 PT
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A presente dissertação de mestrado vem propor o estudo de uma hipótese, elaborada por Herbert Marcuse, de implementação de uma civilização não-repressiva, tendo em vista a importante problemática do progresso técnico científico como elemento que simultaneamente viabiliza e refreia a efetivação desta civilização. Marcuse partiu da asserção de Freud de que não pode haver civilização sem repressão, usando as próprias categorias (retomou a substância histórica destas) psicanalíticas do autor, para refutar tal sentença. Com o crescente desenvolvimento da tecnologia e da automação, Marcuse vê uma progressiva redução do tempo de trabalho humano necessário para a produção, o que torna a "mais-repressão" e o "princípio de desempenho" cada vez mais obsoletos. Eliminando-se a mais-repressão na sociedade industrial afluente, e por conseqüência, o trabalho alienado, os interesses de dominação não teriam mais espaço, o que, segundo Marcuse, abre o caminho para uma nova ordem não repressiva, organizada para a satisfação das necessidades de todos os indivíduos, no sentido de uma reconciliação entre o princípio de prazer e o princípio de realidade. O grande problema, entretanto, é que a própria automação da produção parece agir contra o espectro da libertação; The current dissertation proposes working on a hypothesis elaborated by Herbert Marcuse...

Civilização Editora: 130 anos no universo familiar dos livros

Cravo, Nuno Filipe Ramalho
Fonte: Universidade de Aveiro Publicador: Universidade de Aveiro
Tipo: Dissertação de Mestrado
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A história da edição em Portugal no século XX encontra-se ainda largamente inexplorada. Nestas circunstâncias, a reconstituição da vida de editoras e livrarias e dos principais intervenientes é fundamental para, numa fase posterior, se chegar a um entendimento mais amplo e também mais sólido acerca do panorama do livro e da edição no Portugal no século passado. É neste contexto que foi desenvolvido o projecto de um livro com a história de uma editora portuense de renome, a Civilização Editora, que, em 2009, completou 130 anos de actividade. O projecto incluiu a investigação, recolha de materiais documentais e redacção da história da Civilização, bem como a selecção de conteúdos iconográficos, a preparação de uma proposta de design gráfico, o trabalho de pré-impressão e de impressão. Este projecto, que é apresentado na forma de um livro pronto a publicar, vem acompanhado de um relatório, no qual exponho o enquadramento do projecto, os objectivos, a concepção e as reflexões críticas sobre as opções feitas.; Portuguese publishing history along the 20th century is still widely unknown and unwritten. Under these circumstances it is essential to develop research on publishers and bookshops in order to create conditions...

Civilização e cultura: paradigmas da nacionalidade

Monteiro,Regina Maria
Fonte: Centro de Estudos Educação e Sociedade Publicador: Centro de Estudos Educação e Sociedade
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/11/2000 PT
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O pensamento republicano paulista, analisado neste artigo sob o aspecto da educação escolar necessária à constituição do Estado Nacional no Brasil do final do século XIX, elegeu como base fundamental para a formação do cidadão a disseminação de valores morais cujos vértices centravam-se nas categorias civilização e cultura como forma de assimilação de um ethos liberal que levaria o país ao nível de desenvolvimento da sociedade européia. Essas categorias seriam os paradigmas pelos quais se estabeleceria a identificação do indivíduo comocidadão apto a participar do Estado e portanto a constituir a nação. A veiculação desse ethos liberal, por meio dos paradigmas civilização e cultura, seria, portanto, o papel reservado à formação escolar primária, segundo os expoentes do pensamento republicano paulista entre 1870 e 1889.

Catequese e civilização dos índios nos sertões do império português no século XVIII

Ribeiro,Núbia Braga
Fonte: Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho Publicador: Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2009 PT
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Este artigo analisa a catequese e civilização dos índios nas áreas de sertões da América portuguesa a partir das instruções e correspondências das autoridades. A troca de informações entre Estado português, religiosos e o governo na colônia desencadeou a elaboração de um conjunto de planos e propostas para o domínio dos povos indígenas e das terras repletas de riquezas, nos sertões do século XVIII. Os pressupostos da catequese e civilização integravam o projeto político-religioso do Estado como condição para a conquista na formação e manutenção do Império português e não como uma consequência. Assim, para o pensamento europeu, que vigorava, os habitantes da terra deveriam ser evangelizados dando sentido ao povoamento e colonização destas áreas.

Gás natural: a construção de uma nova civilização

Santos,Edmilson Moutinho dos; Fagá,Murilo Tadeu Werneck; Barufi,Clara Bonomi; Poulallion,Paul Louis
Fonte: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo Publicador: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2007 PT
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Este trabalho discute o papel do gás natural no Brasil e no mundo, sugerindo que a humanidade está no caminho de construir o que se pode chamar de "Civilização do gás". Parte-se de um breve panorama da realidade energética internacional, comparando-se vários cenários, de instituições de reconhecida competência, que procuram descrever possibilidades para o futuro energético do planeta. Uma análise comparada desses cenários permite identificar o consumo crescente do gás natural como uma das tendências fortes para os próximos vinte a cinqüenta anos. Em seguida, introduz-se o conceito de "Civilização do gás", apresentando alguns elementos que o justificam. Oferece-se, então, uma perspectiva brasileira do problema. A partir de antecedentes históricos da indústria do gás no Brasil, apresenta-se uma visão crítica sobre o futuro dos gases combustíveis na matriz energética nacional.

Capitalismo: civilização e poder

Comparato,Fábio Konder
Fonte: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo Publicador: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/08/2011 PT
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No presente artigo, o capitalismo é examinado historicamente como civilização e como poder. Como primeira civilização mundial da história, o capitalismo é considerado desde o seu surgimento, no final da Idade Média, como fator de desagregação da civilização indo-europeia, não só quanto à mentalidade coletiva predominante, mas também quanto às instituições sociais. No tocante ao poder social do capitalismo, o artigo procura mostrar como a burguesia mercantil, inserindo-se na sociedade feudal, acabou por sobrepor-se aos estamentos nela dominantes: o eclesiástico e o aristocrático-militar. Embora originado fora do mundo jurídico, como poder puramente privado, o capitalismo manifestou, desde o início da Modernidade, sua vocação hegemônica, superpondo-se em pouco tempo aos poderes públicos tradicionais. O poder capitalista, para subsistir, exige a contínua concentração de capital e uma expansão geográfica sem limites. Sua força ideológica, na atual sociedade de massas, funda-se na apropriação dos modernos meios de comunicação social. O exercício desse poder mundial, nos últimos séculos, provocou a maior disrupção social que a história jamais conheceu.

Sobre as relações entre o sexual e o mal-estar na civilização: uma discussão acerca das perspectivas freudianas

Pinheiro,Clara Virginia de Q.; Lima,Celina Peixoto; Oliveira,Débora Passos de
Fonte: Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Publicador: Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2006 PT
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O objetivo do presente artigo é examinar as formulações freudianas acerca das relações entre o sujeito às voltas com encontrar possibilidades de satisfação libidinal e o avanço da civilização. Consideramos que podemos estabelecer diferenças entre duas concepções freudianas: 1) uma oposição entre sexualidade e coletividade; 2) a civilização como vínculo libidinal. A primeira refere-se ao texto "Moral sexual civilizada e doença nervosa moderna" (1908) e a segunda, ao texto de 1930, "Mal-estar na civilização". A propósito da noção de civilização, estabelecemos uma articulação entre Freud e Norbert Elias, na medida em que partimos da idéia de que o conceito de civilização em Freud remete à experiência propriamente moderna de formação de laço social. Trata-se, com efeito, de uma forma de sociabilidade baseada na auto-regulação.

Ashis Nandy e as vicissitudes do self: crítica, subjetividade e civilização indiana

Domingues,José Maurício
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGAS-Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ Publicador: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGAS-Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2010 PT
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Este texto trata da obra de Ashis Nandy, um dos principais intelectuais indianos contemporâneos, psicólogo social, psicanalista, bem como cientista político, que busca desenvolver o que chamou de "tradicionalismo crítico". Sua discussão da personalidade e do indivíduo, dentro de uma concepção ampla da civilização da Índia, com a modernidade fazendo-se presente como ameaça explícita (e elemento implícito, mais ambiguamente), é crucial em vários sentidos - em particular teoricamente - para o entendimento da Índia e para uma teoria da civilização. A composição múltipla do self e suas relações tanto com a cultura índica quanto com a ocidental se destacam em sua discussão.

Considerações sobre a civilização ocidental contemporânea em Nietzsche e Freud

Santos,Leonardo Carvalho; Sampaio,Wilson Maranhão
Fonte: Universidade Federal Fluminense, Departamento de Psicologia Publicador: Universidade Federal Fluminense, Departamento de Psicologia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2012 PT
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Este trabalho faz uma exposição das perspectivas de Nietzsche e Freud acerca da civilização ocidental contemporânea a partir dos escritos Genealogia da Moral, do primeiro, O Futuro de uma ilusão e O Mal-estar na Civilização do segundo. São discutidos aspectos referentes à vida na civilização, os mecanismos para lidar com o desprazer da vida em sociedade e os conflitos entre instinto [Trieb] e cultura. São apresentadas as perspectivas dos dois autores para revelar os elementos semelhantes, divergentes e complementares. Por fim, é discutida a importância destes dois autores para uma problematização da psicologia na condição de ciência humana.

As cores nas capas da Editora Civilização Brasileira da década de 1960; The colors on the covers of Civilização Brasileira Publisher of the 1960's

Ivan Ordonha Cechinel
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 18/08/2010 PT
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A presente pesquisa tem como recorte a década de 1960, contextualizada por uma atmosfera revolucionária, do ponto de vista social, político, ideológico e cultural este período foi marcante também para o universo editorial. Neste contexto se destaca a Editora Civilização Brasileira, tendo iniciado atividades ao final da década de 1920, viveu seu momento mais importante na década 1960. Sob a direção de Ênio Silveira a editora se tornou reduto de intelectuais de esquerda e berço para inovações no design de livros, especialmente em relação às capas. As análises apresentadas nesta dissertação de Mestrado focam o papel das cores nestas inovações. Realizou-se um levantamento iconográfico de livros da referida Editora produzidos nos anos 1960, foi analisada a linguagem gráfica das capas com ênfase em questões cromáticas. Após esta análise inicial foram selecionadas dez capas para um levantamento de dados, através de questionário estruturado, em que os entrevistados atuaram como colaboradores fornecendo respostas que auxiliaram nas análises das capas. Tendo como base estudos que norteiam a teoria da cor e questões relacionadas ao processo de impressão vigente na época, junto às informações obtidas através dos questionários...

O mal-estar na civilização e a condição humana para a felicidade

Rezende, Sarah Arruda Sampaio
Fonte: Centro Universitário de Brasília Publicador: Centro Universitário de Brasília
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
PT_BR
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O presente trabalho acadêmico tem por escopo apresentar a visão do conceito de felicidade dentro do contexto da civilização ou da sociedade, sob a ótica psicanalítica e em duas temporalidades distintas, a saber, a moderna de Sigmund Freud e a Pós- Moderna abordada por autores psicanalíticos e da contemporaneidade. Para Freud, a questão primordial acerca da felicidade seria a possibilidade de consenso entre o que desejam os sujeitos (pulsões), suas satisfações e exigências subjetivas e o desenvolvimento da civilização. Afinal, as exigências de uma civilização são responsáveis pelo mal-estar dos seus indivíduos, pois entram em conflito com os desejos deles e causam perturbações e sintomas, em virtude da repressão das pulsões. Assim, o propósito da vida do ser humano é alcançar a felicidade, o mais alto valor ético do ser humano, seja pela ausência do sofrer, seja pelo prazer. Contudo, viver em uma civilização requer a renúncia do que desejam os instintos dos sujeitos, resultando na insatisfação e, em consequência, no mal-estar. A contribuição de Freud ainda é atual para uma avaliação da felicidade na pós-modernidade: a busca pelo prazer e evitar o sofrer ainda são recorrentes nas civilizações. Na Pós-Modernidade...

Capitalismo: civilização e poder

Comparato, Fábio Konder
Fonte: Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados Publicador: Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/01/2011 POR
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No presente artigo, o capitalismo é examinado historicamente como civilização e como poder. Como primeira civilização mundial da história, o capitalismo é considerado desde o seu surgimento, no final da Idade Média, como fator de desagregação da civilização indo-europeia, não só quanto à mentalidade coletiva predominante, mas também quanto às instituições sociais. No tocante ao poder social do capitalismo, o artigo procura mostrar como a burguesia mercantil, inserindo-se na sociedade feudal, acabou por sobrepor-se aos estamentos nela dominantes: o eclesiástico e o aristocrático-militar. Embora originado fora do mundo jurídico, como poder puramente privado, o capitalismo manifestou, desde o início da Modernidade, sua vocação hegemônica, superpondo-se em pouco tempo aos poderes públicos tradicionais. O poder capitalista, para subsistir, exige a contínua concentração de capital e uma expansão geográfica sem limites. Sua força ideológica, na atual sociedade de massas, funda-se na apropriação dos modernos meios de comunicação social. O exercício desse poder mundial, nos últimos séculos, provocou a maior disrupção social que a história jamais conheceu.; This article examines capitalism from a historical viewpoint as a civilization and as a power. As the first global civilization in history...

The “civilization of the Indians” in Brazil in the 18th century: from the pombaline legislation to Domingos Barreto’s plan; A “civilização dos índios” no século XVIII: da legislação pombalina ao “Plano” de Domingos Barreto

Santos, Fabricio Lyrio
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, D. História Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, D. História
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ;
Publicado em 30/06/2014 PT
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This paper examines the origin of the term “civilization” as well as their appropriation by the Portuguese in their colonial policy for indigenous people of Brazil in the second half of the 18th century. The analysis shows that the model of “civilization” applied to the Indians was opposed to the system of catechesis carried out by the Jesuits and other religious orders in Brazil since the sixteenth century.; Este artigo analisa o surgimento da ideia de “civilização dos índios” no contexto da política colonial lusitana para os povos indígenas do Brasil, na segunda metade do século XVIII, com ênfase na legislação pombalina, e o “Plano sobre a civilização dos índios do Brasil”, de Domingos Barreto. A documentação analisada sugere que o ideal de “civilização dos índios” difundido a partir da década de 1750 contrapunha-se ao sistema de catequese seguido pelos jesuítas e outros religiosos desde o século XVI, visando diminuir o papel da Igreja e das ordens religiosas na sociedade colonial e promover a equiparação dos índios aos demais vassalos do reino.

Considerations on western civilization: Freud and Nietzsche as a benchmark; Considerações sobre a civilização ocidental contemporânea a partir das perspectivas de Nietzsche e Freud

Sampaio, Wilson Maranhão; Universidade Salvador - UNIFACS; Carvalho, Leonardo; Universidade Salvador - UNIFACS
Fonte: Eduff Publicador: Eduff
Tipo: ; ; ; Avaliado por pares; Revisão de Literatura Formato: application/pdf
Publicado em 30/04/2012 PT
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This work is a presentation of the perspectives of Nietzsche and Freud on contemporary Western civilization from the writings Genealogy of Morals, the first, The Future of an Illusion and The Malaise Civilization in the second. Is discussed aspects related to life in civilization, the mechanisms to deal with the unpleasantness of life in society and conflicts between instinct [Trieb] and culture. We present the perspectives of two authors to reveal the similar elements, different and complementary. Finally, we discuss the importance of these two authors for an analysis of the psychological condition of human science.; Este trabalho faz uma exposição das perspectivas de Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud acerca da civilização ocidental contemporânea a partir dos escritos Genealogia da Moral, do primeiro, O Futuro de uma Ilusão e O Mal-estar na Civilização do segundo. São discutidos aspectos referentes à vida na civilização como a formação da consciência no ser humano, o sentimento de culpa presente nos indivíduos, os mecanismos para lidar com o desprazer da vida em sociedade, os conflitos entre instintos [trieb] e cultura, e o ideal ascético que a sustenta. Primeiramente são apresentadas as perspectivas dos dois autores e...

A TEORIA DOS PROCESSOS DE CIVILIZAÇÃO E O CONTROLE DAS EMOÇÕES

Brandão, Carlos da Fonseca
Fonte: Conexões Publicador: Conexões
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 04/12/2007 POR
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O objetivo desse texto é discutir a teoria dos processos de civilização de Norbert Elias e suas relações com dois aspectos específicos presentes no interior desses processos, o controle das emoções e o autocontrole. Esses aspectos se entrelaçam no pensamento de Elias, na medida em que esse autor entende que o controle das emoções possui duas faces. A primeira face é o fato desse controle das emoções constituir-se num dos resultados visíveis, entre muitos possíveis, do que ele chama de processos de civilização. A segunda face é o fato de que o controle das emoções também será um dos elementos propulsores mais importantes desses mesmos processos de civilização. O autocontrole, por sua vez, só existirá como uma das formas possíveis de controle dos impulsos e das paixões, internalizada no indivíduo. Palavras-Chave: Processo de civilização; Controle das emoções; Autocontrole. Abstract THE THEORY OF THE CIVILIZATION PROCESSES AND THE CONTROL OF THE EMOTIONS Carlos da Fonseca Brandão The aim of this paper is to discuss the Norbert Elias’s theory about the civilizing process and their relation with two especifics features present into the civilizing process, the control of emotions and the self-control. In agreement with Elias...

A TEORIA DOS PROCESSOS DE CIVILIZAÇÃO E O CONTROLE DAS EMOÇÕES

Brandão, Carlos da Fonseca
Fonte: Conexões Publicador: Conexões
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares Formato: application/pdf
Publicado em 22/09/2015 POR
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O objetivo desse texto é discutir a teoria dos processos de civilização de Norbert Elias e suas relações com dois aspectos específicos presentes no interior desses processos, o controle das emoções e o autocontrole. Esses aspectos se entrelaçam no pensamento de Elias, na medida em que esse autor entende que o controle das emoções possui duas faces. A primeira face é o fato desse controle das emoções constituir-se num dos resultados visíveis, entre muitos possíveis, do que ele chama de processos de civilização. A segunda face é o fato de que o controle das emoções também será um dos elementos propulsores mais importantes desses mesmos processos de civilização. O autocontrole, por sua vez, só existirá como uma das formas possíveis de controle dos impulsos e das paixões, internalizada no indivíduo. Palavras-Chave: Processo de civilização; Controle das emoções; Autocontrole. Abstract THE THEORY OF THE CIVILIZATION PROCESSES AND THE CONTROL OF THE EMOTIONS Carlos da Fonseca Brandão The aim of this paper is to discuss the Norbert Elias’s theory about the civilizing process and their relation with two especifics features present into the civilizing process, the control of emotions and the self-control. In agreement with Elias...

Civilização e alienação: diálogo com Freud e AdornoCivilization and alienation: dialogue whit Adorno and Freud

Danelon, Márcio
Fonte: ETD - Educação Temática Digital Publicador: ETD - Educação Temática Digital
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; bibliográfica Formato: application/pdf
Publicado em 18/11/2008 POR
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O presente artigo tem por objetivo estabelecer um diálogo entre as reflexões de Adorno e Freud sobre a civilização. Procuraremos mostrar as críticas que Adorno construiu, basicamente em Dialética do Esclarecimento, sobre a racionalidade instrumental presente em nossa civilização tecnológica, denunciando o estado de alienação e insatisfação. Procuraremos, também, tomar a análise freudiana sobre a civilização, emergindo suas críticas sobre o caráter extremamente repressor da civilização e sua denúncia da infelicidade que esta acarreta ao homem. Palavras-chave Civilização; Ciência; Alienação; Felicidade Abstract The aim of this article is to establish a dialogue betwen the reflexion of Adorno and Freud about the civilization. We will try to show the cricticisms that Adorno constructed basically in Dialektik der Aufklaurüng about the instrumental rationality present in our tecnologic civilization denouncing the estate of alienation and insatisfaction. We wil also use Freud’s analyses about the civization emerging his criticisms about the character extremely repressive of civilization and his denoucing of unhappiness which was caused to man. Keywords Civilization; Science; Alienation; Happiness